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FERP: GRANDES LUTAS DA CLASSE OPERÁRIA E DO POVO

Seguimos com a publicação de artigos do Boletim La Rebelión se Justifica Nº 3 publicado pela Frente de Estudantes Revolucionária e Popular - FERP (Chile) disponível no sítio de internet: https://ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com

 



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[Situação Nacional]

GRANDES LUTAS DA CLASSE OPERÁRIA E DO POVO

O mês de Novembro tem sido de ricas experiências de luta para a classe operária de nosso país.

Os funcionários públicos se mobilizaram por várias semanas por um reajuste salarial digno. Ainda que sua demanda inicial foi de um reajuste de 7%, frente a 3,2% proposto pelo gerenciamento de Bachelet, a ratazana revisionista de Figueroa e companhia se encarregaram de desviar e conter a raiva dos trabalhadores, contentando-se finalmente com os 3,2%.

Porém nem o mais calejado revisionista pode com a massa enfurecida. Já o 4 de Novembro demonstrou o ânimo das massas, e no momento que a direção da CUT selava o fim da greve, milhares de trabalhadores cercavam La Moneda [NT: palácio presidencial chileno] com enfrentamentos diretos às forças policiais. Com grande instinto de classe, as massas expulsaram da manifestação Figueroa e seu séquito.

Por outro lado, os trabalhadores da Homecenter iniciaram uma greve a nível nacional pela mesma demanda, sendo duramente golpeados pelo grupo Solari e seus serventes na gerência da empresa, os quais em um vídeo chamaram a encerrar a greve do modo mais baixo, despertando o ódio das massas.

 

ExNEPe: CARTA ABERTA DA REUNIÃO DA EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE PEDAGOGIA

IMPULSIONAR A REBELIÃO ESTUDANTIL!
Preparar a Greve Geral para derrotar a gerência Temer e suas políticas antipovo!


MEPe

Maceió, 04 de dezembro, 2016

“Toda noite tem aurora,
Raios – toda a escuridão.”
(O Século, Castro Alves)

“No meio do caminho uma pedra apareceu,
no meio do caminho uma pedra pareceu ser o caminho.
Pedras são sonhos na mão, voam na imensidão,
ideias que ganham vida e criam asas.”
(Pedras e Sonhos, El Efecto)

 

Nós da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia, reunidos em Maceió, capital de Alagoas, terra de Zumbi, Dandara e Ganga Zumba:

Saudamos calorosamente os estudantes e a juventude brasileira em luta!

Saudamos todas as escolas e faculdades ocupadas – pequenos e desafiantes quilombos da juventude combatente!

Saudamos os professores e técnicos em greve, especialmente aqueles que tem apoiado ativamente a luta das ocupações estudantis!

Saudamos a classe operária, os trabalhadores, os camponeses, povos indígenas e quilombolas que estão em luta por todo o nosso país!

Saudamos as estudantes e os estudantes de pedagogia de todo o Brasil que vêm se colocando na linha de frente em defesa de uma educação pública, gratuita e a serviço do povo!

Companheiras e companheiros,

Vivemos momentos históricos! O governo Temer, gerência ilegítima, corrupta, vende-pátria e antipovo prepara um aprofundamento dos ataques aos direitos conquistados com a luta popular. A PEC 55 levará a um sucateamento sem precedentes dos já precários serviços de saúde e educação. A contra-reforma da previdência será um ataque ainda maior aos direitos já adquiridos de nosso povo e uma forma de destinar uma quantidade ainda maior de recursos para o pagamento de juros aos banqueiros dos países imperialistas. Em contraposição a esses ataques, uma poderosa onda de luta estudantil se levantou em todo o Brasil e como primeira vitória política contra o governo Temer forçou o adiamento do Enem para mais de 280 mil estudantes.

Longe de ser um governo forte, capaz de impor sem maiores problemas esses ataques contra o povo, a gerência Temer está se mostrando extremamente frágil. O governo seguramente não terá dificuldades para aprovar a PEC 55 nesse Congresso reacionário e corrupto, mas para eles será impossível aplicá-la. A chamada “PEC da morte” será a morte do governo e não do povo! Afinal essas medidas não solucionam a crise, ao contrário o que provocarão será o seu aprofundamento. Temer está amarrando cordas para se enforcar, pois o povo não aceitará pacificamente essa retirada de direitos.

As lutas por todo o Brasil vão ganhando maior combatividade, massividade e radicalidade. A manifestação de 29 de novembro em Brasília fez o governo Temer tremer! Escudos, pedras, carros virados e coquitéis molotov! Essa é a resposta da juventude combatente aos ataques do governo. O MEC foi ocupado pelos estudantes e o ministro Mendoncinha teve que se refugiar no 8º andar do prédio! É o espírito de 2013 de volta, por isso repetimos o que dissemos naquele ano: “Nada será como antes!”.

 

FERP: LEVANTAR OS CENTROS ESTUDANTIS PARA A LUTA

Seguimos com a publicação de artigos do Boletim La Rebelión se Justifica Nº 3 publicado pela Frente de Estudantes Revolucionária e Popular - FERP (Chile) disponível no sítio de internet: https://ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com


 

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[Movimento Estudiantil]

LEVANTAR OS CENTROS ESTUDANTIS PARA A LUTA

O movimento estudantil secundarista este ano tem demonstrado grande disposição para enfrentar as forças policiais do velho Estado, para lutar por suas reivindicações econômicas, para se unir as lutas do povo e para denunciar com indignação e combatividade a farsa eleitoral. Grande coragem que é necessária para defender como se deve os interesses dos estudantes e do povo.

Cada vez mais são os centros estudantis que lutam por romper a opressão e a perseguição dos diretores e inspetores, que por todos os meios impedem aos estudantes de sair às ruas para lutar pelo justo, aplicando rigorosamente as ordens do velho Estado. Cada vez mais é necessário conquistar centros estudantis para a luta!

Se um Centro Estudantil tem a linha revolucionária, poderá vencer todas as dificuldades. Para isto deve mobilizar as massas, organizá-las e politizá-las com confiança plena em seus companheiros e desprezo pelo papel reacionário dos diretores. Deve desmascarar aos diretores que se fazem os "benfeitores" para apagar a luta dos estudantes, e denunciar os diretamente repressores.

Se requer que os revolucionários mantenham firme direção combativa e conquistem os centros de estudantes em todo o país. Mas nos lugares onde o velho Estado tentará sufocar a luta combativa, como em Santiago Centro, San Miguel, Providencia, Temuco, etc, com políticos podres de fascistas como Alessandri, promovido este ano a prefeitura para continuar o trabalho repressor aplicado por Carolina Tohá, dentro do plano desmobilizador do Estado latifundiário-burocrático.

Para isto deve manter sua independencia dos diretores, da municipalidade, fundações e apoiadores, princípio irrenunciável. É também tarefa tomar posição pelo povo e as massas oprimidas, como uma organização classista e popular, disposta a servir ao povo, apoiando greves e unindo-se às massas operárias e camponesas.

Importância especial tem que as jóvens secundaristas e revolucionárias tomem a consigna de Despertar a fúria revolucionária da mulher! para dirigir, junto aos seus companheiros, com grande audácia e combatividade, o movimento secundarista pelo caminho da revolução.

 

MEPe: REUNIÃO DA EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE PEDAGOGIA UNIFICA OS ESTUDANTES EM TORNO DA LUTA

Retirado de Facebook.com/MEPeBrasil

Nos dias 3 e 4 de Dezembro, aconteceu na UFAL ocupada,em Maceió, Reunião da executiva nacional dos estudantes de pedagogia – ExNePe.

