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RJ: Campanha Internacional em apoio à Resistência Palestina

Divulgamos a seguir imagens tiradas no Rio de Janeiro de pichações feitas como parte da campanha internacional apoio à Resistência Palestina que, desde o mês passado, teve novas e maiores proporções, com a convocação, pelo Hamas, de uma nova Intifada. Este novo levantamento de massas no Oriente Médio se dá contra a decisão do genocída Donald Trump de decretar Jerusalém como capital de Israel. Em todo o mundo as massas se levantam em denúncia a mais este crime da superpotência imperialista USA.

FORA DE GAZA ISRAEL FASCISTA!

VIVA A HERÓICA RESISTÊNCIA PALESTINA!

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GO: Exitosa celebração dos 37 anos de Guerra Popular no Peru

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Estudantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário-GO realizaram no dia 09/12 homenagem aos 37 anos de Guerra Popular no Peru, continuando com a Campanha Internacional em Defesa da Vida e Saúde do Presidente Gonzalo.

Iniciada em 1980, sob chefatura do presidente Gonzalo, dirigida pelo Partido Comunista do Peru, a Guerra Popular permanece em curso mesmo diante da prisão de sua chefatura, o presidente Gonzalo, iluminando o caminho para a Revolução Mundial rumo ao comunismo, demonstrando que não existe derrota definitiva para o proletariado e a guerra popular vencerá inevitavelmente.
Durante a celebração os estudantes ressaltaram a importância dos aportes do presidente Gonzalo, principalmente, de sua contribuição em sintetizar o pensamento Mao Tsetung, como era concebido na época, elevando-o à terceira, nova e superior etapa do marxismo, o Marxismo-Leninismo-Maoísmo; a construção de forma concêntrica dos três instrumentos necessários à Revolução: o Partido Comunista, o Exército Popular e a Frente Única Revolucionária, sendo o Partido o centro e dirigindo absolutamente o outros dois instrumentos; e a formulação da necessidade do Pensamento Guia nas Revoluções de cada país, sendo este a aplicação criadora do Marxismo-Leninismo-Maoísmo a realidade concreta de cada país.

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Ressaltaram o papel essencial da mulher na revolução saudando a grande dirigente do PCP e do Exército Guerrilheiro Popular (EGP), camarada Norah, por sua contribuição ao Partido e a Revolução Peruana. Dedicaram também em suas intervenções homenagem à companheira Sandra Lima, dirigente e fundadora do Movimento Feminino Popular, que em seus mais de 40 anos de luta, dedicou sua militância à construção da Revolução Brasileira nas mais variadas frentes de luta do povo.
 

LCP/MFP - Norte de Minas: NOTA DE CONSTERNAÇÃO E REPÚDIO PELO ASSASSINATO DA COMPANHEIRA REMÍS CARLA

NOTA DE CONSTERNAÇÃO E REPÚDIO PELO ASSASSINATO DA COMPANHEIRA REMÍS CARLA

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Nós, companheiras e companheiros da LCP - Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia e do MFP – Movimento Feminino Popular, com muita indignação e ódio de classe, lamentamos profundamente a morte da companheira Remís e desde o Norte de Minas enviamos nossos sentimentos de pesar aos familiares, companheiras e companheiros de luta desta jovem lutadora do povo e a nossa palavra de certeza e firmeza na luta e de que a vitória do povo, especialmente a emancipação das mulheres, brilhará luminosa e incandescente um dia como o sol!

Repudiamos veementemente a atitude covarde de seu assassino e ex-namorado Paulo César e especialmente o que esta representa: continuidade e agravamento da violência particularmente brutal contra as mulheres pobres, por sua condição de classe e também como expressão do ódio dessa sociedade patriarcal que se volta de modo sistemático e por todas as formas contra as mulheres, mais ainda se estas desafiam levantar sua voz, principalmente na luta contra este sistema de exploração e seus valores reacionários de que a mulher deve ser submissa e serviçal do homem. Como não bastasse toda esta cultura e costumes apodrecidos já no momento de seu surgimento baseadas na famigerada e absurda concepção de uma suposta natureza deficitária da mulher, através de todos os meios de reprodução deste sistema de exploração e opressão fazer valer tais valores retrógrados, arcaicos e medievais que impõe à mulher, especialmente as mulheres do povo, em pleno século XXI, de modo encoberto ou abertamente toda sorte de prejuízos, inferioridade, incapacidade, fragilidade e até mesmo novas formas de justificar a dupla jornada e a obrigação exclusiva da mulher de cuidar da casa, da infância, do marido, da família, dos enfermos, enfim a escravidão doméstica mesmo para aquelas que trabalham fora.

Essa sociedade capitalista de modo geral e particularmente a nossa semicolonial/semifeudal, hipócrita assentada no sistema de exploração e opressão, que a jovem Remís combatia, promove a propaganda falsa de promoção e liberdade das mulheres e jovens com a fantasiosa ideia de “empoderamento feminino” (discurso da ONU). A difusão e justificação de comportamentos sexuais, supostamente liberados, adornados pelos discursos de liberdade e “diversidade”, quando vivemos sob sistemática repressão, provocada pelo sistema imperialista que só tem feito aumentar a exploração, a miséria e a opressão sobre a imensa maioria da população mundial, da qual metade são mulheres, é uma das formas de luta ideológica mais sofisticadas contra o proletariado e as massas trabalhadoras para dividi-las, desviá-las da luta de classes revolucionária como o único caminho verdadeiro e possível para a libertação dos trabalhadores e emancipação das mulheres.

Este discurso demagógico que advoga uma suposta preocupação com as mulheres e sua condição na sociedade, nada mais é que a ideologia e política das classes dominantes para conter o despertar da consciência e fúria revolucionária das mulheres, que só pode advir de sua prática social, particularmente da luta de classes! Este miserável discurso, quer nos fazer acreditar que a solução para os problemas que desgraçadamente atingem as mulheres, pode ser encontrada neste sistema capitalista de exploração e opressão.

Enquanto o feminicídio aumenta espantosamente, para justificar o vigente sistema de exploração e opressão, procuram a todo tempo nos fazer crer que por meio de leis como a “Lei Maria da Penha”, as mulheres estarão protegidas dos covardes atos de violência de que são vítimas diuturnamente. Pelo contrário, depois das denúncias, as mulheres e suas crianças se tornam cada vez mais, vítimas de um assassinato em potencial, já que o Estado sequer assegura o cumprimento das medidas “protetivas” prevista em tal “lei”, e pelo contrário, favorece o agravamento da contenda, que em muitos casos se trata de companheiros e ex-companheiros. Também, o tratamento desprezível que as autoridades policiais dedicam a estes casos, demonstra bem o caráter da questão.

Em muitos casos de violência não doméstica contra as mulheres, ninguém mais que o próprio Estado e as suas forças repressivas, como a PM, é a principal responsável por cometê-la. São as mulheres que padecem com filhos e familiares nas portas dos hospitais, esperando por atendimento e tratamento digno, são as mulheres as mais punidas pelo assassinato de seus filhos pela polícia nas grandes cidades, são as mulheres as que mais adoecem de depressão, devido às angústias da vida cotidiana, os preços dos alimentos, da água, luz, gás, remédios e os precários atendimentos dos serviços públicos de saúde. São as mulheres que são humilhadas em filas e revistas vexatórias durante as visitas nos presídios. São as mulheres que cumprem uma dupla jornada e são duplamente exploradas e oprimidas! A incorporação das mulheres no mercado de trabalho, ao contrário do que apregoa o feminismo burguês, não assegura liberdade alguma das mulheres, além do trabalho assalariado, elas têm o trabalho doméstico, não pago, invisível e indispensável para reprodução da força de trabalho e manutenção dos baixos salários de todas as classes trabalhadora.

PORQUE OS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER TEM CRESCIDO TANTO?

No mundo inteiro, mas em particular nos países semicoloniais e semifeudais como o Brasil, toda esta situação de aprofundamento da crise econômica, política e moral, que se desenvolve como guerra civil reacionária contra o povo, se reverte de forma muito particular em aumento da violência contra a mulher. Segundo dados do IBGE, a cada ano, cerca de 1,2 milhão de mulheres sofrem agressões no Brasil. Pelas estimativas do Ipea, destas, 500 mil são estupradas e uma em cada cinco mulheres, considera já ter sofrido alguma vez “algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido”.

