Todo apoio às greves da UEMG e UNIMONTES!

Os professores da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e da Universidade Estadual de Montes Claros/MG (Unimontes) estão em estado de greve desde o começo do mês de Agosto. Os grevistas se colocam contra as demissões dos cerca de 98 mil professores do Estado de Minas contratados pela Lei 100/2007. Os professores da Unimontes exigem também concurso para a contratação de novos professores para a universidade, o que não acontece há 12 anos, reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

O professor Hudson Lacerda, da Escola de Música da UEMG, explicou a Lei 100 e suas consequências pela página do facebook Greve dos professores da UEMG

“O Estado de Minas Gerais precisava de uma Certidão Negativa de Débito
(CND) para obter empréstimos nacionais e internacionais,  mas tinha uma dívida bilionária com o INSS. Sem condições de pagar o INSS, passou os funcionários temporários para a previdência estadual, assumindo suas despesas de aposentadoria (ficando com o ônus que era do INSS).

Mas, como a Constituição Federal determina só podem estar na previdência estadual os funcionários efetivos, MG fez a Lei 100/2007 para efetivar, mesmo sem concurso, todos os servidores temporários que estivessem há pelo menos um ano no Estado.

Então, MG selou acordo com o INSS e a União, estabelecendo a troca da dívida pelo vínculo definitivo desses servidores com a previdência estadual, para obter a CND e salvar as contas de MG («déficit zero», «choque de gestão»).

Agora, como a ADI 4876 derrubou a efetivação, não se sabe se o acordo continua valendo — aparentemente não, porque MG e INSS estão em litígio na justiça.
Enquanto esses «cachorros grandes» brigam, os servidores da Lei 100 pagam o pato: demitidos ou precariamente empregados até 1º/abril/
 2015,sem direitos e sem saber por qual órgão e em que condições poderão se aposentar”.

 

Nós, do Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR, declaramos nosso apoio aos professores em luta por melhores condições de trabalho e afirmamos que esta não deve ser desvinculada da luta por democracia nas escolas e universidades e para que estas sejam públicas, gratuitas e que sirvam ao povo.

Neste contexto, em que, ao mesmo tempo em que se aprofunda a precarização das condições de vida e trabalho do nosso povo, se desenvolve massante campanha de toda sorte de enganadores do povo convocando este a participar da farsa das eleições, os professores universitários e da rede estadual são vítimas mais uma vez dos nefastos conlunios que os gerentes de turno à frente do velho Estado burguês-latifundiário a serviço do imperialismo tramam para agradar às classes dominantes a custa do sangue e do suor das classes trabalhadoras. Portanto, convocamos também os professores grevistas, assim como todos os demais e estudantes e trabalhadores de outras categorias a boicotar a farsa eleitoral, na certeza de que só a luta independente e combativa pode trazer melhorias nas condições de vida e de trabalho do povo brasileiro.

Todo apoio às greves da UEMG e UNIMONTES!

Não vote, lute:
Eleição não! Revolução sim!

Rebelar-se é justo!