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SP: Jovens celebram Dia do Estudante Combatente

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SP: Jovens celebram Dia do Estudante Combatente


Redação de AND
02 Abril 2018

Em celebração ao Dia Nacional do Estudante Combatente, estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizaram um ato político como parte da mobilização nacional chamada pela Executiva Nacional dos Estudantes de pedagogia (ExNEPe), no dia 29/03, no campus de Guarulhos.

As discussões tiveram como principal assunto a intervenção militar em curso no Rio de Janeiro, o fechamento de escolas e universidades e a falsa regulamentação da profissão do pedagogo. Além disso, foram prestadas as devidas homenagem ao secundarista Edson Luiz, assassinado pelas reação no regime militar em 28 de março de 1968.

O ato contou com a participação de dezenas de estudantes e ativistas revolucionários do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), Palmeiras Antifascista (P16) e uma ativista que participou ativamente da Ocupação do Bandejão da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Na fala dos participantes, foi denunciada a atual guerra civil reacionária desatada contra o povo, expressa de maneira mais profunda na intervenção militar em curso no RJ. Também foi denunciada a falsa regulamentação da profissão do pedagogo e as vitórias que a ExNEPe tem alcançado para barrá-la.

A ameaça à privatização de todo o ensino público também foi discutida, e colocado reiteradamente que só a luta combativa, independente e classista é que pode impor derrotas à ofensiva privatista do imperialismo, principalmente ianque. Tais políticas vem com severas ameaças à autonomia e a democracia universitária, bandeiras históricas do movimento estudantil que foram defendidas com muita luta e sangue dos mais aguerridos estudantes brasileiros. Foi colocado que é necessário o co-governo estudantil nas universidades para haver verdadeira democracia universitária e real defesa do maior direito conquistado até hoje pelos estudantes, que é a gratuidade.
 

ExNEPe: Seminário Marxista celebra Dia do Estudante Combatente na UFAL e convoca estudantes a lutarem contra a falsa-regulamentação da profissão do pedagogo!

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Reproduzido de: exnepe.org

Seminário Marxista celebra Dia do Estudante Combatente na UFAL e convoca estudantes a lutarem contra a falsa-regulamentação da profissão do pedagogo!

No dia 28 de março, marcando o Dia Nacional do Estudante Combatente, o Grupo de Pesquisa Cultura, Identidade e Movimentos Sociais convocou um seminário celebrando os bicentenário de Karl Marx. Com o tema Educação e Luta de Classes, o seminário marcou esta importante data reafirmando a atualidade do pensamento marxista e a necessidade da luta combativa, classista e independente em defesa dos direitos do povo e da transformação da sociedade.

O professor Wilsom Correia Sampaio abriu a atividade, enquanto o auditório lotava com a presença de mais de cinquenta estudantes. O seminário contou também com a presença da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia, da Liga dos Camponeses Pobres, da Escola Popular, do Movimento Feminino Popular, do Movimento Estudantil Popular Revolucionário. O professor José Nascimento, destacado apoiador e pesquisador da luta camponesa e indígena em Alagoas, também honrou o seminário com a sua presença.
Na mesa, uma professora da Universidade trouxe aos presentes o histórico do surgimento do marxismo. Pensamento este que é filho do havia de mais avançado no desenvolvimento científico da época, a filosofia alemã, a economia-política inglesa, e o socialismo francês, desenvolveu-se com base na experiência de luta da classe mais revolucionária e última da história, o proletariado. Que exatamente por isso, não é fruto simplesmente da genialidade desse titã do proletariado Karl Marx, mas produto da luta de classes.
 

Estudantes realizam combativo protesto no dia 28 de março em Porto Velho (RO)

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No dia em que se completaram 50 anos do assassinato do estudante secundarista Edson Luís pelo regime civil-militar fascista no Rio de Janeiro em 1968, estudantes da UNIR, secundaristas e de faculdades particulares realizaram manifestação no centro de Porto Velho.