Os monopólios de imprensa de forma sensacionalista e os “pacifistas” e oportunistas apelam contra a violência em geral e fazem uma condenação abstrata da mesma, tratando a violência de forma genérica e mistificada. Ao mesmo tempo que endossa e justifica a violência do Estado contra o povo, a exemplo, o assassinato de camponeses, quilombolas e indígenas que lutam pela terra, como em Pau Darco/PA, onde 10 trabalhadores foram torturados e assassinados por policiais da DECA em julho e agora em dezembro todos foram soltos. Da mesma forma se passa nas favelas e bairros proletários das cidades, toda sorte de abusos da polícia contra a população e a matança de pobres, principalmente jovens e negros e ainda mais a dor de suas mães é respondida pelos policiais tachando-as de vagabundas. Enquanto isso, os patrocinadores desse genocídio: políticos, latifundiários e empresários pedem mais sangue através dos programas policiais de TV e rádio, nas tribunas do Congresso e outras latrinas com Projetos de Lei para criminalizar a luta do povo e nos tribunais, onde isso tudo é aplicado com esmero contra o povo pobre.

Os agressores e assassinos de mulheres seguem esta mesma lógica, suas ideias e sua prática expressam essa ideologia, não são loucos, são covardes produtos deste sistema de exploração e opressão. A verdade é que essa sociedade incute nos homens a concepção chauvinista machista de que lugar de mulher é na cozinha, de rainha do lar, e toda sorte de preconceitos para manter as mulheres subjugadas. São fatos que expressam diretamente o agravamento e a degeneração dessa sociedade putrefata que vivemos e que só uma Revolução Democrática pode transformar radicalmente.

Por todas estas determinações a emancipação das mulheres só será conquistada com a libertação de toda classe explorada através da revolução, com a destruição das três montanhas que exploram e oprimem nosso povo e subjuga a Nação: a semifeudalidade (latifúndio), o capitalismo burocrático (grande burguesia) e o imperialismo, principalmente ianque (norte-americano), e da quarta montanha que oprime as mulheres: a opressão sexual. Daí que corresponde à luta das mulheres um movimento feminino revolucionário, como parte do programa e da luta do proletariado e massas populares pelo Poder. O verdadeiro poder das mulheres será o Novo Poder, construído pela revolução de Nova Democracia, agrária e anti-imperialista, ininterrupta ao socialismo, e que começa desde já pela Revolução Agrária em curso no país.

A companheira Remís está presente na luta, a companheira Remís lutou por sua liberdade, por sua vida, para dedicá-la a causa de libertação de nosso povo, e por isso reafirmamos que a sua morte nos pesa muito e que no futuro, vingaremos todas as Remís espalhadas pelo Brasil e o mundo, através de uma Grande Revolução!

Companheira Remís! Presente na Luta!

Despertar a Fúria Revolucionária da Mulher!

 

Luiz Inácio vai à UERJ

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No último mês de dezembro, já no desligar das luzes de um ano extremamente turbulento no Rio de Janeiro, aonde o governo estadual (Pezão/PMDB) respondeu à grave crise econômica, política, social, ética, moral e militar com o incremento da guerra civil reacionária sobre o povo, além de levar às alturas sua política criminosa de sucatear para privatizar a UERJ, o ex-gerente de turno Luiz Inácio (PT) visita a universidade na última página de sua tentativa de rodar o país em sua “Caravana”. Todo movimento estudantil eleitoreiro movimentou-se para dar seu honroso apoio à preparação de mais uma campanha da farsa eleitoral a ser realizada, se a justiça burguesa o permitir (e não condená-lo), neste ano de 2018.

 Além de muito blá-blá-blá acerca de “golpe” e sua bravataria padrão, aprendida nos instituos ianques para “desenvolver um sindicalismo livre” (IADESIL¹, ligado à central sindical ianque AFL-CIO² e vinculada à CIOLS³), a sua ida à UERJ expressa um conjunto de fatos políticos que representam tanto o que foi o ano de 2017 mas também o que será o ano de 2018.

