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FERP: PREPARAR AS BRIGADAS DE APOIO POPULAR (BAPs) | QUEM ESTUDA A TERRA DEVE RECUPERÁ-LA PARA O POVO

Seguimos com a publicação de artigos do Boletim La Rebelión se Justifica Nº 3 publicado pela Frente de Estudantes Revolucionária e Popular - FERP (Chile) disponível no sítio de internet: https://ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com



 

[Servir ao Povo]

PREPARAR AS BRIGADAS DE APOIO POPULAR (BAPs)

Os estudantes revolucionários devem servir ao povo de todo coração, isto é apoiar suas lutas e unir-se as massas pobres do campo e da cidade.

Devemos compreender que a luta por uma educação gratuita e a serviço do povo só poderá triunfar na medida em que nos unamos todos os pobres do Chile contra nossos inimigos em comum (Grande Burguesia, Latifundiários e Imperialismo) e varramos com as três montanhas que nos oprimem.

Hoje o setor do povo que está lutando mais combativa e resolutamente é o povo Mapuche, que heroicamente toma as terras do latifúndio e as trabalha para suas comunidades, enfreantando-se ao velho Estado e suas forças repressivas diariamente.

A luta Mapuche é pela terra e pela autodeterminação, questão que devemos apoiar, recalcando que a autoterminação só será possível com o triunfo da Revolução de Nova Democracia, pelo que se requer unir ao povo Mapuche e chileno para derrocar o velho Estado. Esta união só poderá ser forjada no calor da luta de classes, construindo a organização que agrupe aos pobres de norte a sul.

É por isto que como estudantes revolucionários impulsionamos as Brigadas de Apoio Popular (BAPs) durante as férias de inverno e verão, como viagens de trabalhos político-voluntários a comunidades Mapuche para apoiar a sua luta.

Buscamos por um lado servir ao povo e a comunidade em particular, como também forjarnos como revolucionários ao calor da luta pela terra das comunidades e das experiências de luta que nos transmitem os peñi (irmãos) e as lamngen (irmãs).

Chamamos a todos os estudantes democráticos e revolucionários a apoiar as BAPs participando das campanhas de recolhimento de alimentos, de materiais de construção e de dinheiro para financiar e sustentar estas viagens.

Some-se a campanha pelas BAPs! Cada companheiro da FERP estará recebendo contribuições para as brigadas. Se necessitam de alimentos não perecíveis, materiais de construção e limpeza e contribuições financeiras.

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AND: Pôr abaixo Temer e barrar suas medidas antipovo e vende-pátria

Reproduzimos Editorial da Edição nº 182 do Jornal A Nova Democracia disponível no Blog da Redação de AND.


Editorial – Pôr abaixo Temer e barrar suas medidas antipovo e vende-pátria

Editorial, AND nº 182, 2ª quinzena de dezembro de 2016 e 1ª de janeiro de 2017

Neste ambiente de putrefação generalizada nos três podres poderes da semicolônia, gerado por fermentações purulentas em todas as esferas do velho Estado brasileiro, a saída encontrada pelo imperialismo e as classes dominantes lacaias colocando Temer e sua quadrilha no gerenciamento do mesmo, deu com os burros n’água. A emenda foi pior do que o soneto. Temer está apoplético diante das cobranças do PSDB, principal representante dos banqueiros dentro do Partido Único, para fazer passar o pacotaço antipovo e vende-pátria.

É um “jogo de vale tudo” como vimos no conchavão em torno da manutenção de Renan Calheiros à frente do Senado. Neste caso prevaleceu o conluio, entretanto, a pugna é o principal. Engalfinhados, os grupos de poder fazem de tudo para salvarem-se do verdadeiro tsunami em que se transformou o reflexo da crise do imperialismo no país como aguda crise geral do capitalismo burocrático. Vale até jogar “vossas excelências” na arena da “Lava Jato”.

