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RJ: Juventude e Funcionários Publicos Levantam-se contra os pacotes de Pezão/PMDB

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Como bem diz o título do editorial de número 180 do Jornal A Nova Democracia "O Rio de Janeiro é o Brasil de Amanhã". A críse econômica, politica, social e moral do velho estado burguês-latifundiário proporcionou no Rio de Janeiro o avanço de mais um pacote anti povo específico para o estado. Os idealizadores e defensores desse pacote são, obviamente, a quadrilha de assassinos do povo de Pezão/PMDB que por hora assumem o gerenciamento de turno do estado. 

O pacote de 22 medidas, anunciado em 03 de novembro abertamente como "medidas de austeridade" era tão extremo que o próprio partido único tratou de suaviza-lo nas semanas seguintes. Medidas como o aumento da alíquota da providência dos servidores públicos e o corte extremo de 30% da folha de pagamento do serviço público já foram derrubadas. Até o momento mantêm-se o aumento de impostos, o reajuste do bilhete único, entre outros. 

Juventude Combatente e Funcionários Públicos em frente a ALERJ, cercada por grades

Naturalmente, no momento político conturbado que o Brasil vive atualmente, aonde por todo o país as massas tomam as ruas e escolas, e ainda universidades são ocupadas por estudantes em defesa da educação pública, as medidas draconianas de Pezão também mobilizam as massas para a luta. Já por 4 vezes nas 5 semanas seguintes ao anúncio do pacote, manifestações massivas foram feitas em frente à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. As duas primeiras e a quarta, se trataram de manifestações de caráter extremamente combativo pelos setores mais conscientes do funcionalismo público, terminaram em tentativas de invasão da ALERJ, a primeira bem sucedida, as seguintes acabando em enfrentamentos longos com a policia. Digno de nota também é a presença da juventude combatente nas manifestações, que os setores mais atrasados do funcionalismo público, porcos carcereiros e policiais, trataram de sabotar com ataques covardes característicos dos patéticos fascistas que são. O cenário de rebelião tornou-se tal que o gerenciamento de Pezão, supostamente em crise, tratou de gastar, de acordo com o monopólio de imprensa, 20 mil reais na instalação de duas cercas separando a suposta "casa do povo" da ALERJ, do povo em luta nas ruas. As grades permanecem lá até os dias de hoje, sempre que derrubadas pelas frequentes rebeliões das massas, postas novamente no lugar. 

O atual gerenciamento, assim como os anteriores e os que virão, são dignos de prisão e ainda mais. Porém não nos espetáculos midiáticos que o podre, corrupto e arquirreacionário Poder Judiciário tem encenado em seu show midiático que recentemente prendeu o padrinho político de Pezão no Rio, Sérgio Cabral. As quadrilhas que as classes dominantes elegem entre si devem ser punidas pelos incontáveis massacres ao nosso povo, pela venda de nossa pátria ao Imperialismo, principalmente Ianque. Nessa série de nojentos crimes, a atual tentativa de emiseramento sistemático do povo do Rio de Janeiro é mais um que deve ser combatido nas ruas.

O MEPR considera que não devemos cair no reles reformismo que dita que o combate à tais PECs e outras medidas anti-povo postas pelos atuais gerenciamentos de turno, em ambito estadual e nacional, será feito através de uma luta ordeira e pacífica para "pressionar" deputados, governadores, prefeitos, etc. Reduzir essa luta ao combate deste ou daquele pacote de austeridade nesta via conciliadora e eleitoreira leva ao legalismo e ao reformismo que põem o parlamento como principal palco desta luta. O MEPR considera que as ruas, as escolas e as universidades são o principal campo de batalha para a juventude em luta, e é fundamental reverberar em cada sala de aula, escola e faculdade a grande luta em defesa dos direitos do povo que se desenvolve em todo o país para, desta forma, aglutinar mais e mais estudantes para a luta.

 

AM: ato denuncia desmonte na saúde e educação

Reproduzimos a matéria relatando um importante ato em defesa da saúde pública ocorrido na farsa de “reinauguração” do Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV da UFAM. A matéria foi publicada originalmente no Blog da Redação do Jornal A Nova Democracia – www.andblog.com.br.