No momento extraordinário que vivenciamos no país, onde os estudantes tem tomado a linha de frente na defesa do ensino públicoe gratuito, através das ocupações de escolas e universidades, realizar tal encontro da ExNePe dentro de uma ocupação é bastante simbólico.
Seguindo o espírito combativo que o Movimento estudantil de Pedagogia defendeu na luta contra a imposição das DCN'sem 2006, os estudantes discutiram a importância do momento político atual e sobre a necessidade de impulsionar ainda mais essas lutas, colocando o MEPeà frente como porta-voz do movimento estudantil brasileiro.
Os estudantes do Vale do São Francisco, Maceió, Caruaru, Recife, Bahia, Goiás e Minas Gerais falaram sobre as ocupações de suas respectivas regiões, deixando claro a importância da atuação do MEPe nessas lutas e o cumprimento do plano de lutas deliberado no 36° ENEPe em Rondônia.
Partindo do balanço e discussões dos dois dias de reunião, os estudantes de pedagogia deliberaram um calendário de atividades tendo como primeira grande tarefa a realização de combativa manifestação no dia 13 de Dezembro, contra a PEC 55 e em defesa do ensino público, gratuito, democrático e a serviço do povo.

 


Clique na imagem e confira o vídeo produzido pela ExNEPe 2016.

 

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FERP: PREPARAR AS BRIGADAS DE APOIO POPULAR (BAPs) | QUEM ESTUDA A TERRA DEVE RECUPERÁ-LA PARA O POVO

Seguimos com a publicação de artigos do Boletim La Rebelión se Justifica Nº 3 publicado pela Frente de Estudantes Revolucionária e Popular - FERP (Chile) disponível no sítio de internet: https://ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com



 

[Servir ao Povo]

PREPARAR AS BRIGADAS DE APOIO POPULAR (BAPs)

Os estudantes revolucionários devem servir ao povo de todo coração, isto é apoiar suas lutas e unir-se as massas pobres do campo e da cidade.

Devemos compreender que a luta por uma educação gratuita e a serviço do povo só poderá triunfar na medida em que nos unamos todos os pobres do Chile contra nossos inimigos em comum (Grande Burguesia, Latifundiários e Imperialismo) e varramos com as três montanhas que nos oprimem.

Hoje o setor do povo que está lutando mais combativa e resolutamente é o povo Mapuche, que heroicamente toma as terras do latifúndio e as trabalha para suas comunidades, enfreantando-se ao velho Estado e suas forças repressivas diariamente.

A luta Mapuche é pela terra e pela autodeterminação, questão que devemos apoiar, recalcando que a autoterminação só será possível com o triunfo da Revolução de Nova Democracia, pelo que se requer unir ao povo Mapuche e chileno para derrocar o velho Estado. Esta união só poderá ser forjada no calor da luta de classes, construindo a organização que agrupe aos pobres de norte a sul.

É por isto que como estudantes revolucionários impulsionamos as Brigadas de Apoio Popular (BAPs) durante as férias de inverno e verão, como viagens de trabalhos político-voluntários a comunidades Mapuche para apoiar a sua luta.

Buscamos por um lado servir ao povo e a comunidade em particular, como também forjarnos como revolucionários ao calor da luta pela terra das comunidades e das experiências de luta que nos transmitem os peñi (irmãos) e as lamngen (irmãs).

Chamamos a todos os estudantes democráticos e revolucionários a apoiar as BAPs participando das campanhas de recolhimento de alimentos, de materiais de construção e de dinheiro para financiar e sustentar estas viagens.

Some-se a campanha pelas BAPs! Cada companheiro da FERP estará recebendo contribuições para as brigadas. Se necessitam de alimentos não perecíveis, materiais de construção e limpeza e contribuições financeiras.

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AND: Pôr abaixo Temer e barrar suas medidas antipovo e vende-pátria

Reproduzimos Editorial da Edição nº 182 do Jornal A Nova Democracia disponível no Blog da Redação de AND.


