Homenagem aos 70 anos de Manoel Lisboa

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No último sábado, em Goiânia, o MEPR celebrou os 70 anos do nascimento do grande comunista Manoel Lisboa de Moura com o estudo da “Carta de 12 pontos aos Comunistas Revolucionários”, foi feito um chamado a todos interessados em conhecer o caminho da Revolução, cada vez mais na ordem do dia para as massas que se levantam por direitos na cidade e no campo, e chegamos à conclusão de que o marxismo-leninismo-maoísmo é, atualmente, a fase mais evoluída da ciência do proletariado!

Inicialmente, deliberamos o decorrer da nossa tarde. Abrimos a reunião com a canção Jovem Guarda. Após, os companheiros expuseram de forma resumida sobre o Movimento Estudantil Popular Revolucionário, com suas três tarefas (1. Propagandear a Revolução; 2. Organizar a luta das massas; e 3. Combater o oportunismo) e, ainda, debatemos a necessidade de se remover 4 montanhas para a emancipação do povo (1ª Montanha: Latifúndio; 2ª Montanha: Imperialismo; 3ª Montanha: Grande Burguesia e 4ª Montanha: Machismo). Posteriormente, debatemos item por item da Carta, procurando compreender ao máximo o conteúdo do texto. Organizamos também um intervalo para o café e o lanche. Após o balanço da atividade, fechamos a reunião cantando o Hino do Movimento Feminino Popular. Os estudantes, secundaristas e universitários, leram e debateram ponto por ponto o documento de Manoel Lisboa,

Primeiramente, os estudantes ressaltaram a necessidade dos revolucionários realizarem uma profunda análise das classes sociais no Brasil, de forma científica, assim como fez Manoel Lisboa à realidade brasileira àquela época, que conta com clara influencia da análise do Presidente Mao Tsetung à realidade chinesa[1]. Ademais, é de fundamental importância saber quem são os amigos do povo e quem são os inimigos do povo (contra quem é dirigida a revolução) e em qual momento (analisando o povo com um conceito científico – o conjunto das classes que têm interesse na revolução – e não o conceito vago dos políticos eleitoreiros) para que os revolucionários possam isolar o inimigo principal, garantindo a unidade do povo, nas diversas fases da Revolução em nosso país.

Posteriormente, analisamos qual a principal contradição em nosso país. Manoel Lisboa aponta que em nossa pátria, a contradição principal que divide a sociedade era entre o Imperialismo Ianque e nosso povo[2], visto que apenas as classes do latifúndio e da Grande Burguesia eram favorecidas pela dominação do Imperialismo Ianque, oprimindo a burguesia genuinamente nacional, composta pela pequena e média burguesia[3], e oprimindo o proletariado, que sustenta a maior parte do luxo e da ostentação das classes dominantes.

Esse foi o ponto que rendeu mais debates na discussão, uma vez que não identificamos que a contradição principal no Brasil seja entre nação e imperialismo, mas do povo, sobretudo o campesinato com o latifúndio, por ser, dentre as classes dominantes a mais atrasada e aquela que pode ser mais facilmente isolada. Muito embora possamos compreender que no momento em que Manoel Lisboa escreveu a Carta de Doze Pontos o nosso país vivia sob um regime militar patrocinado pelos ianques o que torna o equívoco quanto a análise da contradição principal justificável.

Outrossim, assim como analisou Manoel Lisboa, é necessário compreender, como tática revolucionária para construir o poder popular de fato, onde é que o Velho Estado está mais frágil e mais atrasado, portanto, com mais possibilidade de vitória! Ora, onde é que encontramos trabalho de semi-servidão, economia primária, mercadoria com pouco valor de trabalho agregado no Brasil? No campo! Pois é onde temos uma contradição entre milhões de camponeses, principalmente pobres, e o sistema latifundiário. Assim, a Revolução Agrária é uma condição que se coloca como primeira etapa necessária para a expulsão do domínio da nação do imperialismo, principalmente, dos E.U.A.!

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“O CERNE DA ESTRATÉGIA DO PROLETARIADO E DE SEU PARTIDO É O DESENVOLVIMENTO DA GUERRA POPULAR ATRAVÉS DA GUERRA DE GUERRILHAS.”

Em outro momento, seguindo a leitura do documento, debatemos sobre a Guerra Popular Prolongada e o “cerco da cidade pelo campo”[4], possibilitando uma vantagem tática para o Exército do Povo contra o exército reacionário, minando aos poucos as forças do Velho Estado até a conquista do poder para o povo. Debatemos também a necessidade do trabalho dos comunistas nas cidades, fundamental para o apoio da revolução!

Debatemos ainda, o vil papel do oportunismo de direita, que nega o caminho da violência revolucionária, para seguir o caminho reformista das eleições, que se vendem aos imperialistas, aos latifundiários e à grande burguesia em troca de promessas de migalhas para o povo. Papel semelhante, ao cabo, é do oportunismo de esquerda, que faz propostas impossíveis de serem concretizadas, fadadas à derrota, ou ainda, por não fazerem uma correta análise de classes, sendo que alguns sequer fazem, e assim isolam o movimento popular daqueles os quais mais deveriam caminhar lado a lado, o povo!

Por fim, compreendemos que a maior prova de internacionalismo proletário dos revolucionários e comunistas é organizar a revolução em seu país, ou seja, desenvolver a guerra popular prolongada, destruir o latifúndio, expulsar e proteger a nação da submissão imperialista, e construir de fato o poder popular, onde em um determinado território, o povo possa de fato mandar e ter soberania!

 

COMPANHEIRO MANOEL LISBOA, PRESENTE!

ABAIXO AO REVISIONISMO!

VIVA A REVOLUÇÃO DE NOVA DEMOCRACIA ININTERRUPTA AO SOCIALISMO!

VIVA O MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO!



[1] Ver o texto Análise das Classes da Sociedade Chinesa – Mao Tsetung. Disponível no sítio eletrônico http://www.marxists.org/portugues/mao/1926/03/classes.htm.

[2] Vale observar que na época do Golpe Militar de 1964, os Marines (infantaria dos E.U.A.) estavam prontos para invadir em território brasileiro, caso os “gorilas” não executassem com êxito o golpe, ou em caso de resistência.

[3] Importante destacar que a média burguesia e a pequena burguesia, apresentam contradições para com o proletariado, devendo os comunistas revolucionários dirigir estas classes e nunca ficar a reboque dessas classes com ideologia pequena burguesa.

[4] Nota-se, mais uma vez que Manoel Lisboa bebe da mesma fonte do Presidente Mao Tsetung, inclusive citando entre aspas o termo cerco da cidade pelo campo.