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Intervenção militar e golpe de Estado - Editorial A Nova Democracia nº 205

Intervenção militar e golpe de Estado - Editorial A Nova Democracia nº 205


Ano XVI, nº 205 - 1ª quinzena de Março de 2018

 

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    O decreto federal de intervenção militar no Rio de Janeiro, abrangendo toda a esfera da segurança, incluindo polícia civil, bombeiros e sistema carcerário, é um passo a mais na direção do golpe de Estado militar contrarrevolucionário preventivo à uma futura e inevitável insurgência popular que já atormenta o eixo Washington-Brasília. Em última instância, é balão de ensaio na preparação da opinião pública nacional e internacional para o mesmo.
    Um quadrilheiro no papel de presidente e seu ministro da defesa, feito dois bonecos de ventríloquo, cercados por dois generais, fizeram o anúncio da intervenção militar num cenário de crise generalizada. Ali, a supremacia do militar sobre o desmoralizado gerente expressa claramente a falência cabal do sistema político de um Estado em franca decomposição.
    As Forças Armadas (FF.AA.) de um país são a força medular do seu Estado, o poder de fato e, portanto, a última instância a garantir a lei e a ordem imposta pelas classes dominantes - no caso do Brasil, a grande burguesia e os latifundiários serviçais do imperialismo, principalmente ianque - como mantenedores históricos de nossa subjugação nacional.
    O Rio de Janeiro é a vitrine do Brasil, para dentro e para fora do país, e sede da Rede Globo, hegemônica no monopólio dos meios de comunicação que chama para si a última palavra em termos de políticas públicas aplicadas ao Estado e a defesa dos interesses do “mercado” e do imperialismo.
    Desde o início da Operação “Lava Jato” temos afirmado a ação de uma “mão oculta” manejando a campanha anticorrupção, no objetivo imediato de limpar a fachada das principais instituições do Estado, desgastadas e desmoralizadas na opinião popular, e salvar seu sistema do rechaço completo pelo povo, como a crescente abstenção eleitoral (além dos votos nulos e brancos) atesta, transformando-se em subversão aberta. Tal manejo operado pelo Ministério Público e Judiciário, secretamente centralizado por determinada seção do Alto Comando das FF.AA., é inspirado pela Embaixada ianque e conta com as trombetas da Rede Globo.
    O alto mando das FF.AA. buscou a intervenção militar após o esvaziamento da Operação “Lava Jato”, cuja onda de delações arrolou os três poderes da República e as cúpulas das siglas do Partido Único, mas que com a operação “salvar o governo Temer” necessário à aplicação das “reformas” antipovo e vende-pátria do imperialismo, conduziu, no essencial, à impunidade das cúpulas mafiosas da política oficial.
    Tudo de caso pensado. Com o fracasso, no Rio, da operação conjunta com a PM pela manutenção da “Lei e da Ordem”, o passo seguinte seria a intervenção direta no estado com a centralização do mando nas mãos das FF.AA.. Maquinação similar à que se aplica aos processos de privatização, quando a empresa “vítima” é arruinada para em seguida ser privatizada.
Por “mera” coincidência, a polícia sumiu das ruas da Zona Sul nos dois primeiros dias do carnaval, possibilitando um aumento da delinquência na orla marítima atingindo brincantes nacionais e estrangeiros. Tais incidentes, três ou quatro, passaram a ser exibidos em toda a programação jornalística do monopólio de imprensa e comunicação de forma repetitiva, de sábado até o dia da decretação da intervenção.
    Logicamente que não foi a denúncia da Globo sobre a violência no carnaval que determinou o decreto de intervenção militar. A falência da autoridade do velho Estado no Rio é fato. A Globo apenas criou o clima na opinião pública para receber como inevitável e de bom grado a intervenção.
Intervenção militar que sem sombra de dúvidas provocará imensos distúrbios para a população, principalmente das favelas, mas não só. O decreto autoriza a invasão indiscriminada de todas as moradias de áreas em “conflito”, tendo os militares carta-branca para prender, torturar e matar, com a garantia jurídica da impunidade. E, para agravar mais ainda o penar do povo, o vende-pátria Meirelles propôs retirar recursos de outras áreas para reforçar a repressão.
    Este será o custo que o povo terá que pagar para a garantia da “lei e da ordem” estabelecidas por um Estado burocrático e genocida que se decompõe a olhos vistos, afundado como se encontra numa crise de falência do seu sistema político, na crise geral de uma economia capitalista burocrática, na crise social e moral. Crise que atingiu todas as instituições do velho Estado, arrastando para o seu leito sua última reserva: suas FF. AA. reacionárias formadas e cultivadas no anticomunismo mais peçonhento. Este acontecimento revela a crise de dominação na qual entrou a situação política nacional.
    E este impulso a mais da guerra civil reacionária, que o velho Estado há tempos lança contra o povo, levará a cada vez mais ataques das FF.AA. contra as massas, o que resultará em mais lutas e elevação do protesto popular e escalada da violência, em meio de aguda crise social. E muito ao contrário dos resultados que propalam os arautos da sua intervenção, poderá levar a ira popular, mais do que nunca, a levantar alto a palavra de ordem de Combater, Resistir!
    O inevitável aprofundamento do genocídio contra o povo e consequente envolvimento de membros das Forças Armadas com o tráfico de drogas e armas só trará à tona a realidade oculta da corrupção que medra nas altas esferas destas e levará a sua própria desmoralização, sendo este o prenúncio da ruína total do velho Estado. E isto ficará provado mais cedo do que pensam os falcões deste decrépito sistema de exploração e opressão do povo, bem como seus gerentes de turno, os atuais como Temer e sua quadrilha ao pugnar por tirar proveito eleitoreiro da intervenção.
    Aos oportunistas, como parte do processo, na patética posição de vangloriar e adular as FF.AA. reacionárias, acusando Temer de usá-las eleitoreiramente, lhes resta o acatamento, bravateando seu frouxo discurso de protesto.
    Esta situação é nada mais do que o início das dores do parto para uma nova realidade, um novo sistema econômico-social e um novo regime político que surgirão da Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista como a única solução para a redenção dos brasileiros e a libertação da nação na construção do Brasil Novo.