Editorial – Pôr abaixo Temer e barrar suas medidas antipovo e vende-pátria

Editorial, AND nº 182, 2ª quinzena de dezembro de 2016 e 1ª de janeiro de 2017

Neste ambiente de putrefação generalizada nos três podres poderes da semicolônia, gerado por fermentações purulentas em todas as esferas do velho Estado brasileiro, a saída encontrada pelo imperialismo e as classes dominantes lacaias colocando Temer e sua quadrilha no gerenciamento do mesmo, deu com os burros n’água. A emenda foi pior do que o soneto. Temer está apoplético diante das cobranças do PSDB, principal representante dos banqueiros dentro do Partido Único, para fazer passar o pacotaço antipovo e vende-pátria.

É um “jogo de vale tudo” como vimos no conchavão em torno da manutenção de Renan Calheiros à frente do Senado. Neste caso prevaleceu o conluio, entretanto, a pugna é o principal. Engalfinhados, os grupos de poder fazem de tudo para salvarem-se do verdadeiro tsunami em que se transformou o reflexo da crise do imperialismo no país como aguda crise geral do capitalismo burocrático. Vale até jogar “vossas excelências” na arena da “Lava Jato”.

Mas, se tudo estava ruim com o gerenciamento oportunista, os 100 dias sob a direção do bando peemedebista fizeram desabar todos os índices: emprego, PIB, produção industrial, expectativa dos consumidores e dos empresários. Frente a tais indicadores, os “abutres” do mercado, representantes do imperialismo, da grande burguesia (principalmente das finanças), e do latifúndio, passaram a tramar novos distúrbios.

Um ministério composto de crápulas, coordenados pelo latifundiário e chefe de pistoleiros, Padilha, é um verdadeiro telhado de vidro para quem deseja estilhaçá-lo. Até o homem indicado pelo FMI e o Banco Mundial, o quase caquético Meireles, está vulnerável diante do insucesso de seu projeto.

De repente, Meireles passou a ser fritado e, tal como acontece no futebol, quando o presidente do time diz que o técnico está prestigiado, é porque ele já está no olho da rua. E neste caso o próprio presidente está prestes a perder o emprego diante do mau resultado obtido em sua “ponte para o futuro”. Os percalços são tantos que aconteceu o que FHC, personagem do “Consenso de Washington”, isto é, conselheiro lacaio do império ianque, mais temia: a pinguela desabou.

Temer e sua pretensa “ponte para o futuro” que desaba a olhos vistos serão brevemente substituídos por outra solução por ordem dos mesmos que tramaram nos gabinetes, nos monopólios de imprensa e nas ruas a sua ascensão com o impeachment de Dilma. Esta foi alijada no objetivo de aplacar o clamor anticorrupção das classes média e, com isto, pôr um paradeiro na “Operação Lava jato”, que para eles já foi longe demais e ameaça o país com o abismo. Basta ler os editoriais dos principais meios de comunicação e suas reportagens exclusivas com baldes de denúncias de delatores da “Lava jato” e se concluirá que Temer já é passado. Problema de difícil solução nos marcos constitucionais é: quem por direito não estaria nas listas das empreiteiras? Qualquer das opções aventadas chafurda no esgoto da Odebrecht ao lado de Cunha, Maia, Renan, Serra, Aécio, Cabral, Alckmin, Luiz Inácio, et caterva. Em meio a tanta podridão, como será a situação dos membros das instâncias e cortes da justiça?

As ruas estão indóceis com enfrentamentos que apontam para a elevação da justa violência das massas em resposta à brutal repressão do Estado, em todos os níveis, ao protesto popular. O Rio de Janeiro, mais uma vez, foi o palco e a vitrine da ação das massas e da reação do gerenciamento estadual à justa reivindicação dos servidores públicos por seus salários e seus direitos. Cenas que deverão repetir-se nos demais estados e municípios país afora.

