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Saudemos o Grande Dirigente Comunista Pedro Pomar!

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pedro_pomar_cartaz No último dia 23 de setembro todos os estudantes, camponeses, operários, enfim, todo o povo brasileiro celebraram uma das suas mais importantes datas: o aniversário do grande dirigente do Partido Comunista do Brasil, Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar. Nascido na pequena cidade de Óbidos, Pará, em 23 de setembro de 1913, a vida deste grande comunista brasileiro foi marcada pela total e incansável entrega à causa revolucionária do proletariado internacional e, conseqüentemente, pela luta sem quartel contra o revisionismo e todo o oportunismo.

A atividade de Pedro Pomar foi extremamente abrangente e profícua, abarcando todos os aspectos do trabalho tanto organizativo, ideológico-político quanto teórico.

Durante os “ásperos tempos” da ditadura do Estado Novo, de Vargas, em que milhares de revolucionários e democratas foram alvos de prisões, torturas e assassinatos, e particularmente os militantes e dirigentes do Partido Comunista do Brasil, Pedro Pomar desenvolveu intensa e ampla atividade. O paciente e heróico trabalho de organização clandestina, de reestruturação do PCB foi por ele agarrado com firmeza, sendo por isso um dos responsáveis pela formação da Comissão Nacional de Organização Provisória, encarregada de rearticular  o Partido em escala nacional. Membro do Comitê Central e da Comissão Executiva do PCB foi também responsável de Educação e Propaganda, encarregado de acompanhar e supervisionar os cerca de 25 jornais mantidos pelo Partido em todo o país.

Na década de 50 a luta no interior do Partido ganhava corpo e, no seio deste, Pedro Pomar era um intransigente defensor da linha proletária. Por isso mesmo foi diversas vezes destituído de suas responsabilidades no Comitê Central e colocou-se em luta aberta contra o revisionismo de Prestes. A partir do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (1956) abre-se uma luta de duas linhas sem precedentes no movimento comunista internacional, a princípio travada em âmbito interno e depois revelada amplamente. A restauração do capitalismo na URSS e a degeneração revisionista do partido comunista mais influente e de maior prestígio em todo o mundo (o PCUS), aguça no interior de todos os partidos comunistas do mundo a luta entre a linha revolucionária proletária e a linha revisionista burguesa. Vanguardeando essa luta estava o Partido Comunista da China do pres. Mao Tsetung.Também no Brasil tal embate não poderia deixar de manifestar-se com contundência.

Nos preparativos do V Congresso do PCB (1960) Pedro Pomar vanguardeará o ataque às teses nacional-reformistas e krushevistas¹ formuladas pela direção majoritária do partido. Naquele mesmo ano, representando os comunistas brasileiros no congresso do Partido Comunista da Romênia, rechaçou os ataques de Kruschev ao Partido do Trabalho da Albânia, ausente àquele evento. Em 1962 foi protagonista do processo de reconstrução do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), marco da luta contra o revisionismo e de maior assimilação do marxismo-leninismo pelo Partido.

Essa etapa da vida partidária inaugurada com a reconstrução de 62 será a mais rica da história do Partido. Fruto da maior assimilação do marxismo-leninismo e do aprofundamento da luta contra o revisionismo moderno, o Partido se acercará do pensamento Mao-Tsetung (como eram conhecidos os aportes do Pres.Mao à época). Nesse período Pedro Pomar torna-se redator-chefe de “A Classe Operária”, órgão central do Partido. E é nas páginas do mesmo que escreve a respeito da Grande Revolução Cultural Proletária na China:

“A Revolução Cultural Proletária, com suas idéias e perspectivas, com suas formas e seus métodos, aguçou todos os problemas em litígio no movimento comunista internacional e contribuiu para revelar a repugnante traição dos revisionistas à causa da luta dos povos contra o imperialismo, sobretudo o norte-americano. Ela ajuda também a discernir os verdadeiros dos falsos marxistas-leninistas, a deslindar mais nitidamente as posições revolucionárias e as oportunistas e a desmascarar os dirigentes revisionistas, indicando às massas seus verdadeiros partidos e chefes proletários revolucionários.” ²

E, entendendo e defendendo no interior do Partido a linha do Pres. Mao, conclui:

“Os comunistas brasileiros, que receberam com entusiasmo os grandes êxitos da Revolução Cultural Proletária, procuram estudar seus ensinamentos e divulgar suas experiências. Ao mesmo tempo, erguem, cada vez mais alto, a bandeira vermelha do pensamento de Mao Tsetung, que descortina para nosso povo o caminho da revolução e da guerra revolucionária de libertação”. ³

Fruto desse maior avanço de sua assimilação da ideologia do proletariado, o Partido Comunista do Brasil aplica uma linha revolucionária e, no fim dos anos 60, inicia os preparativos para a deflagração da Guerra Popular no Brasil. O episódio da Guerrilha do Araguaia, significando um marco na história da luta de classes no país, e seu desfecho desfavorável em 1974, deflagrou nova luta no interior do Partido. O balanço da experiência do Araguaia será um processo importante em torno do qual serão iniciadas importantes discussões. Opondo-se à avaliação militarista, Pedro Pomar atribuirá a causa da derrota à razões ideológicas, e de uma incompreensão (e desvio na aplicação), pelo Partido, da real concepção de Guerra Popular.

Certamente, como já disse, a experiência do Araguaia tem aspectos de valor que devem ser sistematizados e aproveitados. O espírito de luta, heroísmo mesmo, o esforço para adaptar-se às condições do meio, a capacidade de resistência, precisam ser salientados e devidamente estimados; servem como exemplo. Nosso Partido sempre se orgulhará dessa luta; do sacrifício dos camaradas que lá tombaram, tentando abrir caminho para a vitória de nossa causa. Mas para determinar a validade de uma experiência isso apenas não basta(...) o certo é primeiro realizar o trabalho político, procurar, através de uma ação planificada, cuidadosa, paciente, clandestina, e tendo em conta o movimento camponês real, criar a base de massas necessária para desencadear a luta. Afirmar que esse trabalho, no momento atual, por causa do aumento de vigilância do inimigo, não é possível, me parece falso. Seria o mesmo que concluir ser o trabalho de massas em geral, bem como a construção do Partido, sob as condições da ditadura militar-fascista, também impraticável. Mas esta conclusão ninguém a aceita entre nós, por absurda.
Julgo este ponto de vista, acusado de dogmático, o único capaz de corresponder à realidade atual e aos princípios da guerra popular, quer na concepção, quer no método”.

Entretanto, esse necessário balanço da experiência do Araguaia não foi concluído. Em 16 de dezembro de 1976 a casa de segurança do comitê central do PCdoB foi cercada pelos órgãos repressivos do regime militar-fascista e, no episódio que ficou conhecido como “Massacre da Lapa”, Pedro Pomar juntamente com Ângelo Arroyo foram brutalmente assassinados no local. João Batista Drumond, preso ao deixar a casa, foi morto posteriormente na tortura.

Com o assassinato de vários dos seus quadros revolucionários, dos quais Pedro Pomar era o maior expoente, o PCdoB caiu rapidamente sob a direção da camarilha revisionista de João Amazonas. O balanço do Araguaia nunca foi retomado, muito menos o reconhecimento da necessidade de aplicar corretamente os ensinamentos daquela experiência. Isso, entretanto, longe de intimidar e desencorajar os revolucionários, só os deve impulsionar para a frente.

A vida exemplar e abnegada de Pedro Pomar, dedicada toda ela à causa da libertação nacional e do socialismo, a ardente fidelidade aos princípios expressa na sua trajetória de luta incansável contra o revisionismo, o aguçado sentido do novo e do correto, manifesto na defesa clara do pensamento de Mao Tsetung em um momento em que, ao menos no nosso país, poucos eram os que reconheciam e compreendiam o seu real significado, o lúcido balanço do Araguaia exortando a retomada da luta, enfim, são uma inapagável moldura que expressa o que é viver e se dedicar integralmente à revolução, o que é provar nos fatos a total e cabal entrega à invicta ideologia científica do proletariado, o marxismo-leninismo-maoísmo.

Exemplos como o do grande dirigente comunista Pedro Pomar representam para nós ardentes fachos de luz que jamais se apagarão.

 

Viva Pedro Pomar, estandarte vermelho da Revolução!

Morte ao Revisionismo!

Viva o Marxismo-leninismo-maoísmo!

 


Notas:

1-kruschevistas: de N.Kruschev, responsável pela restauração capitalista na URSS em 1956 e aríete do revisionismo contemporâneo.

2-do artigo “Grandes Êxitos na Revolução Cultural”, publicado em “A Classe Operária”, 1969.

3-IDEM

 

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