Mas, se tudo estava ruim com o gerenciamento oportunista, os 100 dias sob a direção do bando peemedebista fizeram desabar todos os índices: emprego, PIB, produção industrial, expectativa dos consumidores e dos empresários. Frente a tais indicadores, os “abutres” do mercado, representantes do imperialismo, da grande burguesia (principalmente das finanças), e do latifúndio, passaram a tramar novos distúrbios.

Um ministério composto de crápulas, coordenados pelo latifundiário e chefe de pistoleiros, Padilha, é um verdadeiro telhado de vidro para quem deseja estilhaçá-lo. Até o homem indicado pelo FMI e o Banco Mundial, o quase caquético Meireles, está vulnerável diante do insucesso de seu projeto.

De repente, Meireles passou a ser fritado e, tal como acontece no futebol, quando o presidente do time diz que o técnico está prestigiado, é porque ele já está no olho da rua. E neste caso o próprio presidente está prestes a perder o emprego diante do mau resultado obtido em sua “ponte para o futuro”. Os percalços são tantos que aconteceu o que FHC, personagem do “Consenso de Washington”, isto é, conselheiro lacaio do império ianque, mais temia: a pinguela desabou.

Temer e sua pretensa “ponte para o futuro” que desaba a olhos vistos serão brevemente substituídos por outra solução por ordem dos mesmos que tramaram nos gabinetes, nos monopólios de imprensa e nas ruas a sua ascensão com o impeachment de Dilma. Esta foi alijada no objetivo de aplacar o clamor anticorrupção das classes média e, com isto, pôr um paradeiro na “Operação Lava jato”, que para eles já foi longe demais e ameaça o país com o abismo. Basta ler os editoriais dos principais meios de comunicação e suas reportagens exclusivas com baldes de denúncias de delatores da “Lava jato” e se concluirá que Temer já é passado. Problema de difícil solução nos marcos constitucionais é: quem por direito não estaria nas listas das empreiteiras? Qualquer das opções aventadas chafurda no esgoto da Odebrecht ao lado de Cunha, Maia, Renan, Serra, Aécio, Cabral, Alckmin, Luiz Inácio, et caterva. Em meio a tanta podridão, como será a situação dos membros das instâncias e cortes da justiça?

As ruas estão indóceis com enfrentamentos que apontam para a elevação da justa violência das massas em resposta à brutal repressão do Estado, em todos os níveis, ao protesto popular. O Rio de Janeiro, mais uma vez, foi o palco e a vitrine da ação das massas e da reação do gerenciamento estadual à justa reivindicação dos servidores públicos por seus salários e seus direitos. Cenas que deverão repetir-se nos demais estados e municípios país afora.

Independentemente de quem ocupe o gerenciamento e as altas burocracias deste velho Estado, na atual marcha dos acontecimentos em que o país vai sendo arrastado para a convulsão social, o único recurso das classes dominantes de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo para manter o controle do poder será o incremento da violência reacionária, brutal e covarde contra as massas em luta por seus direitos pisoteados. A crise política já é uma crise não só de legitimidade do governo, mas uma crise de autoridade de todo o sistema político legal vigente, de suas instituições e de seus agentes.

Mais que nunca, este é o momento para os revolucionários conclamarem a todas as pessoas e movimentos populares seriamente comprometidos com a causa democrático-revolucionária, em defesa da classe operária, do campesinato e de todo o povo oprimido, a engrossarem a luta de resistência contra as medidas antipovo e vende-pátria em votação no congresso, contra o golpe fascista em marcha, abandonando as ilusões eleitorais com o incremento do protesto popular através da greve geral e ondas de tomadas de terras dos latifúndios, propagandeando e avançando a luta pela Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista.

 

AND

 

FERP: CINCO ANOS DE LUTA REVOLUCIONÁRIA

Seguimos com a publicação de artigos do Boletim La Rebelión se Justifica Nº 3 publicado pela Frente de Estudantes Revolucionária e Popular - FERP (Chile) disponível no sítio de internet: https://ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com

 


 

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[Editorial Nº3]

CINCO ANOS DE LUTA REVOLUCIONÁRIA

Cinco anos transcorreram desde que se constituiu a Frente de Estudantes Revolucionária e Popular (FERP).

