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MEPR - Movimento Estudantil Popular Revolucionário

RJ: Estudantes em luta se mobilizam contra o sucateamento da Uerj!

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Desde que o reinício das aulas na Universidade Estadual do Rio de Janeiro - Uerj foi decidido de forma autoritária pelo REItor Ruy Garcia e pelo Fórum de Diretores, sem bolsas, sem salários, sem Bilhete Único Universitário e sem bandeijão, assim como sem a menor garantia de que a situação iria melhorar num curto prazo, o movimento estudantil da universidade vem travado importantes lutas em torno da organização dos estudantes na defesa da Uerj. Cartazes, Passagens em turma, Panfletagens e uma Manifestação convocam os estudantes a Combater e Resistir em defesa da Uerj!

Logo no segundo dia de aulas, na terça-feira, dia 11/04, ocorreu a Assembleia dos Estudantes de Pedagogia, onde cerca de 50 alunos puderam se reunir e discutir a mobilização no curso, bem como o atual cenário que se encontra a Uerj. Ao mesmo tempo em que se denunciava o ataque à educação pública, gratuita e que sirva ao povo surgiam propostas para mobilizar os estudantes e fazer com que o movimento estudantil da Pedagogia tomasse novo fôlego.

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No dia seguinte, 12/04, ocorreria a Assembleia Geral de Estudantes, com a participação de cerca de 200 estudantes. Logo no início da primeira Assembleia após as voltas às aulas militantes do MEPR fizeram uma fala em defesa da vida e da saúde do Presidente Gonzalo, com uma breve exposição de quem é o maior marxista-leninista-maoísta vivente sobre a terra e sua importância para Guerra Popular que se desenvolve no Peru.

No decorrer da Assembleia, pode-se notar um clima de muita insatisfação e a expectativa de grandes ações através de mobilizações e manifestações como formas de exigir da REItoria e do “governo” de Pezão as bolsas atrasadas, o restaurante universitário, a volta do Bilhete Único Universitário para que todos os estudantes tenham, minimamente, condições de frequentar a Uerj. Foi frisado que não bastam notas de repúdio, discussões somente entre os presentes na Assembleia sobre a grave situação da universidade, mas que o único meio de garantir o funcionamento da Uerj é mobilizando os estudantes e organizando as lutas concretas dos estudantes!

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Sobre a Instrução (Lênin)

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Publicamos agora em nossa página um pequeno discurso de Lênin, quase tão breve quanto qualquer informe de luta, que guarda na verdade um profundo significado para todos aqueles rebelados contra a atual situação da educação em nosso país. Nesse discurso pronunciado em 1918, no I Congresso da Instrução da toda a Rússia, o chefe da Revolução de Outubro, após analisar a situação da guerra e da revolução na Europa, aborda de forma clara qual o papel da educação e dos educadores no processo de transformação da sociedade. Do mesmo modo em que os oprimidos necessitam de conhecimentos para poder triunfar, os educadores necessitam participar da vida e da luta se querem que seu trabalho não se converta num instrumento de dominação da burguesia. Acreditamos que esse debate é de grande relevância, e atualidade, porque quando os estudantes não só no Brasil, mas no mundo inteiro, se levantam em defesa do sistema de ensino e de sua qualidade, é inseparável responder à questão: que ensino e à serviço de que classe? Sem dúvida, a intervenção de Lênin joga uma luz e enriquece a questão, que para nós é um princípio, de que o papel da ciência não pode ser outro que o de servir ao povo. Ou como diria o próprio Lênin, no texto abaixo, “declaramos que a escola não existe à margem da vida e da política, que isto é pura enganação e hipocrisia”.

Revoluo_de_Outubro_assegurou_a_instruo_universal_a_todo_o_povo

 

 

KARL MARX - Vladimir Ilitch Lênin

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Figuras do Movimento Operário: Karl Marx

V. I. Lênin
Novembro de 1914

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Karl Marx nasceu em 5 de maio de 1818, em Treves (Prússia Renana). Seu pai, advogado israelita, converteu-se, em 1824, ao protestantismo. Sua família, abastada e culta, não era revolucionária. Terminando os estudos no Liceu de Treves, Marx entrou para a Universidade de Bonn, indo depois para Berlim, onde estudou direito e, sobretudo, história e filosofia. Em 1841, terminava os seus estudos, sustentando uma tese de doutorado sobre a filosofia de Epicuro. Eram, então, as concepções de Marx as de um hegeliano idealista. Fez parte, em Berlim, do círculo dos "hegelianos de esquerda" (Bruno Bauer e outros), que procuravam extrair da filosofia de Hegel conclusões ateias e revolucionárias.

Saindo da Universidade, Marx fixou-se em Bonn, onde contava com uma cadeira de professor. Mas a política reacionária do mesmo governo que, em 1832, afastara Ludwig Feuerbach de sua cátedra, e que, em 1836, recusava o seu retorno à Universidade, e ainda, em 1841, proibia ao jovem professor Bruno Bauer realizar conferencias em Bonn, obrigou a Marx a renunciar à carreira universitária. Nessa época, o desenvolvimento das idéias hegelianas de esquerda estava em franco progresso na Alemanha. Particularmente, a partir de 1836, começou Ludwig Feuerbach a criticar a teologia e a se orientar para o materialismo que, em 1841, já aceitava inteiramente, como se verifica em a A essência do cristianismo; em 1843, eram publicados os seus Princípios da Filosofia do Futuro.

 

A Farsa de R$ 1 bi

Uma farsa de 1 bilhão de reais:


“Mas se gritar pega ladrão, não sobre um meu irmão”

(Bezerra da Silva)


Essa semana foram publicizados, pelo TSE, novos dados a respeito dos gastos dos candidatos a prefeito e vereador em todo o País. Refere-se aos gastos declarados compreendidos no período de 06 de julho a 06 de setembro. Mesmo os gastos declarados (frisamos essa palavra por motivos óbvios) são incríveis: já foram torrados na farsa eleitoral, em apenas dois meses de campanha nas ruas, R$ 975 milhões, significando um aumento de 33% em relação aos gastos praticados nas últimas eleições municipais, em 2008. Especialistas apontam que, até o fim do segundo turno, os gastos devem atingir os R$ 3 bilhões.1

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Cadê tu, Amarildo?

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Este texto é um poema slam, feito para ser falado/recitado. É uma rica expressão da cultura popular. Publicamos como parte de nosso esforço em valorizar os verdadeiros artistas populares. Foi escolha do autor utilizar a linguagem coloquial e não conjugar a segunda pessoa de acordo com a norma culta.

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Por Marcelo Caetano

Amarildo, cadê tu, Amarildo? Todos te gritam, te chamam, mas nada de você, Amarildo. Onde está teu corpo? O que fizeram com tua carne? Em que vala te jogaram, Amarildo? Responde, Amarildo.

Se tu fosse filho de desembargador, já tinha aparecido, nem tinham te levado, Amarildo. Mas, eita, que azar, hein?! Foi logo ser pescador, Amarildo. Foi morar na favela, viver em barraco, ser pobre. Porque tu fez isso, Amarildo? Tem uns aí que vão dizer que te faltou luta. Não foi desembargador porque não quis, porque não lutou, porque não correu atrás.

 


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