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MEPR - Movimento Estudantil Popular Revolucionário

Abaixo a cobrança de mensalidades nas universidades públicas!

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    O velho Estado brasileiro deu mais um passo no sentido de privatizar completamente o Ensino Público: a cobrança de mensalidades para estudantes de graduação de universidades públicas! O oportunista e inimigo do povo Andres Sanchez (PT-SP) apresentou Projeto de Emenda à Constituição (PEC 366/2017) que prevê O pagamento dos custos do ensino superior (…) proporcional ao nível socioeconômico do estudante (…). Com a demagógica desculpa de cobrar mensalidades de estudantes com maior poder aquisitivo, o que o Congresso de Bandidos realmente pretende é criar precedente e abrir mais brecha para a cobrança de taxas e mensalidades de todos os estudantes, independente de sua condição socioeconômica.
    Outro nefasto aspecto da PEC 366 é que é admitida  a  possibilidade  de  pagamento  sob  a  forma  de prestação  de  serviço  profissional (…), ou seja, a mensalidade cobrada dos estudantes será paga ou em dinheiro ou em trabalho. Isso coloca diretamente em risco as bolsas de pesquisa, estágio, monitoria e mesmo o funcionalismo público das universidades, afinal por que o Estado pagará bolsas ou contratará servidores técnico-administrativos quando haverá oferta de mão-de-obra gratuita e qualificada?
    Mais uma vez a UNE (PT-pecedobê) demonstrou seu caráter traidor e capitulador ao se resumir a “fazer uma blitz na Câmara” para “convencer” os deputados a não aprovarem o projeto. Esse tipo de prática só serve a alimentar ilusões e legitimar o velho Estado burguês-latifundiário serviçal do imperialismo, principalmente ianque, e suas instituições podres e corruptas. A isso opomos a luta independente, combativa e radicalizada das massas, como nos apontaram os companheiros da UERJ em sua vitoriosa Ocupação do Bandejão.
    Repudiamos qualquer tentativa de cobrança de taxas e mensalidades em universidades públicas e convocamos a todos os estudantes a levantarem uma grande luta contra a privatização do ensino público. Aproveitamos para reiterar o chamado para a construção de um combativo Dia Nacional de Luta em Defesa do Ensino Público no dia 23 de novembro e que está sendo convocado e construído nacionalmente pela Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) com as consignas geral Abaixo a privatização da universidade brasileira! e específicas Contra a falsa regulamentação da profissão do Pedagogo! / Abaixo a intervenção privatista do governo Temer na Pedagogia!

Abaixo a PEC 366!
Abaixo a privatização da universidade brasileira!
Rebelar-se é justo!
 

Realismo Socialista: A Revolução de Outubro nas Artes

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A_captura_do_Governo_Provisorio_-_Ivan_Vladimirov

    A Grande Revolução Socialista de Outubro revolucionou não apenas a economia política e a organização social russa. Também no âmbito da cultura deu-se um grande salto no desenvolvimento humano, registrando-se uma forma inédita de expressar a sociedade através das artes: o Realismo Socialista.
    Com a Revolução de Outubro, centenas de milhares de poetas, escultores, músicos, arquitetos e ainda outros artistas passaram a tomar parte na construção socialista, criando uma forma de arte combativa, retratando a realidade a partir da posição de classe do proletariado, da população trabalhadora e dos intelectuais aliados a ela e defensores do socialismo.
    Diversos artistas se tornaram mundialmente famosos produzindo trabalhos em resposta às exigências das massas, lutando por incrementarem seu nível cultural, se apresentando de maneira intimamente conectada com o povo e com sua luta pela edificação socialista.
    Na literatura, a primeira grande obra do Realismo Socialista foi A Mãe de Máximo Górki. Outras grandes obras ficaram muito conhecidas, como Assim foi temperado o aço, de Nikolai Ostrovski e A Estrada de Volokolamsk, de Alexander Bek, que retratam o período da resistência contra a ocupação nazista na Ucrânia Revolucionária.
    Na pintura, o mexicano Diego Rivera se tornou muito reconhecido por realizar pinturas que expressavam as conquistas do proletariado e sua luta em imensos muros e paredes, movimento artístico conhecido como muralismo. Também os pintores soviéticos ganharam grande reconhecimento, como Ivan Vladimirov, Deineka e Lubimov.
    O filme O encoraçado Potemkin (1925) de Sergei Eisenstein foi a primeira grande obra do cinema socialista. Depois dele, muitos outros filmes ganharam o mundo das telas: Lênin em Outubro, Chapáev e A queda de Berlim são alguns destes, contando as heroicas batalhas do proletariado russo pela revolução e os aguerridos combates da Grande Guerra Patriótica.
    Apresentamos abaixo trechos do discurso do dirigente do Partido Comunista da União Soviética, Andrei Zhdanov, no Congresso dos Escritores Soviéticos, de 1934, no qual se tomou grandes definições para o Realismo Socialista no âmbito da literatura. O texto completo pode ser lido na íntegra em nosso site: www.mepr.org.br.

