5 MESES DA PRISÃO DE IGOR MENDES: INTENSIFIQUEMOS O PROTESTO POPULAR E A CAMPANHA PELA SUA LIBERTAÇÃO E PELO FIM DOS PROCESSOS

Hoje (03/05) se completam cinco meses em que o nosso companheiro Igor Mendes, preso político dos gerenciamentos de Cabral/Pezão (PMDB) e Dilma Rousseff (PT), combate em outras trincheiras, em Bangu, em uma das masmorras semifeudais que são os presídios brasileiros. Igor Mendes se tornou um símbolo da juventude combatente e, com elevada moral e mantendo a mesma postura revolucionária que motivou a sua prisão, segue firme em seus princípios. Seja em suas cartas e artigos ou em seus depoimentos nas audiências de criminalização do protesto popular na cidade do Rio de Janeiro, nosso aguerrido companheiro conclama a juventude combatente e a todo o povo brasileiro persistir no caminho da luta democrática revolucionária pela destruição das três montanhas que pesam sob os ombros de nosso heróico povo: o latifúndio, o capitalismo burocrático e o imperialismo.

Desde a sua prisão, durante praticamente todos os dias, são realizados atos públicos, manifestações, pichações, panfletagens e diversas atividades, por todo o Brasil e em diversos países mundo afora, exigindo a sua imediata libertação e o fim das prisões e perseguições políticas no país contra os lutadores populares, no campo e na cidade. Enquanto brigamos, dia e noite, pela liberdade de Igor Mendes e o fim de todos os processos contra manifestantes, assistimos com grande otimismo revolucionário à bancarrota do gerenciamento da frente oportunista e eleitoreira de Dilma Rousseff (PT/PMDB/PSB/pecedobê), confirmando o que há anos afirmávamos sobre o inevitável aprofundamento da crise do capitalismo burocrático, o papel e o destino histórico do gerenciamento oportunista no país.

Quando da eleição de Luiz Inácio em 2002 e a ascensão da frente oportunista e eleitoreira encabeçada pelo PT e seus carrapatos revisionistas do pecedobê ao gerenciamento central do velho Estado, muitos estudantes e jovens caíram no canto da sereia da governista UNE de que as coisas mudariam para melhor para o povo com um governo que se dizia de “esquerda” e “popular”. Chegamos mesmo a ser vaiados em assembleias, quando afirmávamos ser este governo a continuidade, sob novas formas mais funcionais aos interesses do imperialismo, da mesma política econômica e social de subserviência aos interesses dos monopólios nacionais e estrangeiros, dos banqueiros, da grande burguesia e do latifúndio/agronegócio, então levada a cabo por FHC/PSDB.

Nos dias de hoje, não são necessários mais do que alguns fatos para confirmar esta verdade, vide o atual pacotaço de corte de verbas e direitos contidos no “ajuste fiscal” de Dilma Rousseff (PT) e a crescente repressão e criminalização da luta popular, dirigida com a sua maior fúria contra o movimento camponês combativo, povos indígenas e todos aqueles que lutam pelo sagrado direito à terra. “Nunca na história deste país” se assassinou, prendeu e demonizou tanto os camponeses pobres em luta, ao mesmo tempo em que os latifundiários não somente mantêm intacta sua anacrônica estrutura fundiária, como se aprofunda a concentração de terras e o saqueio da economia nacional pela criminosa entrega de nossas riquezas minerais e naturais às potências imperialistas.

A situação do ensino público pode ser resumida pelo crescimento sem precedentes dos monopólios do ensino superior privado e da educação à distância, realidade imposta, medida por medida, na maioria dos casos via decreto, pela aplicação da “reforma” universitária ditada pelo Banco Mundial. Sobre as escolas, ademais da enfermidade endêmica do analfabetismo funcional, maquiado pelos acadêmicos e tecnocratas da falsa “esquerda” com suas políticas de aprovação automática e outras, a identidade entre os gerenciamentos tucanos e petistas salta aos olhos nos episódios mais recentes da repressão policial contra as greves dos professores comandada em Goiânia por Paulo Garcia (PT) e no Paraná por Beto Richa (PSDB).

