23 de Novembro levanta luta combativa por todo país contra medidas anti-educação!

O último dia 23 de Novembro foi marcado por diversas atividades, como mobilizações e atos públicos por todo o país, em escolas e universidades. A convocação da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia – ExNEPe encontrou eco nas cinco regiões do país. Foram centenas de estudantes mobilizados em torno das consignas “Contra a fascistização do Estado brasileiro”, “Em defesa dos 23 ativistas” e “Abaixo a BNCC e o Escola Sem Partido”.

Particularmente no atual momento político, cumpriu um importante papel na denúncia do processo de reacionarização do Estado toda preparação e execução deste dia nacional de lutas em defesa da educação. Parte impulsionada pelo golpe militar contrarrevolucionário preventivo à rebelião das massas e parte como necessidade econômica para se manter o capitalismo burocrático atrasado que se desenvolve no nosso país. As classes dominantes atuam no intento de manter intacta a atrasada estrutura econômica de nosso país, que condena as escolas e universidades à situação dura de sucateamento, precarização e sendo espaços de dominação ideológica de nosos povo, particularmente de nossa juventude. O velho Estado brasileiro segue aprofundando suas políticas antipovo em seu quadro de crise geral, sem que, no entanto, consiga conter a luta e a organização do nosso povo.

Um dia antes do dia nacional de lutas, o podre parlamento seguiu sua rotina acelerada para aprovar o projeto Escola Sem Partido ainda este ano. Na sexta reunião em poucas semanas, foi lido o parecer do relator do PL (deputado Flavinho – PSC/SP, que é defensor do projeto), nesta ocasião houveram manifestações contrárias em Brasília. Na semana anterior, um ultrarreacionário, que mascara suas posições contra a educação com a crítica de “doutrinação marxista” na educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, foi anunciado como Ministro.

Entretanto, o movimento estudantil deu um claro recado por todo o país: se levantarão a luta combativa em defesa do direito de estudar e aprender, contra a criminalização daqueles que lutam e para barrar projetos que decretam a censura nas escolas e universidades.

No norte de Minas Gerais, na Unimontes, por exemplo, foram realizadas diversas passagens em turma. Nelas, os estudantes de Pedagogia, Geografia e História colocaram o significado da nomeação do novo minsitro da educação de continuidade da mesma política antipovo contra a educação pública que marcará os próximos quatro anos de governo. Também foi colocada a importância de se levantar a luta combativa contra o velho Estado burguês-latifundiário e em defesa dos direitos do povo.

Já em São Paulo, que será a sede do 39º ENEPe, no ano de 2019, estudantes partiram da Unifesp – Guarulhos em ato até o terminal rodoviário. Foram distribuídos mais de mil panfletos para a população que se aglomerava alí. Muita agitação e falas de denúncia dos ataques contra a educação e contra o povo denunciavam o Escola Sem Partido, a BNCC e a condenação de 23 ativistas no Rio de Janeiro. Uma grande faixa foi estendida com a consigna “Abaixo a Fascistização do Estado”, assinada pela ExNEPe. Ao final da panfletagem, os estudantes incendiaram um boneco de Jair Bolsonaro e de seus conluiados, ao som de “Fascistas, Fascistas, Não Passarão!”.

E mobilizações como estas também ocorreram no Paraná, em Rondônia, em Pernambuco, Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Ceará e outros. Ficou estampada a disposição de luta da juventude do nosso país que, longe de se deixar abater, demonstrou que o movimento estudantil do nosso país está disposto a enfrentar com muita combatividade as medidas contra a educação.

Não será, portanto, com imobilismo e ilusões parlamentares que será derrotada o Projeto de Lei. Nem mesmo com “confiança” de que o podre Judiciário irá vetar, afinal, foi a mesma justiça reacionária do Rio de Janeiro que condenou nossos companheiros por participar das jornadas de junho de 2013.

O MEPR se posiciona ao lado dos estudantes que nos quatro cantos do país têm se organizado e combatido as medidas do velho Estado contra a educação! Conclamamos a todos a levantarem a luta combativa, com mobilizações, rodas de conversa, passagens e sala e manifestações de denúncia das medidas antipovo.

Rebelar-se é Justo!

Movimento Estudantil Popular Revolucionário – Novembro de 2018.