O ano de 2017 foi um ano marcado pela continuidade da grave crise que se encontra afundado o velho Estado brasileiro burguês-latifundiário. A briga entre os grupos de poder impôs ao povo a retirada brutal de seus direitos, com o cadáver político Temer vendendo até a Constituição e mudando a definição de trabalho escravo. Tudo para atender aos interesses do imperialismo ianque e continuar seguir no topo do velho Estado. Na educação, seguiram-se o corte de verbas e os ataques ao direito dos estudantes, com a proposta de André Sanchez (PT) de cobrar mensalidades nas instituições públicas e o projeto de lei da regulamentação da profissão do Pedagogo, além do caso da UERJ, aonde o governo federal chegou a exigir sua privatização. Assim, o velho Estado e seus representantes deram continuidade à política de decretar o fim do ensino público gratuito.

 

 

Em homenagem à Remís Carla

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Viola Enluarada
Marcos Valle e Milton Nascimento

A mão que toca um violão
Se for preciso faz a guerra,
Mata o mundo, fere a terra.
A voz que canta uma canção
Se for preciso canta um hino,
Louva à morte.
Viola em noite enluarada
No sertão é como espada,
Esperança de vingança.
O mesmo pé que dança um samba
Se preciso vai à luta,
Capoeira.
Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz é passageira,
Prá defende-la se levanta
E grita: Eu vou!
Mão, violão, canção e espada
E viola enluarada
Pelo campo e cidade,
Porta bandeira, capoeira,
Desfilando vão cantando
Liberdade.
Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz épassageira,
Prá defende-la se levanta
E grita: Eu vou!
Porta bandeira, capoeira,
Desfilando vão cantando
Liberdade.
Liberdade, liberdade, liberdade...

 

Nota sobre o funeral da companheira Remis Carla

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No dia 24 de dezembro de 2017, cerca de 300 pessoas reuniram-se no funeral da companheira Remis Carla, para prestar homenagens à sua memória, no Cemitério Municipal de Paulista/PE. Após intensa campanha por encontrá-la, familiares, amigos e companheiros de luta finalmente tiveram o direito de enterrar seu corpo e despedir-se com as devidas honras desta combativa e altiva companheira.


Após a cerimônia religiosa organizada pela família, a companheira Drª Maria José do Amaral, que lutou conosco desde o início para encontrar Remis, com extrema dedicação militante e competência profissional, tomou a palavra e fez uma firme denúncia dos crimes que o velho Estado comete contra o povo pobre, como foi no caso de nossa companheira. Ressaltou que não foram as forças do Estado que encontraram o corpo de Remis, mas sim as massas, através da vigorosa campanha realizada. Assim são tratados os crimes contra os filhos e filhas do povo, descaso que não representa “omissão”, mas ao contrário, expressa o próprio caráter de classe burguês e latifundiário do velho Estado brasileiro.


Em seguida, uma companheira do Movimento Estudantil Popular Revolucionário, dirigente da ExNEPe, fez uma intervenção contundente, que se iniciou com a pergunta: “Quem foi Remis Carla?”, ao que respondeu relatando o histórico de militância e engajamento de Remis nas lutas em defesa da Revolução Agrária, dos direitos dos estudantes e da universidade pública e gratuita. Destacou que a companheira Remis Carla era convicta defensora da ideologia do proletariado, o marxismo-leninismo-maoísmo, da necessidade da violência revolucionária e do Partido Comunista para a transformação social radical de nossa sociedade. Em consonância com o sentimento de todos ali presentes, a companheira afirmou que este crime não ficará impune, o que foi aclamado por vigorosas palmas de revolta e indignação.


Em seguida, as companheiras do Movimento Feminino Popular entoaram o hino do MFP, tantas vezes cantado pela companheira Remis, marchando com firmeza em duas colunas, com braçadeiras vermelhas com o símbolo da foice e o martelo. Acompanhadas pelo som do tarol e tendo ao fundo um grande painel grafitado, pelo Coletivo Bagaço, com o rosto e o olhar altivo de nossa companheira, as centenas de pessoas presentes ouviram em silêncio solene o hino que sintetiza a posição da companheira Remis, que defendia o classismo revolucionário e tinha ódio do revisionismo e do feminismo burguês, por este dividir e desviar a luta do povo do caminho da revolução. Assim, reafirmando o juramento de que seguiremos levantando cada vez mais alto a bandeira vermelha da revolução hasteada pela companheira Remis, a impactante demonstração emocionou a todos que a conheceram e conviveram com ela. As duas colunas de militantes do MFP, compostas por estudantes e camponesas, encerraram sua homenagem cantando a canção ‘Bela Ciao’ e entoando a consigna: “Servir ao povo de todo o coração, tropa de choque da revolução!”, foram acompanhadas por dezenas de estudantes presentes no funeral, muitos dos quais entoaram esta canção e esta palavra de ordem junto com Remis nas ruas do Recife nos protestos de 2013 e contra a farra da Fifa em 2014.