Literatura Soviética: a mais rica em ideias, a literatura mais avançada

Andrei Zhdanov

Andrei_Zhdanov


   “Camaradas, em nome do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética (Bolchevique) e do Conselho do Comissariado do Povo das Repúblicas Socialistas Soviéticas, permitam-me comunicar ao primeiro Congresso de Escritores Soviéticos e a todos os escritores da nossa União Soviética com o grande autor proletário, Maximo Górki, às suas brilhantes saudações bolcheviques.
    Camaradas, seu congresso é conveniente em uma época onde as principais dificuldades nos confrontando no trabalho da construção socialista já foram superadas, quando nosso país terminou de estabelecer as bases de uma economia socialista – conquistas que vão lado a lado da vitória da política de industrialização e da construção das fazendas coletivizadas.
(…)
    A chave para o sucesso da literatura soviética deve ser procurada no sucesso da construção do socialismo. Seu crescimento é uma expressão dos sucessos e conquistas de nosso sistema socialista. Nossa literatura é a mais jovem de todas as literaturas de todos os povos e países. E ao mesmo tempo, a mais rica em ideias, a mais avançada e a literatura mais revolucionária. Nunca antes houve uma literatura que organizasse os trabalhadores e oprimidos, para a luta pela abolição, de uma vez por todas, de toda forma de exploração e do jugo da escravidão assalariada.
    Nunca antes houve uma literatura que baseasse seus temas na vida da classe operária e do campesinato e na sua luta pelo socialismo. Em nenhum lugar, em nenhum país do mundo, houve uma literatura que defendesse e endossasse os princípios de direitos iguais para os trabalhadores de todas as nações, o princípio de direitos iguais para mulheres. Não há, e não pode haver em países burgueses uma literatura que constantemente ataque todo tipo de obscurantismo, todo tipo de misticismo, sacerdócio e superstição, como nossa literatura vem fazendo.
    Apenas a literatura soviética, que está ligada à construção socialista, poderia se tornar, e de fato se tornou, tal literatura tão rica em ideias, tão avançada e revolucionária.

 

Divulgado poema do professor Saibaba escrito na prisão de Nagpur (Índia)

Retirado e traduzido de Dazibaorojo08.blogspot.com

saibaba

Mãe, não chores por mim

Quando venha me ver, 
mãe, não chores por mim.
Não pude ver bem seu rosto
pela janela de fibra de vidro.
Se você olhasse meu corpo aleijado
Chore, mãe, não por minha ausência em casa;
Quando eu morava em casa
Eu tive muitos amigos
pelo mundo,
mas preso nesta prisão,
Anaa Cell
Ganhei muitos outros amigos
em todo o planeta;

Mãe, desespere-se,
mas não por causa da minha saúde debilitada;
quando na minha infância
você não podia pagar por um copo de leite
você me alimentou com suas palavras
com força e coragem.

Neste momento de dor e sofrimento
Eu ainda colho das forças com que
você me alimentou
Mãe, não perca a sua esperança;
Percebi que a prisão não é a morte,
mas meu renascimento,
e irei para casa,
no seu colo que me alimentou,
com esperança e coragem.