Independentemente de quem ocupe o gerenciamento e as altas burocracias deste velho Estado, na atual marcha dos acontecimentos em que o país vai sendo arrastado para a convulsão social, o único recurso das classes dominantes de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo para manter o controle do poder será o incremento da violência reacionária, brutal e covarde contra as massas em luta por seus direitos pisoteados. A crise política já é uma crise não só de legitimidade do governo, mas uma crise de autoridade de todo o sistema político legal vigente, de suas instituições e de seus agentes.

Mais que nunca, este é o momento para os revolucionários conclamarem a todas as pessoas e movimentos populares seriamente comprometidos com a causa democrático-revolucionária, em defesa da classe operária, do campesinato e de todo o povo oprimido, a engrossarem a luta de resistência contra as medidas antipovo e vende-pátria em votação no congresso, contra o golpe fascista em marcha, abandonando as ilusões eleitorais com o incremento do protesto popular através da greve geral e ondas de tomadas de terras dos latifúndios, propagandeando e avançando a luta pela Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista.

 

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FERP: CINCO ANOS DE LUTA REVOLUCIONÁRIA

Seguimos com a publicação de artigos do Boletim La Rebelión se Justifica Nº 3 publicado pela Frente de Estudantes Revolucionária e Popular - FERP (Chile) disponível no sítio de internet: https://ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com

 


 

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[Editorial Nº3]

CINCO ANOS DE LUTA REVOLUCIONÁRIA

Cinco anos transcorreram desde que se constituiu a Frente de Estudantes Revolucionária e Popular (FERP).

A combativa luta do campesinato pobre mapuche, as mobilizações estudantis de 2006 e 2011, as lutas operárias de 2007-08, a luta em povoados e cidades pequenas, é dizer, a infatigável luta das massas, constituem a confirmação de que a Revolução é uma necessiade histórica e tem sido o fermeto do qual nasceu a FERP.

Neste sentido, o ano de 2011 teve especial repercussão para a conformação da FERP. Nasce em meio a luta das massas mais combativas e desenvolvendo um árduo trabalho de luta ideológica para deslindar campos com posições e atitudes direitistas e "esquerdistas", ambas igualmente liquidadoras.

FERP vem se construindo e consolidando passo a passo, sua fundamentação ideológica e política se basea em princípios tomados do marxismo-leninimos-maoísmo, principalmente maoísmo, ao qual aderimos. Isto tem implicado num constante esforço por estudá-lo, assimilá-lo e aplicá-lo principalmente. Este processo se desenvolveu em meio a uma forte luta ideológica contra manifestações alheias a ideologia científica da classe proletária.

São cinco anos nos quais se dirigiu, através de organismos de massas, lutas reivindicativas nos distritos onde FERP se desenvolve, no ensino básico, médio e superior; temos logrado freiar e romper camapnhas repressivas de autoridades apoiando-nos nas massas, avançando e recuando com elas quando corresponde. Lutas concretas, baseando-se em princípios tais como: as massas fazem a história, rebelar-se é justo, servir ao povo de todo coração, por a política no posto de comando.

Sendo a luta política principal, se tem dirigido também importantes lutas contra a repressão policial. Se tem organizado atividades de apoio e solidariedade com distintos setores do povo. Combatemos na teoria e na prática o revisionismo e o oportunismo, combatemos aos liquidadores de "esquerda", e pese a quem peses estes são feitos.

O presente ano tem implicado um importante salto no trabalho de massas entre os estudantes, porém novos problemas e dificuldades fruto do desenvolvimento vão se apresentando, mas que por meio da intensa luta por sua retificação, vão corrigindo e forjando seu contingente.

Novos desafios se impoem, o trabalho de massas exige desenvolver luta política como principal e luta economica como necessária. As massas clamam pela revolução, e esta é uma revolução democrática-nacional na presente etapa. É importante desenvolver a luta reivindicativa por demandas, mas é necessária a luta política para avançar nas tarefas fundamentais.

