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A farsa eleitoral e o desespero da UJS

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Às vésperas do segundo turno do mais recente episódio da farsa eleitoral no Brasil, instrumento para iludir os mais distraídos como se vivêssemos num Estado Democrático de Direito, a revista Veja, bastião ideológico dos setores mais abertamente fascistas das classes dominantes no nosso país, lançou uma edição bem à sua cara: estampando os rostos de seus adversários políticos, no caso a gerentona Rousseff e seu guru Luis Inácio, e afirmando terem conhecimento de “supostas irregularidades” na Petrobras.

 

Ora, é fato que culpados são, pois aqueles que não são protagonistas são, no mínimo, coniventes (por mais que queiram passar por inocentes!) com toda esta podridão que move as engrenagens do Estado burguês-latifundiário, serviçal do imperialismo que é o brasileiro. Porém, se tratando do auge da mais baixa, ignóbil e despolitizada disputa entre as frações do Partido Único pela gerência do velho Estado que já se viu, a resposta ao ataque foi igualmente ridícula.

 

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A revolta da UJS quando Dilma é atacada. 

 

Genocida Estado Mexicano é responsável pelo bárbaro assassinato dos 43 estudantes normalistas!

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O Procurador-geral da República, Jesús Murillo Karam, confirmou recentemente que os 43 estudantes normalistas desaparecidos no México desde o dia 26 de Setembro foram assassinados por membros do chamado cartel de narcotraficantes Guerreros Unidos. 

 

Depoimentos de membros tal grupo relatam que “dezenas de pessoas” foram mortas, algumas por asfixia dentro de um caminhão e outras executadas por armas de fogo, e tiveram seus corpos queimados e os restos mortais atirados a um rio. Entretanto, a análise dos sacos que conteriam os restos mortais das vítimas não pode confirmar serem dos estudantes normalistas desaparecidos. No curso das buscas, já foram encontradas nove valas comuns nas imediações da cidade, e retirados cerca de 30 corpos, alguns dos quais de mulheres.

  

 

Carta de Mumia Abu-Jamal sobre o desaparecimento forçado de 43 estudantes em Iguala – México.

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Traduzido de http://dazibaorojo08.blogspot.com.br/


 mumia abu-jamalNo México, o fogo arde, tanto literal como metaforicamente. Isto se passa porque milhares de jovens sentem uma calorosa indignação contra seu corrupto governo, como ficou demonstrado na resistência, que inclui a queima de edifícios do governo no dia 13 de outubro em Chilpancingo, capital do estado de Guerrero, México. Porque queimaram os prédios? Os manifestantes estavam cobrando o prazo não cumprido para que os oficiais do governo apresentassem com vida os quarenta e três estudantes detidos e desaparecidos por um grupo de policiais corruptos.

 

Voluntário da CPT e aluno de Direito é agredido em sala de aula em Cacoal (RO)

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cacoal - unirTratado de militante do Movimento Sem Terra (MST), estudante foi agredido por colega nas dependências da Universidade Federal de Rondônia - UNIR, no campus de Cacoal (foto), no Departamento de Direito no dia 03 de novembro último. A agressão ocorreu por volta das 20h10, dentro da sala do 6º período de Direito.

(CPT Rondônia)

A denúncia é do aluno de Direito Welington José Lamburgini, voluntário da equipe da CPT de Cacoal, segundo o qual o colega de aula Raul Melo, "perdeu o próprio autocontrole proferindo xingamentos e calúnias contra minha pessoa em virtude, segundo ele, de eu pertencer ao MST, e que são todos uns terroristas, bandidos, baderneiros, comunistas caviar, incoerentes e outros adjetivos pejorativos". 

 

Pelo fim da sindicância contra os estudantes da UNESP


 

jjulio-cezar-durigan-reitor-unespEm julho de 2013, em meio à onda de manifestações que sacudiram a velha ordem semicolonial no Brasil, os estudantes da UNESP radicalizaram uma greve por melhores condições de acesso e permanência e por democracia naquela universidade, ocupando a reitoria na capital paulista.

 

A resposta do Estado reacionário na época foi a reintegração de posse efetuada pela Tropa de Choque da PM que retirou os estudantes à força e destruiu vários móveis do prédio, utilizando da mesma violência fascista com que tratou o povo e a juventude combatente durante as jornadas de junho/julho de 2013 e a farra da Fifa neste ano.

Passado mais de um ano, no último dia 23 de outubro, a Unesp abriu um processo de sindicância contra 95 estudantes os acusando pelas depredações e que os desligava das suas atividades acadêmicas por 60 dias. No dia 30/10, em reunião do Conselho Universitário, a mobilização dos estudantes conseguiu suspender essa punição até o próximo Conselho que ocorrerá no dia 11 de dezembro.