A combativa luta do campesinato pobre mapuche, as mobilizações estudantis de 2006 e 2011, as lutas operárias de 2007-08, a luta em povoados e cidades pequenas, é dizer, a infatigável luta das massas, constituem a confirmação de que a Revolução é uma necessiade histórica e tem sido o fermeto do qual nasceu a FERP.

Neste sentido, o ano de 2011 teve especial repercussão para a conformação da FERP. Nasce em meio a luta das massas mais combativas e desenvolvendo um árduo trabalho de luta ideológica para deslindar campos com posições e atitudes direitistas e "esquerdistas", ambas igualmente liquidadoras.

FERP vem se construindo e consolidando passo a passo, sua fundamentação ideológica e política se basea em princípios tomados do marxismo-leninimos-maoísmo, principalmente maoísmo, ao qual aderimos. Isto tem implicado num constante esforço por estudá-lo, assimilá-lo e aplicá-lo principalmente. Este processo se desenvolveu em meio a uma forte luta ideológica contra manifestações alheias a ideologia científica da classe proletária.

São cinco anos nos quais se dirigiu, através de organismos de massas, lutas reivindicativas nos distritos onde FERP se desenvolve, no ensino básico, médio e superior; temos logrado freiar e romper camapnhas repressivas de autoridades apoiando-nos nas massas, avançando e recuando com elas quando corresponde. Lutas concretas, baseando-se em princípios tais como: as massas fazem a história, rebelar-se é justo, servir ao povo de todo coração, por a política no posto de comando.

Sendo a luta política principal, se tem dirigido também importantes lutas contra a repressão policial. Se tem organizado atividades de apoio e solidariedade com distintos setores do povo. Combatemos na teoria e na prática o revisionismo e o oportunismo, combatemos aos liquidadores de "esquerda", e pese a quem peses estes são feitos.

O presente ano tem implicado um importante salto no trabalho de massas entre os estudantes, porém novos problemas e dificuldades fruto do desenvolvimento vão se apresentando, mas que por meio da intensa luta por sua retificação, vão corrigindo e forjando seu contingente.

Novos desafios se impoem, o trabalho de massas exige desenvolver luta política como principal e luta economica como necessária. As massas clamam pela revolução, e esta é uma revolução democrática-nacional na presente etapa. É importante desenvolver a luta reivindicativa por demandas, mas é necessária a luta política para avançar nas tarefas fundamentais.

 

FERP: VIVA A LUTA DOS ESTUDANTES BRASILEIROS!

Reproduzimos declaração de apoio ao movimento estudantil brasileiro e nossa combativa onda de ocupações de escolas e universidades enviada pelos companheiros da Frente de Estudantes Revolucionária e Popular - FERP (Frente de Estudiantes Revolucionario y Popular - Chile) publicada no seu Boletim La Rebelión se Justifica Nº 3, disponível pelo site  https://ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com. Aproveitamos para saudar desde aqui a luta dos estudantes chilenos e em todo mundo. Publicaremos a seguir a tradução dos demais artigos do referido periódico disponíveis na internet.

Viva o internacionalismo proletário!

 


 

FERP

 

VIVA A LUTA DOS ESTUDANTES BRASILEIROS!
Declaração de apoio à justa luta dos estudantes brasileiros

O maior movimento de ocupações de escolas na história do Braisl começou a princípios de Outubro deste ano, completando pouco mais de um mês. Iniciado em um municipio do Estado do Paraná, se extendeu ao resto do país somando o apoio de milhares de trabalhadores. Esta luta enfrenta a assim chamada "reforma do ensino" do governo (gerenciamento de turno) do pró-imperialista Temer e do governador do Estado do Paraná Beto Richa.

A luta dos estudantes enfrenta a aplicação de um conjunto de medidas antipopulares tais como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC241) que pretende congelar o presuposto fiscal em educação e saúde por vinte anos. O impacto disto na educação é um crescente processo de "privatização" que acaba com os mais pobres pagando pela crise.