    Desde o começo da semana estudantes da UNIR e secundaristas de Porto Velho tem se organizado no intuito de resistir aos ataques do Consórcio SIM em pugna e conluio com a prefeitura de Hildon/PSDB em mais uma manobra para aumentar a tarifa do já precário transporte coletivo na cidade. Várias atividades de mobilização foram levadas a cabo pelos estudantes como passagens nas salas de aula e panfletagens nos pontos de concentração de passageiros no Centro.
    Após assembleia geral dos estudantes da UNIR, no dia 20 de março, aprovou-se a data histórica do dia 28 do mesmo mês para manifestação na cidade.
    No dia 28/03, a partir de 11:30, os estudantes se concentraram na Praça do Baú e por volta de 12:20 saíram em caminhada pela Avenida Sete de Setembro com destino à Prefeitura entoando palavras de ordem contra o possível aumento da passagem e contra os desmandos a atual gerência do município. Com bandeiras vermelhas, faixas e cartazes os estudantes conclamavam os trabalhadores a se somarem à luta recebendo amplo apoio.  Ademais da questão dos ônibus os estudantes demonstraram seu profundo apoio à justa Greve dos Trabalhadores da Educação do Estado de Rondônia que vem enfrentando dura batalha para arrancar da gerência Confúcio/PMDB o atendimento da pauta de reivindicações da categoria entregue ao gerenciamento estadual em dezembro de 2017 e tem como uma das principais reivindicações o pagamento do piso nacional do magistério.

    Durante o ato, ativistas do MEPR denunciaram o conjunto de ataques aos direitos do povo brasileiro levados à cabo por Temer (PMDB) e sua quadrilha, como a proposta de Temer de permitir que o Ensino Médio possa ser oferecido em até 40% na modalidade Ensino à Distância (EaD). A juventude combatente também denunciou o covarde assassinato da ativista popular Marielle Franco no Rio de Janeiro e a política de genocídio do povo pobre na cidade e no campo, incrementada ainda mais com a intervenção militar no Rio e a planificação de um novo golpe militar pelas Forças Armadas genocidas e reacionárias.
 

Novo sítio da Unidade Vermelha-Liga da Juventude Revolucionária! UV-LJR

Temos a honra de repercutir o lançamento do novo sítio da Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária. O  sítio foi lançado nesse dia 28 março: Dia do Estudante Combatente, como parte das celebrações e atos da juventude revolucionária. Nossas mais calorosas saudações às companheiras e aos companheiros da UV-LJR por este feito, que impulsionará ainda mais a propaganda revolucionária no meio da juventude brasileira.

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Novo sítio da Unidade Vermelha-Liga da Juventude Revolucionária! UV-LJR

 

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Com júbilo combatente, saudamos ao proletariado internacional e em particular à juventude combatente e estudantes classistas do Brasil, ao trazer a notícia do lançamento do novo sítio na internet da Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária.

Escolhemos esta data por ser particularmente importante à juventude revolucionária, aos estudantes combatentes de nosso povo, como Edson Luís tombado em 28 de Março de 1964, lutando junto à milhares de jovens brasileiros contra o regime militar-fascista.

Seu assassinato representou uma mudança qualitativa na resistência ao regime militar-fascista colocando as amplas massas do povo contra aquele odioso regime que hoje intenta retornar com novo golpe de Estado militar contrarrevolucionário.

Porém tanto ontem como hoje, o povo prepara sua rebelião por varrer a velha ordem de exploração.

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Estudantes de pedagogia exigem mais professores em Juazeiro!

Reproduzido de: exnepe.org


Estudantes de pedagogia exigem mais professores em Juazeiro!

 

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No dia 22 de março, estudantes de pedagogia do campus de Juaziero da Universidade da Bahia (UNEB) realizaram uma manifestação exigindo do governo do estado (Rui Costa/PT) a realização de concurso para professores universitários.

Os estudantes denunciam que a quantidade de professores não é suficiente para atender a todas as turmas, e os calouros que ingressaram neste semestre tem ficado vários dias da semana sem aula justamente por não ter professores para ministrar as disciplinas.

A manifestação foi uma iniciativa do Diretório Acadêmico de Pedagogia da UNEB-Juazeiro, com o apoio da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia. A atividade foi realizada envolvendo a turma de calouros: “ao invés de fazer um trote, fizemos um ato na universidade e entregamos um documento à direção com as nossas reivindicações.​”

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A manifestação também serviu para denunciar o avanço da militarização das escolas estaduais na Bahia, projeto de cunho fascista que ataca os direitos de livrve expressão e organização dos professores e estudantes, colocando a formação de nossos jovens nas mãos das reacionárias e genocidas Forças Armadas e Polícias Militares.

