A Juventude brasileira exige: Punição exemplar para torturadores e criminosos do regime militar fascista!

abaixo-a-impunidade

No final de 2009 uma polêmica tomou conta do cenário nacional: o governo de PT/PcdoB,  a título de promover a “reconciliação nacional” (conciliação é mesmo a palavra predileta dessa gente), propôs o Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos que, entre dezenas de outros pontos, sugeria a constituição de uma “Comissão da Verdade e conciliação” que, originalmente, se propunha a “investigar violações de direitos humanos no contexto da repressão política”.

E, como numa atitude de confissão, tal banalidade foi encarada pelos setores mais empedernidos da reação, Nelson Jobim à frente, como “sério atentado à democracia” e “revanchismo” por parte dos antigos “militantes de esquerda”. Tal ”Comissão da Verdade” foi duramente criticada, igualmente, pelos presidentes dos clubes que representam as reservas das Forças Armadas, os clubes da Aeronáutica, Militar e Naval. Paulo Vannuchi, Ministro dos Direitos Humanos, por outro lado, disse não aceitar qualquer modificação do projeto, afirmou não conter tal programa revanchismo algum e, no final das contas, a polêmica foi novamente sepultada em nome da velha cantilena de “unidade nacional”.

Basta, entretanto, um mínimo de conhecimento histórico e raciocínio lógico para perceber que, se se tratasse de de uma tentativa séria do governo federal em punir os torturadores e criminosos do regime militar, esta não seria encaminhada num plano que aborda outras várias questõs tidas como polêmicas, dentre elas a descriminalização do aborto, a união civil entre homossexuais, a descriminalização do uso de maconha, etc, etc. Tratou-se, claro está, de mais uma panacéia montada pelo governo oportunista, já em plena campanha eleitoral, com vistas a antecipar um debate inevitável (visto que Dilma Roussef militou na resistência armada ao gerenciamento militar) e se galvanizar com os movimentos populares que defendem a apuração dos crimes cometidos no período 1964-1985 uma vez que, talvez nesse aspecto mais que em todos os demais, fica escancarada a traição vergonhosa do atual governo Luis Inácio e a farsa que é a tal “democracia” no Brasil.

Viemos com estes artigos nos somar às inúmeras vozes democráticas que exigem a punição exemplar de todos torturadores e criminosos do regime militar, entendendo nesse contexto não apenas os carrascos que sujaram suas mãos mas também aqueles que do alto de seus postos (aonde muitos permanecem até hoje) formularam e financiaram tais atrocidades. Nós, como estudantes, não perdoamos e não perdoaremos tais crimes, não esqueceremos as centenas de jovens egressos do movimento estudantil seqüestrados, torturados, assassinados simplesmente por exercer seu direito de lutar contra um regime de terror e traição nacional. As fotos dos militantes assassinados sob tortura, encontradas nos arquivos da própria repressão (a maioria deles do DOPS de São Paulo), e que publicamos no nosso artigo “As torturas e os torturadores”, manteremos publicadas em link permanente em nosso sítio, juntamente com a lista de mortos e desaparecidos do regime militar. E, ainda, faremos o possível para leva-las a todas as escolas e universidades. A monstruosidade exposta ali, e que fala por si só, a vileza e o terror escancarado de alguns dos mais odiosos carrascos que já teve de enfrentar o povo brasileiro, é memória permanente da nossa gente –uma memória que exige justiça e, mais cedo ou mais tarde, haverá de cumprir a sua inapelável vingança.