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MEPR - Movimento Estudantil Popular Revolucionário

Coletivo Bagaço promove festa popular em comemoração ao boicote às eleições

Esse ano mais 36 milhões de brasileiros não apareceram ou votaram em branco ou nulo no segundo turno das eleições. Isso é motivo de comemoração para todas as pessoas e movimentos que participaram de comitês pelo boicote à farsa eleitoral e apontam o caminho revolucionário como necessidade para uma real transformação em nosso país. Por isso, no último dia 15 de dezembro, o coletivo Bagaço organizou na cidade de Igarassu (Pernambuco), uma festa reunindo vários jovens da comunidade. Teve de tudo: comidas típicas, oficina de cavalo-marinho, apresentação musical, sarau de poesias, roda de capoeira e sessões de vídeos e imagens das ações realizadas durante a campanha.

 

Os Inocentes do Leblon - Carlos Drummond de Andrade

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carlos-drummond-de-andradeUm dos maiores poetas da nossa terra, tem uma interessantíssima poesia para o momento atual de manifestações. Versa justamente sobre os "inocentes do Lebon", o bairro nobre e belo da capital do Rio de Janeiro. Ainda mais nestes tempos em que as manifestações ocuparam as ruas do famoso bairro a poesia ganha maior valor. E que fique a pergunta no ar, até que ponto muitos dos moradores do Leblon são realmente inocentes, até que ponto eles ignoram tudo o que se passa, até que ponto não sabem da fome e da miséria que lhes passa lindeira?

Os Inocentes do Leblon - Carlos Drummond de Andrade

Os inocentes do Leblon
não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
Trouxe imigrantes?
Trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem.
 

Rio de Janeiro: Cartazes do MEPR em defesa da educação

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OCUPAR TODAS AS ESCOLAS CONTRA O DESMONTE DO ENSINO PÚBLICO!

ABAIXO A UBES GOVERNISTA, OFICIAL, PELEGA E REFORMISTA! CONSTRUIR O MOVIMENTO ESTUDANTIL POPULAR REVOLUCIONÁRIO!

É SÓ COM GREVE DE OCUPAÇÃO QUE EU DEFENDO O MEU DIREITO À EDUCAÇÃO!

IR AO COMBATE SEM TEMER, OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

ABAIXO A UBES GOVERNISTA, OFICIAL, PELEGA E REFORMISTA!

REBELAR-SE É JUSTO!

 

Revolta da Chibata: Viva o Almirante Negro!

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Em 1910, portanto há 105 anos ocorria a Revolta da Chibata que é um acontecimento memorável nos quadros das lutas do povo brasileiro. Naquele período, os marinheiros brasileiros eram punidos com castigos físicos. As faltas graves eram punidas com 25 chibatadas (chicotadas). Estes castigos, no caso da marinha brasileira, também tem ligação com a origem negra dos soldados de baixa patente, haja vista que a escravidão negra havia sido formalmente encerrada em 1888. Enquanto isso, a oficialidade era oriunda de ricas famílias da aristocracia branca. Os castigos físicos tinham, portanto, clara conotação racista e de classe. Esta situação gerou uma intensa revolta entre os marinheiros. 

 

 

A LISTA DE ORWELL

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NOTA DO MEPR:

O presente texto foi retirado do blog http://dazibaorojo08.blogspot.com.br/ e traduzido por nós do MEPR. Sua autoria é de Jorge Ángel Hernández.

O artigo fala da atuação de George Orwell, que reinvidicava ser "socialista" e ser contra o suposto "stalinismo", como espião e informante do serviço de inteligência britânico. Ele ilustra bem a situação política mundial no período posterior ao fim da Segunda Guerra Mundial, particularmente da ofensiva reacionária no campo da cultura e das artes posta em jogo pelos países imperialistas (USA, Inglaterra, etc.) contra os ideais democráticos, revolucionários e a ideologia comunista que vinha ganhando muito espaço neste momento.

O papel que cumpriu o governo britânico, retratado particularmente neste caso da "lista de Orwell", é notável na política imperialista contra o socialismo. Não apenas investiram rios de dinheiro no serviço de espionagem (procurando encontrar "simpatizantes do comunismo" em todos aqueles que se opunham firmemente ao seu sistema de exploração e opressão), mas também estruturam um aparato de contrainformação que passou a atuar ativamente através da divulgação de materiais anticomunistas por todo o mundo e com um cuidado ainda maior nos países dominados (o terceiro mundo). A estruturação de organismos como o IRD1 era, portanto, o de atuar através de embaixadas (como a embaixada inglesa no Brasil durante o regime militar fascista) para agregar em torno de si intelectuais, jornalistas, artistas que poderiam ser porta-vozes do imperialismo nesta batalha ideológica contra o socialismo.

Era chave para o imperialismo agregar em torno de si figuras renegadas, que já foram “socialistas” ou que reinvidicam tal título, mas que, neste período após a consolidação de J. Stalin no comando da URSS, seu papel na derrota ao nazi-fascismo e, principalmente, após o fim da Segunda Guerra Mundial e o advento da chamada "Guerra Fria", capitularam da posição de defesa do socialismo e, na prática, se mostraram como linha auxiliar desta ofensiva imperialista contra o Socialismo (ora iludidos, ora de pleno acordo, como é caso de Orwell).

 

Tal ação desesperada por parte dos governos imperialistas pretendia fazer uma contrapropaganda acerca dos inegáveis avanços ocorridos nos países socialistas (URSS desde 1917 e principalmente com seu papel decisivo na derrota do nazi-fascismo e China Popular a partir de 1949) no âmbito ideológico, tentando fazer contrapôr a "liberdade de crítica", "liberdade da arte" e demais discursos metafísicos da burguesia às Republicas Populares - nas quais o povo trabalhador, os operários, os camponeses, não obstante ter logrado tomar o poder dos reacionários (grandes burgueses, latifundiários e imperialistas), conseguia também expressivos avanços em todos os campos da vida humana (produção industrial, produção acadêmica, música, cinema, teatro) sobre um sistema de governo não mais baseado na exploração do homem pelo homem, mas baseado na democracia para amplas massas e ditadura para os exploradores.

 


 

Jorge Ángel Hernández

O famoso escritor britânico George Orwell, autor de igualmente célebre novela 1984, se empregava de pleno conhecimento de causa no quadro da Guerra Fria Cultural. Desempenhava seu papel de colaborador ativo da CIA, sobretudo através do agente intelectual Arthur Koestler2, com quem jogava calculando o grau de traição que poderiam alcançar as “bestas negras favoritas” de sua lista de denúncias. Em seu meticuloso diário, Orwell reuniu nomes de trinca e cinco pessoas em 1949, mas engrossou rapidamente o número no mesmo ano, até chegar a 125 supeitos de simpatizar com o comunismo ou de colaborar com ele diretamente. A volumosa lista seria entregue pelo mesmo ao Departamento de Pesquisa e Informações (Information Research Department - IRD, na sigla em inglês).

 

 


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