 

Peru: Estudantes impõem derrotas à ‘lei da escravidão juvenil’

Reproduzido de: http://anovademocracia.com.br/noticias/8336-peru-estudantes-impoem-derrotas-a-lei-da-escravidao-juvenil

 



Peru: Estudantes impõem derrotas à ‘lei da escravidão juvenil’

Redação de AND   
02 Março 2018

 

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Milhares de estudantes e jovens peruanos foram às ruas da capital Lima para exigir o fim do projeto de lei que aumenta a exploração sobre os jovens, no dia 23/02. O projeto, popularmente conhecido como “lei da escravidão juvenil”, enfrenta dura resistência juvenil e foi derrotado no parlamento. Sua proposta é que jovens com estudos técnicos trabalhem sem receber por até três anos.

Mais de 500 estudantes de universidades e institutos tomaram uma praça no centro da cidade e enfrentaram as provocações da repressão, que tentou expulsar os jovens. A polícia tentou expulsá-los afirmando que eles “não tinham permissão” do ministério do interior para realizar o protesto. Os estudantes decidiram ficar no lugar e resistiram por mais de duas horas. A polícia, mesmo com bombas de gás lacrimogêneo, não conseguiu retirar os jovens do local.

A congressista fujimorista autora do projeto, Rosa Bartra, chegou a chamar os jovens que resistem ao absurdo projeto de “terroristas”.

No dia 27/02, no entanto, o projeto sofreu uma importante derrota. O congresso recuou ante a fúria do movimento de juventude e passou a considerar que o projeto deve ser arquivado permanentemente.

Estudantes revolucionários

Entre os movimentos presentes, estava o Movimento Estudantil Popular (MEP) que sustenta uma linha classista e combativa no país. Seus ativistas estiveram presentes e distribuíram panfletos chamando a radicalizar a luta estudantil e da juventude por seus direitos, como educação gratuita, científica e de massas.

Em comunicado publicado em seu site na internet, o MEP afirmou que “a praça San Martín” – onde ocorreu a concentração de estudantes – “converteu-se em um barril de pólvora, sufocou e repeliu os disparos da polícia e prosseguiu com o justo protesto popular”.

“O movimento de juventude compreendeu uma inexorável verdade, segundo a qual ‘luta de classes expressa-se por meio da violência’ e de que o ‘pacifismo’ serve às forças repressivas.”, avaliaram os estudantes.

Os ativistas denunciaram ainda o oportunismo, qualificando-o como “agentes do velho Estado infiltrados nas fileiras do povo”. Entre os oportunistas, os estudantes apontaram o Movadef, Patria Roja e outros.

