gototopgototop
Literatura
Avaliação do Usuário: / 7
PiorMelhor 
Dom, 28 de Dezembro de 2014 Cultura Popular - Literatura


 

 

jorge amado Nesses tempos de crescente fascistização do velho Estado, de prisões e perseguições políticas, publicamos trecho do livro III, “A luz do túnel”, parte da trilogia “Os Subterrâneos da Liberdade”. Importante obra do escritor baiano Jorge Amado (1912-2001), escrita no início da década de 50.  O livro retrata, a partir do realismo socialista, misturando personagens e acontecimentos históricos com ficção, a luta do clandestino Partido Comunista do Brasil contra o regime fascista do Estado Novo de Getúlio Vargas (1937-1945). No trecho que publicamos a seguir, o autor relata as torturas cometidas pelo Estado Brasileiro contra o dirigente comunista Carlos Marighella (João), demonstrando a superioridade moral da classe operária ante a degenerada moral burguesa e sua hipócrita justiça.

 

Para fazer baixar o livro na integra acesse:

http://mepr.org.br/cultura-popular/literatura/88-os-subterraneos-da-liberdade-vol-i-ii-e-iii-completos.html

“(...) O juiz era um bacharel com certas veleidades intelectuais. Em sua casa aos sábados, reuniam-se amigos para "fazer música e discutir". Gabavam-lhe a integridade e o brilho das sentenças. Aquele era o primeiro processo político que lhe cabia instruir e ele dissera aos amigos estar contente, era uma ocasião para estudar a "inexplicável psicologia dos comunistas".

Como inúmeras outras pessoas, muito lera e ouvira sobre os comunistas, sobre a União Soviética. Tinha a cabeça cheia de idéias absurdas mas a sua curiosidade não era maldosa: queria explicar a sim mesmo o devotamento daqueles homens a uma causa que lhe parecia tão discutível.

Como a polícia declarara ser extremamente perigoso o transporte dos presos, ele decidira ouvi-los na própria Casa de detenção. Estudara a papelada enviada pela delegacia de Ordem Política social, uma série de acusações monstruosas baseadas quase todas em depoimentos de investigadores. A crer nas acusações, os processados eram verdadeiros monstros morais. A curiosidade do juiz crescera e foi num estado de excitado interesse que se dirigiu à Casa de Detenção para ouvir o primeiro acusado. No próximo sábado, teria matéria para discussões apaixonantes com os amigos.

Uma sala, na administração do presídio, fôra preparada para o juiz e seu auxiliares. O diretor viera dizer "bom dia" e ficaram conversando enquanto esperavam o preso. O juiz mandara chamar o acusado Aguinaldo Penha e o diretor ordenara a um guarda:

- Traga o João.

Explicava ao juiz:

- Eles usam sempre nomes de guerra.

 
Avaliação do Usuário: / 2
PiorMelhor 
Qui, 26 de Agosto de 2010 Cultura Popular - Literatura
Capa_da_edio_de_bolso_de_O_deus_das_pequenas_coisas Suzanna Arundathi Roy nasceu no Estado de Kerala, Índia, a 24 de novembro de 1961. É uma escritora, novelista e ativista dos direitos do povo indiano. Licenciada em arquitetura, cedo se dedicou a escrever guias para cinema. Este belo romance, “O Deus das pequenas coisas”, aparecido em 1997 e que lhe valeu o prêmio Booker Price, foi, não obstante o reconhecimento atingido e a sutileza magistral do texto, seu primeiro livro publicado.

Segundo a autora, “Este livro é sobre o meu passado. Não sei se escreverei outro livro. Estou à espera que o barulho na minha cabeça pare”, disse, em várias entrevistas. Arundathi Roy mantém um intenso ativismo político e coloca toda sua arte à serviço dessa militância. Recentemente assinou juntamente com outros intelectuais indianos e estrangeiros (dentre os quais o conhecido professor Noam Chomsky) o “Comunicado contra a ofensiva militar do Governo da Índia nas regiões habitadas pelos adivasis” aonde se denuncia as graves atividades do Exército e das forças paramilitares nessas regiões, que são na verdade parte da estratégia geral contra-insurgente denominada “Caçada Verde” e que busca aplastar a Guerra Popular dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta). No fim de 2009, em entrevista à rede CNN,  Arundathi Roy exigiu que o governo cedesse e disse que face à opressão do governo os maoístas tinham direito à pegar em armas (1).

 
Avaliação do Usuário: / 2
PiorMelhor 
Ter, 27 de Julho de 2010 Cultura Popular - Literatura

Capa_da_edio_sovitica Publicamos abaixo alguns trechos, dentre os que consideramos mais representativos, do magistral romance soviético “Assim foi temperado o aço”, de Nikolai Ostrovski. E não o fazemos por mera “curiosidade”.

Os trechos que aqui transcrevemos, quais sejam, referentes à fase da guerra civil revolucionária que se seguiu à vitória da Revolução de Outubro e que possibilitou a sua extensão a todo o território que viria a conformar a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o relato sobre a fronteira que separava a Rússia soviética da Polônia aristocrática (que ilustra de forma belíssima a diferença entre os “dois mundos”), a luta de duas linhas no Partido bolchevique, exemplificada no romance através da luta contra os trotskistas, e por fim a imensa comoção e fortalecimento da unidade entre o povo soviético e seu Estado proletário, em seguida à morte de Lênin, são breve ilustração dessa obra que é verdadeiro testemunho histórico. Esperamos que sirvam como incentivo para que os jovens procurem ler esta obra, e tantas outras, integralmente.

Não resta a menor dúvida de que uma das tarefas mais importantes dos revolucionários nos dias de hoje, parte integrante da tenaz e encarniçada luta entre revolução e contra-revolução, é a difusão de toda a grandiosa construção socialista – realizada em curtíssimo período histórico- no século XX, empreendida nos países aonde triunfou a revolução proletária.

 


JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL