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Viva o Dia Internacional da Classe

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1demaio09
Baixe o cartaz de celebração do 1 de Maio

O 1º de maio é o Dia Internacional do Proletariado. As classes oprimidas e exploradas de todos os países celebram esta data com luta, rendem homenagem aos heróis e mártires da Classe e, assim, reafirmam o papel dirigente que o proletariado, classe mais avançada em toda História, cumpre para a transformação revolucionária do mundo.

A data foi escolhida em referência à Greve Geral de operários pela redução da jornada de trabalho iniciada neste dia, em 1886, na cidade de Chicago. O movimento grevista, unindo centenas de milhares de operários, terminou com a brutal repressão policial que, feriu e prendeu centenas de proletários, além de condenar seus líderes à morte (Parsons, Spies, Lingg, Engel e Fischer) e à prisão perpétua (Schwab e Fielden) – outro líder, Oscar Neebe, foi condenado a 15 anos de prisão.

Em 1889, 3 anos após o heróico episódio, o 1º Congresso da II Internacional – Associação mundial de partidos operários [comunistas] – aprova o dia 1º de maio como data de luta pela redução da jornada de trabalho (de 16 para 8 horas) e libertação da Classe.

Combater o oportunismo

É importante denunciar o oportunismo de partidos eleitoreiros que prostituem esta data para enganar o povo e conter a luta de classes. Os principais exemplos no Brasil são as festas realizadas pela CTB (Central dos Trabalhadores Brasileiros, dirigida pelo PCdoB) e pela CUT – Central Única dos Trabalhadores – PT), além da CGTB, NCST, UGT (controladas por PMDB, PSDB, PTB etc.).

Estas Centrais inteiramente vinculadas ao governo são na verdade representações patronais no movimento operário. Para confundir os trabalhadores e estimular a colaboração de classes fazem megashows, patrocinados pelo próprio governo e grandes empresas, com artistas da burguesia e distribuição de brindes, sorteios de carros e eletrodomésticos. Em vez de luta, fazem festa. Tudo para iludir o povo e amansar a luta de classes.

Também as Centrais sindicais controladas por partidos da esquerda oficial (PSTU e PSOL) não deixaram escondidas seu oportunismo. Conlutas (PSTU) e Intersindical (Psol) fizeram ato unificado, no qual discursou ninguém menos que o grande oportunista Eduardo Suplicy, fundador do PT e senador há 19 anos por este partido burguês. Com um discurso de aparência radical, abriram a palavra para o membro do governo pró-imperialista de Luiz Inácio e chamaram a CUT (PT), CTB (PCdoB) e UNE-UBES (PT/PCdoB) para mais um “ato unificado” a ser realizado em agosto.

Em concordância com seus ideais a Conlutas (PSTU) lançou, dias após a manifestação, sua proposta de “luta” “contra ataques dos patrões”: um abaixo-assinado(!!!). Em meio ao agravamento colossal da crise imperialista, frente às centenas de milhares de demissões, o PSTU está propondo um “abaixo-assinado”... “Os trabalhadores (...) vêm à presença dos representantes do Congresso Nacional e ao Sr. Presidente da República exigir que sejam adotadas medidas para defender os trabalhadores e trabalhadoras e suas famílias frente aos efeitos da crise na economia.” – convencer Luiz Inácio a defender os trabalhadores...Santa ilusão!

Viva o 1º de Maio Classista

Por outro lado, vários protestos independentes, combativos e classistas foram realizados pelo país. Destacadamente os Atos do “1º de Maio da Aliança Operário-Camponesa” convocados pela Liga Operária juntamente com a Liga dos Camponeses Pobres realizados nas cidades de Uberlândia e Montes Claros (MG) expressaram grande conseqüência na defesa da construção da Greve Geral e do impulsionamento da Revolução Agrária, como parte da luta contra os efeitos da crise imperialista e pela Revolução no Brasil.

Sem qualquer ilusão com o velho Estado Brasileiro e com o governo antipovo de Luiz Inácio, os autênticos atos do 1º de Maio propugnaram o classismo, a combatividade e a independência na luta popular e operária pela defesa de seus direitos, e o caminho da Revolução de Nova Democracia como único meio de transformar o país e levá-lo até o Socialismo e o Comunismo.