A Copa que não começou

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Em BH/MG, assim como em diversas cidades do país, as consecutivas mobilizações populares tem atrapalhado a Farra da Fifa desde sua abertura, no dia 12. Com demonstrações cabais da indignação e da revolta das massas contra mais esse show de agressões contra nosso povo pobre e trabalhador cometido pelo imperialismo e seus lacaios à gerência do velho e carcomido Estado brasileiro, a juventude combatente deu mostras de sua disposição para a luta e radicalidade, forçando esse Estado assassino a mostrar sua verdadeira face: o fascismo!

 

Juventude Combatente azeda o angu da Fifa

No dia de abertura da Copa dos Empresários, uma manifestação marcada para a Praça Sete, área central de BH, contou com mais de 2 mil pessoas. O ato, inicialmente dirigido pelo oportunismo eleitoreiro, travestido de COPAC (Comitê Popular dos Atingidos pela Copa), contou com grande adesão das massas. Estava presente também um bloco de organizações combativas e pessoas independentes, disposto a fazer frente às palavras de ordem carnavalescas de movimentos governistas e partidos eleitoreiros, como os covardões do PSTU e sua charanga oportunista. Integrado pelo MEPR, assim como pela Liga Operária, STIC-BH/Marreta, MFP, Unidade Vermelha, MOCLATE, LCP e ativistas independentes, o bloco foi constantemente acompanhado pela grotesca (de tão evidente) presença dos famigerados P2 (os verdadeiros vândalos infiltrados nas manifestações). No bloco também havia uma faixa reivindicando a libertação imediata do democrata indiano Dr. Saibaba, sequestrado pelo Estado fascista indiano por defender os direitos do povo.

A manifestação fechou o trânsito na Praça Sete e saiu em marcha até a Praça da Liberdade, onde se encontrava um relógio digital instalado pela Coca-Cola, patrocinadora oficial da Copa das Multinacionais e que marcava o tempo restante até a abertura do evento. No trajeto se podia ouvir tanto os batuques com que os oportunistas tentavam abafar a fúria das massas, quanto gritos de guerra como: “Não vai ter copa, nem eleição! 2014 o povo quer Revolução!” e “O povo prepara sua rebelião, se abre um novo tempo para a Revolução!”, que no coro das massas já dava tom ao embate por vir.

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Ao chegarem à Praça da Liberdade, os manifestantes se depararam com um forte aparato policial protegendo o relógio da Fifa, não deixando dúvidas de que a Polícia Militar, assim como todo o resto da máquina estatal no nosso país, está a serviço do imperialismo, neste caso, cumprindo os mandos e desmandos da Fifa. E assim como foi ditado pelo sanguessuga Blatter à sua ama Rousseff e seus subalternos, à menor demonstração da revolta das massas contra a Copa das Mortes, na figura do fétido relógio da Fifa, os cães de caça do Estado desencadearam um ataque de bombas e balas de borracha contra as massas rebeladas.  Foi mais que suficiente para a corja de oportunistas eleitoreiros de PSTU, PCR, PSOL e seus satélites se borrarem nas calças de medo, enfiarem as bandeiras, baquetas e bumbos entre as pernas e desaparecerem de vez.

Se fez ainda mais presente então a justa rebelião popular, que, ao som dos bumbos da combatividade, enfrentou as forças de repressão com as pedras que tinham à mão e deram uma boa parcela do troco que merecem os espoliadores do povo, fazendo valer a consigna de “O banco quebra o povo, o povo quebra o banco”. Tamanha revolta e indignação das massas, que dezenas de combatentes do povo se juntaram para fazer com uma viatura o que os agentes da repressão, a mando do imperialismo, fazem diuturnamente com as vidas dos incontáveis trabalhadores, filhos do povo, que sofrem o impensável nas mãos deste falido Estado burguês-latifundiário, semifeudal e semicolonial. De rodas para o alto e com os vidros estraçalhados, a viatura da polícia civil foi testemunha da força incomparável da fúria popular.

 

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“Ir ao combate sem temer! Ousar lutar, ousar vencer!”

Cercados por toda parte pela polícia da Fifa, os manifestantes retornaram à Praça Sete com os ânimos elevados, entoando palavras de ordem contra o imperialismo e a FIFA e exigindo cadeia para os torturados do regime militar. Ao chegarem de volta à Praça Sete, já sitiada pelo “Batalhão Copa”, os manifestantes decidiram encerrar o ato, deixando claro que a copa que Blatter, Dilma e seus financiadores queriam não vai nem mesmo começar, e firmaram também o compromisso de tomarem novamente as ruas no sábado (14), dia do primeiro jogo no Mineirão.

Na medida em que as pessoas iam se dispersando, a polícia realizou cerca de 10 prisões de ativistas que circulavam na região portando objetos da autodefesa popular, como máscaras de gás e vinagre, ou que supostamente tivessem tomado parte no confronto. Horas mais tarde, foi feita a denúncia de que uma repórter da Mídia NINJA havia sido presa no começo do ato e fora torturada por policias até perder a consciência. Ela só foi libertada dias depois. Durante a madrugada também ocorreram prisões nas casas de pessoas que participaram do ato. O monstro do fascismo mostra suas garras.