Mãe, não temas pela minha liberdade;
diga ao mundo
que minha liberdade perdida
É a liberdade conquistada para as massas.
Como todos aqueles que estão do meu lado
faça da sua causa a miserável da terra
em que minha liberdade é sustentada.

"Escrito depois que você veio me ver através da janela da sala de visita da prisão em 14 de novembro de 2017. Espero que alguém a traduzisse por você. Mãe, me perdoe por escrever isso em uma língua estrangeira que você não entende. Que posso fazer? Não consigo escrever no doce idioma que você me ensinou na minha infância em seu colo. Seu filho com amor"

G.N. Saibaba
Anda cell, Prisão Central de Nagpur
Dezembro, 2017.

 



Sobre a prisão do professor GN Saibaba, o jornal A Nova Democracia publicou na sua edição nº  185:

"Uma reportagem da agência indiana IANS informou neste 8 de março que o professor G.N. Saibaba – prestigioso intelectual revolucionário e democrata consequente – e mais quatro pessoas, dentre eles um estudante membro da União Democrática de Estudantes e um jornalista, foram condenados à prisão perpétua pelo Tribunal de Sessões de Gadchiroli (Maharashtra).

O professor G.N. Saibaba, 47 anos, possui paralisia em 90% do corpo e não pode se locomover sem cadeira de rodas. Ademais, vem sofrendo com problemas de saúde agravados pelas duas vezes que ficou encarcerado, a primeira entre maio de 2014 e junho de 2015, e a segunda entre dezembro de 2015 a abril de 2016. Saibaba chegou a ser internado em fevereiro último no Hospital Rockland, em Delhi, onde foi constatada uma pancreatite aguda que necessitará operação nos próximos meses.

Esta criminosa sentença é um ataque frontal às liberdades democráticas tão caras ao professor Saibaba, que critica duramente a escalada fascista e reacionarização do velho Estado indiano, seus crimes contra o povo, os revolucionários e os democratas.

Tal como afirmamos em AND nº 174, toda a perseguição sobre G.N. Saibaba é a prova de que o velho Estado indiano, de tão podre, reprime ferozmente até mesmo os democratas, e que sua desculpa de “combater os maoístas” significa, na verdade, combater todo e qualquer vestígio de direitos democráticos para manter a Índia afundada na semicolonialidade e semifeudalidade."

 

Lenin e a moral comunista

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    Dando prosseguimento às celebrações do centenário do triunfo da Grande Revolução Socialista de Outubro, publicamos dois fragmentos que tratam de como Lenin, chefatura da GRSO e do Partido Bolchevieque, espelhava a moral comunista, de autoria de Nadezdha Krupskaia (1869 – 1939): A personalidade de Lenin e Lenin e a moral comunista. Krupskaia foi camarada de armas de Lenin e sua esposa, destacada dirigente do Partido Bolchevique e membro Comitê Central; após o triunfo da GRSO foi coordenadora do Comitê Principal para Educação Política e do Comissariado para a Instrução Pública.
    Os dois fragmentos retratam de forma clara como Lenin encarnava a ideologia do proletariado e sua moral correspondente. A moral tem um caráter histórico e nas sociedades de classes toda moral expressa a visão de mundo de uma ou outra classe. Ao longo da História das sociedades de classes, as classes exploradoras e reacionárias sempre defenderam a concepção de uma moral “eterna”, “imutável”, por cima das sociedades, como expressão de sua concepção de mundo metafísica e no interesse da manutenção de seus privilégios e a exploração das classes trabalhadoras.
    A moral comunista aponta justamente no sentido da derrubada da sociedade capitalista, construção da sociedade socialista e superação da sociedade de classes, atingindo o comunismo. Por isso a moral comunista rechaça todo individualismo e interesse egoísta, toda mesquinhez, todo obscurantismo, toda forma de racismo, chauvinismo e sexismo, fomentados pela moralidade burguesa. A isso os comunistas opõem o coletivismo, a solidariedade, o internacionalismo proletário, a preocupação com os companheiros de luta e com as massas populares, a disciplina consciente, a mais estreita ligação com as massas de operários e camponeses e a decisão férrea de lutar implacavelmente pela derrocada do sistema imperialista e pela meta do luminoso futuro da humanidade: o Comunismo. Lenin expressou de forma viva cada uma das características da moral comunista, sintetizando as qualidades dos bolcheviques e do novo homem da nova sociedade socialista.
    Sobre a moral, Lenin afirmou em seu discurso no III Congresso da União das Juventudes Comunistas da Rússia, 2 outubro de 1920:

