gototopgototop
MEPR - Movimento Estudantil Popular Revolucionário

DOIS CAMINHOS DO MOVIMENTO ESTUDANTIL

Avaliação do Usuário: / 7
PiorMelhor 

rebeldia_das_massas_3


    Os ataques do governo contra o ensino público estão cada vez mais graves. A situação das escolas e universidades é drástica e demanda que todos os estudantes se posicionem decididamente! Os próximos anos serão uma verdadeira guerra em defesa do nosso direito de estudar e aprender, para barrar a privatização da educação e arrancar na marra as melhorias no ensino que tanto precisamos e desejamos. Mas, para construir a educação que queremos, precisamos nos armar do principal instrumento de luta e resistência: nossa organização!
    Hoje, mais do que nunca, é fundamental fortalecermos o movimento estudantil independente dos governos, democrático, combativo e revolucionário e isto só será possível se traçarmos uma clara linha de demarcação entre os que lutam e os que fingem lutar.

Combater o oportunismo eleitoreiro no movimento estudantil!

    Desde 1995, existem no nosso país Dois Caminhos do Movimento Estudantil. O caminho democrático-revolucionário, do qual orgulhosamente fazemos parte desde os primórdios da nossa Corrente, por um lado. E, na direção oposta, o velho caminho burocrático, eleitoreiro e oportunista representado, principalmente, pela Une/Pecedobê.
    Após receber, merecidamente, a alcunha de “inimiga dos estudantes”, pelo papel de subsecretaria do MEC que cumpriu durante os 13 anos do gerenciamento oportunista de PT/Pecedobê, a Une foi rechaçada pelos estudantes em todas as lutas que ocorreram neste período. Enquanto os estudantes lutavam contra a privatização das universidades públicas, boicotando as taxas, fazendo greves e protestos, a Une defendia (como ainda segue defendendo) programas que desviam dinheiro público pras instituições privadas, enchendo os bolsos dos tubarões do ensino. No auge da sua desventura oportunista, enquanto toda a juventude combatente saía às ruas nas grandes jornadas de luta de junho e julho de 2013 com o grito de NÃO VAI TER COPA, a Une/Pecedobê fazia campanha para alistar voluntários para a Farra da Fifa! Em 2015, quando os secundaristas em SP lutaram contra a reorganização do ensino imposto por Alckmin/PSDB, a Une e Ubes caíram de paraquedas nas escolas e tentaram atrasar a luta, conciliando com o governo e se autoproclamando como “representantes” dos estudantes. Na maior parte das escolas, novamente, foram colocadas pra fora pelos estudantes combativos.
    No final de 2016, em meio à greve de ocupações que tomou conta de escolas secundaristas e universidades de norte a sul do país contra as reformas antipovo de Temer/PMDB, a Une mais uma vez se apresentou como traidora da luta, e propôs que os estudantes permitissem a realização do ENEM! O que poderia ser fator de maior pressão no governo contra a aprovação da contrarreforma do Ensino Médio, não se impôs como poderia, graças ao nefasto papel desta entidade falida e sua direção. No maior descaramento, a Une convocou seu ex-presidente Orlando Silva (Pecedobê) para negociar o fim das ocupações com o Ministro da Educação de Temer! Desmascarados, em todo o país foram colocados, uma vez mais, para fora de grande parte das escolas ocupadas.
 

Vitorioso Dia Nacional de Luta – 23 de Novembro!

Reproduzimos o balanço feito pela ExNEPe das mobilizações que ocorreram em todo país no Dia Nacional de Luta em Defesa do Ensino Público e Gratuito – o vitorioso dia 23 de novembro.

Vitorioso Dia Nacional de Luta – 23 de Novembro!

Em 15 cidades (10 estados), estudantes nas ruas contra a privatização do ensino!
ExNEPe conquista a primeira vitória na luta contra a falsa-regulamentação!
23N-BH

Veja este texto em PDF

    Neste 23 de Novembro, a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) realizou ações importantes em todo o país, juntamente com estudantes de pedagogia, licenciatura, professores e técnicos para marcar o vitorioso Dia Nacional de Luta em Defesa do Ensino Público e Gratuito.
    Foram realizadas manifestações de rua, com trancamentos de avenidas e rodovias, em sete cidades diferentes: Rio de Janeiro (RJ), Guarulhos (SP), Belo Horizonte (MG), Petrolina (PE), Dourados (MS), Porto Velho (RO) e Itaberaba (BA). Só nesta última, mais de 300 estudantes de pedagogia participaram, levantando bem alto a bandeira de luta da ExNEPe contra a Privatização das Universidades Brasileiras e a falsa-regulamentação da nossa profissão! No Rio de Janeiro, os participantes da Ocupação Bruno Alves (Vitoriosa Ocupação do Bandejão da UERJ) também participaram do ato e um bonecão do gerente anti-povo Temer foi queimado ao final.
    Em Dourados, os técnico-administrativos em greve e moradores do entorno se somaram à luta dos estudantes, fortalecendo a manifestação que impediu o acesso à universidade federal por toda a manhã. Numa rodovia próxima, indígenas também realizaram ato exigindo a demarcação de seus territórios. Na maioria dessas manifestações, barricadas de pneus foram incendiadas, demarcando a firmeza e decisão dos estudantes de pedagogia na defesa do Ensino Público e Gratuito.
    Em Porto Velho, após a manifestação na entrada do Campus, o Conselho Superior Acadêmico da UNIR aprovou como signatário uma Carta Aberta em Defesa da Educação Pública, que foi lançada em um Ato Público no auditório da Unir, assinada pelo Reitor do IFRO; pelo Reitor da Unir, pelo Sinasefe, pela Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia e por professores que integram a Frente Rondoniense em Defesa da Educação Pública.
 

RJ: Campanha Internacional em apoio à Resistência Palestina

Divulgamos a seguir imagens tiradas no Rio de Janeiro de pichações feitas como parte da campanha internacional apoio à Resistência Palestina que, desde o mês passado, teve novas e maiores proporções, com a convocação, pelo Hamas, de uma nova Intifada. Este novo levantamento de massas no Oriente Médio se dá contra a decisão do genocída Donald Trump de decretar Jerusalém como capital de Israel. Em todo o mundo as massas se levantam em denúncia a mais este crime da superpotência imperialista USA.

FORA DE GAZA ISRAEL FASCISTA!

VIVA A HERÓICA RESISTÊNCIA PALESTINA!

20171220_010902

UniRio1

viaduto_2

20171220_020033

 

LCP/MFP - Norte de Minas: NOTA DE CONSTERNAÇÃO E REPÚDIO PELO ASSASSINATO DA COMPANHEIRA REMÍS CARLA

NOTA DE CONSTERNAÇÃO E REPÚDIO PELO ASSASSINATO DA COMPANHEIRA REMÍS CARLA

25552250_2015289532076617_3559795815252174480_n

Nós, companheiras e companheiros da LCP - Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia e do MFP – Movimento Feminino Popular, com muita indignação e ódio de classe, lamentamos profundamente a morte da companheira Remís e desde o Norte de Minas enviamos nossos sentimentos de pesar aos familiares, companheiras e companheiros de luta desta jovem lutadora do povo e a nossa palavra de certeza e firmeza na luta e de que a vitória do povo, especialmente a emancipação das mulheres, brilhará luminosa e incandescente um dia como o sol!

Repudiamos veementemente a atitude covarde de seu assassino e ex-namorado Paulo César e especialmente o que esta representa: continuidade e agravamento da violência particularmente brutal contra as mulheres pobres, por sua condição de classe e também como expressão do ódio dessa sociedade patriarcal que se volta de modo sistemático e por todas as formas contra as mulheres, mais ainda se estas desafiam levantar sua voz, principalmente na luta contra este sistema de exploração e seus valores reacionários de que a mulher deve ser submissa e serviçal do homem. Como não bastasse toda esta cultura e costumes apodrecidos já no momento de seu surgimento baseadas na famigerada e absurda concepção de uma suposta natureza deficitária da mulher, através de todos os meios de reprodução deste sistema de exploração e opressão fazer valer tais valores retrógrados, arcaicos e medievais que impõe à mulher, especialmente as mulheres do povo, em pleno século XXI, de modo encoberto ou abertamente toda sorte de prejuízos, inferioridade, incapacidade, fragilidade e até mesmo novas formas de justificar a dupla jornada e a obrigação exclusiva da mulher de cuidar da casa, da infância, do marido, da família, dos enfermos, enfim a escravidão doméstica mesmo para aquelas que trabalham fora.