Confira o vídeo produzido pelos próprios estudantes:

https://drive.google.com/file/d/1i1EFfO3nWaRR5jUgFbOoZXYeVN9b7-1u/view

 

AM: Estudantes de medicina ocupam coordenação

Reproduzido de: https://anovademocracia.com.br/

 



AM: Estudantes de medicina ocupam coordenação


Redação de AND
29 Março 2018

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Desde o dia 12/03 alunos estão acampados na coordenação do curso de Medicina no Instituto de Saúde e Biotecnologia de Coari, cidade distante em linha reta a 366 Km de Manaus no Amazonas, onde funciona um campi da Universidade Federal do Amazonas.

A ocupação é apenas um dos atos de diversos protestos organizados por alunos contra a falta de professores no curso, fato que ocorre desde sua autorização pelo Ministério da Educação, os alunos do 4º período estão sem aulas desde o início do semestre letivo em 05/03 e atualmente são os mais prejudicados, além disso relatam também que mesmo nas disciplinas já cursadas  a falta de professores é algo recorrente.

Outro desafio enfrentado pelos alunos é a falta de infraestrutura, atualmente o prédio que irá abrigar os laboratórios do curso está em construção desde 2016, segundo informações da reitoria a previsão de conclusão das obras físicas é agosto de 2018, porém não há previsão para instalação de equipamentos, enquanto a biblioteca do curso não possui os livros específicos ou quando possui está em baixa quantidade, prejudicando os alunos dos demais cursos. Relato comum de todos os alunos é a elaboração e encaminhamento de diversos documentos para a reitoria cobrando melhorias a curto, médio e longo prazo.

Desde a aprovação do curso no interior do Amazonas pelo Ministério da Educação, a UFAM vem promovendo concursos para contratação de professores para o curso, contudo as mesmas não são preenchidas devido a baixíssima remuneração oferecida, atualmente o piso salarial dos médicos de acordo com a Federação Nacional dos Médicos é de R$ 13.847,93 para 20 horas semanais, enquanto a carreira de magistério para as universidades federais oferece R$ 2.183,85, para 20 horas semanais incluso gratificação por especialização, sendo adicionado apenas vale alimentação.

Segundo professores do curso de medicina de Manaus a proposta do curso foi rejeitada em diversas reuniões na Faculdade de Medicina, justamente devido não apenas a falta de infraestutura adequada, além da dificuldade de contratação de professores, devido baixos salários, mas também por não haver garantias de fixação de médicos na região, devido a criação do curso na cidade, dados do Censo Médico realizado pelo Conselho Federal de Medicina apontam que o interior do Amazonas possui aproximadamente 300 médicos para atender cerca de 2 milhões de habitantes, atualmente a maioria dos alunos são oriundos de outros Estados, principalmente da região sudeste do país.

Alunos de outros também sofrem com a mesma falta de infraestrutura e também entenderam que apenas a luta pode mudar isso, por volta das 10h da manhã do dia 15/03 os alunos em conjunto com os professores da UFAM, realizaram um ato exigindo melhorias na infraestutura do campi, além da contratação de mais professores pela reitoria. Alguns alunos relataram falta de equipamentos de proteção individual, além de diversos problemas estruturais nos laboratórios, um deles está sem água para manutenção há cerca de três meses, assim como os alunos do curso de medicina, eles também relataram a elaboração e encaminhamento de diversos documentos ao longo dos anos, contudo suas demandas nunca foram atendidas, enquanto os professores afirmam que o campi de Coari está sucateado seja pela estrutura que está precária, seja pela falta de materiais didáticos, seja pela deficiência de professores, seja pela pesquisa e pela extensão que são realizadas com extrema dificuldade, diversos estudos apontam que esse contexto de sucateamento influencia diretamente na qualidade de formação dos profissionais, seja ela técnica e/ou política.

 

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No Rio de Janeiro, estudantes realizam um combativo ato no 28/03

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Estudantes secundaristas e universitários participaram de uma combativa manifestação no dia do Estudante Combatente na cidade do Rio de Janeiro. O ato foi parte de uma mobilização nacional feita pela Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia – ExNEPe – contra a intervenção militar e o fechamento de escolas e universidades e contra a falsa-regulamentação da profissão do pedagogo. Na cidade do RJ foi relembrado também o nome de Edson Luís, jovem assassinado brutalmente pelo regime militar fascista durante um protesto no restaurante Calabouço.

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ExNEPe - 28/3: Dia do Estudante Combatente!

Cartaz da ExNEPe com convocatória para as mobilizações nacionais do Dia do Estudante Combatente.

 

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RO: Abaixo a máfia do transporte em Porto Velho!

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Abaixo a máfia do transporte em Porto Velho!