“… Mas existirá uma moral comunista? Existirá uma ética comunista? É evidente que sim. Pretende-se muitas vezes fazer crer que nós não temos uma moral própria e a burguesia acusa-nos com frequência, de negarmos a moral. É uma forma como outra qualquer de confundir as ideias e de atirar poeira para os olhos dos operários e dos camponeses.
(..)
Nós negamos toda esta moralidade tomada de concepções à margem da natureza humana, à margem das classes sociais. Afirmamos que isso é enganar, iludir os operários e os camponeses e confundir sua mente com proveito dos latifundiários e dos capitalistas.
Afirmamos que nossa moralidade está inteiramente subordinada aos interesses da luta de classes do proletariado…
… A luta de classes continua e é nosso dever subordinar-lhe todos os nossos interesses…
Por isso subordinamos a nossa moralidade comunista. Dizemos: é moral que serve para destruir a antiga sociedade exploradora e para unir todos os trabalhadores em redor do proletariado, classe criadora da nova sociedade comunista.”

    Hoje, época de maior decomposição do sistema imperialista e de seu completo varrimento da face da Terra pela Revolução Proletária, a moral burguesa se apresenta em sua forma mais degenerada e decadente; e tenta arrastar as massas, sobretudo a juventude, para o consumismo, o pessimismo, a apatia e o individualismo. Contra essas maquinações do imperialismo os revolucionários devem desfraldar e encarnar a moral mais elevada que a humanidade atingiu até hoje no fogo da luta de classes e nas vitoriosas e inapagáveis experiências socialistas: a moral comunista, a serviço da luta contra o imperialismo e por uma nova sociedade.
    O textos apresentados foram extraídos da obra A moral dos comunistas, compilação de textos de Marx, Engels, Lenin, Dzerzhinski, Kalinin, Kirov e Krupskaia, Editorial Estampa. Recomendamos o estudo dessa importante coletânea a todos os revolucionários, em especial, à juventude!
    Todas as notas entre colchetes são do MEPR.

Viva os 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro!



Nadezhda Krupskaia

A personalidade de Lenin
(Fragmentos)

    … Lenin foi um marxista revolucionário, um coletivista até ao mais fundo da sua alma. Toda a sua vida e atividade estiveram orientadas para um só e único fim: luta pelo triunfo do socialismo. Esta esteve sempre presente em todos os seus sentimentos e pensamentos. Não sabia o que era a mesquinhez, a inveja, o ódio, o espírito vingativo, nem a vaidade, sentimentos próprios dos individualistas da pequena propriedade.
    Lutava, apresentava de modo franco os problemas, sem introduzir nas discussões nada de pessoal. Abordava os problemas, do ponto de vista da causa a que se entregou e os camaradas em geral não se sentiam ofendidos com a sua vivacidade. Escutava com atenção os homens, escutava-os, esforçava-se por atingir a essência das coisas; sabia compreender, pelos detalhes insignificantes, as motivações interiores de cada um. Sabia abeirar-se dos homens com notável sensibilidade, descobrir neles o que tinham de bom, de valioso, tudo o que se pudesse pôr ao serviço da causa comum.
    Quantas vezes as pessoas que vinham ter com ele, transformavam-se; por isso, os seus camaradas amavam-no; conseguia das relações que estabelecia com os outros o que qualquer outro homem dificilmente conseguia. Nem todos podem e sabem extrair ensinamentos da vida, aprender com os outros homens; Ilich [Lenin] era nisso um mestre. Não utilizava artimanhas para quem quer que fosse, não usava da diplomacia, nunca confundia as coisas e as pessoas sentiam a sua sinceridade e a sua retidão.
 

Audiência Pública - Companheira Remís: Presente na luta!

 


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