Eleições na USP: Novamente o caminho burocrático da reitoria versus o caminho democrático dos estudantes

usp_2Apenas poucos meses após a segunda grande jornada de manifestações na USP, contra a perseguição e demissão de ativistas e contra a UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), novos episódios de enfrentamentos entre a REItora Suely Vilela e os setores democráticos da universidade voltam a ocorrer.

As eleições para a reitoria da USP funcionam segundo o famigerado mecanismo da Lista Tríplice, ou seja, é o governo quem dá a palavra final sobre quem dos três candidatos mais votados tomará posse. Contra a arbitrariedade de um processo eleitoral como esse e contra a “caça às bruxas” promovida pela reitoria contra os ativistas daquela universidade (vale lembrar que foi essa sra. Suely Vilela responsável, juntamente com o governo Serra, pela demissão política de Claudionor Brandão-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da USP) os estudantes e os funcionários principalmente, juntamente com outros professores progressistas, têm realizado várias manifestações para denunciar a farsa das eleições anti-democráticas na USP.

No início da tarde da tarde do dia 10 de novembro um protesto bloqueou as duas entradas do prédio da Reitoria, na Cidade Universitária, impedindo o acesso dos eleitores. Usando esse protesto como justificativa (como se manifestações e defesa de posições não fizessem parte da vida de uma instituição acadêmica) a reitora, num ato absolutamente inédito, a um só tempo adiou a data das eleições e mudou o local da votação do campus universitário para o Memorial da América Latina, ou seja, fora da Universidade!

uspA verdade é que esse é um fato que nos obriga a questionar as supostas “democracia” e “autonomia” universitárias. Essa democracia, afirmamos, não a poderemos encontrar nos ilustres gabinetes de reitores e muito menos na promíscua ( e obscura) relação de conselhos universitários com fundações privadas e politiqueiros de plantão. A democracia na universidade está nas manifestações de professores, funcionários e estudantes, está nas ocupações de reitoria, nas greves, na luta enfim. Diante dos ataques à universidade pública perpetrados pelo governo Banco-Mundial/Lula (REUNI, PROUNI…) e por gerências estaduais como a de José Serra (os “decretos de Serra”, vale lembrar, foram o estopim para a primeira grande ocupação de reitoria da USP, em maio de 2007, inaugurando uma onda de ocupações que se alastrou pelo país) somente com essa luta, e uma cada vez mais necessária e elevada combatividade, será possível impor vitórias do caminho democrático-revolucionário sobre o burocrático-reformista e também sobre o oportunismo e seu espúrio intento de aparelhar e cavalgar, para logo trair, as legítimas mobilizações dos estudantes.

 

VIVA A LUTA DOS ESTUDANTES NA USP!

PELA DEMOCRATIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES!

ABAIXO A “REFORMA” UNIVERSITÁRIA DE LULA E DE SERRA!

REBELAR-SE É JUSTO!