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MEPR - Movimento Estudantil Popular Revolucionário

FERP/CHILE: DERROTAR A "REFORMA" EDUCAIONAL COM LUTA!

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Retirado do Boletim La Rebelion se Justifica nº 7 - disponível em: ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com

Movimento Estudantil
DERROTAR A "REFORMA" EDUCAIONAL COM LUTA!

 

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Durante o mês de Abril, foram aprovadas uma série de medidas para a Educação Superior, a suposta "reforma", e por parte do governo foi prometido o fim do Crédito com Aval do Estado (CAE) para o segundo semestre. Entre as medidas estão: criação de uma subsecretaria e superintendencia de educação, obrigatoriedade da acreditação, estabelecimento da bolsa gratuidade por lei, etc.

Esta "reforma" não faz mais que manter intacto o capitalismo burocrático na educação e não incorpora nenhuma das demandas do Movimento Estudantil. Assim, por exemplo, hoje, 80% das matrículas em educação superior estão nas instituições privadas, o que gera uma alta segregação e um grande negócio para os bancos e os donos daquelas universidades. Que diz a reforma sobre isto? "Consagra a educação como um sistema mista" entre universidades públicas e privas, isto é, não muda nenhum fio de cabelo desta questão.

Sobre gratuidade, planteia mantera a atual bolsa e aumentá-la progressivamente dependendo da situação econômica do país. Porém, esta bolsa nõa foi mais que uma mudança de nome e de gestão de recursos, passando fundas das outras para criar esta. Assim, o gasto em benefícios estudantis da educação superior de 2016, ano em que se inicia esta bolsa, foi inclusive menor que os anteriores. Em relação ao seu aumento progressivo, não faz mais que gerar falsas ilusões.

Finalmente, a eliminação do CAE é uma promessa de legislar o segundo semestre para mudar este crédito por um estatal. Isto é: seguir endividando-se para estudar, agora não mais enriquecendo os bancos privados, e sim ao capital monopolista estatal.

Ademais, sobre a atual dívida de mais de um milhão de estudantes pelo CAE planteou a ministra que "é impossível perdoá-la" em condições que o mesmo velho Estado perdoou empresas por quantidades gigantescas (o perdão à Johnson's custou mais de 100 milhões de dólares).

Corresponde derrotar esta "reforma", impulsionando o protesto popular, passeatas, manifestações, etc e mobilizar a outros setores do povo. Terá vital importância este ano não deixar-se enganar pela farsa eleitoral.

Os estudantes revolucionários devem aprofundar a luta por uma verdadeira gratuidade, para golpear os bolsos da grande burguesia, luta pelo perdão total das dívidas e pela plataforma revolucionária de educação gratuita, científica, nacional e a serviço do povo.


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CARTA DE ROMPIMENTO COM A UJR (UNIÃO JUVENTUDE E REBELIÃO) E POR QUE DECIDI MILITAR NA UV - LJR (Liga da Juventude Revolucionária)

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Publicamos abaixo a carta de rompimento da companheira Walkíria com a juventude pelega da UJR, tentáculo do "partido" revisionista do PCR; essa mesma juventude tão bem conhecida por trair a luta combativa dos estudantes, como foi demonstrado nas ocupações secundaristas de 2015/2016. Nessa carta, a companheira contrapõe a linha oportunista desse partideco com a linha democrática revolucionária defendida pela Juventude Revolucionária  da Unidade Vermelha, bem como expressa sua desilusão com as podres táticas dessa organização que, com sua fraseologia oca, levanta a bandeira da "juventude comunista" e do "combate ao estado burguês". Mas, como exposto abaixo, a prática da UJR não corresponde nem minimamente a seu discurso, revelando que, na verdade, se trata de mais uma entidade que compõe o campo oportunista do estado burguês-latifundiário que tanto explora o povo brasileiro. As bandeiras do PCR (UJR, Correnteza, AERJ etc.) estão à direita do movimento estudantil, e o direcionam para a velha prática do oportunismo eleitoreiro. A decisão da companheira Walkíria de militar na UV - LJR demonstra o caráter decadente do revisionismo e a ascensão da luta combativa e independente no movimento estudantil. Saudamos bravamente o rompimento da companheira e que seu exemplo sirva como uma valiosa lição para a juventude que deseja se mobilizar para abalar a velha ordem que subjuga o Brasil.



 

CARTA DE  ROMPIMENTO COM A UJR (UNIÃO JUVENTUDE  E REBELIÃO) E POR QUE DECIDI MILITAR NA UV - LJR (Liga da Juventude Revolucionária)

Minha primeira experiência prática, que se complementava com minha linha teórica começou na UJR, juventude do PCR.