O comunicado do MEP na íntegra pode ser lido em http://mep-alserviciodelpueblo.blogspot.com.br, na língua original.

 

RJ: FORA INTERVENÇÃO MILITAR! REBELAR-SE É JUSTO!

O povo do Rio de Janeiro vem rechaçando e denunciando a intervenção militar. O anúncio do decreto de Michel Temer se deu dia 16/02, como parte integrante do processo de reacionarização do velho Estado burguês-latifundiário, serviçal do imperialismo, principalmente o ianque. Centralizando, crescentemente, as funções militares, administrativas e políticas nas Forças Armadas, o decreto prevê que o controle dos aparatos de repressão (Polícias Militar e Civil, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros) passe para o mando do Exército reacionário, na figura do general do Comando Militar do Leste General Braga Netto, que será o interventor.
Logo no dia 19/02, segunda-feira, houve uma manifestação na qual centenas de pessoas se posicionaram contrárias à contrarreforma da Previdência e contra a intervenção militar. No mesmo dia, estudantes passaram nas salas de aula da UERJ denunciando a medida do gerente de turno Temer. Colocando que a medida se dá num momento de grave crise geral do capitalismo burocrático, chamou o conjunto da universidade a se posicionar firme contra este novo estágio da guerra civil contra os trabalhadores, os camponeses e o povo, em geral.
No dia 21/02, as 18h, está marcado um debate sobre o tema a ser realizado no 9º andar do Campus do Maracanã da UERJ.
Seguem abaixo algumas fotos das atividades já realizadas:
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NEM INTERVENÇÃO MILITAR, NEM FARSA ELEITORAL! O BRASIL PRECISA DE UMA GRANDE REVOLUÇÃO!
REBELAR-SE É JUSTO!

Movimento Estudantil Popular Revolucionário- Fevereiro de 2018.
 

Manifesto da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia

Reprozimos importantes posicionamento e resoluções da ExNEPe. Disponível em: https://exnepeblog.wordpress.com


 

Manifesto da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia

 

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Vivemos tempos de luta, vivemos a hora da pedagogia!

 

A exigência de abandonar as ilusões sobre sua condição é a exigência de abandonar uma condição que necessita de ilusões.
(Crítica da Filosofia do Direito de Hegel – Karl Marx)

Homens de uma república livre acabamos de romper o último grilhão, que
em pleno século XX, nos atava à antiga dominação monárquica e
eclesiástica. Decidimos chamar todas as coisas por seu verdadeiro nome.
Córdoba se liberta. A partir de hoje, o país conta com uma vergonha à
menos e uma liberdade à mais. As dores que restam são as liberdades que
faltam. Acreditamos não equivocar-nos: as ressonâncias do coração nos
advertem: estamos pisando sobre uma revolução, estamos vivendo uma hora
americana.
(Manifesto de Córdoba – 21 de junho de 1918)

Esse é tempo de partido,
tempo de homens partidos.

Em vão percorremos volumes,
viajamos e nos colorimos.
A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.

O poeta
declina de toda responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas
promete ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta,
um verme.
(Nosso Tempo – Carlos Drummond de Andrade)
 

A Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia, ao final do Seminário: Educação e Marxismo, em sua primeira reunião ordinária de 2018, concluída no dia 06 de fevereiro, aprova e delibera as seguinte resoluções:

O momento político vivido no mundo hoje é de agravamento de todas as contradições fundamentais, particularmente da que opõe o imperialismo, principalmente ianque, contra todas as nações e povos oprimidos do mundo, mas também agrava-se a contradição interimperialista, particularmente entre a superpotência hegemônica EUA e a superpotência atômica Rússia. Frente a tal situação o único caminho que resta aos povos oprimidos do mundo é a rebelião popular para derrotar a subjugação de toda e qualquer dominação imperialista.

A situação política em nosso país, derivada da situação internacional, é de um agravamento sem precedentes da disputa entre as classes dominantes, disputas essas que têm conduzido à violação de sua própria legalidade reacionária. Frente a tal agudizamento só resta às classes oprimidas de nosso país intensificar a luta de classes como forma de resistência e de conquista de nossos direitos, compreendendo cada vez mais que somente uma Grande Revolução pode livrar o Brasil da fome e da miséria e da subjugação nacional.