 

AM: ato denuncia desmonte na saúde e educação

Apoiador de AND em Manaus/AM

Neste 25 de novembro, cerca de 300 pessoas entre estudantes, técnicos administrativos e professores tomaram o espaço da solenidade de reinauguração do Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV, denunciando o desmonte na saúde e educação e desmascarando a farsa da administração superior da Universidade Federal do Amazonas e do gerenciamento federal em sua campanha de “UFAM eu cuido” e “Brasil: Ordem e Progresso”. Eufemismos usados pelas gestões vendidas aos ditames do imperialismo.

Com obras iniciadas em 2012, o Hospital Universitário teve contrato de privatização assinado com a EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, nesse mesmo ano. Após vários adiamentos e atrasos na data de entrega, o hospital teve sua primeira etapa dita “concluída” sem ao menos finalizar as obras e sem os equipamentos instalados, uma clara manobra para acalmar os ânimos da comunidade acadêmica e da comunidade externa que é atendida pelos serviços do hospital, além de maquiar o caos em que se encontra a saúde e a educação públicas.

O propósito era realizar uma solenidade cheia de pompa como manda o tutorial de grandes espetáculos da grande burguesia, com circulação de figuras caricatas e alvo de desprezo da população – da política amazonense e do gerenciamento federal -, tudo regado a dinheiro público. Uma verdadeira afronta tal acontecimento cheio de canalhas que diariamente chicoteiam e ludibriam ao povo. A chegada de carros e mais carros cercados de seguranças de onde desciam gentes – ou ratos? – com ar de superioridade e desprezo demonstrava a quem servia tudo aquilo. E ao povo somente as migalhas.

Se fizeram presentes nomes como o governador José Melo, alvo de investigações sobre fraudes no sistema de saúde público e que teve sua posse de gerente estadual cassada várias vezes por compra de votos; Rossiele Soares, Secretário de Educação Básica do MEC, representando o ministro Mendonça Filho, pessoas tais que defendem a reforma do ensino médio e o consequente sucateamento e privatização da educação; além de desembargadores, ex-secretários e médicos. Dias antes o ministro da saúde, engenheiro Ricardo Barros, defensor das arbitrariedades da PEC 55/2016 que promoverá com maior intensidade o desmonte do SUS e que de acordo com diversas investigações é financiado por planos de saúde privados, visitou também as dependências do novo prédio.

 

23/11: Realizado debate sobre ocupações estudantis e a luta contra a reforma do ensino na UERJ!

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No dia 23/11, o MEPR realizou um importante debate sobre as ocupações estudantis e o papel que essas ocupações cumprem na mobilização dos estudantes a nível nacional contra os ataques à educação, notadamente a "Reforma do Ensino Médio" e o Projeto de Lei "Escola Sem Partido".

O debate contou com presença de estudantes secundaristas que participaram das ocupações de escolas no Rio de Janeiro, Niterói e São Paulo, de ativistas da Liga da Juventude Revolucionária - Unidade Vermelha (UV), e um professor grevista da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro e ativista do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação - MOCLATE. O professor realizou a exposição de uma pesquisa que realizou apontando o que significam os projetos em questão e o quão nocivos serão estes para a já precarizada educação pública no nosso país. Os estudantes explicaram todo o processo de mobilização ocorrido nos colégios, as principais dificuldades, debates políticos ocorridos entre os estudantes e os pontos principais de sua luta, como a divulgação da luta para os moradores do entorno das escolas, bem como a tentativa inútil dos Governos Estaduais de reprimir a luta combativa. Indicaram também que seguirão na mobilização, politização e organização e que novas ocupações ocorrerão em defesa do ensino público!

 

Debate realizado na Uerj

A atividade que fez parte de um calendário nacional de lutas, como uma das deliberações do 36º ENEPe - Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia, ocorrido este ano na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), foi realizado no Hall do 12º andar da Uerj, onde está localizado a Faculdade de Educação. O debate contou com a participação de estudantes da Pedagogia e de outros cursos da universidade e também estudantes de outras faculdades que, assim como a Uerj, vêm sofrendo com os ataques recorrentes dos diferentes governos de turno.

Após as exposições e intervenções dos estudantes e do professor, ocorreu uma atividade cultural com o grupo de Rap Ameaça Vermelha, que é composto por secundaristas de São Paulo.

