Unesp Araraquara suspende expulsão de 17 estudantes para avaliar recurso

 

O Conselho Universitário da Unesp de Araraquara suspendeu a expulsão dos 17 estudantes que participaram da ocupação do prédio da diretoria do campus, em maio do ano passado. A decisão é para que o Conselho Universitário avalie o recurso dos estudantes contra a decisão da universidade, divulgada em fevereiro. Os estudantes aguardam a decisão definitiva a ser tomada pelo Conselho Universitário no próximo dia 24/04, em São Paulo. Até lá, está resguardado aos mesmos o direito de participar de todas as atividades acadêmicas.


Os 17 estudantes são perseguidos por lutarem por assistência estudantil, por condições justas e dignas para que possam usufruir do seu direito democrático ao ensino superior público e gratuito. Uma ampla campanha contra a expulsão dos estudantes conta com o apoio e participação de diversas entidades sindicais e estudantis e de organizações de defesa dos direitos do povo em todo o país.

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Por lutarem em defesa do ensino público, a Reitoria e a burocracia universitária na UNESP agora caçam os seus direitos à livre expressão e manifestação. Por todo o país, sucessivas medidas antidemocráticas e unilaterais como esta são impostas por Conselhos Universitários e Reitorias, escolhidos a revelia dos estudantes, que buscam coibir a livre organização estudantil no claro objetivo de quebrar a crescente resistência contra o sucateamento e a privatização das universidades públicas. A lógica perversa de tratar como crime a luta estudantil se perpetua nas universidades brasileiras como mais um traço indelével do caráter farsante da democracia e autonomia universitárias, supostamente, asseguradas pela Constituição.


A perseguição ao movimento estudantil, incrementada por todo o país no último período, tem como objetivo central impedir que uma nova onda de mobilizações e ocupações de reitorias, como as que ocorreram quando da imposição do REUNI às universidades federais, voltem a sacudir as universidades brasileiras, agora com uma nova qualidade, devido a experiência adquirida pela juventude após os combates das jornadas de luta de junho/julho de 2013 e as manifestações contra a farra da FIFA no ano passado.


Nos somamos a justa luta dos estudantes da UNESP, pela reintegração dos 17 estudantes expulsos, pelo direito à livre organização e contra a criminalização do movimento estudantil na UNESP e por todo o país!

 

Abaixo as Reitorias fascistas e toda a burocracia universitária!

Viva o movimento estudantil!

Rebelar-se é justo!