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Literatura
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Qua, 12 de Agosto de 2015 Cultura Popular - Literatura

O primeiro dêstes poemas foi escrito ao término da Longa Marcha, quando o Exército Vermelho perfez a ascensão da última das elevadas montanhas na estrada de Ienan. O "monstro" não se refere diretamente a Chiang Kai Chek ou aos japonêses: Mao Tse Tung explica a expressão dizendo fazer referência simplesmente "ao inimigo que habita entre nós". A forma do poema obedece aos moldes clássicos, sendo os versos escritos em cinco caracteres.

O segundo poema foi escrito pouco antes de sua chegada a Ienan e representa uma espécie de salmo em louvor da avançada dos exércitos vermelhos. A maioria dos nomes citados no poema refere-se a lugares onde foram travadas batalhas. Os "Três Exércitos" não dizem respeito às quatro armadas que participaram da Longa Marcha, mas trata-se de um têrmo técnico tão antigo quanto a Dinastia Chu, usado para descrever os exercitos dos imperadores chineses. A expressão "Exército Vermelho", no primeiro verso, é igualmente um têrmo arcaico, e seria de fácil compreensão nos tempos de Confúcio, quando tinha o significado de "a bela armada", sendo que a palavra "vermelho" na China e na Rússia tem uma acepção que evoca antes as idéias de alegria e beleza do que a de côr.

"A Neve", como é mais conhecido o terceiro poema, é uma espécie de relatório da situação da China, começando por uma evocação da paisagem chinesa, que se transforma em seguida numa bela e jovem camponesa, por quem os imperadores do passado e do presente sustentaram um guerra sem têrmo. O verso "Anseio bater-me com os céus" possui uma intraduzível majestade no idioma original, sem encerrar, contudo, nenhum orgulho da parte do poeta, que fala a proposito do avião, da paisagem e do povo, não de si próprio. No verso final, a flecha é disparada. Aí, a nota de grandeza autêntica se faz evidente e o nosso século reivindica em relação ao passado fica expresso claramente. Os críticos consideram "A Neve" 'um dos mais belos poemas da língua'.

Estes poemas foram traduzidos do chinês por Robert Payne. Não conseguindo obter essa tradução, elaboramos a nossa através da versão francesa de Janine Mitaud, feita sobre a inglêsa de Payne, mas que --- dizem --- foi mais feliz, - IVO BARROSO

 
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Qua, 04 de Março de 2015 Cultura Popular - Literatura

 

http://www.mepr.org.br/images/morfeoshow/fotografias_-4248/big/FotografadoporP.S.Zhukov.1920.jpg http://www.causticsodapodcast.com/wp-content/uploads/sites/5/2013/09/stalin.jpg

Disponibilizamos a seguir para download, na íntegra, o livro História do Partido Comunista (Bolchevique) da URSS, redigido pelo Comitê Central do Partido Comunista (Bolchevique) da URSS. Neste livro, se expõe sumariamente a história do Partido Comunista (bolchevique) da U.R.S.S. desde A Luta Pela Criação do Partido Operário Social-Democrata na Rússia (1883-1901) (primeiro capítulo) até A luta pelo coroamento da edificação da sociedade socialista e implantação da nova Constituição (1935-1937)  (décimo-segundo capítulo).

A gigantesca importância histórica da Revolução Bolchevique de Outubro de 1917, quando a classe operária russa e a classe camponesa aliada histórica, tomam o poder e iniciam a construção da primeira pátria socialista da história, demanda de nós, estudantes revolucionários, o esforço por conhecer e compreender todo o processo que levou ao triunfo da revolução e as lutas que se desenvolveram no heróico esforço de incontáveis homens e mulheres em construir uma nova sociedade, livre da opressão e da exploração da maioria pela minoria. É tarefa, pois, estudar e conhecer a fulgurante História do Partido Comunista (Bolchevique) da URSS!

 
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Dom, 28 de Dezembro de 2014 Cultura Popular - Literatura


 

 

jorge amado Nesses tempos de crescente fascistização do velho Estado, de prisões e perseguições políticas, publicamos trecho do livro III, “A luz do túnel”, parte da trilogia “Os Subterrâneos da Liberdade”. Importante obra do escritor baiano Jorge Amado (1912-2001), escrita no início da década de 50.  O livro retrata, a partir do realismo socialista, misturando personagens e acontecimentos históricos com ficção, a luta do clandestino Partido Comunista do Brasil contra o regime fascista do Estado Novo de Getúlio Vargas (1937-1945). No trecho que publicamos a seguir, o autor relata as torturas cometidas pelo Estado Brasileiro contra o dirigente comunista Carlos Marighella (João), demonstrando a superioridade moral da classe operária ante a degenerada moral burguesa e sua hipócrita justiça.

 

Para fazer baixar o livro na integra acesse:

http://mepr.org.br/cultura-popular/literatura/88-os-subterraneos-da-liberdade-vol-i-ii-e-iii-completos.html

“(...) O juiz era um bacharel com certas veleidades intelectuais. Em sua casa aos sábados, reuniam-se amigos para "fazer música e discutir". Gabavam-lhe a integridade e o brilho das sentenças. Aquele era o primeiro processo político que lhe cabia instruir e ele dissera aos amigos estar contente, era uma ocasião para estudar a "inexplicável psicologia dos comunistas".

Como inúmeras outras pessoas, muito lera e ouvira sobre os comunistas, sobre a União Soviética. Tinha a cabeça cheia de idéias absurdas mas a sua curiosidade não era maldosa: queria explicar a sim mesmo o devotamento daqueles homens a uma causa que lhe parecia tão discutível.

Como a polícia declarara ser extremamente perigoso o transporte dos presos, ele decidira ouvi-los na própria Casa de detenção. Estudara a papelada enviada pela delegacia de Ordem Política social, uma série de acusações monstruosas baseadas quase todas em depoimentos de investigadores. A crer nas acusações, os processados eram verdadeiros monstros morais. A curiosidade do juiz crescera e foi num estado de excitado interesse que se dirigiu à Casa de Detenção para ouvir o primeiro acusado. No próximo sábado, teria matéria para discussões apaixonantes com os amigos.

Uma sala, na administração do presídio, fôra preparada para o juiz e seu auxiliares. O diretor viera dizer "bom dia" e ficaram conversando enquanto esperavam o preso. O juiz mandara chamar o acusado Aguinaldo Penha e o diretor ordenara a um guarda:

- Traga o João.

Explicava ao juiz:

- Eles usam sempre nomes de guerra.

 


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