“A figura do policial Fleury, pelo destaque que tinha na atuação do ‘Esquadrão da Morte’, merece uma ligeira apreciação.
Era, sem dúvida, um autêntico produto do meio em que moldou sua personalidade(...)deixou-se, entretanto, arrastar pelas seduções do mundo que se dispôs a combater. Segundo testemunhos registrados em vários processos, tornou-se homicida cruel, corrompeu-se no tráfico de entorpecentes e ele próprio sujeitou-se a dopagens que, segundo um policial do DEIC, eram a única maneira de comandar as matanças frias, como aquelas executadas pelo ‘Esquadrão da Morte’.
De uma atuação destacada nessa entidade homicida, foi o delegado Fleury chamado pelos órgãos de segurança para a luta contra o terrorismo. Nela se atolou completamente, participando de caçadas, prisões, torturas e execuções de elementos incriminados de subversivos. E, como tal, chegou a ser considerado, pelas Forças Armadas, como verdadeiro herói nacional, condecorado, dentre outros, pelo Ministério da Marinha, com a medalha de ‘Amigo da Marinha’”.
Suzanna Arundathi Roy nasceu no Estado de Kerala, Índia, a 24 de novembro de 1961. É uma escritora, novelista e ativista dos direitos do povo indiano. Licenciada em arquitetura, cedo se dedicou a escrever guias para cinema. Este belo romance, “O Deus das pequenas coisas”, aparecido em 1997 e que lhe valeu o prêmio Booker Price, foi, não obstante o reconhecimento atingido e a sutileza magistral do texto, seu primeiro livro publicado.
Segundo a autora, “Este livro é sobre o meu passado. Não sei se escreverei outro livro. Estou à espera que o barulho na minha cabeça pare”, disse, em várias entrevistas. Arundathi Roy mantém um intenso ativismo político e coloca toda sua arte à serviço dessa militância. Recentemente assinou juntamente com outros intelectuais indianos e estrangeiros (dentre os quais o conhecido professor Noam Chomsky) o “Comunicado contra a ofensiva militar do Governo da Índia nas regiões habitadas pelos adivasis” aonde se denuncia as graves atividades do Exército e das forças paramilitares nessas regiões, que são na verdade parte da estratégia geral contra-insurgente denominada “Caçada Verde” e que busca aplastar a Guerra Popular dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta). No fim de 2009, em entrevista à rede CNN, Arundathi Roy exigiu que o governo cedesse e disse que face à opressão do governo os maoístas tinham direito à pegar em armas (1).
Começou na televisão e no rádio, há poucos dias, o horário eleitoral gratuito. Há muito associado no imaginário popular como representação máxima da mentira e do cinismo, a cada ano que passa os postulantes aos diferentes cargos se superam na disputa particular de quem beija mais criancinhas ou aparece inaugurando mais obras.
Os próprios “analistas políticos” dos monopólios de imprensa, ícones-mor do reacionarismo e da estupidez, já admitem que muito mais importante que qualquer “programa” ou “debate” (eles, na verdade, há muito deixaram de existir na politicagem oficial do País) é o marketeiro que os concorrentes no pleito contratam. Basta lembrar do recente “Lulinha paz e Amor”, uma grotesca criação do publicitário Duda Mendonça, ou olhar com espanto que a cada semana que passa a candidata pelo PT Dilma Roussef tem uma cara diferente, para comprovar o que está dito.
Nós do Movimento Estudantil Popular Revolucionário julgamos ser de suma importância para os jovens comprometidos com a transformação revolucionária da sociedade brasileira o estudo de um conceito soterrado e escondido de mil e uma maneiras pela maior parte da academia e “esquerda” oficial do País: o capitalismo burocrático. Compreender cabalmente, de maneira criteriosa e científica, a estrutura e a formação econômico-social da nossa Nação, estabelecer qual o papel das diferentes classes sociais na formação do País e, conseqüentemente, o papel de cada uma na revolução brasileira, estabelecer e compreender (à luz da ideologia científica do proletariado) qual o caráter da nossa revolução, tudo isso é absolutamente indispensável e obrigatório para os que almejam de fato a Revolução em nosso País e, com ela, a extirpação de todas as mazelas e males endêmicos –dentre eles o latifúndio semifeudal e semicolonial, que os monopólios de imprensa tanto esforço fazem para decretar “coisa do passado”- que como uma chaga condenam ao desemprego, à miséria e a morte centenas de milhares e milhões de brasileiros. Há cinco séculos.
É com o objetivo de estimular essa discussão que reproduzimos em nosso sítio a Convocação para o II Seminário sobre Capitalismo Burocrático que serárealizado na Universidade Federal de Alagoas entre os dias 30/08 e 04/09 próximos. Conclamamos todos os estudantes e pessoas comprometidas com a luta do nosso povo a participar desta atividade e entendemos que debates e discussões como essa são cada vez mais importantes para quebrar, de fato, os muros da Universidade e faze-la servir aos interesses do povo.
Trabalhadores em educação votam pela manutenção da Greve
Os dias 02 e 09 de agosto ficarão marcados para os trabalhadores de Goiânia. Tais datas correspondem aos dias em que a greve, já histórica, dos funcionários da rede municipal de ensino foi mantida, mesmo com todos os ataques do oportunismo de PT e CUT, que dirigem o sindicato da categoria. As principais reivindicações são o pagamento do piso salarial nacional de R$1312,85 para os professores com carga horária de 30h semanais e o plano de carreira para os agentes administrativos e os trabalhadores manterão a greve até conseguirem tais objetivos.
A greve, iniciada em 20 de maio, conta com um grau de mobilização nunca visto antes: 95% de professores e agentes administrativos parados! O Comando de Greve - legítima direção dos trabalhadores da educação, já que os pelegos do sindicato tentam acabar com a greve desde o seu início – têm organizado atividades praticamente todos os dias.
Cresce a propaganda da Revolução Brasileira, cresce a defesa dos direitos do povo
Entre os dias 11 e 17 de Julho foi realizado em Brasília (UnB) o 31 ° Encontro Nacional dos Estudantes de Direito (ENED). Com a participação de 1.500 estudantes de todas as regiões do país. O Encontro foi um marco no Movimento Estudantil de Direito (MED), pois foi realizado sem a presença dos oportunistas-mor da UNE (PT/PCdoB). O Movimento Estudantil Popular Revolucionário participou de todos os espaços do ENED fazendo a defesa da universidade que realmente sirva ao povo e propaganda das lutas dos povos em todo o mundo e da Revolução Brasileira, que segue triunfante através da ação dos camponeses, operários, estudantes e intelectuais honestos na luta contra o sistema capitalista brasileiro e sua essência antidemocrática, semifeudal e semicolonial.
Está nas ruas novamente, e da maneira exaustiva que lhe caracteriza, um novo cenário da velha farsa eleitoral. Momento por excelência – e único- em que todas as siglas do partido único da reação despejam sua contrapropaganda odiosa (e, diga-se de passagem, cada vez mais despolitizada) sobre o nosso povoe vendem como em um comercial de refrigerantes a imagem da existência de uma suposta “democracia” em nosso País.
Basta comparar o Brasil feliz e harmonioso pintado na televisão com as filas nos hospitais públicos, o aumento comprovado da população de rua nas principais capitais, sobretudo Rio e São Paulo, ou a imagem de um Nordeste dilacerado, dizem, pelas chuvas, mas na realidade pelas seculares oligarquias latifundiárias concentradoras de terras e de homens, para ver e compreender a falsidade e até cinismo daquelas pinturas.
E o contraste entre o que se vende e o que se vive é tão violento, que o momento máximo da contrapropaganda da reação pode se transformar, e efetivamente se transforma, em importante momento de desvendar a verdadeira face desse capitalismo burocrático erigido em nosso país, calcado na base interna do latifúndio semifeudal e do capital monopolista burocrático e comprador, atrelado e até certo ponto fundido com a base externa do imperialismo rapace.
Exemplo para os jovens revolucionários populares que lutam contra o imperialismo e seus lacaios
Marrocos é um pequeno país semicolonial e semifeudal do norte da África. Ali se desenvolve há anos a luta dos jovens populares e revolucionários e do povo marroquino, contra a monarquia pró-imperialista de Mohamed VI.
A história do povo marroquino está repleta de heroísmo. A guerra anticolonial no Rif contra a ocupação espanhola e francesa na década de 20 é uma excelente experiência para os povos do mundo. É uma demonstração gloriosa do que são capazes de fazer as massas, porém também comprovamos que na época da revolução proletária mundial, só o partido proletário pode conduzir o conjunto das forças populares. A burguesia nacionalista jamais poderá levar até às últimas conseqüências uma revolução democrática.
É com enorme satisfação e júbilo revolucionário que publicamos o texto “Quem reeduca quem?”. Obra produzida pelo Grupo de Redação de Crítica Revolucionária de Shanghai no auge da Grande Revolução Cultural Proletária, sendo traduzida por nós a partir da versão em espanhol publicada no livro “Enseñanza y revolución – Mao Tse-tung y otros autores” pela Editorial Anagrama em outubro de 1976.
O documento que se segue é de grande importância a todos aqueles que lutam por uma educação que sirva ao povo, na perspectiva da construção da nova sociedade socialista. Trata-se de contundente crítica feita pelas massas chinesas dirigidas pelo Partido Comunista da China e guiadas pelo presidente Mao Tsetung, ao revisionismo soviético kruchevista no campo da educação, a partir de uma minuciosa analíse científica da obra Pedagogia da autoria de N. A. Kairov, verdadeiro tratado do ensino revisionista na URSS, editado logo após o XX Congresso do PCUS.
Grande vitória dos Estudantes, Fragorosa derrota do governismo da UNE/PT-Pecedobê:
Entre os dias 17 a 24 de julho, foi realizado em Brasília (UNB) o 30º ENEPe – Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia. Este encontro contou com aproximadamente 1200 inscrições, e estavam presentes todas as regiões do país. O encontro contribuiu para o processo de reorganização do Movimento Estudantil de Pedagogia (MEPe) e para o desmascaramento do oportunismo e governismo da UNE (PT/ PC do B), que se manifestou desde as reuniões da ExNEPe para a construção da programação. Nós do Movimento Estudantil Popular Revolucionário participamos ativamente de todo o Encontro, colocando nosso posicionamento nas mesas e fazendo a propaganda da Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao socialismo como único e necessário meio para a transformação da nossa sociedade.
A matéria Che Guevara e a concepção militar do proletariado publicada na Revista Até Sempre Camarada, saiu com um erro de edição (os dois últimos parágrafos não foram impressos).
Clique na imagem da revista para acessar a matéria completa.
O MEPR declara total apoio a combativa luta dos estudantes secundaristas e universitários de Rondônia que estão acampados na reitoria da Universida [ ... ]