 

Poema em homenagem aos estudantes de AYOTZINAPA - México

 

Compartilhamos, poema de David Huerta, publicado na página http://dazibaorojo08.blogspot.com.br/ sobre os estudantes normalistas de Ayotzinapa, em espanhol:

 

 

AYOTZINAPA

Mordemos la sombra
Y en la sombra
Aparecen los muertos
Como luces y frutos
Como vasos de sangre
Como piedras de abismo
Como ramas y frondas
De dulces vísceras

Los muertos tienen manos
Empapadas de angustia
Y gestos inclinados
En el sudario del viento
Los muertos llevan consigo
Un dolor insaciable

Este es el país de las fosas
Señoras y señores
Este es el país de los aullidos
Este es el país de los niños en llamas
Este es el país de las mujeres martirizadas
Este es el país que ayer apenas existía
Y ahora no se sabe dónde quedó

Estamos perdidos entre bocanadas
De azufre maldito
Y fogatas arrasadoras
Estamos con los ojos abiertos
Y los ojos los tenemos llenos
De cristales punzantes

Estamos tratando de dar
Nuestras manos de vivos
A los muertos y a los desaparecidos
Pero se alejan y nos abandonan
Con un gesto de infinita lejanía

El pan se quema
Los rostros se queman arrancados
De la vida y no hay manos
Ni hay rostros
Ni hay país

Solamente hay una vibración
Tupida de lágrimas
Un largo grito
Donde nos hemos confundido
Los vivos y los muertos

Quien esto lea debe saber
Que fue lanzado al mar de humo
De las ciudades
Como una señal del espíritu roto

Quien esto lea debe saber también
Que a pesar de todo
Los muertos no se han ido
Ni los han hecho desaparecer

Que la magia de los muertos
Está en el amanecer y en la cuchara
En el pie y en los maizales
En los dibujos y en el río

Demos a esta magia
La plata templada
De la brisa

Entreguemos a los muertos
A nuestros muertos jóvenes
El pan del cielo
La espiga de las aguas
El esplendor de toda tristeza
La blancura de nuestra condena
El olvido del mundo
Y la memoria quebrantada
De todos los vivos

Ahora mejor callarse
Hermanos
Y abrir las manos y la mente
Para poder recoger del suelo maldito
Los corazones despedazados
De todos los que son
Y de todos
Los que han sido

David Huerta
2 de noviembre de 2014. Oaxaca

 

 

Quem são os normalistas desaparecidos em Iguala - México?

Traduzimos o texto que segue do blog http://dazibaorojo08.blogspot.com.br/, publicado no dia 31 de outubro de 2014.

 

RBC: Semana de denúncia e solidariedade aos estudantes normalistas desaparecidos no Estado de Guerrero, México.

 

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A Rede de Blogs Comunistas (RBC) solidariza-se com os estudantes normalistas de Guerrero, desaparecidos e provavelmente assassinados pelo Estado mexicano, ainda que a esperança popular faz com que se siga exigindo que sejam libertados vivos. Denunciamos a cruel e selvagem repressão cotidiana contra todo o protesto social e toda a luta contra a injustiça e a desiguldade social por parte do narcoestado capitalista mexicano.

 

Neste sentido, a RBC realizará uma semana em homenagem a luta dos normalistas do estado de Guerrero e de denúncia do ultimo crime contra eles (os 43 assassinatos  no final do mês de setembro) que, lamentavelmente, não é mais do que mais um episódio, ainda que mais noticiado, da constante e criminosa repressão do governo mexicano contra todos aqueles que representem a luta contra a ditadura do capital, a vinculação entre as máfias do governo e a submissão do Estado mexicano aos interesses das grandes multinacionais, especialmente as norte americanas e a oligarquia dos vende pátria locais. 

Começaremos nossa semana de solidariedade e denuncia com o texto enviado por um dos camaradas no México, que fazem parte da RBC, “Sovietofilia”, e que serve de resumo e introdução para buscar explicar a repressão por parte das autoridades mexicanas aliadas com as máfias locais, contra os estudantes das escolas normais rurais  e a repressão contra todo o protesto social.

“Em 26 de setembro de 2014 se levou a cabo uma série de ataques por parte das polícias de Iguala (Estado de Guerrero) contra um grupo de estudantes da Escola Normal Rural “Raúl Isidro Burgos”. Neste aquele morreram três estudantes, um jogador da equipe de futebol de divisões inferiores (Los Avispones) e os tripulantes de um taxi (o motorista e uma passageira).

 

No ultimo ataque, os normalistas estavam tentando promover uma coletiva de imprensa para denunciar os fatos, quando um grupo de homens armados disparou novamente em sua direção, os fazendo fugir. Foi neste momento que 43 estudantes desapareceram (há quem diga que são 44 os desaparecidos).

Quem são os normalistas?

 

 

 

O Companheiro Cleomar Vive!

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O Companheiro Cleomar Vive!

 

 

cleomar5-333x200No dia 22 de outubro de 2014, o dirigente da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia,Cleomar Rodrigues de Almeida, foi covardemente assassinado numa tocaia, na porteira que dá acesso à Área onde estava acampado com 35 famílias, desde 2008, onde trabalhava e vivia. Cleomar foi fuzilado provavelmente por dois pistoleiros, como indica a perícia técnica que comprovou ferimentos por cartucheira calibre 12 e carabina 44.

 O companheiro Cleomar Rodrigues de Almeida foi um dos mais destacados dirigentes da Liga dos Camponeses Pobres do Brasil e era o Coordenador Político da LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia. Nasceu em 8 de agosto de 1965, em Pedras deMaria da Cruz, no Norte de Minas às margens do Rio São Francisco. De uma família de camponeses pobres passou a infância na roça.Quando jovem, no início dos anos de 1980, como muitos camponeses, partiu para São Paulo,para trabalhar como operário na construção civil. Lá, casou-se e teve uma filha.
 

Manifestação em solidariedade aos 43 estudantes desaparecidos no México.

RJ: Manifestação em solidariedade aos 43 estudantes desparecidos em Ayotzinapa, México.

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Movimentos populares, estudantis e sindicais realizaram, junto a estudantes mexicanos que vivem no Brasil, no ultimo dia 22 de outubro, uma manifestação em frente ao consulado mexicano na cidade do Rio de Janeiro, contra o assassinato de seis estudantes e o desaparecimento forçado de outros 43 estudantes da Escola Normal Rural Raúl Isidro Burgos, em Ayotzinapa, no estado de Guerrero, no Sul do México, que seguem desaparecidos desde o dia 26 de setembro, após repressão policial.

Estudantes mexicanos que moram no Brasil entregaram duas cartas à consulesa do México no Rio de Janeiro, Maria Cristina de la Garza Sandoval, uma endereçada a consulesa e outra ao presidente mexicano, Enrique Peña Nieto. 

Na carta lida pela estudante de pós-graduação em antropologia na Universidade de Campinas (Unicamp), Berenice Morales, 412 mexicanos e pessoas solidárias à apuração do crime, que assinaram a mensagem, exigem a apresentação com vida dos estudantes desaparecidos e a punição para os responsáveis materiais e intelectuais do ato.

O documento critica ainda a atuação do governo nas investigações. Indica que os desaparecidos são apontados pelo governo como pessoas não localizadas e o Estado não se esforça para cumprir com as obrigações internacionais no que se trata de desaparecimento forçado. A carta aponta também que o presidente tem se negado a receber as mães da Cidade Juárez que, há dias, encontram-se em greve de fome.

 

“Desafortunadamente, a impunidade é o que tem permitido que, na atualidade, mais de 20 mil pessoas se encontrem desaparecidas no México e outras tantas foram assassinadas sem maiores investigações”. 

 

Comunicado da Comissão Civil de Impulso a Busca dos 43 estudantes desaparecidos da Escola Normal Rural “Raul Isidro Burgos”, de Ayotzinapa, Guerrero.

México:

 

 

Traduzido de http://dazibaorojo08.blogspot.com.br/2014/10/mexico-comunicado-de-la-comision-civil.html da publicação de 26 de outubro de 2014.

 

 

Um mês de angustia, dor e indignação sem resposta do Estado

 

Neste domingo, 26 de outubro de 2014, se completa um mês da desaparição forçada de 43 estudantes da Escola Normal Rura “Raul Isidro Burgos”, de Ayotzinapa, Guerrero; a execução extrajudicial de outros três: Julio César Ramírez, Daniel Solís Gallardo, Julio César Mondragón e mais vinte estudantes feridos. Esta ação foi executada pelas Polícias Municipais de Iguala e Cocula, Estado de Guerrero, México.

Neste longo mês, as famílias e companheiros dos desaparecidos, em meio à enorme precariedade, começaram a busca com seus escassos recursos e iniciaram uma investigação que o Estado não tem sido capaz de coordenar. Em todo o território nacional, estudantes, cidadãos e cidadãs, mães e pais de família, tem saído de suas casas para exigir a apresentação com vida dos 43 normalistas desaparecidos.

 

 


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