Vitorioso Encontro Fluminense de Estudantes de Pedagogia impõe derrota ao oportunismo da UNE/Pecedobê

Mesa_O_papel_do_Pedagogo_nos_Movimentos_PopularesO XVIII Encontro Fluminense de Estudantes da Pedagogia aconteceu com o tema: “A atuação do(a) pedagogo(a) nos movimentos populares” nos dias 21, 22 e 23 na UERJ – FEBF (Faculdade de Educação da Baixada Fluminense). O Encontro, fruto de um longo processo de mais de dois anos de preparação e luta por realizar, contou com a inscrição de 211 estudantes de dez faculdades/universidades.

 

As atividades:

No sábado pela manhã, dia 22, o Encontro teve início com uma plenária inicial com cerca de 120 estudantes, onde foram feitas as saudações dos centros acadêmicos (DA da UFF, CA da UFRJ, CA da UERJ-FEBF, CA da UNIRIO e representantes da UERJ maracanã e Unigranrio) em seguida foi votado o regimento interno. Na parte da tarde aconteceu a mesa 1 que levava o nome do Encontro, com três palestrantes, dos quais dois representantes da Escola Popular Orocílio Martins Gonçalves (de Belo Horizonte), falando um sobre o trabalho no campo e outro sobre o trabalho na cidade. Tal mesa foi um dos mais espaços de debate político do Encontro, lugar aonde se pôde aprofundar as discussões desde a importância dos estudantes colocarem seus conhecimentos a serviço do povo até a dramática situação das massas pobres de nosso país, violadas em seus direitos mais elementares, um deles o de acesso a uma instrução pública e de qualidade. Foi um rico debate, aonde animadamente muitos estudantes interviram.

Também no sábado aconteceram os relatos de experiências, com três temas simultâneos: “Arte como forma de resistência”; “A luta pela moradia” e “Opressão à Mulher”, debate esse que, mediado pelo Movimento Feminino Popular, conseguiu deslindar com as posições reacionárias do feminismo burguês, tão em voga na universidade e capitaneados pelas correntes revisionistas e reformistas em geral. Após o jantar ocorreu a mesa 2 cujo tema era: “A luta contra a reforma universitária” com três palestrantes, um dos quais uma representante da suposta UEE-RJ, que cumpriu um triste papel de representar o MEC na atividade. Diga-se de passagem, na completa ausência de argumentos, o que os militantes dessa agência governamental fizeram foi dizer não ser democrática uma mesa contra a Reforma Universitária, como se fossem democráticos os métodos pelos quais o governo de PT/Pecedobê e as reitorias têm imposto tal contra-reforma, passando por cima da vontade e ação da imensa maioria de estudantes, funcionários e professores!

No domingo pela manhã iniciaram os grupos de discussão e trabalho com os temas: Movimento Estudantil (que foi unificado com Regulamentação da Profissão), e Reforma Universitária. Após o almoço deu-se início à Plenária Final.

 

Os estudantes desmascaram a juventude mensalão:

 Grupo_de_discussoJá na plenária inicial houve um enfrentamento com a UNE/pecedobê, que desde o princípio adotou a espúria política de jogar os estudantes da UNIGRANRIO (universidade particular que compareceu massivamente ao Encontro) contra a comissão organizadora do EFEPe, fazendo uso de falsas polêmicas e atuando inclusive à moda fascista, não recuando ante nenhum artifício grosseiro no intuito de opor os estudantes de universidades particulares aos de universidades públicas, fato esse que ficou evidenciado do princípio ao fim do Encontro.

Na realidade, a prática desses oportunistas já é por todos conhecida. Sendo insustentável a defesa do governo federal que fazem, sobretudo em universidades na baixada fluminense, que sofrem com um antigo e permanente descaso por parte de todos os governos de plantão e da ganância dos tubarões do ensino privado (na UNIGRANRIO, por exemplo, há salas de aula com mais de 80 alunos!), apelam mesmo para as intrigas e maquinações. Tentaram também tratar os estudantes como gado, assim como fazem no Congresso da UNE, buscando isolar uma quantidade de pessoas do restante da atividade.

Com o andamento dos debates, entretanto, foi ficando evidente o abismo existente entre uma posição e outra e que, ao cabo e ao fim, muito mais que uma discussão menor, o que estava em disputa ali era a luta entre os dois caminhos do movimento estudantil brasileiro: o caminho burocrático-reformista do velho Estado e dos oportunistas; e o caminho democrático-revolucionário dos estudantes e do povo brasileiro.

É claro que mais de dois anos de importantes jornadas de lutas nas principais universidades e de árduo trabalho de organização, por um lado, e também de profundo desmascaramento da UNE governista, por outro, não poderiam deixar de pesar decisivamente no caminho adotado pela maioria dos estudantes presentes ao Encontro.

 

E renasce a Executiva Fluminense dos Estudantes de Pedagogia:

jornal_mural_do_MEPRTal processo de elevada luta política culminou em uma plenária final que expressou em suas decisões o conjunto dos debates e do espírito de combatividade e independência que regeu o Encontro desde o início de seu processo de construção. Votação após votação, proposta após proposta, ficava claro que a opção dos estudantes ali presentes era por reconstruir sua Executiva Estadual para travar novas e maiores lutas nas Faculdades de Educação, e não para cair no imobilismo e oportunismo. No final das contas, foi apresentada uma chapa com 16 integrantes de 6 faculdades/universidades distintas, coroando todo o acúmulo do Encontro.

Os oportunistas do Pecedobê que, o que é incrível, em sua maioria não eram estudantes de Pedagogia, compreendendo a situação em que se encontravam, começaram desesperadamente a buscar o esvaziamento da plenária, adotando práticas típicas de politiqueiros profissionais, como a de tumultuar o processo de deliberação e, pasmem, chamando os seguranças da universidade para tentar interromper os trabalhos!

Por fim, a Executiva eleita convocou a realização de uma Assembléia Estadual dos Estudantes de Pedagogia, que se realizará no dia 26 de junho próximo. Esse caminho da organização e da luta independente, de retomar o caráter democrático e combativo das entidades de curso, é necessário ser adotado pelos estudantes de todo o País. Somente a organização e o fortalecimento do novo movimento estudantil poderá não apenas derrotar as medidas impostas pelo governo contra o ensino, e defendida pelos seus capachos remunerados de PT/Pecedobê, como apontar o caminho da democratização das escolas e universidades e de um conhecimento científico verdadeiramente à serviço do povo.