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CARTA DE ROMPIMENTO COM A UJR (UNIÃO JUVENTUDE E REBELIÃO) E POR QUE DECIDI MILITAR NA UV - LJR (Liga da Juventude Revolucionária)

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Publicamos abaixo a carta de rompimento da companheira Walkíria com a juventude pelega da UJR, tentáculo do "partido" revisionista do PCR; essa mesma juventude tão bem conhecida por trair a luta combativa dos estudantes, como foi demonstrado nas ocupações secundaristas de 2015/2016. Nessa carta, a companheira contrapõe a linha oportunista desse partideco com a linha democrática revolucionária defendida pela Juventude Revolucionária  da Unidade Vermelha, bem como expressa sua desilusão com as podres táticas dessa organização que, com sua fraseologia oca, levanta a bandeira da "juventude comunista" e do "combate ao estado burguês". Mas, como exposto abaixo, a prática da UJR não corresponde nem minimamente a seu discurso, revelando que, na verdade, se trata de mais uma entidade que compõe o campo oportunista do estado burguês-latifundiário que tanto explora o povo brasileiro. As bandeiras do PCR (UJR, Correnteza, AERJ etc.) estão à direita do movimento estudantil, e o direcionam para a velha prática do oportunismo eleitoreiro. A decisão da companheira Walkíria de militar na UV - LJR demonstra o caráter decadente do revisionismo e a ascensão da luta combativa e independente no movimento estudantil. Saudamos bravamente o rompimento da companheira e que seu exemplo sirva como uma valiosa lição para a juventude que deseja se mobilizar para abalar a velha ordem que subjuga o Brasil.



 

CARTA DE  ROMPIMENTO COM A UJR (UNIÃO JUVENTUDE  E REBELIÃO) E POR QUE DECIDI MILITAR NA UV - LJR (Liga da Juventude Revolucionária)

Minha primeira experiência prática, que se complementava com minha linha teórica começou na UJR, juventude do PCR.

Fui aprendendo com meus ex-companheiros sua centralidade em âmbitos principais da organização, assim reivindicando os pensamentos e as posições ideológicas, sendo assim empenhada em apreender e aplicar sua linha política.

Entretanto, ao decorrer de quase três meses de atuação nessa organização, fui levada a perceber certas falhas em sua teoria e prática "revolucionárias".

A teoria e a prática do PCR são muito divergentes de uma teoria e prática de fato revolucionárias. Se dizem um partido comunista, porém em sua atuação não passa de um partideco revisionista tal qual seus aliados “temporários” como PSOL e PDT.

ATUAÇÃO NOS  MOVIMENTOS DE MASSAS

O PCR justifica sua atuação na central satélite do PT, a CUT, como sendo um trabalho essencial dentro dos sindicatos, utilizando de forma extremamente desonesta textos de Lênin sobre o trabalho dentro dos mesmos. Porém a prática mostra que é impossível alterar a essência da CUT, pois mesmo existindo trabalhadores honestos lá dentro, a direção é uma verdadeira máfia, servindo como linha auxiliar do governo e da grande burguesia, entravando greves e passando a perna nesta base que faz oposição às posições de direita.

Sobre a “disputa” da UNE e UBES, utilizam o mesmo argumento de que os “comunistas devem estar onde as massas estão”. Porém nos congressos não há qualquer possibilidade de debate político e disputa de massas já que tais “congressos” não passam de festas regadas a drogas e orgias. Outra prova de sua completa degeneração são as inúmeras fraudes como a clássica falsificação das atas.

Ainda que o PCR diga o contrário, a prática mostra que sua participação dentro destes instrumentos do oportunismo como a CUT, a UNE e a UBES servem na verdade para acúmulo político na farsa eleitoral.

 

SOBRE O PT

O PCR argumenta sobre a necessidade de combater a direção pelega da CUT, mas, aparentemente, não é isso que fez durante os governos petistas – semeando ilusões nas massas e nos militantes de que havia algo de progressista ou mesmo anti-imperialista no PT. Em seu “Manifesto do PCR para o 2° Turno das Eleições: Impedir a Entrega do Governo do Brasil aos bancos e ao fascismo” de 2014, quando o PT já havia mais que provado a quem servia, diz “[...] O Partido Comunista Revolucionário (PCR) convoca o povo brasileiro a dizer não ao candidato do imperialismo e dos bancos, derrotar a direita e avançar na luta popular. Dia 26 é dia de votar no Brasil votando em Dilma.”