O atual gerente de turno, o bandido Michel Temer, promove ataques sem precedentes aos poucos direitos que restam ao povo, direitos esses conquistados, todos eles, ao longo de décadas de luta da classe operária, do campesinato e da juventude estudantil. No entanto, apesar da unidade das classes dominantes quanto a definição de cortes de direito, a gerência Temer encontra-se totalmente instável e sem a mínima base social, e que, portanto pode ser derrotada, tanto nos ataques à previdência social, nas ameaças de fechamento das universidades públicas como, também, no projeto de falsa-regulamentação do pedagogo.

O ano eleitoral, nessa farsa de democracia que vivemos em nosso país, é apenas uma ilusão apresentada de dois em dois anos ao povo, como se tivéssemos de fato o direito de escolher nossos governantes; a única questão que está em jogo, nessas eleições, é qual representante das próprias classes dominantes irá segurar o chicote no próximo mandato de turno. A única alternativa para o povo é a luta combativa e revolucionária.

O segundo semestre de 2017, foi um período de lutas e vitórias para o movimento estudantil brasileiro, que diante de um quadro geral de ataques conseguiu importantes vitórias, particularmente, na luta contra o fechamento da UERJ e na luta contra a falsa regulamentação da profissão do pedagogo. A ExNEPe logrou levantar a luta mais importante de sua história, que se expressou em Dia Nacional de Luta, o 23 de novembro, no qual houveram manifestações em 16 cidades de 10 estados de nosso país. A audiência pública em Brasília também foi uma importante derrota para a gerência Temer, pois mostrou a força da pedagogia e nos mostrou perspectivas concretas para derrotarmos esse projeto reacionário.

No movimento estudantil em geral, vemos o afundamento e o fracasso completo do velho movimento de Une e outras siglas falidas. Em seu dia nacional de luta, a Une (ex-governista, desempregada, mas que continua oportunista) não mobilizou nem 6 cidades do país. Essa entidade falida que congrega a juventude de todos os partidos eleitoreiros do Brasil, não tem força nem disposição de se levantar contra os ataques de Temer à educação. Como todo o campo do oportunismo, vende a falsa ideia de que somente nas urnas, isto é, votando em seus candidatos, o país poderá sair da crise.

No movimento de pedagogia, por outro lado, todas essas contradições também se expressam e desde o 37º ENEPe se intensificou a luta entre as correntes e posições. Essa luta não é ruim, é boa e decisiva para o desenvolvimento e salto de qualidade necessário ao movimento estudantil brasileiro. Durante o próprio 37º ENEPe, o campo autodenominado “MEPe”, juntamente, com a chamada “esquerda” da Une, tentaram implodir o Encontro, atacando o tempo todo a maioria consolidada da ExNEPe. Não conseguiram implodir o Encontro que foi vitorioso e aprovou o referido plano de lutas, cumprido com vigor e combatividade pela ExNEPe.

 

O triste fim de um projeto de conciliação de classes - Editorial AND nº 204

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Lulatemerdilma

Reproduzimos abaixo Editorial de A Nova Democracia nº 204 por se tratar de uma análise científica sobre a condenação de Luiz Inácio em segunda instância. Ademais, temos claro que essa condenação expressa maior pugna e conluio entre as diferentes frações das classes dominantes no Brasil, o manejo destas pelo imperialismo ianque e, como apontado por AND, a tentativa de atrair as massas para a farsa eleitoral e dar sobrevida ao apodrecido velho Estado brasileiro em ruínas.

Eleição Não! Revolução Sim!


Editorial - O triste fim de um projeto de conciliação de classes

Redação de AND
31 Janeiro 2018

Nota: Publicamos antecipadamente o Editorial da edição nº 204 de AND por ocasião da condenação em segunda instância de Luiz Inácio. A edição 204 que estará nas bancas a partir de segunda-feira, 05/02.

A polarização que se gerou em torno do processo movido pela Procuradoria-geral da República (PGR) e recebido pelo judiciário na figura do juiz Sérgio Moro terminou contribuindo para que as paixões falassem mais alto do que os fatos. De fato, isto não se tratou de uma estupidez que fez de Luiz Inácio e do PT vítimas de perseguição política, como querem alguns analistas. Muito ao contrário, obedece ao plano desesperado de um establishment dividido, que busca viabilizar a eleição de um presidente mais confiável, pela sigla do Partido Único, preferencialmente do PSDB.