Fui aprendendo com meus ex-companheiros sua centralidade em âmbitos principais da organização, assim reivindicando os pensamentos e as posições ideológicas, sendo assim empenhada em apreender e aplicar sua linha política.

Entretanto, ao decorrer de quase três meses de atuação nessa organização, fui levada a perceber certas falhas em sua teoria e prática "revolucionárias".

A teoria e a prática do PCR são muito divergentes de uma teoria e prática de fato revolucionárias. Se dizem um partido comunista, porém em sua atuação não passa de um partideco revisionista tal qual seus aliados “temporários” como PSOL e PDT.

ATUAÇÃO NOS  MOVIMENTOS DE MASSAS

O PCR justifica sua atuação na central satélite do PT, a CUT, como sendo um trabalho essencial dentro dos sindicatos, utilizando de forma extremamente desonesta textos de Lênin sobre o trabalho dentro dos mesmos. Porém a prática mostra que é impossível alterar a essência da CUT, pois mesmo existindo trabalhadores honestos lá dentro, a direção é uma verdadeira máfia, servindo como linha auxiliar do governo e da grande burguesia, entravando greves e passando a perna nesta base que faz oposição às posições de direita.

Sobre a “disputa” da UNE e UBES, utilizam o mesmo argumento de que os “comunistas devem estar onde as massas estão”. Porém nos congressos não há qualquer possibilidade de debate político e disputa de massas já que tais “congressos” não passam de festas regadas a drogas e orgias. Outra prova de sua completa degeneração são as inúmeras fraudes como a clássica falsificação das atas.

Ainda que o PCR diga o contrário, a prática mostra que sua participação dentro destes instrumentos do oportunismo como a CUT, a UNE e a UBES servem na verdade para acúmulo político na farsa eleitoral.

 

SOBRE O PT

O PCR argumenta sobre a necessidade de combater a direção pelega da CUT, mas, aparentemente, não é isso que fez durante os governos petistas – semeando ilusões nas massas e nos militantes de que havia algo de progressista ou mesmo anti-imperialista no PT. Em seu “Manifesto do PCR para o 2° Turno das Eleições: Impedir a Entrega do Governo do Brasil aos bancos e ao fascismo” de 2014, quando o PT já havia mais que provado a quem servia, diz “[...] O Partido Comunista Revolucionário (PCR) convoca o povo brasileiro a dizer não ao candidato do imperialismo e dos bancos, derrotar a direita e avançar na luta popular. Dia 26 é dia de votar no Brasil votando em Dilma.”

 

Charu Mazumdar: Vida Longa aos Camponeses heróicos em Naxalbari!

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Por ocasião da celebração dos 50 anos do levante de Naxalbari e da passagem dos 45 anos da morte de Charu Mazumdar, celebrados neste dia 28 de julho, publicamos a seguir um artigo de sua autoria escrito 5 anos após o levante, em janeiro de 1972, aonde o grande líder, dirigente e fundador do PCI (Maoísta) expõe a situação da Revolução Indiana, bem como da luta contra o revisionismo moderno de Kruchov.

Atualmente, passados 50 anos do levante de Naxalbari, a Índia é um farol estratégico para a revolução no mundo todo. Milhões de indianos se levantam contra o gerenciamento fascista de Modi, que avança brutalmente sobre todos os direitos do povo Indiano, cumprindo à risca com o que o imperialismo exige das colônias e semi-colônias.

A luta do proletariado, dos camponeses, da burguesia nacional, das nacionalidades oprimidas, minorias religiosas, dos povos tribais e não tribais, dos dalits, dos advasis, das mulheres, dos estudantes, dos intelectuais progressistas contra o velho Estado indiano, na sua expressão mais alta, a Guerra Popular dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta) - PCI (Maoísta), nos dá a certeza na vitória dos povos e nações oprimidas de todo mundo na sua luta por varrer o imperialismo da face da terra.

E aquilo que se vê como combustível para a chama da Revolução Indiana é a mesma pradaria que se encontra nos rincões de nosso país: massivos levantamentos camponeses em resposta aos ataques do velho Estado, levantamentos nas cidades com greves gerais contra a retirada dos direitos pelas classes dominantes reacionárias, assassinatos da população fruto dos “falsos encontros” - a mesma tática de forjar supostos confrontos armados utilizada pelas forças de repressão para justificar o genocídio do povo preto nas favelas e periferias nas cidades (os “autos de resistência) e o assassinato de camponeses em luta pela terra, no campo. Tudo isto nos mostra que a luta do povo e dos revolucionários na Índia é a mesma luta do povo e dos revolucionários no Brasil!

