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MEPR - Movimento Estudantil Popular Revolucionário

Ocupação do Bandejão da UERJ: Com a Greve de Ocupação avançar na defesa da Educação!

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A vitoriosa Ocupação do Bandejão da UERJ iniciou-se no dia 26 de setembro e foi encerrada no dia 01 de novembro, atingindo importantes conquistas para a comunidade acadêmica da UERJ. Reabrindo o Restaurante Universitário e tornando o prédio, antes fechado com ratos e baratas, nesta importante trincheira de resistência, logrou unir estudantes, professores e técnicos da Universidade além de contar já com amplo apoio vindo de norte a sul do país. É a mais alta luta desenvolvida pelo movimento estudantil aos gravíssimos ataques que ameaçam a educação pública superior e sua gratuidade. Os estudantes ocuparam e resolveram o problema mais sentido, o fechamento do bandejão, que afetava diariamente mais de 23 mil estudantes.
Os graves ataques em curso são a principal causa da situação agonizante da UERJ. Eles se dão sob os ombros da continuada política imperialista para o velho Estado semifeudal e semicolonial brasileiro, a da privatização do ensino superior, que os governos de turno anteriores já tentaram fazer passar. E agora, estes planos foram reforçados grandemente pela quadrilha de Temer-Meirelles (PMDB/PSDB), que dizem em alto e bom som seus planos de privatizar o ensino público superior e de implementar o modelo imperialista para a educação dos países dominados: escolas profissionalizantes sem o menor caráter científico para os pobres e universidades pagas para os ricos.
Contrários à posição de capitular frente aos ataques, como faz vergonhosamente a UNE-pelega (PT/Pecedobê), que em várias universidades prepara os “Grupos de Trabalhos” junto com REItorias e com o próprio MEC, para decidir quais bolsas cortar - se fingindo de mortos para a farsa eleitoral de 2018 – se levantaram os estudantes da UERJ, se posicionando de maneira firme e contundente frente aos inimigos do povo. Apontam para todos os estudantes o caminho da luta em defesa da educação pública: radicalização nas lutas unida a mobilização, politização e organização crescentes.
Em pouquíssimo tempo, a ocupação foi capaz de colocar de pé um vigoroso movimento estudantil na universidade, construindo a partir de cada curso a organização necessária para resistir aos ataques. Convocando os professores e técnicos a ocuparem conjuntamente, deu-se um salto no movimento de defesa da UERJ.
Enquanto o RU estava há um ano fechado, nem REItoria nem Governo diziam uma vírgula sobre isto. Se posicionando em diversas vezes favorável à implementação de O.S. na universidade, a REItoria seguiu à risca o plano privatista do governo estadual  de Pezão (PMDB) e federal de Temer (PMDB/PSDB) de “sucatear para privatizar”.
Poucas horas após os estudantes ocuparem o bandejão, a REItoria se viu obrigada a se posicionar e ir até os estudantes. A Ocupação derrotou o plano do governo de fechar a universidade, conseguindo dirigir parte importante dela: seu Restaurante Universitário.

Principal aspecto da ocupação do bandejão: contra os ataques, apontam para a participação estudantil na decisão sobre os rumos das universidades.

Os estudantes da Uerj tem conseguido vitórias atrás de vitórias porque estão organizados para, além de ocupar, decidir os rumos da universidade! E se apoiam na mobilização de toda comunidade universitária, para que professores e técnicos se unam à luta dos estudantes. Desenvolvem a importante luta iniciada pelos secundaristas em 2015, elevando-a ainda mais: os estudantes tomam em suas mãos o que os diz respeito e impõe o controle dos rumos de sua universidade.
Desta forma, os estudantes demonstraram que a organização estudantil é imensamente superior à atrasada estrutura universitária brasileira, que hoje está atada de todas as formas ao velho e podre Estado brasileiro burguês-latifundiário serviçal do imperialismo, principalmente ianque.

Contra as ingerências do velho Estado na nossa educação!

Com a Reforma Curricular de 2015, feita por Dilma (PT), o Governo definiu o que é e o que não é lecionado, gerando currículos aligeirados e à margem do conhecimento científico a serviço do povo, mantendo dissociados o ensino, a pesquisa e a extensão. Este tecnicismo e pragmatismo também está presente na Reforma do Ensino Médio, que pretende enxugar todo conteúdo da Educação Básica e Secundária (focando obrigatoriamente no ensino da Língua Portuguesa e da Matemática e como “eletivas” todas as outras disciplinas), assim como na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O Projeto de Lei 6847/17 que pretende “regulamentar” a profissão do pedagogo é também mais uma ingerência do velho Estado. Não satisfeito em controlar os currículos e conteúdos ministrados, o Governo quer controlar quem pode e quem não pode vir a ser professor, segundo seus critérios, aumentando o policiamento ideológico para punir os professores que se posicionam em defesa do ensino público. Definindo um Conselho Nacional específico para a Pedagogia, irão obrigar os professores a fazer uma prova ao final do curso e antes de dar aula. Será este conselho que terá atribuições de fiscalização e punição dos pedagogos.
A realidade do ensino público superior é de que 87% são instituições privadas (nos últimos 10 anos foram estimuladas por repasses bilionários, cada vez maiores ano após ano), segundo censo do INEP de 2016, e a da realidade da educação básica é de que somente 25% crianças entre 0 e 3 anos frequentam a escola básica e 55% dos alunos de 8 anos da rede pública têm conhecimento insuficiente em matemática e leitura, segundo pesquisa divulgada recentemente pelo MEC.
E de quem é a culpa desta situação? Dos profissionais em educação? Estes são vítimas da inexistência de uma política de assistência estudantil durante os anos de formação nas universidades e dos currículos aligeirados. E, após formados, são os que irão dar aulas nas escolas públicas espalhadas pelos rincões do nosso país, sob as precárias condições de trabalho encontradas.
Essa realidade é resultante da criminosa política educacional do velho Estado brasileiro e seus gerentes de turno das últimas décadas! Todo ano, quantias de dinheiro imensas são destinadas para o latifúndio – via liberação de recursos para o “agronegócio” e perdão de dívidas bilionárias – e para o imperialismo – através de isenções fiscais, pagamento da “dívida pública”, etc. E aquilo que sobra para a educação são abocanhados por empresas privadas de educação como a Kroton, que vêm sugando os recursos públicos bilionários (que deveriam ir para as instituições públicas) nos últimos 10 anos, o que a fez figurar entre as maiores empresas do mundo em educação.