Qual plano? Manter sobre ataque Luiz Inácio e o PT para dar-lhes palanque, fortalecendo-os como um perigo e uma ameaça de seu retorno à presidência do país. Para que? Para produzir o voto útil num candidato do PSDB. Caso a candidatura de Luiz Inácio cresça a ponto de ameaçar ir com muita força para o segundo turno, farão como fizeram com o impeachment de Dilma e com a condenação de Luiz Inácio em questão, inviabilizando sua candidatura. As classes dominantes exploradoras e opressoras exibem seu “Estado Democrático de Direito” para violar seu marco constitucional, legal, quando se apresenta necessário fazê-lo.

Para se demonstrar o caráter farsesco deste julgamento, sem efetivamente entrarmos no mérito e muito menos nas responsabilidades do PT e de Luiz Inácio nos casos de corrupção envolvendo a Petrobras e empreiteiras, temos que voltar a 2002 quando da primeira eleição de Luiz Inácio ao gerenciamento do Estado brasileiro.

Depois de três disputas malsucedidas levantando bandeiras de históricas reivindicações do povo brasileiro, tal como a reforma agrária, além da retórica do radicalismo pequeno-burguês, o PT resolve elaborar um projeto de declarada conciliação de classes, aproveitando do crescente descontentamento popular com as péssimas condições de vida, situação agravada pela crise cambial resultante de oito anos de gerenciamento do PSDB, abalando sua viabilidade eleitoral.

Em primeiro lugar, montou uma chapa tendo como vice um representante da grande burguesia, na sua fração burocrática, José de Alencar. Num segundo momento, para tranquilizar o “mercado” e a Embaixada ianque, assinou a “Carta aos brasileiros”, expressando seu acordo à política de subjugação nacional imposta pelo imperialismo, principalmente ianque. Daí para frente autodenominando-se “lulinha paz e amor”.

Foi eleito e cumpriu com o juramento, respeitando todos os contratos firmados pelo gerenciamento de Cardoso com o FMI, Banco Mundial e a Casa Branca. Colocou um latifundiário no Ministério da Agricultura, agraciou o mercado colocando a raposa Henrique Meirelles, recém-eleito deputado federal pelo PSDB, a tomar conta do galinheiro, ou seja, do Banco Central.
 

Homenagem à companheira Remís em Recife

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Na tarde deste sábado dia 27/01 a Associação dos Funcionários, Posseiros e Moradores da Zona 6 - UFRPE em Nova Morada, juntamente com o Movimento Estudantil Popular Revolucionário e o Movimento Feminino Popular organizaram uma homenagem à companheira Remís Carla, relembrando seu exemplo de lutadora do nosso povo, sua convicção e trabalho incansável pela transformação de nossa sociedade.

 A companheira Remís era uma das diretoras da Associação que lutava por garantir a propriedade da área ocupada há anos pelos moradores em um terreno abandonado pela UFRPE. O primeiro a se pronunciar foi o presidente da Associação, relembrando o quanto a companheira Remís foi importante e dedicou-se a luta de Nova Morada, sendo assim, um grande exemplo que representa verdadeiramente aquela comunidade. A companheira foi uma das fundadores da Associação de Moradores, reconhecendo a importância da organização do povo para travar essa luta e conquistar a posse dessas casas, e a isso ela se dedicou.

 Nas falas durante o ato, a companheira Remís foi relembrada enquanto estudante revolucionária, que sempre se vinculou às massas de nosso povo, lutando não só pelas terras de Nova Morada como também dando apoio aos camponeses pobres de nosso país, e como professora em formação, estudante de pedagogia, esteve sempre na linha de frente das lutas em defesa de uma educação que sirva ao povo, atuando na Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia, e seguirá ganhando batalhas após sua morte, pois segue conosco em seu exemplo e seus ideais.

 Segundo um dos presentes, “foi graças à organização e mobilização popular que pudemos encontrar o corpo de nossa companheira e dar-lhe um enterro digno, prestar-lhe as nossas homenagens. Se dependêssemos do “esforço” desse velho Estado, o covarde assassino já teria fugido, como tentou fazer, e a família da companheira não teria tido ainda o direito encerrar a angústia de seu desaparecimento e de saber o que aconteceu”.

 Só com mobilização e organização pudemos encontrá-la, assim como só com mobilização e organização é que tem resistido e que poderão chegar à vitória os moradores de Nova Morada. Assim é para o nosso povo, pois este velho Estado não serve a nós, urge derrubá-lo, varrer toda a podridão, e erguer em seu lugar o Novo Poder, uma Nova Democracia. Nisso a companheira Remís acreditava, e por isso ela lutava.

 Ergueremos cada vez mais alto essas bandeiras de luta! Até que nosso povo tenha não só moradia, terra, saúde, educação, como também o Poder!