Já vão mais de 850 escolas ocupadas no Paraná e o movimento se extendeu ao resto do Brasil. Mais de 14 universidades em 12 cidades também foram tomadas pelos estudantes. Professores e funcionários da rede pública de ensino paralisaram seus trabalhos em apoio ao movimento. Violentos despejos aconteceram e através dos meios de imprensa reacionários se tenta isolar e criminalizar o movimento.

Brasil é um país semicolonial dominado pelo imperialismo ianque principalmente. Nada restou da farsa do governo Lula (Partido dos Trabalhadores) de um Brasil potência mundial. A crise econômica hoje em dia é mais profunda e também se dá no terreno da política e no resto da sociedade. O Brasil está sujeito a um capitalismo burocrático, subordinado ao imperialismo, sobre uma base semifeudal. As riquezas do Brasil são entregadas mais e mais a voracidade do capital extrangeiro, deixando pobreza e desolação ao passar. Nas cidades os problemas se agudizam, indenização, aumento da população que vive nas ruas, muita gente sem teto, criminalização e genocídio sobre os mais pobres nas favelas.

As massas do campo clamam pela Revolução Agrária e a luta de classes no campo também se tornou mais aguda. Latifundiários, autoridades governamentais, polícias e pistoleiros a serviço dos primeiros tratam de conter e reprimir a sangue e fogo o movimento camponês combativo. Os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra vem desenvolvendo de forma crescente o protesto popular e sua justa violência revolucionária de massas. É falso que no Brasil se tenha solucionado o problema da terra; nenhum governo tomou nem vai tomar a terra para os camponeses, somente eles em meio de uma tenaz luta tem logrado conquistá-la e caminham com passo firme à Revolução Agrária.

O autentico movimento estudantil no Brasil vem lutando não apenas contra o governo senão também contra as ratazans oportunistas que tratam de freiar ou vender o movimento. Cabe destacar que os estudantes revolucionários tem prestado um decidido apoio ao movimento camponês revolucionário encabeçado pela Liga dos Camponeses Pobres. O movimento estudantil revolucionário conta com uma firme posição classista e levanta princípios tais como Servir ao povo de todo coração e inscreve em suas bandeiras a consigna Rebelar-se é justo!

É importante destacar a participação da mulher nestas lutas, em particular destacar o Movimento Feminino Popular que sob a consigna de Despertar a fúria revolucionária da mulher! tem ocupado postos de direção no atual movimento de luta estudantil pela ocupação de escolas.

Os estudantes chilenos apoiamos com sincero fervor revolucionário a luta estudantil brasileira. Os estudantes revolucionários chamam a fazer um ativo apoio a esta justa luta, denunciando o velho Estado brasileiro e seu atual gerenciamento. Chamamos a organizar debates, panfletagens, pichações e manifestações, e toda forma de protesto que expresse um firme apoio ao legítimo movimento dos estudantes brasileiros.

Viva a luta estudantil e revolucionária no Brasil!

Abaixo o governo pró-imperialista ianque de Temer e suas medidas antipovo!

Rebelar-se é justo!

Eleição não! Revolução sim!

Despertar a fúria revolucionária da Mulher! 

 

Frente de Estudantes Revolucionária e Popular (FERP) - Chile

6 de Novembro de 2016

 

VITORIOSA REUNIÃO DE FUNDAÇÃO DO MEPR EM GUARULHOS!

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Em 10 de Novembro, atividade sobre a Revolução Agrária acontece na ocupação da UNIFESP em Guarulhos.

No último sábado (17), aconteceu na cidade de Guarulhos/São Paulo vitoriosa reunião de fundação do MEPR, contando com a participação de estudantes de diversos cursos da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), além de ativistas e militantes da Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária, do Movimento Feminino Popular e da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo.