 

FERP: VIVA A LUTA DOS ESTUDANTES BRASILEIROS!

Reproduzimos declaração de apoio ao movimento estudantil brasileiro e nossa combativa onda de ocupações de escolas e universidades enviada pelos companheiros da Frente de Estudantes Revolucionária e Popular - FERP (Frente de Estudiantes Revolucionario y Popular - Chile) publicada no seu Boletim La Rebelión se Justifica Nº 3, disponível pelo site  https://ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com. Aproveitamos para saudar desde aqui a luta dos estudantes chilenos e em todo mundo. Publicaremos a seguir a tradução dos demais artigos do referido periódico disponíveis na internet.

Viva o internacionalismo proletário!

 


 

FERP

 

VIVA A LUTA DOS ESTUDANTES BRASILEIROS!
Declaração de apoio à justa luta dos estudantes brasileiros

O maior movimento de ocupações de escolas na história do Braisl começou a princípios de Outubro deste ano, completando pouco mais de um mês. Iniciado em um municipio do Estado do Paraná, se extendeu ao resto do país somando o apoio de milhares de trabalhadores. Esta luta enfrenta a assim chamada "reforma do ensino" do governo (gerenciamento de turno) do pró-imperialista Temer e do governador do Estado do Paraná Beto Richa.

A luta dos estudantes enfrenta a aplicação de um conjunto de medidas antipopulares tais como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC241) que pretende congelar o presuposto fiscal em educação e saúde por vinte anos. O impacto disto na educação é um crescente processo de "privatização" que acaba com os mais pobres pagando pela crise.

Já vão mais de 850 escolas ocupadas no Paraná e o movimento se extendeu ao resto do Brasil. Mais de 14 universidades em 12 cidades também foram tomadas pelos estudantes. Professores e funcionários da rede pública de ensino paralisaram seus trabalhos em apoio ao movimento. Violentos despejos aconteceram e através dos meios de imprensa reacionários se tenta isolar e criminalizar o movimento.

Brasil é um país semicolonial dominado pelo imperialismo ianque principalmente. Nada restou da farsa do governo Lula (Partido dos Trabalhadores) de um Brasil potência mundial. A crise econômica hoje em dia é mais profunda e também se dá no terreno da política e no resto da sociedade. O Brasil está sujeito a um capitalismo burocrático, subordinado ao imperialismo, sobre uma base semifeudal. As riquezas do Brasil são entregadas mais e mais a voracidade do capital extrangeiro, deixando pobreza e desolação ao passar. Nas cidades os problemas se agudizam, indenização, aumento da população que vive nas ruas, muita gente sem teto, criminalização e genocídio sobre os mais pobres nas favelas.

As massas do campo clamam pela Revolução Agrária e a luta de classes no campo também se tornou mais aguda. Latifundiários, autoridades governamentais, polícias e pistoleiros a serviço dos primeiros tratam de conter e reprimir a sangue e fogo o movimento camponês combativo. Os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra vem desenvolvendo de forma crescente o protesto popular e sua justa violência revolucionária de massas. É falso que no Brasil se tenha solucionado o problema da terra; nenhum governo tomou nem vai tomar a terra para os camponeses, somente eles em meio de uma tenaz luta tem logrado conquistá-la e caminham com passo firme à Revolução Agrária.

O autentico movimento estudantil no Brasil vem lutando não apenas contra o governo senão também contra as ratazans oportunistas que tratam de freiar ou vender o movimento. Cabe destacar que os estudantes revolucionários tem prestado um decidido apoio ao movimento camponês revolucionário encabeçado pela Liga dos Camponeses Pobres. O movimento estudantil revolucionário conta com uma firme posição classista e levanta princípios tais como Servir ao povo de todo coração e inscreve em suas bandeiras a consigna Rebelar-se é justo!