 

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Com a chegada do corpo de nossa companheira no cemitério, o cortejo para o enterro teve que ser imediato, o que aumentou a indignação de todos contra o famigerado e covarde assassino, pelo ocultamento de seu corpo. Após o enterro, o coletivo Bagaço e companheiros da Banda Palafita encerraram as homenagens.


Logo em seguida, demonstrando a decisão de seguir lutando para que este crime não fique impune, dezenas de estudantes, professores e camponeses presentes se dirigiram ao Fórum Joana Bezerra, onde estava marcada a audiência de custódia que definiria pela imediata prisão ou soltura do assassino. Mais uma vez, o caráter de classe do velho Estado se revelou, com policiais tentando impedir até mesmo que a advogada Drª Maria José do Amaral, companheira de luta de Remis Carla, pudesse entrar no Fórum; assim como bloquearam o acesso do restante dos manifestantes. Graças ao protesto, conseguimos fazer com que a advogada entrasse.


Dentro do Fórum a Drª Maria José encontrou-se com a Drª Ana Luiza Mousinho, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB, que havia sido mobilizada para acompanhar o caso. O delegado “irresponsável” do caso, Élder Tavares, que não conseguiu levantar nenhuma informação sequer que pudesse levar à prisão do assassino, estipulou uma fiança de R$ 30.000,00 pelo crime de ocultação de cadáver, razão da prisão em flagrante do assassino de Remis. Diante da presença firme e atuante de nossas duas advogadas e da pressão feita pelos manifestantes do lado de fora do Fórum, o pedido de fiança foi rejeitado pelo juiz e foi decretada a prisão preventiva do assassino de Remis.

 

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Encarnando o espírito revolucionário da companheira Remis Carla, as homenagens vermelhas em seu funeral encerraram-se com uma vitoriosa manifestação. Nada mais justo e correspondente à história de nossa companheira. Companheira Remis, a prisão preventiva foi apenas o primeiro ato de justiça; mais uma vez repetimos nossa promessa: esse crime não ficará impune!



Companheira Remis Carla, Presente na Luta!

Abaixo o velho Estado burguês e latifundiário!

Paulo César assassino, você vai nos pagar!

 

Movimento Feminino Popular

Movimento Estudantil Popular Revolucionário


 

Companheira Remis: este crime não ficará impune!

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Viola em noite enluarada
No sertão é como espada,
Esperança de vingança.
O mesmo pé que dança um samba
Se preciso vai à luta,
Capoeira.
Desde o dia 17 de dezembro, a companheira Remis Carla estava desaparecida, após ser vista pela última vez na casa de seu ex-namorado, Paulo César, no bairro Nova Morada, em Recife. No dia 19 de dezembro, quando completou-se 48 horas de seu último contato telefônico com sua mãe, a família de Remis, após muita insistência, conseguiu registrar o Boletim de Ocorrência. Já havia se iniciado, então, uma forte campanha por parte de seus familiares, companheiras e amigos em busca de notícias sobre o seu paradeiro. Hoje, dia 23 de dezembro, encontramos seu corpo enrolado em um lençol, enterrado numa cova localizada a 10 metros de distância da casa de seu ex-namorado, que, no início da noite, foi preso e confessou esse crime covarde.