Foi relembrado que a luta por encontrar Remís acabou, mas segue a luta por justiça! Na próxima sexta-feira, dia 02/02, nos encontraremos na ALEPE para uma Audiência, onde denunciaremos a cumplicidade desse velho Estado com o assassino, quando nada fez para proteger Remís, e novamente nada por encontrá-la, chegando a sugerir que suas denuncias de agressão eram falsas, e que ela mesma era responsável por seu desaparecimento e sua morte.

 A homenagem foi encerrada com um culto religioso de consolação das famílias, e todos foram unânimes em afirmar:  

Companheira Remís, presente na luta!

Apresentao2

   

Divulgado poema do professor Saibaba escrito na prisão de Nagpur (Índia)

Retirado e traduzido de Dazibaorojo08.blogspot.com

saibaba

Mãe, não chores por mim

Quando venha me ver, 
mãe, não chores por mim.
Não pude ver bem seu rosto
pela janela de fibra de vidro.
Se você olhasse meu corpo aleijado
Chore, mãe, não por minha ausência em casa;
Quando eu morava em casa
Eu tive muitos amigos
pelo mundo,
mas preso nesta prisão,
Anaa Cell
Ganhei muitos outros amigos
em todo o planeta;

Mãe, desespere-se,
mas não por causa da minha saúde debilitada;
quando na minha infância
você não podia pagar por um copo de leite
você me alimentou com suas palavras
com força e coragem.

Neste momento de dor e sofrimento
Eu ainda colho das forças com que
você me alimentou
Mãe, não perca a sua esperança;
Percebi que a prisão não é a morte,
mas meu renascimento,
e irei para casa,
no seu colo que me alimentou,
com esperança e coragem.

Mãe, não temas pela minha liberdade;
diga ao mundo
que minha liberdade perdida
É a liberdade conquistada para as massas.
Como todos aqueles que estão do meu lado
faça da sua causa a miserável da terra
em que minha liberdade é sustentada.

"Escrito depois que você veio me ver através da janela da sala de visita da prisão em 14 de novembro de 2017. Espero que alguém a traduzisse por você. Mãe, me perdoe por escrever isso em uma língua estrangeira que você não entende. Que posso fazer? Não consigo escrever no doce idioma que você me ensinou na minha infância em seu colo. Seu filho com amor"

G.N. Saibaba
Anda cell, Prisão Central de Nagpur
Dezembro, 2017.

 



Sobre a prisão do professor GN Saibaba, o jornal A Nova Democracia publicou na sua edição nº  185:

"Uma reportagem da agência indiana IANS informou neste 8 de março que o professor G.N. Saibaba – prestigioso intelectual revolucionário e democrata consequente – e mais quatro pessoas, dentre eles um estudante membro da União Democrática de Estudantes e um jornalista, foram condenados à prisão perpétua pelo Tribunal de Sessões de Gadchiroli (Maharashtra).

O professor G.N. Saibaba, 47 anos, possui paralisia em 90% do corpo e não pode se locomover sem cadeira de rodas. Ademais, vem sofrendo com problemas de saúde agravados pelas duas vezes que ficou encarcerado, a primeira entre maio de 2014 e junho de 2015, e a segunda entre dezembro de 2015 a abril de 2016. Saibaba chegou a ser internado em fevereiro último no Hospital Rockland, em Delhi, onde foi constatada uma pancreatite aguda que necessitará operação nos próximos meses.

Esta criminosa sentença é um ataque frontal às liberdades democráticas tão caras ao professor Saibaba, que critica duramente a escalada fascista e reacionarização do velho Estado indiano, seus crimes contra o povo, os revolucionários e os democratas.

Tal como afirmamos em AND nº 174, toda a perseguição sobre G.N. Saibaba é a prova de que o velho Estado indiano, de tão podre, reprime ferozmente até mesmo os democratas, e que sua desculpa de “combater os maoístas” significa, na verdade, combater todo e qualquer vestígio de direitos democráticos para manter a Índia afundada na semicolonialidade e semifeudalidade."

 

Companheira Remis: Presente na Luta! - MEPR/MFP

 

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Nova Morada - Recife/PE

 

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BR101, Iputinga - Recife/PE

 

Homenagens Internacionais a Companheira Remis

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Diversas organizações e movimentos democráticos e revolucionários pelo mundo tem se manifestado em repudio ao assassinato da companheira Remis Carla. Em franca demonstração do verdadeiro internacionalismo proletário, se solidarizam com a dor de seus companheiros de luta e familiares e também se unem a nos no ódio de classe contra o velho Estado brasileiro burguês-latifundiário e esta podre sociedade patriarcal a qual lhe serve. Reproduzimos a seguir as manifestações das quais já tomamos conhecimento.

