Povo Palestino celebra um ano da Heróica Resistência!

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Eram 11:20 hs do dia 27 de Dezembro de 2008 quando as primeiras bombas incendiárias da “Operação (Nazi-Sionista) Chumbo Fundido” se abateram sobre o território da Faixa de Gaza, essa estreita passagem de 40km por dez de largura que, não obstante sua fragilidade econômica e incrível densidade demográfica (vivem comprimidas nessa estreita faixa 1,5 milhão de pessoas) simbolizou e simboliza aquilo que de mais grandioso existe na história: a imensa capacidade criadora, coragem, tenacidade e bravura de um povo que não se rende jamais. Capacidade essa comprovada e aquilatada com a resistência do povo Palestino.

“A vontade de Gaza saiu vitoriosa. A resistência não foi quebrada”, garantiu na segunda-feira, 27 de dezembro último, Ahmed Bahar, um alto responsável do Hamas. Sim, é verdade. A unidade de vontade de um povo que quer ser livre não se quebrou, nem poderia se quebrar. Não obstante os 1.450 mortos, dos quais um terço eram crianças, não obstante a asfixia econômica, a ausência de energia elétrica, a destruição da já precária infra-estrutura, o povo Palestino, unido em torno do Hamas, enterrou seus mortos e recomeçou a vida. A recomeça todos os dias.

palestina_2Toda essa malfadada Operação, entretanto, as bombas terroristas de Israel, suas armas químicas monstruosas, os discursos nazistas da criminosa chanceler Tzipi Livni, e toda sua claque tenebrosa de assassinos, não obstante o rastro de destruição que deixou, as marcas profundas que jamais cicatrizarão na mente dos povos de todo o mundo, foi um rotundo fracasso, sob todos os aspectos que se queira.

Se o objetivo era pulverizar Gaza, isolar o Hamas e sua inflexível posição diante do Estado fantoche de Israel essa ação genocida só tornou o povo inteiro da Palestina a própria inflexibilidade, o coesionou, uniu e educou e não há quem o convença ser possível uma “negociação” com Israel, ou seja, com o assassino cruel de seus filhos, pais, mães, irmãos. Se o objetivo era se apoderar de Gaza, aí então nem se fala. Comprovando a veracidade da teoria militar do proletariado segundo a qual os meios de guerra são importantes mas o fator decisivo é o Homem, os guerrilheiros Palestinos impediram que os covardes nazi-sionistas avançassem no seu cortejo de barbárie pelas ruas de Gaza. No combate metro à metro, rua à rua, polegada à polegada, o povo palestina_1Palestino triunfou. A Luftwaffe de Hitler não lhe permitiu controlar e dobrar a épica resistência em Stalingrado; a Luftwaffe de Israel não lhe permitiu controlar e dobrar a épica resistência em Gaza. Aliás, diga-se de passagem, passado um ano da ofensiva sionista nem mesmo os seus argumentos oficiosos se sustentam: o soldado Gilad Shalit, aprisionado pelo Hamas há mais de três anos e cuja soltura foi apontada como o principal objetivo da ação genocida, continua preso nos cárceres do povo palestino.

“Gaza venceu com a sua determinação lendária”, declarou o primeiro-ministro do governo do Hamas, Ismail Haniyeh, num discurso transmitido pelas televisões.

Fazemos questão de completar: Gaza venceu e vence, todos os dias. Viver em Gaza é, por si só, um ato de bravura, de lendária determinação. Israel nazista proibiu a importação de materiais de construção, aço e cimento, tubos, vidros, alegando que esses materiais (inclusive insumos hospitalares) poderiam ser usados para construir armas. Não obstante, o povo recorre à sua engenharia tão antiga, que remete às lutas guerrilheiras da China e do Vietnã: constrói túneis, desde Gaza até o Egito, e vai reconstruindo seu país, pacientemente reconstruindo, sem esquecer por um só momento que será necessário fazê-lo de novo e ainda muitas vezes, até à vitória completa, cabal e total.

soldados_do_hamasOs USA terroristas, que atualmente levam uma surra no Iraque e no Afeganistão foram e são, claro, cúmplices das atrocidades contra o povo de Gaza. Não foi Obama, o mesmo que ganhou o “Prêmio Nobel da Paz” no mesmo dia em que anunciava o embarque de mais trinta mil assassinos ao Afeganistão, quem disse que não negociava com “terroristas”, chamando de terrorista ao Hamas e demais grupos da resistência Palestina e isentando os verdadeiros terroristas de Israel? E a famigerada ONU, que fez? Evidentemente, nada, mantendo seu miserável papel de co-algoz dos povos do mundo.

A celebração do povo Palestino, passado um ano dos combates heróicos em Gaza, deve ser vista mais do que como mais um acontecimento político importante no mundo. Deve ser vista como um verdadeiro grito de guerra, a bandeira Palestina é para todos os povos amantes da liberdade uma autêntica bandeira de combate e a certeza uma vez mais comprovada de que, não obstante os atos desesperados de que a besta imperialista é capaz de provocar nos seus instantes de agonia, se aproxima o dia em que das ruínas de cidades como Gaza brotará a primavera de uma nova ordem sob os céus.

 

Morte ao Imperialismo!

Viva a heróica resistência do povo Palestino!

Abaixo o Estado nazi-sionista de Israel!

Rebelar-se é Justo!