ESTUDANTES CONTINUAM OCUPAÇÃO NO PRÉDIO DA REITORIA DA UFAM

Estudantes de diversas unidades da Universidade Federal do Amazonas permanecem há mais de 08 dias ocupando a Reitoria. Entre as pautas de reivindicação estão além de assistência estudantil, moradia estudantil, autonomia universitária, democratização dos espaços deliberativos, creche universitária e, também, a unificação do calendário acadêmico posterior ao fim da greve.

Esta última pauta se justifica pelo seguinte, com o início da greve em nossa universidade  o grupo político vinculado à administração, contrario a justa luta dos trabalhadores em defesa da universidade publica e de sua autonomia, entrou com ação judicial impedindo o CONSUNI (Conselho Superior Universitário) de suspender o calendário, temos que salientar que a medida judicial também coagiu os conselheiros indicando que se os mesmos tentassem ir em direção contraria à decisão judicial  poderiam ter de responder civil, criminal e administrativamente pelo ato.

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 CONDIÇÕES PRECARIAS

 O discurso feito pela gerente de turno Dilma (PT/Pecedobe) no ato de sua posse do segundo mandato apresentou como prioridade e objetivo a Educação, não por acaso ela apresentou como seu lema “Brasil, ‘Pátria Educadora’”. No entanto, suas primeiras medidas foram estabelecer um imenso corte no orçamento destinado à Educação. Em nossa  universidade o corte atingiu, de acordo com a reitoria, mais de 30 milhões:

 

 De acordo com números divulgados pela atual gestão, os valores de capital sofreram contingenciamento de 49%, baixando de aproximadamente R$ 42 milhões para cerca de R$ 21,4 milhões. Já os valores de custeio tiveram corte médio de 7%, passando de R$ 141,7 milhões para R$ 132,3 milhões. Análise feita pelo CLG mostra que o impacto do corte de recursos na UFAM é de 16,3%, quando considerados esses dois grupos de despesas.(Jornal da ADUA¹ , pg 06)

 Podemos também expor uma série de obras paralisadas, muitas delas a administração da universidade não tem a mínima perspectiva de conclusão, como por exemplo a Casa do Estudante e o Prédio da Pós graduação do ICHL (Instituto de Ciências Humanas e Letras) e outras caminham em ritmo muito lento.

Não obstante com o corte de verbas deste ano, a educação pública brasileira já sofre há décadas com este projeto de educação voltado em defesa das classes exploradoras.

Passando pelas medidas oficiais no campo estatal, como por exemplo os pacotes educacionais que desde o período do regime civil-militar vem sendo implantados com extrema obediência pelas gerencias de turno, indo até aos acordos entre as elites regionais donde buscam manter-se no controle do estado, fazendo toda forma de malabarismo teórico ideológico.

 RESISTIR É PRECISO

 Os episódios acontecidos recentemente dentro de nossa universidade e também em nosso país demonstram claramente o aprofundamento das contradições de classe e a tentativa tresloucada da burguesia em tentar ocultar essas contradições e aplacar a justa luta dos trabalhadores.

O cenário existente na UFAM gera dois grandes absurdos, o primeiro administrativo, pois conduz a criação de dois calendários; o segundo político, pois tanto o “movimento estamos em aula” (grupo vinculado à REItoria) como a própria reitoria se posicionam claramente contra as lutas dos estudantes e trabalhadores da UFAM, estes que nos últimos anos têm realizado uma ampla luta em defesa de uma educação pública, de qualidade e a serviço do povo.

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Não existe direito individual à greve ou a não-greve. O que existe é o direito à Educação e ao Trabalho, que muitos tentam confrontá-lo. Mas o argumento de que a greve retira esses direitos não poderia nem ser levado em consideração, pois a greve defende o trabalhador e a Educação. Diante do atual momento resta-nos as seguintes palavras de ordem:

 

RESISTIR, LUTAR ATÉ A GREVE TRIUNFAR!

FORTALECER A UNIDADE, PERMANECER NA LUTA!

 

1 – Jornal da ADUA – Veiculo de informação da Associações dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas