LIBERDADE IMEDIATA PARA GABRIEL CUNHA VILELA E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!

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“Não me intimido com qualquer inimigo,

eu confio na força do povo

que por enquanto está desunido.”

(O inimigo – Ponto de equilíbrio)

 

Na última quinta-feira ocorreram em Goiânia vários protestos espontâneos pela melhoria do serviço de transporte coletivo e contra o aumento da passagem, nos terminais Praça A, Terminal da Bíblia e Vila Brasília. No final da tarde, uma manifestação com cerca de 300 pessoas, chamada pelo Comitê contra o Aumento da Passagem, caminhou embaixo de chuva passando pela Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos e se dispersou na Pç. Do Bandeirante, no centro da cidade.

 

 

Alguns estudantes da UFG foram para o terminal Praça A acompanhar a manifestação que acontecia na parte da manhã, cercada de um grande aparato repressivo. Entre eles estava o estudante de jornalismo Gabriel Cunha Vilela, ativista do coletivo de mídia independente Desneuralizador, com a sua câmera. Durante o protesto, a Polícia Militar deteve os jovens Jorge Eduardo dos Santos, Ramon Souza Silva e Alex Fernando de Oliveira, que foram levados para a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e depois foram soltos. Quando o protesto se dispersou e algumas pessoas seguiram em passeata na Av. Anhanguera, a PM deteve o Gabriel e o também estudante de jornalismo Lucas Xavier, que juntos produzem vídeos de praticamente todas as lutas populares em Goiânia desde o início de 2014.

 

A Polícia Civil, com o objetivo de intimidar, criminalizar e interromper o trabalho de divulgação da luta popular – está acusando o companheiro Gabriel Vilela, de forma absurda e injusta, de incitação ao crime, corrupção de menores e dano ao patrimônio público .  Gabriel, Lucas e os outros jovens foram encaminhados para a DRACO. O delegado Breynner Vasconcelos, agindo de forma a manter o Gabriel preso, não arbitrou fiança, e ontem a tarde ele foi transferido para a CPP (Centro de Prisão Provisória) de Aparecida de Goiânia, onde vão mantê-lo encarcerado até julgamento.

 

O que a Polícia Militar e a Polícia Civil vêm fazendo é transferir os detidos nas manifestações para a Delegacia de Repressão aos Crimes Organizados (DRACO) e colher depoimentos para montar uma acusação de associação criminosa. Foi com esse intuito também que depois da dispersão da manifestação de sexta-feira, a PM levou coercitivamente 20 integrantes do DCE da UFG e os intimou a depor.

 

Todos que o conhecem sabem que ele apenas defende o direito do povo de se rebelar e sabem do trabalho que esse companheiro faz nas manifestações populares, nas assembleias da oposição dos garis, dos rodoviários, dos trabalhadores da educação municipal, na ocupação da câmara e demais greves, como nas lutas por moradia como a do Jardim Novo Mundo e na ocupação Sonho Real Vive, em Aparecida de Goiânia, além do seu apoio à luta pela terra na ocupação Dom Tomás Balduíno e na recente visita a uma Área Revolucionária no norte de Minas Gerais. Está tudo registrado e é a prova da sua inocência diante da justiça burguesa, e do caráter político da sua prisão.

 

Esse caráter político está claro na nota publicada na página da RMTC (Rede Metropolitana de Transportes Coletivos):

“Está sendo desenvolvido trabalho pelas autoridades competentes para identificar os supostos baderneiros que tentaram provocar revolta na população impedindo a realização do serviço de transporte a partir do fechamento do terminal da Praça A.”

(http://www.rmtcgoiania.com.br/blog/2015/02/26/nota-sobre-impactos-da-manifestacao-na-praca-a/)

 

É o mesmo raciocínio torto e reacionário que conduz os processos contra os 23 ativistas do Rio de Janeiro, de que as massas não lutam por uma necessidade e sim porque foram provocadas, ou mesmo pagas, por baderneiros infiltrados. Devemos lembrar da mensagem do companheiro Igor Mendes: “Levantem a cabeça e não se deixem abater pela repressão desse Estado fascista!”

  

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LIBERDADE PARA GABRIEL VILELA E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!

 

REBELAR-SE É JUSTO!