A 26 de Dezembro de 2017, a Frente de Estudantes Revolucionaria e Popular (FERP) do Chile, traduziu para o espanhol e publicou as notas do MEPR e MFP sobre o assassinato da companheira e também a nota sobre o seu funeral.

Como introdução a nota, afirmam: "Con profundo pesar traducimos el comunicado del Movimiento Estudiantil Popular y Revolucionario (MEPR) y el Movimiento Femenino Popular (MFP) de Brasil, organizaciones que bregan por la Revolución de Nueva Democracia en ese extenso país, al igual que nosotros, y que en los últimos días han perdido a una de sus mejores jóvenes combatientes, a una gran hija del pueblo dedicada completamente a la causa revolucionaria del proletariado a su corta edad, quien fue asesinada y oculta por su ex novio. Saludamos a todos los compañeros y compañeras del MEPR y del MFP y expresamos que, al igual que a ustedes, esta muerte no hace más que llenarnos de odio contra el patriarcado que oprime a la mitad del mundo y contra el viejo Estado, responsable también de la muerte de estas y tantas otras hijas del pueblo."

"Com profundo pesar, traduzimos o comunicado do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e do Movimento Feminino Popular (MFP) do Brasil, organizações que brigam pela Revolução de Nova Democracia neste extenso pais, assim como nos, e que nos últimos dias perderam uma de suas melhores jovens combatentes, uma grande filha do povo, dedicada completamente a causa revolucionaria do proletariado na sua pouca idade, que foi assassinada e oculta por seu ex-namorado. Saudamos a todos os companheiros e companheiras do MEPR e do MFP e expressamos que, assim como vocês, esta morte não faz mais que nos encher de ódio contra o patriarcado que oprime a metade do mundo e contra o velho Estado, responsável também pela morte desta e de tantas outras filhas do povo."

 

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Em uma segunda nota, veiculada no inicio de janeiro afirmam:

"Desde distintas organizaciones revolucionarias de Chile enviamos un saludo y homenaje a la compañera Remis Carla, militante del MEPR y MFP de brasil, incansable revolucionaria y maoísta asesinada y oculta por su ex novio el mes pasado.

A los 24 años fue arrancada de este camino, sin embargo seguirá viva en cada una de nosotras y nosotros, en cada acción que contribuya a la revolución, así también en nuestra tarea de luchar diariamente contra el patriarcado, producto de esta sociedad dividida en clases en que vivimos, en nuestra implacable batalla contra el imperialismo y todos los que oprimen al pueblo.

Sabemos que hoy su asesinato es culpa también del viejo Estado brasileño que no protege a las mujeres populares en ninguno de sus aspectos, luchamos firmemente por construir una sociedad nueva. ¡Aplastar el imperialismo y el patriarcado con la Revolución Proletaria!"

Desde distintas organizações revolucionárias do Chile enviamos uma saudação e homenagem à companheira Remis Carla, militante do MEPR e do MFP no Brasil, incansável revolucionária e maoísta assassinada e oculta por seu ex-companheiro no mês passado.

Aos 24 anos, foi arrancada deste caminho, no entanto, seguira viva em cada uma de nos, em cada ação que contribua com a revolução, assim também em nossa tarefa de lutar diariamente contra o patriarcado, produto desta sociedade dividida em classes em que vivemos, em nossa implacável batalha contra o imperialismo e todos que oprimem o povo.

 

Sabemos que hoje seu assassinato e culpa também do velho Estado brasileiro que não protege as mulheres do povo em nenhum de seus aspectos, lutamos firmemente por construir uma sociedade nova. Aplastar o imperialismo e o patriarcado com a Revolução Proletária!"