A companheira Remis, cursava o 10º período de pedagogia na UFPE e estava muito próxima de concluir sua graduação. Como uma estudante do povo, já trabalhava com educação infantil em duas creches da cidade, era muito comprometida e assídua em seus trabalhos e super querida pelas crianças. Remis tinha 24 anos, era uma jovem muito alegre, tinha um sorriso cativante, que era sua marca registrada. Ela adorava música, sabia de cor uma lista quase infinita de letras, sobretudo de RAP. Apesar de muito tímida, Remis adorava teatro e era uma excelente atriz. Ela viveu intensamente sua juventude e deixa muitos amigos e amigas, espalhados por todos os cantos da Região Metropolitana de Recife. Remis foi uma grande filha, companheira de sua mãe, Dona Ruzinete, conselheira de seu pai, senhor Carlos, e querida amiga de sua irmã Juliete. O vazio que a morte de Remis nos causa é imenso e não há um só lugar nesta cidade que não nos faça recordar de seu sorriso e de seu olhar transbordante de vivacidade.

A companheira Remis era militante do MFP (Movimento Feminino Popular), do MEPR (Movimento Estudantil Popular Revolucionário) e uma importante ativista do Coletivo Bagaço. Além disso, atuava com muito empenho na ExNEPe (Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia) e era considera a “fã número 0” da Banda Palafitas. Remis iniciou sua militância em 2012, quando conheceu o Jornal A Nova Democracia numa banquinha no hall do Centro de Educação da UFPE. Neste mesmo ano, ingressou no MEPR e no MFP. No início de  2013, passou a compor a Coordenação Regional do movimento e atuou de forma muito intensa na eleição e na gestão “Pedagogia em Movimento” do DA de Pedagogia. Nas jornadas de junho, que em Recife se estenderam até novembro daquele ano, Remis teve uma destacada atuação, estando sempre na linha de frente das manifestações, cobrindo seu rosto e nunca temendo enfrentar as forças repressivas do velho Estado.

Em 2014, participou ativamente da eleição e gestão “Pedagogia em Movimento – A luta continua” e esteve na linha de frente da campanha de boicote à farsa eleitoral daquele ano. Remis era uma militante de poucas palavras mas de muita disposição e capacidade de ação. Quem a conheceu apenas nos corredores da universidade, talvez não imagine que aquela jovem foi quem comandou uma das maiores campanhas de pichação de nosso movimento. Quem tiver a oportunidade de passar pela avenida Caxangá, perto do terminal da integração, ainda poderá ler: “Não votar! Viva a revolução! MEPR”, ali está registrada a caligrafia da nossa pedagoga revolucionária, a para sempre companheira Remis Carla.

Em 2015, a companheira Remis encabeça, pela primeira vez, a eleição do DA da Pedagogia, na gestão “Ânimo de Luta”. Ela sempre teve uma posição firme de luta contra o oportunismo no movimento estudantil, sustentando com decisão as bandeiras do classismo, da independência e da combatividade. Remis teve também uma participação destacada nos 34º, 35º e 36º ENEPes (Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia), realizados em Recife, Curitiba e Porto Velho.

Em 2016, a militância de Remis se concentra, principalmente, fora da universidade, particularmente no apoio à luta camponesa e em defesa da moradia. Remis participou do início da luta dos posseiros da chamada “Zona 6” da UFRPE, atuando como dirigente da Associação de Moradores e como apoiadora do escritório da advogada do povo, a Drª Maria José do Amaral. Na luta pela terra no campo, Remis apoiou diretamente a construção das Escolas Populares nas áreas da LCP (Liga dos Camponeses Pobres). Também atuou diretamente na resistência camponesa às reintegrações de posse, como se deu no ano passado, quando passou mais de quinze dias junto aos camponeses da Área Revolucionária Renato Nathan, em Messias – Alagoas.

Ao longo de sua prática revolucionária, a companheira Remis avançou na sua condição de militante comunista, defensora da ideologia científica do proletariado: o marxismo-leninismo-maoismo e das contribuições de valor universal do pensamento gonzalo. A última atividade política que Remis participou foi de um estudo da entrevista, recém-publicada, da camarada Laura, comandante do EPL (Exército Popular de Libertação) e dirigente do PCP (Partido Comunista do Peru).