No mesmo texto, afirmam que uma derrota de Dilma significaria uma derrota dos trabalhadores que buscam melhores salários e dos camponeses que lutam por um pedaço de terra. Ora, não foi o próprio PT que assentou menos terras que o regime militar? Não foi o Lula que batia no peito dizendo que “nunca os banqueiros lucraram tanto como em meu governo”? É, de fato, incrivelmente embaraçoso ver uma organização que se intitula comunista e revolucionária dizer que votar num partido que criou a Força Nacional de Segurança, militarizou as favelas, não fez nem uma auditoria da dívida pública, passou reformas educacionais do imperialismo, colocou Henrique Meirelles – um agente do imperialismo – no Ministério da Fazenda, além de ser responsável pela morte direta e indireta de lideranças camponesas, indígenas e quilombolas é “avançar na luta popular”. Obviamente, não o fazem por ingenuidade, mas por oportunismo e mau-caratismo.

ELEIÇÕES: VOTAR OU BOICOTAR?

A Unidade Popular pelo o Socialismo (UP) é um partido político em construção, estando há mais de três anos nas ruas em busca de assinaturas necessárias para sua institucionalização, podendo assim participar da farsa eleitoral. Vale ressaltar que o PCR ainda permaneceria na “ilegalidade”, diferente de sua organização em processo descrito acima.

Por que um partido que não só em sua sigla se diz revolucionário, mas também em seus discursos, iria estar em rumo à legalidade política? Manoel Lisboa, fundador do verdadeiro PCR, extinto após sua morte em 1973, certamente estaria enojado com esse tipo de prática eleitoreira. Por assim dizer, podemos confirmar as divergências e traições que o PCR fez ao legado de não só Manoel Lisboa, mas também de Amaro Luís Carvalho (Capivara) e Emanuel Bezerra, falsificando suas memórias.

Não somente a pauta da legalização da UP sendo levantada como uma ''revolucionária'' ideia, mas também em sua prática política, nos mostram o potencial dos jovens militantes sendo jogado ao peleguismo.

Depois de minhas idas às coletas da UP, comecei a refletir rigorosamente sobre tempo desperdiçado nesse trabalho do PCR/UJR. Cheguei à conclusão de que priorizavam coletar assinaturas nas ruas ao invés da realização de reuniões de estudo, de formação política-ideológica, como também focavam em concorrer a cargos de delegados do CONUNE. Percebi uma diferença gritante quando entrei para a UV-LJR, organização que logo na reunião de apresentação me concedeu sólida análise conjuntural, algo que a UJR nunca forneceu. Com a UV participei de um trabalho de base, ato político-cultural contra as reformas de Temer/FMI, agitando as massas com nossos panfletos informativos sobre a conjuntura socioeconômica e política atual.

Diferente da UV, na UJR o que tive a convite foi uma plenária, coleta semanal da UP, atuação nas eleições do CONUNE em universidades privadas e protestos.

Ao decorrer desses dois meses e meio de atuação, já que tive um ligeiro afastamento da militância a partir do dia 10 de fevereiro, pós ato contra a privatização da CEDAE, ato em que sofri com a repressão policial e seu fascismo a mim e às massas, estando internada no hospital, portanto ficando longe de meus ex-companheiros e de minha prática política por pelo menos até meio de março, fui instruída a me opor ao marxismo-leninismo-maoísmo, o que já era de ser esperado pois o PCR e a UV cultivam bastantes divergências na teoria e prática.

Lembro-me de uma militante afirmando que nossa população ainda está apoiando as eleições, justificando sua posição para se opor ao boicote. Entretanto, não é isso que as pesquisas demonstram, com seus dados indicando crescimento de votos nulos, em branco e abstenções, além das recorrentes práticas de compra de votos e coronelismo.

