Resistência contra as remoções

ABAIXO A REMOÇÃO DA ALDEIA MARACANÃ!

REBELAR-SE É JUSTO!

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Ontem pela madrugada, 22/03, começou o cerco policial à Aldeia Maracanã. Até o último momento os indígenas tentaram negociar com o governo para se manter no local que abrigava o antigo Museu do Índio. Mesmo sem chegar a qualquer acordo com o gerenciamento estadual, uma parte dos indígenas afirmaram que resistiriam até o final. Desde às 03h00 da manhã, quando a Tropa de Choque chegou já houveram confrontos com os manifestantes. O clima de tensão era permanente até que, finalmente, de maneira covarde, a tropa invadiu o local, no final da manhã.

Em sua ação, atiraram bombas de efeito moral, gás lacrimogênio, spray de pimenta e balas de borracha, atingindo inclusive uma criança de 3 anos. Operários do Maracanã, inclusive, cujas obras ocorrem ao lado da Aldeia, tentaram ajudar a resistência indígena mas foram impedidos pelos seguranças da construtora. Do lado de fora da Aldeia dezenas de apoiadores e manifestantes indignados protestavam fechando a avenida Radial Oeste nos dois sentidos, essa que é uma das principais vias da zona norte do Rio. Formou-se uma batalha campal na avenida, os manifestantes resistiram com o que tinham em mãos, como cones de trânsito e pedras. Por fim, os manifestantes se reagruparam na Universidade do Estado do Rio (UERJ) onde deicidiram por prosseguirem a manifestação, dessa vez no centro da cidade.

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Já no centro os manifestantes fecharam outra importante avenida. A polícia e a guarda municipal chegaram com a truculência habitual contra os manifestantes, que não deixaram barato e responderam com pedras, cocos e lixeiras. Por todos os lados o povo que passava apoiava a manifestação xingando os políciais e até mesmo se integrando. O confronto durou até a chegada da Tropa de Choque. Em reunião hoje (23/03) os índios, com seus apoiadores, decidiram por uma manifestação em frente à sede do governo com a decisão de que não aguentariam de cabeças baixas a ação criminosa do velho Estado. Engana-se quem pensa que essa luta acabou!

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Desde o início da luta na Aldeia Maracanã muitos partidos eleitoreiros, com seus vereadores e deputados apareceram prometendo uma saída pacífica para aquele povo através de negociações com o governo Cabral, mais preocupados com a possibilidade de que ocorresse uma rebelião de fatodo que com a ação repressiva. Nós do MEPR, na condição de apoiadores da luta na Aldeia Maracanã, afirmamos que só o povo organizado no caminho da radicalização pode conseguir seus direitos, e que as negociações não podem mais que referendar o que for conquistado nas ruas. Tivemos, novamente, a prova de que não devemos alimentar nenhuma ilusão com essa velho Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçal do imperialismo! 

 

SOMOS TODOS INDÍGENAS!

CONTRA AS REMOÇÕES DA COPA/OLIMPÍADAS!

REBELAR-SE É JUSTO!