Pelo fim da criminosa taxa de renovação do cartão SIM!

    Desde o início de fevereiro estudantes universitários e secundaristas e pais de estudantes tem enfrentado enormes dificuldades para realizar o cadastro/renovação do Cartão SIM (Sistema Integrado Municipal) com filas imensas e muita burocracia da SIM. A começar pela estrutura oferecida pela SIM totalmente incompatível com a demanda, disponibilizando uma quantidade de senhas bastante limitada e para que a pessoa fosse atendida vários dias depois, obrigando estudantes e pais a terem que ir pelo menos duas vezes ao posto de atendimento, ademais da espera de várias horas. Não bastasse todo esse desrespeito, a SIM ainda fez exigência de apresentação de carteirinha estudantil, chantageando os estudantes a terem que comprar carteirinhas – algumas custando até R$ 30,00 (!) – com supostas “entidades estudantis” traidoras e sem qualquer expressão na luta estudantil, como URES, UEE, UMES, etc, todas com maior ou menor grau de vinculação com UNE/UBES. Não satisfeita, a SIM ainda extorquiu estudantes com sua criminosa “taxa de renovação” do cartão, tudo isso amparada na ilegítima Lei Municipal 2375/2016 aprovada de forma sorrateira pelos vereadores de Porto Velho no final de 2016, no apagar das luzes e quando os estudantes já estavam de férias.
    Essa situação produziu uma grande indignação nos estudantes e trabalhadores de Porto Velho. Após mobilizações no IFRO e em outras escolas e, principalmente, na UNIR – onde no dia 27/02 estudantes realizaram um ato de rebeldia e picharam um ônibus da SIM durante um protesto – estudantes universitários e secundaristas interviram de forma combativa na Audiência Pública realizada na Câmara Municipal no dia 28/02 para tratar do fim da obrigatoriedade da carteirinha para renovação do cartão SIM e do fim da taxa de renovação de R$ 7,60. As intervenções de estudantes mais consequentes e sem ilusões com o velho Estado e seu sistema político denunciaram que o próprio fato de a Lei (2375) existir e seguir vigente era responsabilidade dos vereadores. Assim, os estudantes jogaram um balde de água fria nos vereadores que de forma oportunista queriam se promover às custas dos estudantes e impulsionar seus podres projetos eleitorais. Ao final da audiência, realizou-se sessão extraordinária da Câmara, em que pressionados pelos estudantes, os vereadores alteraram a lei 2375, retirando a obrigatoriedade da carteirinha estudantil no cadastro/renovação do cartão SIM e, aparentemente, retirando a taxa de renovação de R$ 7,60. Após vários dias de espera, a emenda à Lei foi promulgada pelo ricaço e prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB). Porém somente a obrigatoriedade da carteirinha foi revogada, mantendo-se a taxa de renovação de R$ 7,60.
    Essa breve jornada de lutas deixou algumas importantes lições para os estudantes de Porto Velho, lições essas presentes em toda trajetória do Movimento Estudantil em nosso país, particularmente em seu período mais recente. Primeiro as limitações de uma atuação meramente legalista; mesmo após a votação na Câmara das alterações na Lei que correspondiam aos interesses imediatos dos estudantes, somente uma das medidas (fim da obrigatoriedade da carteirinha) foi de fato consolidada. Ou seja, só foi atacado o elo mais fraco da corrente, que são as “entidades” oportunistas “vendedoras de carteirinha”; enquanto que a SIM, que é o monopólio do transporte coletivo em Porto Velho e dispõe de poder econômico e político muito mais significativo, não teve seus interesses mais gravemente ameaçados, garantindo sua cobrança (extorsão) de taxa de renovação.
 

NOTA DE REPÚDIO: ASSASSINATO DE MARIELLE É MAIS UM CRIME CONTRA O POVO PRATICADO NO RASTRO DA INTERVENÇÃO MILITAR

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NOTA DE REPÚDIO: ASSASSINATO DE MARIELLE É MAIS UM CRIME CONTRA O POVO PRATICADO NO RASTRO DA INTERVENÇÃO MILITAR

O Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) manifesta seu repúdio ao brutal assassinato da vereadora Marielle Franco. Colocamo-nos ao lado das massas em luta que, nas sucessivas manifestações nacionais e internacionais que se sucederam a este episódio, têm exigido não apenas apuração e punição para os mandantes e executores deste crime, como também o fim da política genocida aplicada pelas forças policiais e militares contra a juventude pobre e favelada.