Essa sociedade capitalista de modo geral e particularmente a nossa semicolonial/semifeudal, hipócrita assentada no sistema de exploração e opressão, que a jovem Remís combatia, promove a propaganda falsa de promoção e liberdade das mulheres e jovens com a fantasiosa ideia de “empoderamento feminino” (discurso da ONU). A difusão e justificação de comportamentos sexuais, supostamente liberados, adornados pelos discursos de liberdade e “diversidade”, quando vivemos sob sistemática repressão, provocada pelo sistema imperialista que só tem feito aumentar a exploração, a miséria e a opressão sobre a imensa maioria da população mundial, da qual metade são mulheres, é uma das formas de luta ideológica mais sofisticadas contra o proletariado e as massas trabalhadoras para dividi-las, desviá-las da luta de classes revolucionária como o único caminho verdadeiro e possível para a libertação dos trabalhadores e emancipação das mulheres.

Este discurso demagógico que advoga uma suposta preocupação com as mulheres e sua condição na sociedade, nada mais é que a ideologia e política das classes dominantes para conter o despertar da consciência e fúria revolucionária das mulheres, que só pode advir de sua prática social, particularmente da luta de classes! Este miserável discurso, quer nos fazer acreditar que a solução para os problemas que desgraçadamente atingem as mulheres, pode ser encontrada neste sistema capitalista de exploração e opressão.

Enquanto o feminicídio aumenta espantosamente, para justificar o vigente sistema de exploração e opressão, procuram a todo tempo nos fazer crer que por meio de leis como a “Lei Maria da Penha”, as mulheres estarão protegidas dos covardes atos de violência de que são vítimas diuturnamente. Pelo contrário, depois das denúncias, as mulheres e suas crianças se tornam cada vez mais, vítimas de um assassinato em potencial, já que o Estado sequer assegura o cumprimento das medidas “protetivas” prevista em tal “lei”, e pelo contrário, favorece o agravamento da contenda, que em muitos casos se trata de companheiros e ex-companheiros. Também, o tratamento desprezível que as autoridades policiais dedicam a estes casos, demonstra bem o caráter da questão.

Em muitos casos de violência não doméstica contra as mulheres, ninguém mais que o próprio Estado e as suas forças repressivas, como a PM, é a principal responsável por cometê-la. São as mulheres que padecem com filhos e familiares nas portas dos hospitais, esperando por atendimento e tratamento digno, são as mulheres as mais punidas pelo assassinato de seus filhos pela polícia nas grandes cidades, são as mulheres as que mais adoecem de depressão, devido às angústias da vida cotidiana, os preços dos alimentos, da água, luz, gás, remédios e os precários atendimentos dos serviços públicos de saúde. São as mulheres que são humilhadas em filas e revistas vexatórias durante as visitas nos presídios. São as mulheres que cumprem uma dupla jornada e são duplamente exploradas e oprimidas! A incorporação das mulheres no mercado de trabalho, ao contrário do que apregoa o feminismo burguês, não assegura liberdade alguma das mulheres, além do trabalho assalariado, elas têm o trabalho doméstico, não pago, invisível e indispensável para reprodução da força de trabalho e manutenção dos baixos salários de todas as classes trabalhadora.

PORQUE OS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER TEM CRESCIDO TANTO?