Junto com a nota, divulgam um vídeo onde militantes revolucionários erguem a bandeira do Movimento Feminino Popular do Chile e uma faixa com os dizeres "Companhera Remis: Presente na Luta! MJP*FERP". Na belíssima homenagem em vídeo, além de puxarem palavras de ordem, os militantes também cantam um trecho do Hino do MFP em espanhol:" Venceremos ao vil imperialismo / a vitória e do povo e seu fuzil!"  - https://ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com.br/2018/01/homenaje-la-companera-remis-carla.html

A revista alemã Dem Volke Dienen (Servir ao Povo), divulgou a nota completa do MEPR e MFP sobre o assassinato de Remis e também a nota sobre seu funeral traduzidas para o Alemão, além de fotos da pichação do Coletivo Vermelho de Hamburgo. Em seu texto, afirmam que a o assassinato cruel da companheira Remis, "não nos paralisa, mas apenas nutre nosso ódio de classe mais profundo contra o sistema imperialista e patriarcal". Defendendo a militancia revolucionaria de Remis, afirmam:

"Die Genossin hat in ihren jungen Jahren gezeigt, was es bedeutet, dem Volk zu dienen. Sie hat wichtige Aktionen mitgemacht und geführt. Sie hat bewiesen, dass die Pseudotheorie der sogenannten „minderwertigen weiblichen Natur“ nichts weiter ist als ein Mittel der Bourgeoisie, die Frauen weiter in ihren Ketten gefangen zu halten. Genossin Remís Carla war auf das Engste mit den Massen verbunden und wurde von ihnen geliebt. Ihr entschlossener Kampf gegen den Opportunismus, stets die Fahne des Marxismus-Leninismus-Maoismus hochhaltend, unerschrocken und gewillt, alles für die Revolution zu geben; dies alles und vieles mehr macht die Genossin zu einem leuchtenden Beispiel dafür, wie sich Frauen des Volkes entwickeln können, wenn sie nicht nur zu Schwestern im Kampfe erzogen, sondern zu Führerinnen geschmiedet werden."

" Ela participou e liderou ações importantes. Provou que a pseudo-teoria da chamada "natureza feminina inferior" não passa de meios da burguesia para manter as mulheres presas nas suas correntes. A companheira Remís Carla estava intimamente ligada às massas e amada por elas. Sua luta resoluta contra o oportunismo, mantendo sempre a bandeira do marxismo-leninismo-maoísmo, implacável e disposta a dar tudo para a revolução; tudo isso e muito mais faz com que a companheira seja um exemplo brilhante de como as pessoas das mulheres podem se desenvolver se não são apenas educadas em irmãs em batalha, mas são forjadas em líderes".

 Exigindo a puniçao de seu assassino covarde, afirmam: "Dass nun das System, gegen das die Genossin seit Jahren kämpfte, sie nun aus dem Leben gerissen hat; dass die Reaktion des alten brasilianischen Staates nun versucht, ihren Mörder ungestraft davon kommen zu lassen; all dass bestärkt uns nur noch mehr in unserem Kampf gegen den Imperialismus und das Patriarchat!"

"Que agora o sistema, que o camarada luta há anos, agora a tirou da vida; que a reação do antigo estado brasileiro agora está tentando deixar o seu assassino ficar impune; Tudo isso apenas reforça nosso compromisso com nossa luta contra o imperialismo e o patriarcado!" - http://www.demvolkedienen.org/index.php/de/lat-amerika/1974-genossin-remis-hier-im-kampf

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Na pagina da Kommunistiska Föreningen (Associação Comunista) da Suécia, foram divulgadas as imagens da Campanha Cadê Remis, além de fotos do seu funeral e os cartazes do MEPR e do MFP em sua homenagem. Na nota divulgada relembram a militância da companheira Remis junto a LCP do Nordeste e noticiam:  

"Remis deltog också i bonderörelsen LCP:s kamper och arbetade i det revolutionära området Renato Nathan 2016. Hennes begravning hölls den 24 december med mer än  300 deltagare, inklusive militanter från MFP som sjöng organisationens sånger. En stor banderoll med en målning av Remis fanns på plats under begravningen."

"Seu funeral em 24 de dezembro contou com a participação de mais de 300 participantes, incluindo militantes da MFP, que cantavam o hino de sua organização. Uma grande bandeira com uma foto do camarada também foi carregada." - http://kommunisten.nu/2018/01/02/kamrat-remis-narvarande-i-kampen/

Ao final, reproduzem as consignas:

Paulo César mördare, du kommer att betala!
Paulo Cesar assassino, você vai nos pagar!

Ned med den gamla ruttna bourgeois-godsägarstaten!
Abaixo velho Estado burguês-latifundiário!

Kamrat Remís Carla närvarande i kampen!
Companheira Remis Carla presente na luta!

 

Companheira Remis: Presente na luta!

 

Viva o internacionalismo proletário!

 


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