Durante as saudações na reunião, foi ressaltado a importância deste acontecimento em meio à situação revolucionária que se desenvolve formidávelmente no país e à crise geral do imperialismo. Com o aproximar da  bancarrota completa do gerenciamento Temer, de PMDB e quadrilha, que se afunda cada vez mais no mar de lama  da crise política, econômica, social e moral do capitalismo burocrático no Brasil e todas as instituições do seu velho Estado podre e reacionário. Em meio a toda essa podridão, a construção das organizações revolucionárias da juventude e do movimento estudantil são importantíssimas para o avançar da luta popular combativa e independente.

Nestes 21 anos desde o rompimento com o oportunismo eleitoreiro de UNE/UBES e o nacional-reformismo, e 15 anos de conformação do Movimento Estudantil Popular Revolucionário, temos marchado a passo firme sob a bandeira de que REBELAR-SE É JUSTO e reafirmando a todo momento nossos princípios de Servir ao Povo de todo coração e Ser tropa de choque da Revolução! Por isto, acreditamos que o expandir do MEPR até Guarulhos é fruto não apenas do intenso trabalho de propaganda revolucionária desenvolvido há vários meses na região por dedicados ativistas sob a bandeira da Revolução de Nova Democracia, mas também fruto e reflexo do próprio desenvolvimento da situação revolucionária no nosso país.

Quando os governantes já não podem mais governar como antes, e o povo já não aceita mais ser oprimido como antes (Lênin), cada vez mais a propaganda da Revolução é compreendida, erguida e defendida por estudantes, operários e camponeses em todo o país. Por isto temos a convicção de que caminhamos no rumo certo da libertação de nosso povo, nossa nação e de toda a humanidade, para por fim a esta ordem de opressão e exploração, de burgueses e latifundiários e seus amos imperialistas, e por criar um mundo novo e justo.

VIVA A JUVENTUDE COMBATENTE!
VIVA O MOVIMENTO ESTUNDATIL POPULAR REVOLUCIONÁRIO!

ABAIXO O GOVERNO TEMER E SUAS MEDIDAS ANTIPOVO!
VIVA A REVOLUÇÃO DE NOVA DEMOCRACIA!

REBELAR-SE É JUSTO!

 

RO: Prisão arbitrária de camponeses do Acampamento Enilson Ribeiro

Publicamos na íntegra a nota da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental denunciando as prisões arbitrárias de camponeses do acampamento Enilson Ribeiro. Na nota a LCP também denuncia a escalada de repressão ao movimento camponês que tem sido levada a cabo desde que o fascista Ênedy Dias assumiu o comando geral da PM de Rondônia, bem como o sujo papel que vem cumprindo a imprensa a soldo do latifúndio, caluniando a LCP e os camponeses e acobertando os incontáveis crimes do Estado, latifundiários e pistoleiros. Fazemos um chamado a que estudantes, professores, operários e demais trabalhadores apoiem resolutamente a luta camponesa e repercutam as denúncias dos crimes desse velho Estado burguês-latifundiário contra os lutadores do povo. Nesse momento de aguda crise econômica, política, social e moral em nosso país, reafirmamos com convicção redobrada que O Brasil precisa de uma Grande Revolução! E essa Revolução começa invariavelmente pela Revolução Agrária!

 

Todo apoio aos camponeses do acampamento Enilson Ribeiro!

Contra a crise: Tomar todas as terras do latifúndio!

Morte ao latifúndio! Viva a Revolução Agrária!


Jaru, 14 de dezembro de 2016

Prisão arbitrária de camponeses do Acampamento Enilson Ribeiro

 

Na manhã de hoje recebemos a informação de que vários camponeses do Acampamento Enilson Ribeiro foram presos arbitrariamente. A advogada popular Lenir Correia ligou na delegacia de São Miguel do Guaporé e confirmou a prisão de vários trabalhadores, sob a acusação de serem lideranças do acampamento e de terem provocado danos à fazenda Bom Futuro. Mas até o momento, não conseguimos confirmação dos nomes nem da quantidade de camponeses presos.