A morte da companheira Remis é uma dura perda para o movimento revolucionário de nosso país, particularmente num momento tão decisivo da luta de classes no Brasil. O seu assassinato e a ocultação de seu cadáver provocou em nós uma forte dor que não nos paralisou, ao contrário, impulsionou nossa  ação. A campanha “Cadê Remis?”, foi decisiva para a solução desse crime. A mobilização dos estudantes na universidade e no bairro Nova Morada foi chave para a prisão desse assassino covarde. A pressão feita pela reitoria da UFPE junto ao governo do estado foi um importante fato político que revelou o descaso desse velho Estado nas buscas de uma estudante do povo desaparecida.

A conduta do delegado do caso foi indigna! No dia 20 de dezembro, uma equipe com cães farejadores, foi enviada à casa do assassino, mas esses cachorros sequer foram utilizados para a busca do corpo de nossa companheira que estava enterrada apenas a 10 metros do local. Depois de se convencer da inocência do assassino, o delegado de homicídios passou a colher o depoimento dos familiares e amigas de Remis numa investigação que parecia apontar que a própria companheira era responsável por seu desaparecimento. O levantamento de todos os indícios que comprovavam que Remis havia sido assassinada por seu ex-namorado, foram levantados por seus companheiros, como o ferimento na mão esquerda do canalha e o tapume construído para dificultar a visibilidade do local de ocultação do corpo.

A partir da mobilização no bairro, feita no dia 22 de dezembro, com a colagem de cartazes da campanha “Cadê Remis?”, o cerco contra o assassino começou a se fechar. Na madrugada, do dia 23 de dezembro, uma denúncia apontava para um possível local onde poderia estar o corpo de nossa companheira. A partir dessa informação, um grupo de policiais civis, que não eram os oficialmente responsáveis pelo caso, chegou ao bairro e junto com companheiros da Associação de Moradores conseguiu encontrar o local onde estava o corpo de Remis. Em pouco tempo, chegou uma equipe do IML e à noite já havia sido confirmada a identidade do corpo.

Um mês antes, no dia 23 de novembro, a companheira Remis havia registrado uma ocorrência na Delegacia da Mulher denunciando agressões de seu ex-namorado. Como era de se esperar, o tratamento das autoridades policiais foi deplorável. Chegaram a perguntar-lhe se os roxos no braço não eram tinta de caneta! As medidas protetivas prometidas pela Lei Maria da Penha, mais uma vez não se efetivaram. E este é um fato que tem se repetido inúmeras vezes por todo o país ao longo dos últimos anos: mulheres denunciam agressões domésticas, não recebem proteção e, em seguida, são assassinadas. Mais uma legislação populista, que promete resolver o problema da opressão contra a mulher, mas que em muitos casos agrava as situações de violência. Não podemos nos iludir, esse velho Estado nunca irá proteger as mulheres trabalhadoras! A opressão sexual contra a mulher é parte da base econômica desse sistema capitalista, pois a dupla jornada do trabalho familiar feminino compõe uma importante soma dos lucros da burguesia, que não se vê obrigada a remunerar o invisível trabalho doméstico.

A verdadeira emancipação da mulher será obra da revolução proletária! Neste ano em que perdemos Remis, completaram-se 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro. A revolução russa, inaugurou uma nova era na história da humanidade, sob a direção de Lenin e Stalin, em poucos anos, as mulheres proletárias e camponesas alcançaram êxitos nunca antes atingidos. Com a revolução chinesa, avança-se incrivelmente na industrialização e socialização do trabalho doméstico, na Grande Revolução Cultural Proletária, sob a liderança do Presidente Mao e da camarada Chiang Ching a luta pela emancipação da mulher atinge altos cumes. Esse é o caminho da companheira Remis Carla, nesse caminho persistiremos como única forma de manter viva sua memória e impedir que crimes como este voltem a acontecer. Embora essa seja nossa única perspectiva estratégica, seguiremos lutando duramente pela punição imediata de crimes como esse. Exigiremos punição, mas depositamos nossas verdadeiras esperanças na justiça das massas e não desse apodrecido judiciário.

Paulo César assassino, você vai nos pagar!
Abaixo o velho e apodrecido Estado burguês-latifundiário!
Companheira Remis Carla, presente na luta!

Movimento Feminino Popular - MFP
Movimento Estudantil Popular Revolucionário - MEPR

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Companheira Remís: PRESENTE NA LUTA!

 

Companheira Remís: PRESENTE NA LUTA!

 

CADÊ REMIS?

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