Intervenção Militar intensifica o terrorismo de Estado contra população do Rio de Janeiro

Nos últimos 15 dias o Estado do Rio de Janeiro passou por uma intensificação das operações policiais, em número e intensidade. Dezenas de favelas estão, desde o início da Intervenção Militar, no início do ano, sitiadas pelas forças armadas reacionárias. Desde então, são quase duas centenas de vítimas das chacinas promovidas pelas Forças Armadas (Polícias Militar e Civil, Força Nacional de Segurança e Exército) – segundo dados divulgados pelo Laboratório do Fogo Cruzado. Há duas semanas, porém, operações nos Conjuntos de Favelas da Maré e do Alemão, na Praça Seca, na Penha, na Rocinha, Tabajaras e muitas outras reforçaram a guerra contra o povo. Nos complexos do Alemão, Penha e Maré, ao todo, mais de 4 mil soldados das Forças Armadas e mais de 70 policiais civis impuseram terror a mais 100 mil moradores dessas regiões. Uma grande e significativa parte destas operações que ocorrem são as operações de vingança, que acontecem após a morte de um policial ou agente militar contra toda uma comunidade.

Policiais mortos no Complexo do Alemão, na Penha, em Nova Iguaçu e em São Gonçalo, serviram de pretexto para mega-operações de guerra em dezenas de comunidades.

Dos mortos pelas polícias, só no período de 15 dias, somam-se a 15 pessoas assassinadas – segundo somente as informações que foram divulgadas, ou seja, o número pode ainda ser maior.

Na segunda-feira última, dia 27 de agosto, o porteiro, Nelson Farias Barros, de 62 anos, foi morto, vítima da Polícia Militar em Triagem, Zona Norte do Estado. No mesmo dia, no morro do Jóquei, em São Gonçalo, uma operação da Polícia Militar deixou pelo menos seis mortos, entre eles, o jovem Rafael Santos Silva de 21 anos, uma jovem grávida de 3 meses e outros quatro moradores. A brutalidade que marcou essa operação, promovida pelo Batalhão de Choque da PM, envolveu tortura, tiros na cabeça e cortes na barriga da jovem que estava grávida. No dia 21 de agosto, a costureira Vânia Silva Tibúrcio, de 36 anos, voltava de carro com o seu marido, quando foi morta em uma blitz também da PM no município de Duque de Caxias, Baixada Fluminense.

Cada um deles tinha filhos pequenos e lutavam pelo sustento de sua família e foram vítimas da Intervenção Militar que é promovida no Estado do Rio de Janeiro. Sob a alegação de “combate à criminalidade”, as Forças Armadas têm assassinado, a sangue frio, trabalhadores, por meio de operações policiais organizadas em revanche para vingar policiais que foram assassinados. No caso da costureira, a PM disse que esta e seu marido não teriam parado o carro quando foi pedido, justificando o assassinato. O fato causou grande revolta e a indignação de todos no dia do seu enterro envolveu todos os presentes.

Ao saber da notícia do assassinato de Nelson Farias Barros, moradores do bairro de Triagem organizaram um protesto para denunciar a morte do porteiro. Na manifestação, um ônibus foi incendiado a poucos metros de um quartel da Polícia do Exército.

A situação do Estado do Rio de Janeiro se eleva a altos níveis de uma situação de guerra em crise geral. É urgente elevar a denúncia dos crimes da Intervenção Militar em cada sala de aula, escola e universidade!

ABAIXO A INTERVENÇÃO MILITAR!

NEM ELEIÇÃO, NEM INTERVENÇÃO MILITAR: REVOLUÇÃO JÁ!

REBELAR-SE É JUSTO!