Ficou mais do que claro para todos os estudantes presentes no debate que o caminho para defender a educação é a mobilização ativa, com greves de ocupação e avanço na organização dos estudantes!

É com a Greve de ocupação que eu garanto o meu direito a educação!

Rebelar-se é Justo!

 

POPULAÇÃO DENUNCIA AÇÃO DA PM DO AMAZONAS NO BAIRRO NOVA VITÓRIA

No dia escolhido pelo velho Estado brasileiro para “refletir” sobre a causa do povo preto, o dia 20 de novembro, “Dia da Consciência Negra”, os moradores do bairro Nova Vitória organizaram-se para denunciar a atuação dos grupos de extermínio e o constante assassinato da juventude pobre e o recente sequestro e ocultação dos corpos de 3 jovens pela polícia.
A manifestação percorreu as ruas da comunidade, onde dezenas de pessoas com cartazes e faixas expunham as inúmeras atrocidades cometidas pela polícia, que vão de sequestros e execuções até chacinas, tal como ocorreu em julho do ano passado, onde em resposta a morte de um de seus oficiais a polícia articulou e executou a morte de 37 pessoas em um final de semana.
 Viaturas da PM (Força Tática e CHOQUE) apareceram no momento do ato buscando amedrontar, fingindo acompanhar o ato.  A polícia do Amazonas é uma das mais violentas, com incontáveis casos de repercussão nacional apresentando um verdadeiro espetáculo do circo de horrores. 
Fica cada vez mais claro para a população o papel da polícia de assegurar a propriedade das classes dominantes e a exploração por meio da coerção (seja ao reprimir manifestações espontâneas da massa ou coagindo no dia-a-dia na exigência de suborno).
 

25 de Novembro: o Mar virou Sertão no Recife

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No último dia 25 de Novembro, dia nacional de luta contra os ataques aos direitos do povo, milhares de pessoas saíram às ruas para expressar sua indignação contra Temer e sua quadrilha.

Os estudantes da UPE campus Petrolina, junto com outros campi (Garanhuns, Palmares, Recife e Nazaré da Mata), professores, secundaristas, lutadores por moradia e camponeses foram até Recife, capital de Pernambuco, participar de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco para discutir as pautas do movimento grevista. Além da audiência pública, o objetivo da mobilização era também levar um combativo bloco de estudantes e camponeses ao grande ato nacional.

O campus Petrolina da UPE se encontra já há quase 50 dias ocupado pelos estudantes, sendo esta a ocupação de maior importância e influência do Estado e da região do Vale do São Francisco, por sua combatividade e organização.  A partir da ocupação em Petrolina, as demais universidades públicas do Vale foram ocupadas ou reocupadas, além de instituições federais e escolas de secundaristas.

Pela manhã, os estudantes e camponeses da Liga dos Camponeses Pobres seguiram em marcha rumo à ALEPE para participar da audiência. Seguiram agitando bandeiras e palavras de ordem em defesa da educação e da UPE e contra o gerenciamento Temer e de Paulo Câmara. Ao chegar à porta da ALEPE a polícia queria impedir a entrada, mandando soltarem as bandeiras. Mas, os estudantes não se intimidaram e mantiveram a firmeza e altivez com a qual seguiram todo o ato e entraram empunhando suas bandeiras.

Durante a audiência, representantes do governo, da reitoria, da ALEPE, dos sindicatos de professores e dos estudantes fizeram falas. Os estudantes e professores fizeram denúncias sobre questões mínimas ao funcionamento da universidade, como assistência estudantil e contratação de professores, além da falta de estrutura das unidades e hospitais universitários. Tornou-se evidente, que o governo do estado (Paulo Câmara/PSB) tem por objetivo o retorno de cobrança de taxas na universidade, taxas estas que foram barradas pela luta combativa dos estudantes impulsionada pela mesma unidade em Petrolina.

 

23/11: estudantes de Pedagogia participam de mobilização nacional pela educação

Comitê de Apoio ao AND – Belo Horizonte/MG

Na tarde deste 23 de novembro, cerca de 60 estudantes de Pedagogia realizaram combativa manifestação na região central de Belo Horizonte. O ato, que teve início na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) – região hospitalar – marchou até a Praça Sete de Setembro – praça mais movimentada da cidade.

