Liberdade imediata aos presos políticos da Copa! Abaixo o Estado fascista!

 

10552480_316614795179178_4425164915482044594_n

Um dia antes da realização da final da Copa do Mundo (12/07) o Estado brasileiro escancara seu caráter fascista prendendo 19 ativistas com o claro intuito de inviabilizar e criminalizar novas manifestações populares. Há ainda mais mandados expedidos, embora as informações quanto ao seu número sejam desencontradas (mais cedo circulava informação de que poderiam chegar a 60). Trata-se da maior operação policial visando encarcerar ativistas desde o dia 15/10/2013, quando mais de 70 pessoas foram enviadas para o complexo penitenciário de Bangu. A farra bilionária da FIFA, Dilma & Cia longe de ser a “Copa das Copas” foi sim um período em que nosso país mergulhou na corrupção deslavada e no arbítrio. O direito à manifestação foi simplesmente cassado. Cercos militares contra manifestações, “batidas” nas primeiras horas do dia em casas de ativistas, espancamentos, prisões em massa e processos ilegais, além de 250 mil pessoas removidas de seus locais de habitação, esse o verdadeiro legado da Copa do Mundo no Brasil.

Particularmente após o vexame da eliminação da seleção da CBF ganhou novo fôlego entre a população o rechaço ao Mundial, e conseqüentemente o temor de Dilma, governadores e monopólios de imprensa de que os protestos voltem a sacudir o país. O que nos mostram essas prisões arbitrárias do dia 12/07/2014? Mostram que toda a contrapropaganda repetida à exaustão de que a população estava satisfeita com a Copa e com o governo, de que os protestos eram coisa do passado, de que a Copa fora um “sucesso” não passava de fantasia. Na verdade o povo não poderia esquecer os gastos astronômicos em estádios enquanto os trabalhadores morrem à míngua nos hospitais, enquanto falta educação de qualidade para a juventude e emprego e salário dignos para os filhos do povo, enquanto as favelas e bairros pobres sofrem sob a militarização crescente por parte das UPP’s ou mesmo ocupações das Forças Armadas. Essas prisões não significam mais do que o temor dos carrascos do povo, os bandidos de terno e gravata, de que os protestos melem de vez o circo por eles montado.

Mais do que nunca gritamos: rebelar-se é justo! Todos aqueles ativistas, democratas, revolucionários e pessoas honestas em geral devem manifestar seu repúdio às prisões arbitrárias realizadas no dia 12/07. A única resposta do Estado fascista brasileiro ao grandioso levantamento popular iniciado em junho-julho de 2013 tem sido o aumento da repressão. Ao prender e perseguir mulheres e homens que lutam os governantes não os atacam como indivíduos somente, atacam a causa que esses ativistas representam e, por isso, não pode haver silêncio em nosso meio. O posicionamento e o trabalho ativo pela libertação de nossos presos é uma obrigação de todos os que defendem uma mudança em nossa sociedade, qualquer que seja sua orientação política ou ideológica.

Nós do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) conclamamos todos a participarem com todo vigor da campanha pela libertação de todos presos políticos. Devemos redobrar nossa firmeza, coragem e, seguindo o exemplo do heróico povo palestino, manter erguidas nossas bandeiras sob quaisquer circunstâncias. A prisão e perseguição de companheiros/as não afoga nossa luta, ao contrário, nos rega com mais razões para lutar.

 

10516685_647851555298252_2910638330740190690_n

Pela libertação imediata de todos os presos políticos!

Pelo direito democrático de livre manifestação! 

A baixo o Estado fascista e seu terrorismo contra o povo!

Lutar não é crime!

Rebelar-se é Justo!