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MEPR - Movimento Estudantil Popular Revolucionário

Anotações ao livro de Bakunin “O Estado e a anarquia”*

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Publicamos abaixo importante trabalho crítico elaborado por Marx em 1874 a respeito do livro de Bakunin “O Estado e a anarquia”. O texto possui tanto maior interesse porque, na crítica às concepções bakuninistas, expõe Marx de maneira positiva vários aspectos centrais a respeito do comunismo científico, principalmente no que diz respeito à questão do Estado em geral e da ditadura do proletariado em particular. Sendo anotações à margem do texto, embora não seja uma obra sistemática, oferece assim uma síntese bastante precisa a respeito de questões fundamentais que há século e meio separaram anarquistas e comunistas no interior da I Internacional.

 

Grupo Agreste, expressão histórica da cultura popular

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Em tempos de vigorosa luta popular, de contínuos embates entre as forças da reação e os democratas e revolucionários, de revolta e rebelião, tempos como os vivenciados em 2013 pela juventude combatente em todo o Brasil, surgia o Grupo Agreste. Imersos na efervescência da música regional, um dos marcos culturais da década de 1970, uma turma de jovens rapazes, oriundos de vários cantos do norte mineiro e reunidos em Montes Claros (MG), fundava esse grupo que se tornaria uma genuína expressão da cultura popular brasileira.

 

Exibição de documentário sobre a Batalha de Cachoeirinha (MG) durante o VII SINGA

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No dia 31 de outubro, sábado último, ocorreu a exibição de lançamento do vídeo-documentário Memórias da Terra - Resistência de Cachoeirinha, um filme produzido pelo Coletivo de Mídia Independente Desneuralizador e apoiado pelo Movimento Estudantil Popular Revolucionário, durante a relização, em Goiânia, do VII SINGA. O evento contou com a presença de dezenas de estudantes e trabalhadores. (1)

Este vídeo-documentário foi produzido através de entrevistas com o Seu Sula e Seu Jader, dois heróis da luta camponesa e sobreviventes da Batalha de Cachoeirinha no Norte de Minas Gerais. A referida Batalha ocorreu em 1967, quando latifundiários daquela região expulsaram e grilaram as terras de 212 famílias de quilombolas e camponeses que viviam nas terras que hoje, para se ter noção do tamanho da grilagem, formam 17 fazendas. O nefasto despejo foi financiado pelos latifundiários e executado pela Polícia Militar provocando a morte de muitas pessoas, entre elas a de 62 crianças. (2)

Com certeza o acontecimento é um marco na luta camponesa. Uma marco, porém, não somente por se tratar de uma demonstração da natureza de classe desse Estado e das classes dominantes, capazes das atitudes mais atrozes e covardes. Felizmente não se trata apenas disso. Cachoeirinha também entra na história pelo fato dos camponeses e quilombolas terem se mantidos unidos em luta por sua terra. Nesse processo os camponeses conseguiram recuperar uma parte das suas terras - precisamente naquela em que antes ficava a sede da fazenda do Coronel organizador da matança. Mais forte do que a morte foi a vida. Os camponeses retomam suas terras perdidas.

 

TRÊS POEMAS - Mao Tse Tung

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O primeiro dêstes poemas foi escrito ao término da Longa Marcha, quando o Exército Vermelho perfez a ascensão da última das elevadas montanhas na estrada de Ienan. O "monstro" não se refere diretamente a Chiang Kai Chek ou aos japonêses: Mao Tse Tung explica a expressão dizendo fazer referência simplesmente "ao inimigo que habita entre nós". A forma do poema obedece aos moldes clássicos, sendo os versos escritos em cinco caracteres.

O segundo poema foi escrito pouco antes de sua chegada a Ienan e representa uma espécie de salmo em louvor da avançada dos exércitos vermelhos. A maioria dos nomes citados no poema refere-se a lugares onde foram travadas batalhas. Os "Três Exércitos" não dizem respeito às quatro armadas que participaram da Longa Marcha, mas trata-se de um têrmo técnico tão antigo quanto a Dinastia Chu, usado para descrever os exercitos dos imperadores chineses. A expressão "Exército Vermelho", no primeiro verso, é igualmente um têrmo arcaico, e seria de fácil compreensão nos tempos de Confúcio, quando tinha o significado de "a bela armada", sendo que a palavra "vermelho" na China e na Rússia tem uma acepção que evoca antes as idéias de alegria e beleza do que a de côr.

"A Neve", como é mais conhecido o terceiro poema, é uma espécie de relatório da situação da China, começando por uma evocação da paisagem chinesa, que se transforma em seguida numa bela e jovem camponesa, por quem os imperadores do passado e do presente sustentaram um guerra sem têrmo. O verso "Anseio bater-me com os céus" possui uma intraduzível majestade no idioma original, sem encerrar, contudo, nenhum orgulho da parte do poeta, que fala a proposito do avião, da paisagem e do povo, não de si próprio. No verso final, a flecha é disparada. Aí, a nota de grandeza autêntica se faz evidente e o nosso século reivindica em relação ao passado fica expresso claramente. Os críticos consideram "A Neve" 'um dos mais belos poemas da língua'.

Estes poemas foram traduzidos do chinês por Robert Payne. Não conseguindo obter essa tradução, elaboramos a nossa através da versão francesa de Janine Mitaud, feita sobre a inglêsa de Payne, mas que --- dizem --- foi mais feliz, - IVO BARROSO

 

1995/2015: 20 anos levantando a bandeira de que REBELAR-SE É JUSTO!

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O passo inicial para a construção do MEPR foi dado durante o XXX Congresso da UBES realizado na cidade de Goiânia em 1995, quando tomamos a histórica decisão de romper com o velho movimento estudantil oportunista e eleitoreiro de UNE/UBES. Éramos a segunda maior bancada do congresso com delegados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Pará. Nossos companheiros eram os mais organizados, combativos e disciplinados de todo o Congresso e nossa tese Rebelião era a mais profunda e revolucionária, lançando as bases para o novo caminho que apontávamos para os estudantes e a juventude brasileira.

Passados 20 anos, percorremos um caminho difícil e tortuoso que nos trouxe ao que somos hoje, a corrente democrático-revolucionária do movimento estudantil brasileiro forjada em duas décadas de duras e permanentes batalhas junto aos estudantes de nosso povo a serviço da Revolução Democrática, ininterrupta ao Socialismo. E o fato de celebrarmos os 20 de nosso rompimento com o oportunismo assistindo ao grande fracasso dos 13 anos de gerenciamento da frente eleitoreira de Dilma Rousseff (PT/PMDB/PSB/Pecedobê) é uma contundente comprovação da justeza daquela histórica decisão.


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