Os estudantes ocuparam uma faixa de trânsito e, com vigorosa agitação em forma de jogral, denunciaram os ataques à Educação transmitindo seus recados à população, que acompanhava atenta. Muitos carros buzinaram e motoristas acenaram em atitude de apoio ao protesto.

 Chegando à Praça Sete, os jovens tomaram o “pirulito”, principal marco no entroncamento das Avenidas Amazonas e Afonso Pena, de onde se dirigiram para o calçadão. Lá foram feitas falações em forma de jogral e distribuídos panfletos do Movimento Estudantil de Pedagogia (MEPe). Duas faixas vermelhas foram exibidas durante o ato: “Em defesa do ensino público gratuito, democrático e a serviço do Povo!”, assinada pelo MEPe, que conduziu o ato e, na retaguarda, outra faixa assinada pelo MOCLATE – Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação/Liga Operária com os dizeres: “Abaixo o governo Temer e toda politicalha podre!”.

O ato se encerrou por volta das 18 horas com um jogral que conclamou todos os trabalhadores e trabalhadoras a apoiarem os estudantes em sua justa luta contra o sucateamento do ensino público, se somando às manifestações em defesa da Educação e contra os pacotaços da gerência Temer.

 

‘Companheira Sandra, tarefa cumprida!’

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Reproduzido de AND:

2016-08-01

Recebemos por correio eletrônico a seguinte mensagem de um leitor de AND sobre a memória que preserva de Sandra Lima, dirigente revolucionária e fundadora do MFP falecida nesse 27 de julho de 2016.


Em 2012 participei de uma atividade pela punição dos torturadores do regime militar na UFMG. Neste ato lembro da cobrança que a companheira Sandra Lima fez a todos nós estudantes que ocupássemos com nossas consignas os horrendos muros brancos da Universidade.

 

Há alguns dias, passando pelo Campus, vi a pichação em homenagem a esta grande companheira. Fiquei muito alegre. Seu chamado segue ecoando.

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PR: UNILA se levanta contra medidas antipovo

Comitê de Apoio ao AND – Foz do Iguaçu/PR

 

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Nos últimos meses os estudantes da Universidade Federal de Integração Latino Americana (UNILA), realizaram uma campanha de luta e denúncia contra os pacotaços antipovo do gerenciamento Temer/PMDB em Foz do Iguaçu.

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Estudantes tomam as ruas com consignas combativas e em denúncia do pacotaço antipovo de Temer/PMDB.

Seguindo a consigna: “Derrubar os muros da Universidade; Servir ao povo no campo e na cidade”, foram realizadas panfletagens no Terminal de Transporte Urbano (TTU), UBS’s (Unidade Básica de Saúde), em Feiras Populares de Pequenos Produtores, em bairros periféricos como Vila C, Cidade Nova, Porto Belo e redondezas. Essas panfletagens cumpriram o objetivo de denunciar a PEC241/55 e buscaram mobilizar a população contra esses criminosos pacotaços. Durante as atividades ficou claro o amplo rechaço popular a mais esses ataques contra os direitos do povo, além da predisposição de luta da população.

Como parte da combativa luta contra os pacotaços de Temer/PMDB os estudantes tomaram as ruas da cidade em um ato que se iniciou no TTU, com a distribuição de panfletos, e marcharam pelas avenidas Juscelino Kubishek e Av. Brasil, finalizando o percurso em frente ao Colégio Barão de Mitre com a saudação dos secundaristas ali presentes. Durante todo o ato foram vigorosamente entoadas palavras de ordem contra PEC 241/55.

 

Alunos do curso de Economia promoveram também uma aula pública como parte das atividades de mobilização. A aula teve amplo apoio popular e contextualizou de maneira clara a situação de subjugação imperialista que o Brasil se encontra e a questão de semifeudalidade refletida nos preços dos alimentos, explanando também a relação da dívida pública com a crise e o porquê as medidas propostas pelo gerente de turno Michel Temer não servem em nada ao povo e sim aos banqueiros, latifundiários e detentores de meio de produção.