 

Sobre a Instrução (Lênin)

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Publicamos agora em nossa página um pequeno discurso de Lênin, quase tão breve quanto qualquer informe de luta, que guarda na verdade um profundo significado para todos aqueles rebelados contra a atual situação da educação em nosso país. Nesse discurso pronunciado em 1918, no I Congresso da Instrução da toda a Rússia, o chefe da Revolução de Outubro, após analisar a situação da guerra e da revolução na Europa, aborda de forma clara qual o papel da educação e dos educadores no processo de transformação da sociedade. Do mesmo modo em que os oprimidos necessitam de conhecimentos para poder triunfar, os educadores necessitam participar da vida e da luta se querem que seu trabalho não se converta num instrumento de dominação da burguesia. Acreditamos que esse debate é de grande relevância, e atualidade, porque quando os estudantes não só no Brasil, mas no mundo inteiro, se levantam em defesa do sistema de ensino e de sua qualidade, é inseparável responder à questão: que ensino e à serviço de que classe? Sem dúvida, a intervenção de Lênin joga uma luz e enriquece a questão, que para nós é um princípio, de que o papel da ciência não pode ser outro que o de servir ao povo. Ou como diria o próprio Lênin, no texto abaixo, “declaramos que a escola não existe à margem da vida e da política, que isto é pura enganação e hipocrisia”.

Revoluo_de_Outubro_assegurou_a_instruo_universal_a_todo_o_povo

 

 

Cadê tu, Amarildo?

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Este texto é um poema slam, feito para ser falado/recitado. É uma rica expressão da cultura popular. Publicamos como parte de nosso esforço em valorizar os verdadeiros artistas populares. Foi escolha do autor utilizar a linguagem coloquial e não conjugar a segunda pessoa de acordo com a norma culta.

amarildo

Por Marcelo Caetano

Amarildo, cadê tu, Amarildo? Todos te gritam, te chamam, mas nada de você, Amarildo. Onde está teu corpo? O que fizeram com tua carne? Em que vala te jogaram, Amarildo? Responde, Amarildo.

Se tu fosse filho de desembargador, já tinha aparecido, nem tinham te levado, Amarildo. Mas, eita, que azar, hein?! Foi logo ser pescador, Amarildo. Foi morar na favela, viver em barraco, ser pobre. Porque tu fez isso, Amarildo? Tem uns aí que vão dizer que te faltou luta. Não foi desembargador porque não quis, porque não lutou, porque não correu atrás.

 

A Farsa de R$ 1 bi

Uma farsa de 1 bilhão de reais:


“Mas se gritar pega ladrão, não sobre um meu irmão”

(Bezerra da Silva)


Essa semana foram publicizados, pelo TSE, novos dados a respeito dos gastos dos candidatos a prefeito e vereador em todo o País. Refere-se aos gastos declarados compreendidos no período de 06 de julho a 06 de setembro. Mesmo os gastos declarados (frisamos essa palavra por motivos óbvios) são incríveis: já foram torrados na farsa eleitoral, em apenas dois meses de campanha nas ruas, R$ 975 milhões, significando um aumento de 33% em relação aos gastos praticados nas últimas eleições municipais, em 2008. Especialistas apontam que, até o fim do segundo turno, os gastos devem atingir os R$ 3 bilhões.1

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Anotações ao livro de Bakunin “O Estado e a anarquia”*

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Publicamos abaixo importante trabalho crítico elaborado por Marx em 1874 a respeito do livro de Bakunin “O Estado e a anarquia”. O texto possui tanto maior interesse porque, na crítica às concepções bakuninistas, expõe Marx de maneira positiva vários aspectos centrais a respeito do comunismo científico, principalmente no que diz respeito à questão do Estado em geral e da ditadura do proletariado em particular. Sendo anotações à margem do texto, embora não seja uma obra sistemática, oferece assim uma síntese bastante precisa a respeito de questões fundamentais que há século e meio separaram anarquistas e comunistas no interior da I Internacional.

 


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