A QUESTÃO AGRÁRIA

Algo que consideramos fundamental na definição de nosso país como de capitalismo burocrático, a questão agrária, o PCR parece não dar a devida atenção. Questões das quais o próprio jornal A Verdade, seu principal instrumento de propaganda, mal publica e, quando publica, relata somente sobre o MST. Assim, ignoram totalmente a LCP – Liga dos Camponeses Pobres que, diferente do MST – que coloca os camponeses para esperar durante anos em lonas na beira da estrada –, por meio da revolução agrária toma as terras dos latifundiários e promove o corte popular colocando os camponeses para produzir.

Em negação às teses do capitalismo burocrático, dizem que existe um capitalismo desenvolvido tanto no campo quanto na cidade, chamando os latifundiários de “grande burguesia rural”, jogando água no moinho da propaganda burguesa capitaneada pelo monopólio da imprensa de que os latifúndios são tecnológicos quando, na verdade, o que há é um atraso no campo.

Considerando que cerca de 70% da nossa alimentação é produzida pelos camponeses pobres, que a imprensa e o PT chamam de “agricultura familiar”, conclui-se que o que predomina no campo não são as agroindústrias como defende o PCR, mas sim relações de produção semifeudais de meia e de terça – tendo o camponês que dar parte da produção ao latifundiário ou trabalhar alguns dias em suas terras para poder produzir.

Analisam, também, que a contradição principal em nosso país é a de capital-trabalho. Porém, a realidade mostra que em um país de capitalismo burocrático como o nosso, que não passou por uma revolução burguesa, mantendo o latifúndio e as bases semifeudais, a contradição principal é entre os camponeses pobres e o latifúndio. Ora, se o próprio PCR em sua tese “O PCR e a Revolução Brasileira” admite que o Brasil não teve uma reforma agrária, como este problema já estaria resolvido e o caráter da revolução brasileira poderia ser socialista? Acontece que o que defendem é que o latifúndio teria se modernizado e se tornado predominante as agroindústrias. Entretanto, um estudo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, publicado no Jornal do Brasil em 17 de março de 2002, revela que enquanto 13 milhões de camponeses estão ocupados na “agricultura familiar”, a agroindústria emprega apenas 5 milhões.

 

Não só pecam nessa distinção das contradições brasileiras, como também levantam a bandeira da reforma agrária, sendo essa essencialmente burguesa. Segue confirmada abaixo a diferença entre esta e a revolução agrária:

“A reforma agrária pode ser definida como o conjunto de políticas, implementadas de forma planejada pelo Estado (ou seja, dentro da legalidade estatal), que levariam à democratização do acesso a terra.

Na prática, a "reforma agrária" do Estado brasileiro, nos últimos 20 anos, tem sido um emaranhado de medidas burocráticas que servem para humilhar os camponeses pobres, que tanto almejam a conquista da terra, e, de outro lado, enriquecer latifundiários.

Leis, Medidas Provisórias, decisões judiciais, decretando o fim das ocupações de terra, não resolvem o problema agrário no Brasil. Tampouco a violência institucionalizada, praticada pelos aparatos militares e outras autoridades encarregadas da repressão, resolveria.

O trato do Estado com o problema agrário ainda é um complexo de "conflitos idealizados pelo sistema, são afastados sem serem resolvidos".

Essa prática de afastar o conflito sem resolvê-lo, a médio e longo prazo, só acentua a crise, ficando o poder oligárquico ainda mais ameaçado. Constitui um conflito de classes de amplitude nacional, um conflito "macro possessório".

Uma coisa é o problema agrário tal como no discurso de autoridades estatais. Ali, existe uma "reforma agrária" idealizada, um único caminho que os camponeses devem seguir que é esperar o benefício do governo. Outra coisa é o mundo real dos conflitos agrários, das disputas possessórias, das doenças, da fome, das mortes, das prisões, enfim, da negação da dignidade humana aos cidadãos brasileiros.

Diante disso, não há como negar aos camponeses o direito de se organizar, lutar e assumir seu destino em suas mãos, fazendo na prática a destruição do latifúndio.” - Jornal A Nova Democracia, “A burocracia da ‘reforma agrária’”, ano VII, nº 46, setembro de 2008.

Com isso tudo posto em análise, a reforma agrária não se mostra eficaz, pois, sem extinguir as relações de produção ainda existentes no campo, é impossível rumar para o socialismo.

