Com revolução expulsar o imperialismo ianque da América Latina!

bandeira_usaNão foram poucos os que acreditaram, ou fingiram acreditar, que o tal Barack Obama representava realmente uma “nova era” nas relações entre o USA e os demais países por ele diretamente oprimidos ou chantageados. Não é preciso muito esforço de memória para lembrar os entusiásticos afagos por parte mesmo da dita “esquerda” sobre a figura “simpática” do “primeiro presidente negro da história do USA”. Quem não se lembra do papel patético de um Hugo Chávez, em abril último, presenteando seu “colega” norte-americano com um exemplar do famoso livro “As veias abertas da América Latina”?

Pois bem, não foi preciso muito tempo para que, dentro e fora dos USA, a imagem do “bom moço” caísse por terra. A manutenção da ocupação militar no Iraque, a intensificação da agressão ao povo afegão ( com o envio de mais 21 mil soldados) e paquistanês, a permanência do secretário de defesa do governo Bush, o socorro bilionário ao capital monopolista e parasitário do USA e mais incontáveis fatos não deixam dúvida a respeito do caráter militarista e rapace do sanguinário imperialismo ianque do qual, diga-se de passagem, Obama não é mais que um preposto.

E é na América Latina, palco histórico máximo da voracidade do “Tio Sam” e do servilismo máximo de praticamente todos os governos que por aqui passaram, aonde se confirma categoricamente a permanência tanto daquela voracidade quanto deste servilismo.

O que são a reativação da IV Frota da Marinha ianque (que se utilizará dos portos de Callao e Salaberry, no Peru), a manutenção da agressão ao povo haitiano(aonde conta com a participação direta de tropas brasileiras, enviadas para lá pelo governo “popular” do sr. Luis Inácio), o golpe militar em Honduras, para ficar em alguns aspectos, senão a confirmação de que o imperialismo ianque segue sendo o que sempre foi, isto é, inimigo maior de todos os povos do mundo e da América Latina em particular?

mapa_basesMas, dentre tudo o que pudermos assinalar, aquilo que há de mais expressivo da ofensiva militarista do USA em nosso continente é sem dúvida o anúncio, realizado em agosto último, da instalação de mais sete bases militares ianques em território colombiano. Sob o pretexto de combater o “narcotráfico” o Exército ianque reforça a ocupação militar na Colômbia e deixa claro que, num cenário de aguda crise do imperialismo em escala mundial e de preparação acelerada para uma nova partilha do mundo pelas grandes potências (guerra), o decadente capital monopolista ianque não permitirá que a América Latina seja assediada por seus concorrentes (como a Rússia, por exemplo) e, muito menos, que as sucessivas rebeliões populares aqui ocorridas se generalizem e transformem num conseqüente processo revolucionário e de libertação nacional.

E, enquanto os governos oportunistas de Lula e Michele Bachelet sopravam um brando descontentamento e Hugo Chávez aumentava o tom de suas bravatas, o cão de guarda Uribe simplesmente passava por alto seus “colegas” deixando claro que tais governos não têm absolutamente poder algum sobre os destinos da região e que, ademais de alguma encenação, pouco ou nada mais farão.

Fora ianques da América Latina!

Mas os povos não se enganam. Diferentemente do que os monopólios de comunicação dizem, seguidos pela esquerda oportunista de todo tipo, quanto ao imperialismo ianque não podemos ter nenhuma expectativa e nem tampouco uma postura de “esperar para ver”. A nossa atitude face à esse monstro só pode ser a luta decidida e furiosa contra ele. Até o fim.

Protestos contra a instalação das bases ianques já ocorreram em praticamente toda a América do Sul e, claro, na própria Colômbia. Neste país, diga-se de passagem, os estudantes têm protagonizado sucessivas e massivas manifestações principalmente na Universidade Nacional de Bogotá. No dia 9 de setembro milhares de estudantes de universidades públicas e privadas da capital colombiana marcharam até a embaixada ianque e, lá, entraram em confronto com a Polícia Nacional. Dois estudantes foram detidos.

Nós, estudantes brasileiros, não podemos deixar que mais essa espúria ofensiva ianque sobre os povos latino-americanos passe impune. E mais do que isso, devemos ter claro que não é a mudança desse ou daquele governante que irá alterar o caráter agressivo e imperialista do USA. Ainda: não se trata de a ele se opor com retórica apenas, ou advogar a mudança de amo e o “diálogo” com outros países imperialistas (como faz Chávez, ao ensaiar uma aproximação com a Rússia). Do que se trata é varrer cabalmente o imperialismo da face da Terra porque enquanto ele existir existirão inevitavelmente a opressão sobre os povos e a guerra. Somente uma luta revolucionária conseqüente dentro de cada país, a derrubada dos Estados semicoloniais serviçais do imperialismo e a unidade e solidariedade entre os povos é que poderá de fato riscar essa besta voraz do mapa.

Qualquer pretensa “alternativa” ao imperialismo que não coloque a questão nesses termos, isto é, que não fale em REVOLUÇÃO, não é na verdade alternativa alguma senão que a mais grosseira empulhação.

FORA IANQUES DA AMÉRICA LATINA!

MORTE AO IMPERIALISMO!

VIVA A LUTA REVOLUCIONÁRIA DOS POVOS EM TODO O MUNDO!