“No que se refere” aos já tão pisoteados direitos dos trabalhadores, assistimos à retirada de direitos trabalhistas/previdenciários históricos como o fundo de garantia, auxílio-doença, seguro desemprego, abono salarial, etc. e ao permanente genocídio de operários acidentados pela generalização da já práticada terceirização. Tudo isso praticado em conluio com as centrais sindicais pelegas, com a CUT à cabeça.

Como sempre, para os autênticos revolucionários, o fator mais importante está no despertar das massas, na elevação de sua consciência de classe e de seu nível de organização. Neste sentido, as grandes manifestações de junho/julho de 2013 e o enorme rechaço à farra da Fifa e à farsa eleitoral no ano passado foram um importante divisor de águas. E os gigantescos protestos populares protagonizados principalmente por setores da chamada “classe média” nos últimos meses, ainda que sejam diferentes das manifestações de 2013 e 2014 tanto em sua forma como pelas bandeiras reformistas que levantam, emergem sob a mesma base do crescente descontentamento popular contra a política econômica e social comandada desde Brasília por Dilma Rousseff (PT), sendo, portanto, parte da crescente politização de toda a sociedade, revelando o aprofundamento da situação revolucionária no país.

Nosso companheiro Igor Mendes está preso e tem se convertido num símbolo da juventude combatente justamente porque os seus posicionamentos políticos e a sua postura estão em correspondência com este novo ânimo revolucionário que começa a sacudir os corações e mentes de nosso povo. As massas populares sempre lutaram, mesmo por debaixo de toda a propaganda ufanista e da cruenta e sistemática repressão que marcam estes mais de 12 anos do gerenciamento oportunista, mas, desde junho/julho de 2013, as ilusões que turvavam suas vistas começam a se esboroar pelo desnudamento de toda a fraude que representam os mitos oportunistas da “inclusão social”, “distribuição de renda”, “nova classe média”, etc.

E é da bancarrota destes oportunistas e revisionistas, dentro e fora do gerenciamento do Estado, como o resultado de sua negação e superação dialética, que cresce a penetração das posições revolucionárias entre os operários, camponeses e, particularmente, entre a juventude de nosso país, convergindo no fortalecimento do movimento popular revolucionário e, dando saltos de qualidade, no surgimento de novas organizações e frentes de lutas combativas. Acossados pelas sucessivas derrotas políticas de seu gerenciamento, os governistas da UNE/UBES (PT/pecedobê) já preparam uma nova e desespera ofensiva, para o que contam com o apoio dos partidos e grupelhos centristas na oposição eleitoreira ao seu gerenciamento, como fica evidente com a covarde agressão contra ativistas da FIP-RJ, da Unidade Vermelha e do MEPR, praticada recentemente pelo PSTU na UERJ. Daí a necessidade de seguir “combatendo o oportunismo de forma indissociável ao imperialismo”, como nos ensina o grande Lênin. O oportunismo e o revisionismo, assim como o velho Estado do qual são parte, não cairão de podre! É necessário derrubá-los!

É tarefa urgente de toda a juventude combatente ocupar todas as escolas, universidades e as ruas, combatendo um a um, todos os ataques ao nosso direito de estudar e aprender, exigindo o passe livre para todos os estudantes e os nossos direitos democráticos à livre reunião, expressão e manifestação. Preparando, junto aos professores e aos demais trabalhadores que já começam a se levantar por todo o país, a Greve Geral por tempo indeterminado. Repressão, prisões, perseguições e assassinatos dos revolucionários e das massas em luta é o próprio modo operante das classes dominantes há séculos, mas estes métodos nunca foram capazes de deter a Revolução e jamais o serão! Os companheiros e companheiras tombados na luta e os que estão presos ou na clandestinidade não estão fisicamente conosco, mas o seu pensamento e espírito se materializam nos embates que travamos e nos por vir, até a derrota deste sistema social reacionário e apodrecido! Nem impeachment, nem reformas! O Brasil precisa é de uma grande revolução! Ir ao combate sem temer! Ousar Lutar! Ousar Vencer!

 

Abaixo o governismo, o centrismo e todo o oportunismo!
Viva a juventude combatente!

Liberdade para Igor Mendes e todos os presos políticos da cidade e do campo!

Rebelar-se é justo!

Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR – Brasil