Na Índia, a expressão mais avançada desta luta é a Guerra Popular travada pelo Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) e dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta), processo que teve sua origem no levantamento camponês de Naxalbari. Enfrentando todo o tipo de cerco, aniquilamentos, repressão e fascismo com que o velho Estado tenta afogar em sangue o povo da Índia, os “naxalitas” (como são conhecidos os maoístas naquele país) seguem avançando! Hoje os revolucionários controlam mais de 1/3 do território da Índia e aumentam sua influência sobre áreas que ainda são controladas pelo velho Estado, inclusive na capital, Nova Deli.

Celebrar os 50 anos do levantamento de Naxalbari é celebrar esta luta heróica travada desde a Índia, grande farol para os povos em luta de todo o mundo para seguir travando batalhas para varrer o imperialismo da face da terra e contruir um mundo novo.

Viva os 50 Anos do Levante de Naxalbari!

Viva a Guerra Popular da Índia!

 cartaz

 

 

Assassinatos não vão parar a luta pela terra!

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Reproduzimos a nota da Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres sobre o assassinato de dois companheiros da luta pela terra na última semana.

Enviamos nossa solidariedade e apoio aos companheiros, familiares e amigos das vítimas. Temos a firme convicção de que o sangue não afoga, senão apenas rega a Revolução!

Aproveitamos para reforçar nossa tomdada posição firme e decidida de apoio aos companheiros, a juventude revolucionária deve se ligar da maneira mais completa às massas em luta do nosso país, principalmente aos pobres do campo.

Companheiro Rosenildo: PRESENTE NA LUTA!

Companheiro Ademir: PRESENTE NA LUTA!

Cleomar Vive! Morte ao Latifúndio! 

Viva a Revolução Agrária!

 

 


 

Goiânia, 08 de julho de 2017

Hino da Revolução Agrária:

“… se a gente morrer nessa luta,
o sangue será uma semente,
justiça vamos conquistar,
a história não falha,
nós vamos ganhar! …”

 

O Companheiro ROSENILDO PEREIRA DE ALMEIDA, 44 anos, foi executado à tiros na noite da última sexta-feira, dia 7 de julho de 2017, em Rio Maria, Pará, onde residiam seus familiares.

Rosenildo estava com seu netinho, de três ou quatro anos, na garupa da moto. Ele diminuiu a velocidade de sua moto em um quebra-molas, quando uma outra moto com dois elementos se aproximou e fizeram os covardes e fatais disparos.

Rosenildo era conhecido por todos em Pau d’Arco como “Negão”. Era um dos mais antigos lutadores pelas terras griladas da Fazenda Santa Lúcia; já estava no seu lote onde tinha porcos, galinhas e roça, quando veio a reintegração de posse. Rosenildo nunca se intimidou, sempre enfrentou, e ultimamente era um dos principais organizadores do ACAMPAMENTO JANE JÚLIA, organizado pelas famílias que lutam pela Fazenda Santa Lúcia junto com a Liga dos Camponeses Pobres do Pará e Tocantins.

Rosenildo havia participado, nos últimos dias, da reconstituição feita pela polícia federal da “chacina de Pau d’Arco”. Corre o boato na região de que os nomes de quatro lideranças estão em uma lista, marcadas para morrer, e que o Rosenildo seria um dos assinalados nessa lista.

O companheiro ADEMIR DE SOUZA PEREIRA, também de 44 anos, foi assassinado à tiros na tarde do dia 6 de julho de 2017, em Porto Velho, Rondônia. Ademir era Coordenador do ACAMPAMENTO TERRA NOSSA, organizado para lutar pelas terras griladas da Fazenda Tucumã, em Cujubim. O Acampamento coordenado por Ademir fica no município de Ariquemes. Ademir foi assassinado quando saiu por alguns instantes da mesa do Incra, quando uma pauta da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental estava sendo discutida com o Superintendente Regional, Cletho Brito. A esposa de Ademir, inclusive, estava do lado do Superintendente quando foi avisada da morte do marido.
No velório, realizado no dia seguinte, na residência de familiares, em Ariquemes, a esposa do companheiro Ademir recebeu um bilhete entregue por um moto-taxista com ameaça de morte para ela e seus três filhos. Durante toda a noite, caminhonetes e carros, reconhecidos pelos acampados presentes, como pertencentes aos fazendeiros da região, passaram na rua, em frente da casa. Vinham acelerados e sempre passavam devagar na frente da casa, olhando para dentro – e por várias vezes.