Copa do Terrorismo de Estado

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Após as prisões durante a madrugada de quinta para sexta, na tentativa de recuperar a moral perdida no dia anterior, a polícia comandada pelos terroristas da Fifa iniciou sua campanha fascista de “não dar trégua ao vandalismo”, com entrevistas ao monopólio de imprensa, alardeando sua “nova estratégia” para cercear o direito de manifestação do povo. Apesar clara tentativa de intimidar as pessoas que desejavam se incorporar aos protestos Anti-Copa, um numero considerável de manifestantes se juntou novamente na Praça Sete, dando inclusive repercussão internacional ao ato, quando o monopólio das comunicações reproduziu em canais ianques, franceses e latino-americanos entrevistas com os manifestantes e cenas da violência policial cometidas também nos protestos em outras cidades. Não era pra menos, diz-se que nem mesmo nos tempos do Regime Militar se viu tamanho aparato de repressão. Toda a região central de BH e a Av. Antônio Carlos, principal caminho ao Mineirão, estavam sitiadas por milhares de soldados da polícia da copa. Neste dia foi impossível chegar à Praça Sete sem ser revistado e ter bolsas e mochilas reviradas várias vezes e ter máscaras, facas, punhais, e outros equipamentos de autodefesa utilizados pelo povo roubados pelos soldados de Blatter.

Frente à intimidação policial, mas logo os manifestantes deram corpo aos gritos de “Ei, Fifa! Volta pra Suíça!” e “Ei, Dilma! Vai tomar no cu!”. Na medida em que mais pessoas chegavam à concentração, os espíritos se animavam. Foi então que os oportunistas poltrões do PSTU se prestaram ao mais ridículo dos shows: depois de concentrarem em outro ponto da cidade, a trupe eleitoreira de Zé Maria desceu até a praça com sua bandinha de fanfarra, no ímpeto de dirigir o ato mais uma vez. Foram rechaçados pelos manifestantes com gritos de “Partido sem vergonha!” e “Eleição é farsa! Não muda nada, não! Organizar o povo pra fazer Revolução!”.

Com a praça já fechada pelos manifestantes, não tardou muito para os milhares de capachos do imperialismo cercarem completamente a região. Todas as ruas foram fechadas pelos gendarmes da Fifa com seus escudos, cassetetes, escopetas, cachorros, cavalos, caveirões e câmeras, filmando a todo tempo os manifestantes.

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Mas se os gerentes de turno acharam que as massas e os lutadores do povo iriam se intimidar, nunca estiveram mais enganados! Se num canto da praça o medo calava os eleitoreiros de PSTU e seus satélites, no outro se erguiam as vozes da combatividade no bloco dos movimentos e organizações independentes e populares encorpado pela massa da juventude combatente, que dava enfrentamento sem quartel ao terrorismo de Estado, bradando o grito de “Mais de mil palhaços podem me cercar, mas vão ser varridos pela Fúria Popular!”. Do lado de fora do cerco policial, a agitação também era grande. Dezenas de manifestantes pressionavam a PM para terem acesso à praça e os cães de guarda da Fifa só puderam recuar, e os manifestantes se juntaram aos que já estavam no entorno do “pirulito”da Praça Sete, principal centro de agitação política da cidade.

Enquanto isso, o oportunismo se entregava de vez ao ridículo, chegando a fazer uma “assembleia horizontal” em pleno campo de guerra. Se empenhando ao máximo no papel de inimigo do povo, o PSTU, com sua demagogia horizontal na frente, e atrás negociando com os agentes do Estado Fascista uma “solução pacífica”, se desmoraliza mais a cada passo, involuntariamente contribuindo para por fim às ilusões da massa com a farsa eleitoral.

Após o fim do jogo, enquanto o setor combativo e independente tomava a decisão de encerrar o ato, tendo cumprido seu papel, os oportunistas tentavam negociar com os capachos da FIFA, mas tiveram seus suplícios de seguir em passeata até a região da Savassi – área “nobre” de BH – negados pelos guarda-estádios e seguiram escoltados até a Praça da Estação, onde foram alvo de mais revistas vexatórias e intimidação policial.

No total, mais de 10 pessoas foram presas nas revistas antes e durante o ato, inclusive o jovem Igor. Acusado de portar um coquetel molotov, deu a mais firme demonstração da dignidade das massas e da autoridade moral do povo trabalhador. Enquanto seu captor tentava fazer um show de fascismo para as câmeras do monopólio das comunicações a fim de humilhar e desmoralizar o jovem, Igor expôs o papel de serviçais do imperialismo que a polícia cumpre e terminou por “perdoar” o policial pela sua tática de intimidação da juventude combatente (ver vídeo no fim da página).

Fracasso da Fifa, vitória das massas

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O grau de fascismo a que chegou a gerência de turno mineira, empregando tão descabidamente seu aparato policial, é a mais pura confissão da incapacidade deste velho Estado de conter o poderio das massas e a prova mais cabal do medo que têm os imperialistas e seus lacaios da fúria popular.

Fica cada vez mais claro o recado das massas: não há nada que este Estado fascista possa fazer para impedir o povo de transformar o circo montado pelo imperialismo em palco de lutas, reivindicações e denúncias contra esse Estado genocida, seus caráter de classe e a ilusão da farsa eleitoral, tão reforçada pelo oportunismo.

As manifestações contra a Copa dos Exploradores continuarão acontecendo, se transformando cada vez mais em manifestações contra o Estado fascista e seus gerentes anti-povo e vende-pátria. O Movimento Estudantil Popular Revolucionário conclama toda a juventude combatente, e em especial a juventude operária, para se somar às lutas contra esse velho Estado e por uma Nova e verdadeira Democracia. Neste momento, em que se fazem cada vez mais graves os ataques do imperialismo contra os povos de todo o mundo, rebelar-se tem sido cada vez mais justo! Exigimos o fim da criminalização da luta popular e liberdade imediata para todos os presos políticos!

 

 

 

LUTAR NÃO É CRIME!

REBELAR-SE É JUSTO!

NÃO VAI TER COPA, NEM ELEIÇÃO!

2014 O POVO QUER REVOLUÇÃO!