A QUESTÃO FEMININA

Inicialmente, o movimento feminista surgia no seio da burguesia revolucionária, já se recuperando dos antigos moldes feudais anteriores à revolução democrática. Esse movimento tinha em sua pauta abranger todas as mulheres de todas as classes, ou seja, incluindo até mesmo as mulheres da grande burguesia.

Suas pautas se baseavam em direitos democráticos para as mulheres como o direito ao voto e a liberdade econômica na época em que burguesia ainda tinha um viés revolucionário. Porém estas conquistas parciais não alteraram em nada a sociedade de classes e estes pequenos avanços como a liberdade econômica, ou seja, o direito a acumulação de capital, beneficiaram apenas parte das mulheres, somente aquelas da classe dominante.

De fato, o feminismo serviu para conquistas parciais democráticas importantes, porém o rumo que tomou em seu desenvolvimento não apenas serviu para a manutenção da opressão de classe de mulheres operárias e camponesas, como também ajudou a disseminar a tese burguesa da “luta de sexos” dividindo assim homens e mulheres de uma mesma classe. Clara Zetkin já nos dizia sobre isso:

“Então as lutas pela libertação das mulheres proletárias não podem ser comparadas às lutas que as mulheres da burguesia enfrentam contra os homens de sua classe. Ao contrário, elas devem empreender uma luta unitária com os homens de sua classe contra toda a classe capitalista. Elas não precisam lutar contra os homens de sua classe para derrubar as barreiras que foram erguidas contra sua participação no mercado da livre competição. A necessidade do capitalismo de explorar e desenvolver o modo moderno de produção as libera totalmente de travarem tal briga. Ao contrário, novas barreiras precisam ser erguidas contra a exploração do proletariado feminino. Seus direitos como esposa e mãe precisam ser restaurados e garantidos permanentemente. Seu clamor final não é a livre competição com os homens, mas o poder político nas mãos do proletariado. As mulheres operárias lutam lado a lado com os homens de sua classe contra a sociedade capitalista. Para se ter certeza, elas também concordam com as demandas do movimento feminino burguês, mas elas sabem que a simples realização dessas demandas é uma forma de impedir que o movimento entre na batalha, equipado com as mesmas armas, ao lado de todo o proletariado.” (Clara Zetkin  - Apenas Junto com as Mulheres Proletárias o  Socialismo Será Vitorioso)

E Lênin completa:

“A que conduz, no final das contas, esse exame insuficiente e não marxista da questão? Ao seguinte: a que os problemas sexuais e matrimoniais não sejam vistos como parte da principal questão social e que, ao contrário, a grande questão social apareça como parte, como apêndice do problema sexual. A questão fundamental é relegada a segundo plano, como secundária. Isso não só prejudica a clareza da questão, mas obscurece o pensamento em geral, a consciência de classe das operárias.” (LENIN, “Lênin e o Movimento Feminino”, de Clara Zetkin).

O movimento feminista pontua que a opressão da mulher é apenas ligada ao gênero, porém, nós defendemos a tese marxista de que o problema principal não é o sexual, mas sim o problema econômico, ou seja, as mulheres proletárias e camponesas sofrem com uma dupla exploração: a sexual e a de classe. Para que o operário volte ao trabalho no dia seguinte, é necessário que a mulher realize as tarefas domésticas, pois, se o capitalista precisasse pagar por estes serviços, teria que pagar um salário maior a ele ou pagar alguém ou alguma empresa para fazê-los.

A solução dada pelas feministas (a representatividade, políticas públicas, etc) não acaba com a opressão da mulher, já que esta está umbilicalmente ligada à sociedade de classes. Sua origem data da formação da propriedade privada. Com o surgimento da agricultura, como os gados se reproduzem mais rápido que os seres humanos, foi preciso utilizar os prisioneiros de guerra como escravos sendo ambos propriedade dos homens, que anteriormente tinham a função de caça. Para que seus bens fossem passados para seus filhos, foi necessário a monogamia apenas para a mulher, a perda do direito materno e a garantia do direito paterno.