No bilhete de ameaça estão cinco cruzes acima de desenho representando um homem, uma mulher e três crianças, sendo que a cruz e o desenho que representa o Ademir estão riscados com X e as outras em aberto. A filha da esposa do Ademir registrou boletim de ocorrência em Ariquemes/RO, mas não há expectativa de providências por parte da delegacia, pois todos os ataques sofridos pelos camponeses do Acampamento Terra Nossa teve a participação das policias da região do Vale do Jamari.

Denunciamos uma vez mais o Estado brasileiro e todos os seus gerentes por estes crimes covardes contra camponeses e suas lideranças.

Conclamamos uma grande mobilização popular para barrar estes crimes. Desse Estado podre e corrupto não vai vir nenhuma justiça, só mais assassinatos.

Conclamamos todos os camponeses a avançar nas tomadas de terras. Só assim vamos por fim ao banho de sangue promovido pelos latifundiários, grandes burgueses e imperialistas contra os camponeses e todo o povo pobre do Brasil, no campo e nas cidades.

VAMOS HONRAR O NOME E A LUTA DOS COMPANHEIROS ROSENILDO E ADEMIR. ASSUMIR COM MAIS EMPENHO AINDA SUAS TAREFAS, PROTEGER SEUS FAMILIARES, SEGUIR EM FRENTE!

Companheiro Rosenildo: presente na luta!
Companheiro Ademir: presente na luta!
Viva o Acampamento Jane Júlia, em Pau D`arco!
Viva o Acampamento Terra Nossa, em Ariquemes!
Terra para quem nela vive e trabalha!
Viva a Revolução Agrária!

“Cai orvalho de sangue do escravo,
Cai, orvalho, na face do algoz
Cresce, cresce, seara vermelha,
Cresce, cresce, vingança feroz.”

Bandido Negro, Castro Alves

 

Rondônia: Abaixo a militarização das escolas!

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O Brasil é atingido pela pior crise de sua história, crise cuja base é a economia atrasada de nosso país, mas que tem seus reflexos políticos, sociais, etc. O velho Estado brasileiro e todos os corruptos partidos desse podre sistema político tem realizado todo tipo de ataques aos direitos dos trabalhadores, congelamento de gastos com saúde e educação, reforma trabalhista, reforma da previdência, reforma do ensino médio, etc. A educação pública também tem sido duramente atacada e uma situação que já era ruim nas escolas e universidades públicas tem se tornado calamitosa.

Nas escolas, particularmente, a situação que se verifica no país inteiro é de extrema precarização, são péssimas condições de infraestrutura, falta tudo: desde canetas para os professores escreverem nos quadros até merenda pros estudantes; isso para não falar das condições de trabalho degradantes que os professores tem de enfrentar com turmas superlotadas, extensa e intensa jornada de trabalho e baixíssimos salários. Nessa situação dizer que a educação está ruim e precisa de uma melhoria imediata é dizer o óbvio, a questão é: como resolver esses graves problemas na educação pública?

Uma das formas, mas não a única, com que o velho Estado brasileiro tem respondido a essa questão é com a militarização das escolas, ou seja, a entrega da direção e da gestão das escolas às polícias militares dos estados. Aqui em Rondônia o gerenciamento estadual de Confúcio Moura (PMDB) está promovendo a militarização de escolas da capital e do interior, apoiado nos argumentos principais que a militarização promove: melhoria da qualidade do ensino, uma maior disciplina por parte dos estudantes, combate à delinquência e ao consumo de drogas, entre outros. Afirmamos com toda segurança que esses argumentos são falaciosos. Por quê?

Vejamos, essa tão elogiada “disciplina” nas escolas militarizadas como na atuação em geral da polícia nada mais é do que a velha repressão comum a essas instituições militares. É evidente que, com medo do castigo severo, os estudantes vão passar a ter “bom comportamento” e não por valorizarem o aprendizado, ou seja, na prática a escola vai se tornar mais uma prisão para os jovens, tendo a polícia como diretores e carcereiros. Em relação às drogas funciona da mesma forma, mas a culpa do alto consumo de drogas entre os jovens não é da escola, mas sim do próprio Estado brasileiro e das classes dominantes que estimulam e facilitam a alcoolização e drogatização da sociedade em geral e da juventude em particular pois esse é um negócio bastante lucrativo.

 


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