É importante destacar a participação da mulher nestas lutas, em particular destacar o Movimento Feminino Popular que sob a consigna de Despertar a fúria revolucionária da mulher! tem ocupado postos de direção no atual movimento de luta estudantil pela ocupação de escolas.

Os estudantes chilenos apoiamos com sincero fervor revolucionário a luta estudantil brasileira. Os estudantes revolucionários chamam a fazer um ativo apoio a esta justa luta, denunciando o velho Estado brasileiro e seu atual gerenciamento. Chamamos a organizar debates, panfletagens, pichações e manifestações, e toda forma de protesto que expresse um firme apoio ao legítimo movimento dos estudantes brasileiros.

Viva a luta estudantil e revolucionária no Brasil!

Abaixo o governo pró-imperialista ianque de Temer e suas medidas antipovo!

Rebelar-se é justo!

Eleição não! Revolução sim!

Despertar a fúria revolucionária da Mulher! 

 

Frente de Estudantes Revolucionária e Popular (FERP) - Chile

6 de Novembro de 2016

 

VITORIOSA REUNIÃO DE FUNDAÇÃO DO MEPR EM GUARULHOS!

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Em 10 de Novembro, atividade sobre a Revolução Agrária acontece na ocupação da UNIFESP em Guarulhos.

No último sábado (17), aconteceu na cidade de Guarulhos/São Paulo vitoriosa reunião de fundação do MEPR, contando com a participação de estudantes de diversos cursos da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), além de ativistas e militantes da Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária, do Movimento Feminino Popular e da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo.

Durante as saudações na reunião, foi ressaltado a importância deste acontecimento em meio à situação revolucionária que se desenvolve formidávelmente no país e à crise geral do imperialismo. Com o aproximar da  bancarrota completa do gerenciamento Temer, de PMDB e quadrilha, que se afunda cada vez mais no mar de lama  da crise política, econômica, social e moral do capitalismo burocrático no Brasil e todas as instituições do seu velho Estado podre e reacionário. Em meio a toda essa podridão, a construção das organizações revolucionárias da juventude e do movimento estudantil são importantíssimas para o avançar da luta popular combativa e independente.

Nestes 21 anos desde o rompimento com o oportunismo eleitoreiro de UNE/UBES e o nacional-reformismo, e 15 anos de conformação do Movimento Estudantil Popular Revolucionário, temos marchado a passo firme sob a bandeira de que REBELAR-SE É JUSTO e reafirmando a todo momento nossos princípios de Servir ao Povo de todo coração e Ser tropa de choque da Revolução! Por isto, acreditamos que o expandir do MEPR até Guarulhos é fruto não apenas do intenso trabalho de propaganda revolucionária desenvolvido há vários meses na região por dedicados ativistas sob a bandeira da Revolução de Nova Democracia, mas também fruto e reflexo do próprio desenvolvimento da situação revolucionária no nosso país.

Quando os governantes já não podem mais governar como antes, e o povo já não aceita mais ser oprimido como antes (Lênin), cada vez mais a propaganda da Revolução é compreendida, erguida e defendida por estudantes, operários e camponeses em todo o país. Por isto temos a convicção de que caminhamos no rumo certo da libertação de nosso povo, nossa nação e de toda a humanidade, para por fim a esta ordem de opressão e exploração, de burgueses e latifundiários e seus amos imperialistas, e por criar um mundo novo e justo.

VIVA A JUVENTUDE COMBATENTE!
VIVA O MOVIMENTO ESTUNDATIL POPULAR REVOLUCIONÁRIO!

ABAIXO O GOVERNO TEMER E SUAS MEDIDAS ANTIPOVO!
VIVA A REVOLUÇÃO DE NOVA DEMOCRACIA!

REBELAR-SE É JUSTO!