O ''feminismo marxista'' tenta juntar todos os princípios do “marxismo”, mas falha mediocremente ao encaixar em um movimento de essência burguesa teses marxistas e é isso que o PCR faz com o Movimento de Mulheres Olga Benário. Em uma determinada matéria do jornal A Verdade, informava sobre o 7º Encontro de Mulheres Estudantes – EME da União Nacional dos Estudantes – UNE, que abrigava coletivos feministas em uma discussão sobre o tema “A cultura feminista transformando o Brasil”.

Um partido comunista tem o dever de não se desviar por linhas burguesas, e o PCR escolheu esse caminho, tentando integrar nesse movimento características “marxistas”.

Eu, sendo mulher, me sinto mais representada no Movimento Feminino Popular do que em movimentos ditos “marxistas” mas que ignoram não só questões semânticas (algo que certos militantes já falaram que era besteira) como também históricas.

 

 

Conclusão

Pois bem, o PCR já nos demonstra suas falhas: voto crítico ao PT, envolvimento em alianças temporárias com PSOL e PDT, adesão às eleições burguesas, pouca valorização a um conteúdo didático e rico na formação político-ideológica da juventude, negligência à questão agrária, déficit na distinção entre burguesia nacional e grande burguesia, concordância com a tese do ''feminismo marxista'' e desmerecimento teórico e prático do verdadeiro PCR de Manoel Lisboa, assim culminando no revisionismo.

Felizmente, como eu mesma fiz, alguns estão saindo dessa organização que se mostra oposta ao marxismo.

Não tenho vergonha de meu passado na militância, pois sou grata a minha experiência ao longo desses 2 meses e meio. Aprendi com meus erros ao me misturar nessa linha revisionista. Acredito que tenham militantes que no fundo ainda possam ser honestos, como também há muitos oportunistas, porém os que ainda têm uma semente da honestidade, mesmo que careça de crescimento, eu coloco minhas fichas na mesa de que irão logo abrir os olhos, ainda que não em breve, e rever suas posições, assim adentrando em um novo caminho, o da ciência do proletariado.

Como o Presidente Mao Tsetung dizia sobre o revisionismo e o dogmatismo:

“Ao par que criticamos o dogmatismo, devemos também atender à crítica do revisionismo. O revisionismo ou oportunismo de direita é uma tendência ideológica burguesa; é mais perigoso que o dogmatismo. Os revisionistas, oportunistas de direita, exaltam de palavra o marxismo; também atacam o ‘dogmatismo’, mas o que atacam é precisamente a quinta essência do marxismo. Combatem ou tergiversam o materialismo e a dialética; combatem ou tentam debilitar a ditadura democrática popular e a direção do Partido Comunista; combatem ou tentam debilitar a transformação e a construção socialistas. Inclusive depois da vitória fundamental da revolução socialista em nosso país, fica todavia um certo número de pessoas que sonham com restaurar o sistema capitalista; estas pessoas lutam contra a classe operária em todas as frentes, incluindo o ideológico. E nesta luta, tem nos revisionistas seus melhores assistentes.

“Durante longo tempo até esta data, pessoas criticaram muito o dogmatismo. É assim como deve ser, porém com frequência descuida criticar o revisionismo. Tanto o dogmatismo como o revisionismo estão contra o marxismo. O marxismo certamente tem que avançar; deve desenvolver-se junto com a evolução da prática e não pode deter-se. Ficaria sem vida se permanecesse estancado e estereotipado. Porém, os princípios básicos do marxismo nunca devem ser violados, doutra forma se cometerão erros. É dogmatismo enfocar ao marxismo desde um ponto de vista metafísico e considerá-lo como algo rígido. É revisionismo negar os princípios básicos do marxismo e negar sua verdade universal. O revisionismo é uma forma de ideologia burguesa. Os revisionistas negam as diferenças entre o socialismo e o capitalismo, entre a ditadura do proletariado e a ditadura da burguesia. O que propiciam é, de fato, não a linha socialista senão a linha capitalista. Nas circunstâncias atuais, o revisionismo é mais pernicioso que o dogmatismo. Umas das nossas importantes tarefas do momento, na frente ideológica, é desenvolver a crítica ao revisionismo.” (“Discurso durante a Conferência Nacional do Partido Comunista da China sobre o trabalho de propaganda”).

 

Companheira Walkíria, Julho de 2017.

 

RVI