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60 anos da gloriosa Revolução Chinesa

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O MEPR rende aqui suas homenagens à Revolução Chinesa, seguramente um dos episódios mais importantes do século XX.

 

O processo revolucionário

guarda_vermelho_rev_cultural No dia 1º de outubro de 1949 Mao Tsetung, o principal dirigente do Partido Comunista da China (PCCh), proclamava a vitória da Revolução e a fundação da República Popular da China, tornando-se presidente deste país.

A Revolução Chinesa percorreu um longo caminho de heroísmo e sacrifício das massas populares que sustentaram por mais de 3 décadas a luta armada para derrotar seus alogozes.

O Partido Comunista da China foi fundado em 1921, logo depois da vitória da Revolução Russa. Compondo uma Frente Única com o partido nacionalista Kuomintang iniciou a Primeira Guerra Civil Revolucionária entre os anos de 1924 a 1927. O ano de 1927 marca o início da Guerra Revolucionária Agrária que mobilizou milhões e milhões de camponeses pobres pela democratização das terras – que estavam sob monopólio de um punhado de latifundiários que empregavam relações feudais e semifeudais na produção. Neste ano o Presidente Mao Tsetung dirige o Levantamento da Colheita de Outono e cria a primeira Base de Apoio Revolucionária nas montanhas Chingkang.

A Guerra Revolucionária Agrária (2ª Guerra Civil Revolucionária) durou até 1937, quando o Japão invade a China e o PCCh e o Kuomintang passam à Guerra de Resistência contra o Japão. Finalmente, com o fim da segunda Guerra Mundial, em 1945, quando o Japão é expulso pelo povo chinês, inicia-se a Terceira Guerra Civil Revolucionária, na qual o Partido Comunista segue dirigindo a luta armada pela tomada do Poder centrando em combater o Kuomintang – que passa a ser um partido contra-revolucionário apoiado pelo imperialismo dos USA.

Em 1949, com a vitória do povo chinês o Kuomitang fica reduzido ao controle da ilha de formosa (Taiwan) e o Partido Comunista passa a dirigir o país que segue a Revolução Proletária com a ditadura do proletariado.

Derrota da Revolução

A Revolução Chinesa durou até 1976, ano da morte do Presidente Mao Tsetung, quando um grupo de contra-revolucionários deu um golpe, prendeu os principais dirigentes comunistas e se apossou da direção do Partido Comunista.

Por mais que a burguesia tente vender a informação de que a China é hoje um país socialista, cada vez fica mais claro que a China, na verdade, é um país fascista onde se promove uma rígida vigilância e repressão sobre o povo aliada a uma exploração brutal dos trabalhadores.

A restauração capitalista na China em 1976, assim como ocorreu na URSS em 1956, apenas ensina aos revolucionários que mesmo sob o socialismo a luta de classes não cessa; que é preciso continuar mobilizando o povo para levar adiante a construção do Socialismo.

Legado

"Este é o tipo de revolução que se desenvolve atualmente na China e em todas as colônias e semicolônias, e o denominamos revolução de nova democracia. A revolução de nova democracia forma parte da revolução socialista proletária mundial, pois se opõe resolutamente ao imperialismo ou capitalismo internacional."

"Por revolução de nova democracia se entende uma revolução antiimperialista e antifeudal das grandes massas populares sob a direção do proletariado. Só através de uma revolução semelhante pode a sociedade chinesa avançar para o socialismo, não outro caminho. "

 

Mao Tsetung – A Revolução Chinesa e o Partido Comunista da China

 

mao_longa_marchaA Revolução Chinesa tem importância crucial para a Revolução Proletária Mundial. Foi ela quem revelou e confirmou o desenvolvimento do marxismo pelo Presidente Mao Tsetung, iluminando o caminho da Revolução nos países atrasados e dominados pelo imperialismo.

A Revolução Russa de 1917, que possibilitou a primeira experiência de construção de um país socialista no mundo, mostrou aos povos o caminho a ser seguido: demonstrou que para o triunfo da Revolução o proletariado deve constituir o seu partido de vanguarda e que só com a direção deste partido, contando também com vigorosos movimentos de massas e com uma força militar própria pode o povo e o proletariado conquistar o Poder. A Revolução Russa deixou grandes ensinamentos, válidos até os dias de hoje.

Entretanto, a Rússia não pôde resolver integralmente a questão da Revolução nos países atrasados e dominados pois, embora fosse atrasada, teve seu próprio desenvolvimento capitalista e ocupava uma posição de país imperialista. Diferente da China que era um país dominado pelo imperialismo, onde o capitalismo teve um desenvolvimento distinto, engendrado por outras potências, e não promovido pela burguesia nacional, e, por isso, manteve junto consigo relações feudais e semifeudais. E são estas características de país colonial e/ou semicolonial e semifeudal e/ou feudal que predominam na maioria dos países do globo – daí a importância mundial da Revolução Chinesa.

Analisando esta circunstância o Presidente Mao formulou a tese da Revolução de Nova Democracia para os países atrasados e dominados. Esta faz parte da Revolução Proletária, mas não se propõe a edificar o socialismo de uma só vez. A Revolução de Nova Democracia pavimenta o caminho para a Revolução Socialista, dirigindo-se contra o domínio imperialista e contra as relações de produção feudais e semifeudais. Só desta forma, os povos dos países atrasados e dominados podem passar à destruição cabal do capitalismo e à construção da ditadura do proletariado, o socialismo.

Cabe às pessoas interessadas em transformar a atual realidade estudar rigorosamente as experiências do passado, recolher o que há de acerto e o que há de erro e se lançar à luta pela Revolução. É isto o que o MEPR tem feito em sua trajetória.

 

Viva os 60 anos da gloriosa Revolução Chinesa!