Marconi Perillo (PSDB/GO) dá uma amostra do que é a classe dominante no Brasil

Marconi Perillo é o atual governador do estado de Goiás, cargo que ocupa pela quarta vez, sendo que no intervalo entre uma reeleição e outra foi senador e deixou um apiniguado seu como governador. É um político conhecido por se dizer “moderno” e preocupado com o “progresso”, “crescimento” e o “desenvolvimento”, as palavrinhas mágicas há séculos usadas para justificar massacres e desreipeito aos direitos dos povos. Entre suas várias aparições nacionais estão algumas nem tão honrosas como, por exemplo, quando seu nome esteve vinculado no escândalo da máfia do Carlinhos Cachoeira, ou quando legislações estaduais da alcunha do senhor Marconi foram ridicularizadas pelos órgãos superiores de justiça, por serem verdadeiras aberrações jurídicas, tal como o Decreto que legalizava o nepotismo, o Decreto que proíbia greves dos servidores públicos, a lei de criação de um serviço de polícia que não precisava de concurso público, a criação de uma empresa pública que legalizava o jogo do bicho e por aí vai.

Não obstante toda essa sujeira e relações escusas, o senhor Marconi Perillo gosta de se passar por um homem íntegro e respeitador da ética e dos bons costumes. Essa postura não é nenhuma novidade no Brasil. A classe dominante é cheia dessas figuras, sujas até na ponta dos cabelos, mas que encastelados em seus Palácios Administrativos e com todo aparato repressivo do Estado para lhe albergar arrotam valores que desconhecem e tramam como escorchar ainda mais os trabalhadores. É de um desses “coronéis” da nossa política que estamos falando.

Entre suas mais recentes e “pioneiras” políticas (ele gosta de ser o primeiro a aplicar em terras brasileiras os desígnios do Banco Mundial) está a terceirização, via Organizações Sociais (1), da saúde que já foi concluída e agora passa para a terceirização da educação. Sim, é do interesse do capital para o momento transformar até os direitos mais báscicos como saúde e educação em uma mercadoria. Como um dos mais destacados quadros da classe dominante brasileira Marconi Perillo recebeu agradecido a incumbência de retirar os direitos mínimos das pessoas pobres.

No caso da educação, o senhor Marconi veio tramando um plano desde 2012, quando começou a cortar gratificações e retalhar a carreira do professorado um plano para viabilizar a chegada das empresas chamadas de Organizações Sociais. Esse plano passou teve várias etapas, entre elas: perseguir Grêmios Estudantis, remover os professores grevistas de escolas, contratar substitutos com pagamento de valores abaixo do salário mínimo, esvaziar as escolas centrais de Goiânia e mais importantes do estado, entre outras medidas.