 

RO: Prisão arbitrária de camponeses do Acampamento Enilson Ribeiro

Publicamos na íntegra a nota da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental denunciando as prisões arbitrárias de camponeses do acampamento Enilson Ribeiro. Na nota a LCP também denuncia a escalada de repressão ao movimento camponês que tem sido levada a cabo desde que o fascista Ênedy Dias assumiu o comando geral da PM de Rondônia, bem como o sujo papel que vem cumprindo a imprensa a soldo do latifúndio, caluniando a LCP e os camponeses e acobertando os incontáveis crimes do Estado, latifundiários e pistoleiros. Fazemos um chamado a que estudantes, professores, operários e demais trabalhadores apoiem resolutamente a luta camponesa e repercutam as denúncias dos crimes desse velho Estado burguês-latifundiário contra os lutadores do povo. Nesse momento de aguda crise econômica, política, social e moral em nosso país, reafirmamos com convicção redobrada que O Brasil precisa de uma Grande Revolução! E essa Revolução começa invariavelmente pela Revolução Agrária!

 

Todo apoio aos camponeses do acampamento Enilson Ribeiro!

Contra a crise: Tomar todas as terras do latifúndio!

Morte ao latifúndio! Viva a Revolução Agrária!


Jaru, 14 de dezembro de 2016

Prisão arbitrária de camponeses do Acampamento Enilson Ribeiro

 

Na manhã de hoje recebemos a informação de que vários camponeses do Acampamento Enilson Ribeiro foram presos arbitrariamente. A advogada popular Lenir Correia ligou na delegacia de São Miguel do Guaporé e confirmou a prisão de vários trabalhadores, sob a acusação de serem lideranças do acampamento e de terem provocado danos à fazenda Bom Futuro. Mas até o momento, não conseguimos confirmação dos nomes nem da quantidade de camponeses presos.

Breve histórico do Acampamento Enilson Ribeiro 

Em julho de 2016, mais de 100 famílias ocuparam as terras do latifúndio Bom Futuro, de 11.500 hectares, na linha 14, Km 13, no município de Seringueiras. Quem se diz o dono das terras é Augusto Nascimento Tulha, médico reformado do Exército, um dos maiores grileiros de terra pública da região – fato confessado por ele na frente de um procurador da república, durante reunião na câmara municipal de São Miguel do Guaporé, em julho passado. O Incra entrou na justiça para retomar estas terras para reforma agrária, mas o processo se arrasta há 6 anos. Porém, em menos de 48 horas o juiz agrário Jorge Leal assinou uma liminar criminosa e sanguinária contra o Acampamento Enilson Ribeiro, e em apenas 4 dias o gerente estadual Confúcio Moura (PMDB) e o comandante geral da PM Ênedy Dias mobilizaram aparato de guerra contra as famílias. Mais de 150 policiais militares e ambientais, fortemente armados, cercaram o acampamento, atacaram homens, mulheres e crianças com bombas de “efeito moral” e gás lacrimogêneo, com tiros de borracha e de munição mais letal. Em um helicóptero, policiais fizeram voos rasantes e dispararam aleatoriamente em direção ao acampamento, com armas de guerra. O aparato repressivo do velho Estado e para-militar dos latifundiários impuseram verdadeiro terror aos acampados e à população de Seringueiras. Cercaram o Acampamento por vários dias, impedindo a entrada até de alimentos e remédios para as famílias. Impuseram toque de recolher na cidade e espalharam calúnias, mentiras e desinformações contra os camponeses em luta pelo sagrado direito à terra. A advogada popular Lenir Correia sofreu graves ameaças de morte. 5 camponeses foram presos arbitrariamente, 3 dos quais seguem encarcerados até hoje.

É urgente que camponeses, operários, estudantes, professores, trabalhadores em geral, pequenos e médios comerciantes, ativistas de movimentos populares e democratas de Rondônia e todo o país se levantem em defesa dos camponeses presos e demais famílias do Acampamento Enilson Ribeiro.

 


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