Este crime odioso faz parte da guerra civil reacionária movida pelo velho Estado brasileiro contra o povo e só pode ser entendido no seu contexto. Neste sentido, não é um caso isolado: apenas em 2017 mais de mil pessoas foram assassinadas pelas policias apenas no Rio de Janeiro, a imensa maioria nos grandes complexos de favelas. Nelas, não existe, de fato, direito de reunião e manifestação, nem liberdade de ir e vir: seus moradores vivem sob um estado de sítio permanente, decretado pelo Estado ou grupos paramilitares dele auxiliares, e quando protestam logo são tachados pela Rede Globo como “bandidos”.

O Exército já demonstrou, com sua atuação na Vila Kennedy, que reza da mesma cartilha assassina da Polícia Militar. Antes mesmo da intervenção, em novembro do ano passado, foi responsável por uma chacina no complexo do Salgueiro, em Niterói, na região metropolitana do Rio. Nos últimos anos, não houve uma única operação sob mando das Forças Armadas que não tenha terminado com denúncias de assassinatos, estupros e abusos de autoridade contra a população: assim foi no Morro da Providência, no Complexo do Alemão, no Complexo da Maré. O interventor Braga Netto e vários outros generais têm enaltecido, em declarações, a “coragem” da PM do Rio durante as operações nos morros cariocas. Isto é, exatamente o que esta podre instituição tem de pior: o histórico de crimes hediondos praticados contra as massas desarmadas, as execuções covardes e os flagrantes forjados em supostos “confrontos”. 

O assassinato de Mariele é um crime político aberto contra aqueles que denunciam esta realidade e, por esse aspecto, demonstra a gravidade da atual situação do país. Por mais que fale em “moralidade”, a verdade nua e crua é que o Exército não poderá romper com os interesses das quadrilhas instaladas na PM e os grupos de “milicianos” afeitos a eles, por uma razão muito simples: estes são instrumentos da repressão às massas mais pobres, e estão, por isso, no mesmo campo dos generais e toda a canalha arvorada em “especialistas de segurança pública”. Todos querem, a seu modo, afogar em sangue a resistência das massas, e suas divergências giram apenas em torno da forma mais eficiente de fazê-lo. O Exército buscará, claro, centralizar ao máximo essas ações repressivas, mas tampouco isso se mostra uma tarefa simples, dada a quantidade de interesses econômicos e políticos envolvidos, a maior parte deles profundamente vinculados ao aparato estatal.

Esta dificuldade revela, por si mesma, a necessidade cada vez mais presente, para a reação, de passar a uma centralização absoluta do velho Estado através de  um golpe militar, que tem na intervenção no Rio um balão de ensaio. Os discursos de vários oficiais, e do próprio Comandante do Exército, Villas-Boas, sobre fazer do Rio de Janeiro um “laboratório para o país”, revelam seus propósitos.

Para as massas interessa levantar ainda mais alto a sua luta de resistência. Levantemos com coragem, os jovens, professores, intelectuais honestos e todos os trabalhadores a grande consigna de: Combater e resistir! Não queremos intervenção militar e mais assassinatos dos nossos irmãos, e sim, acesso aos nossos direitos básicos, desde saneamento básico até emprego e educação, negados sistematicamente por este Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçal do imperialismo ianque principalmente. Queremos verdadeira emancipação econômica e política, queremos terra para quem nela trabalha e independência nacional. Sabemos que este futuro não será conquistado com eleições, e o brutal assassinato de uma parlamentar, em pleno exercício do mandato, é revelador a respeito. No parlamento ou nas urnas não se decide nada: eles são um jogo de cartas marcadas, um fantoche nas mãos das classes dominantes.

 Nós do MEPR exigimos a punição de todos os mandantes e executores do brutal assassinato de Marielle, e responsabilizamos o Exército por esse crime e por todos os outros que ocorrerem no rastro da intervenção militar. Conclamamos todos os jovens a assumirem a primeira linha na luta contra o genocídio do povo pobre e preto. E, finalmente, convocamos a juventude e os trabalhadores a participar decididamente da Grande Revolução Democrática, Agrária e Antiimperialista, a construir a aliança operário-camponesa que a sustentará, pois este é o único instrumento capaz de derrubar esta velha ordem e construir o Brasil Novo.

ABAIXO A INTERVENÇÃO MILITAR!

COMBATER E RESISTIR!

REBELAR-SE É JUSTO!

Movimento Estudantil Popular Revolucionário - Março de 2018

 


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