 

GO: repressão atiça rebelião estudantil

Redação de AND, com informações de apoiador em Goiânia

 

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Massiva ocupação avança na politização e organização de estudantes; decisão e combatividade foram expressões do movimento.

A justa luta dos estudantes da Universidade Federal de Goiás contra os pacotaços anti-educação e antipovo segue avançando com expressões de combatividade e conquistando êxitos.

Em 16 de novembro, veio a público o brutal assassinado do estudante Guilherme Irish pelo próprio pai, cujo maior responsável e culpado por este crime é o velho Estado brasileiro e seus instrumentos de propaganda ideológica, como o monopólio da imprensa, que com sua escalada fascista contra as lutas populares e democráticas incrementam a opinião pública fascista.

Quanto a isso, os estudantes renderam justas homenagens ao jovem. O centro de Aulas A, ocupado, foi batizado de Guilherme Irish. Pichações foram feitas em toda a universidade, mas especialmente na porta do prédio ocupado e em letras garrafais. Os estudantes foram ao velório e fizeram a inúmeras homenagens.

 

No último dia 17, os estudantes em assembleia avaliaram a necessidade de aprofundar contato com outros universitários e ampliar o raio da resistência contra a iminente repressão policial fascista, recorrentemente cobrada pelo monopólio da imprensa. Foram tiradas assembleias em todos os cursos com vistas a incrementar a ocupação, ademais de uma assembleia geral, contrariando a direção oportunista do DCE, que havia recuado ante a proposta de convocar uma assembleia estudantil.

No dia 18 de novembro, os estudantes realizaram uma coletiva de imprensa e saíram em manifestação pela universidade. Passaram em todos os prédios que haviam sido ocupados. Os estudantes demonstraram todo o seu repúdio ao diretor Reginaldo, que havia tentado sabotar o movimento de várias formas e até foi filmado agredindo estudantes. Por fim, fizeram uma barricada de pneus na principal rua do entorno da universidade e encerraram o ato com o compromisso de futuras batalhas.

A ocupação Guilherme Irish reuniu combativos estudantes da UFG e o seu saldo principal, que pôde ser notado aos que acompanhavam a empreitada da juventude combatente, foi político. Os jovens, antes dispersos, puderam reunirem-se e estabelecer relações políticas. Daí brotaram grandes frutos à luta popular em defesa dos direitos do povo, tão cuspidos e pisoteados por este gerenciamento ilegítimo e sem autoridade de Temer/PMDB e seus sócios.

 

Rondônia: Dia Nacional de Lutas em Defesa da Educação é marcado por grande agitação estudantil em Porto Velho

Na última quarta-feira, 23 de novembro, importantes atividades ocorreram em Porto Velho por ocasião do Dia Nacional de Lutas em Defesa da Educação. Esse dia de mobilizações faz parte do Plano de Lutas aprovado no 36º ENEPe por estudantes de Pedagogia de todo país. A data foi escolhida em referência à derrubada do ex-REItor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), o fascista Januário Amaral, pelos estudantes em sua combativa greve de ocupação da reitoria da universidade em 2011.

No início da manhã houve a realização de uma aula pública na UNIR Centro com o tema "O desmonte do Ensino Público e a PEC 241 (Atual PEC 55)" com as palestras de duas professoras do Departamento de Ciências da Educação da UNIR e a participação de cerca de 30 estudantes de diversas instituições (UNIR, IFRO, escolas estaduais, etc). Durante a aula foram expostos os reais motivos por trás de medidas como a PEC 241/55, "reforma" do Ensino Médio, Ensino Médio com Mediação Tecnológica (EMMTEC), além de outras medidas do gerenciamento Temer/PMDB-FMI de ataque a saúde, previdência e direitos trabalhistas. Nas falas das professoras e nas intervenções de estudantes ficou claro que esse pacotão de medidas antipovo representa mais uma exigência do capital financeiro e um ditame do imperialismo, no caso de nosso país, principalmente ianque, para aumentar ainda mais o saqueio das colônias e semicolônias a fim de conjurar a crise terminal do capitalismo em sua fase final e monopolista. Outro aspecto destacado foi que todas essas medidas aplicadas à educação tem formulação e centralização direta do Banco Mundial como forma de controle ideológico das amplas massas dos países oprimidos pelo imperialismo.

 


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