No mundo inteiro, mas em particular nos países semicoloniais e semifeudais como o Brasil, toda esta situação de aprofundamento da crise econômica, política e moral, que se desenvolve como guerra civil reacionária contra o povo, se reverte de forma muito particular em aumento da violência contra a mulher. Segundo dados do IBGE, a cada ano, cerca de 1,2 milhão de mulheres sofrem agressões no Brasil. Pelas estimativas do Ipea, destas, 500 mil são estupradas e uma em cada cinco mulheres, considera já ter sofrido alguma vez “algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido”.

Os monopólios de imprensa de forma sensacionalista e os “pacifistas” e oportunistas apelam contra a violência em geral e fazem uma condenação abstrata da mesma, tratando a violência de forma genérica e mistificada. Ao mesmo tempo que endossa e justifica a violência do Estado contra o povo, a exemplo, o assassinato de camponeses, quilombolas e indígenas que lutam pela terra, como em Pau Darco/PA, onde 10 trabalhadores foram torturados e assassinados por policiais da DECA em julho e agora em dezembro todos foram soltos. Da mesma forma se passa nas favelas e bairros proletários das cidades, toda sorte de abusos da polícia contra a população e a matança de pobres, principalmente jovens e negros e ainda mais a dor de suas mães é respondida pelos policiais tachando-as de vagabundas. Enquanto isso, os patrocinadores desse genocídio: políticos, latifundiários e empresários pedem mais sangue através dos programas policiais de TV e rádio, nas tribunas do Congresso e outras latrinas com Projetos de Lei para criminalizar a luta do povo e nos tribunais, onde isso tudo é aplicado com esmero contra o povo pobre.

Os agressores e assassinos de mulheres seguem esta mesma lógica, suas ideias e sua prática expressam essa ideologia, não são loucos, são covardes produtos deste sistema de exploração e opressão. A verdade é que essa sociedade incute nos homens a concepção chauvinista machista de que lugar de mulher é na cozinha, de rainha do lar, e toda sorte de preconceitos para manter as mulheres subjugadas. São fatos que expressam diretamente o agravamento e a degeneração dessa sociedade putrefata que vivemos e que só uma Revolução Democrática pode transformar radicalmente.

Por todas estas determinações a emancipação das mulheres só será conquistada com a libertação de toda classe explorada através da revolução, com a destruição das três montanhas que exploram e oprimem nosso povo e subjuga a Nação: a semifeudalidade (latifúndio), o capitalismo burocrático (grande burguesia) e o imperialismo, principalmente ianque (norte-americano), e da quarta montanha que oprime as mulheres: a opressão sexual. Daí que corresponde à luta das mulheres um movimento feminino revolucionário, como parte do programa e da luta do proletariado e massas populares pelo Poder. O verdadeiro poder das mulheres será o Novo Poder, construído pela revolução de Nova Democracia, agrária e anti-imperialista, ininterrupta ao socialismo, e que começa desde já pela Revolução Agrária em curso no país.

A companheira Remís está presente na luta, a companheira Remís lutou por sua liberdade, por sua vida, para dedicá-la a causa de libertação de nosso povo, e por isso reafirmamos que a sua morte nos pesa muito e que no futuro, vingaremos todas as Remís espalhadas pelo Brasil e o mundo, através de uma Grande Revolução!

Companheira Remís! Presente na Luta!

Despertar a Fúria Revolucionária da Mulher!

 

A Farsa de R$ 1 bi

Avaliação do Usuário: / 1
PiorMelhor 

Uma farsa de 1 bilhão de reais:


“Mas se gritar pega ladrão, não sobre um meu irmão”

(Bezerra da Silva)


Essa semana foram publicizados, pelo TSE, novos dados a respeito dos gastos dos candidatos a prefeito e vereador em todo o País. Refere-se aos gastos declarados compreendidos no período de 06 de julho a 06 de setembro. Mesmo os gastos declarados (frisamos essa palavra por motivos óbvios) são incríveis: já foram torrados na farsa eleitoral, em apenas dois meses de campanha nas ruas, R$ 975 milhões, significando um aumento de 33% em relação aos gastos praticados nas últimas eleições municipais, em 2008. Especialistas apontam que, até o fim do segundo turno, os gastos devem atingir os R$ 3 bilhões.1

Imagem_DF

 


JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL

RVI