Breve histórico do Acampamento Enilson Ribeiro 

Em julho de 2016, mais de 100 famílias ocuparam as terras do latifúndio Bom Futuro, de 11.500 hectares, na linha 14, Km 13, no município de Seringueiras. Quem se diz o dono das terras é Augusto Nascimento Tulha, médico reformado do Exército, um dos maiores grileiros de terra pública da região – fato confessado por ele na frente de um procurador da república, durante reunião na câmara municipal de São Miguel do Guaporé, em julho passado. O Incra entrou na justiça para retomar estas terras para reforma agrária, mas o processo se arrasta há 6 anos. Porém, em menos de 48 horas o juiz agrário Jorge Leal assinou uma liminar criminosa e sanguinária contra o Acampamento Enilson Ribeiro, e em apenas 4 dias o gerente estadual Confúcio Moura (PMDB) e o comandante geral da PM Ênedy Dias mobilizaram aparato de guerra contra as famílias. Mais de 150 policiais militares e ambientais, fortemente armados, cercaram o acampamento, atacaram homens, mulheres e crianças com bombas de “efeito moral” e gás lacrimogêneo, com tiros de borracha e de munição mais letal. Em um helicóptero, policiais fizeram voos rasantes e dispararam aleatoriamente em direção ao acampamento, com armas de guerra. O aparato repressivo do velho Estado e para-militar dos latifundiários impuseram verdadeiro terror aos acampados e à população de Seringueiras. Cercaram o Acampamento por vários dias, impedindo a entrada até de alimentos e remédios para as famílias. Impuseram toque de recolher na cidade e espalharam calúnias, mentiras e desinformações contra os camponeses em luta pelo sagrado direito à terra. A advogada popular Lenir Correia sofreu graves ameaças de morte. 5 camponeses foram presos arbitrariamente, 3 dos quais seguem encarcerados até hoje.

É urgente que camponeses, operários, estudantes, professores, trabalhadores em geral, pequenos e médios comerciantes, ativistas de movimentos populares e democratas de Rondônia e todo o país se levantem em defesa dos camponeses presos e demais famílias do Acampamento Enilson Ribeiro.

 

Oportunistas estão sabotando o próximo ato em Brasília

Nota enviada pelo Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação – MOCLATE (Goiás). Publicado originalmente no Blog da Redação do Jornal A Nova Democracia www.andblog.com.br.

O decrépito Estado brasileiro está em uma ofensiva contra os sagrados direitos do povo. O gerente de turno, Michel Temer, está movendo céus e terra para aprovar o seu Pacote de Medidas contra a classe trabalhadora brasileira e a favor do latifúndio, da grande burguesia e do imperialismo. Varias ações já foram adotadas, como a PEC 55, que pretende congelar o orçamento da União, a Reforma da Previdência, trabalhista, entre outras medidas contra o povo.

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A resistência do povo contra o velho Estado e o seu gerente de turno crescem. No último dia 29 de novembro ocorreu uma marcha nacional contra a PEC 55 em Brasília. A manifestação aconteceu no mesmo dia da primeira votação no Senado e contou com a presença de cerca de 50 mil pessoas.

Como era de se esperar, a polícia reprimiu brutalmente e aleatoriamente os manifestantes, atirando balas de borracha, bombas e gás de pimenta sobre os presentes. Como reação e refletindo o sentimento de insatisfação da população brasileira, os manifestantes atropelaram as direções do velho sindicalismo pelego e da UNE/UBES e entraram em confronto com a polícia, atacando ministérios e retardando o avanço das forças da ordem. Os militantes de base não respeitaram as suas direções e aderiram a resistência. Esse fato causou grande medo nos oportunistas, pois foi uma das poucas vezes que eles perderam o controle de uma mobilização chamada por eles e com vários carros de som alugados por eles. Como eles começaram a reclamar, clamar pelo pacifismo, defender a repressão seletiva d a polícia contra os “black bloc”, a massa revoltada começou a vaia-los, a entoar palavras de ordem taxando-os de pelegos e por fim, quando a CUT e a UNE iam abandonar o protesto levando o carro de som embora, a massa tomou o carro de som e começou a clamar pela resistência e pelo enfrentamento contra a ação fascista da polícia.

 

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RJ: Juventude e Funcionários Publicos Levantam-se contra os pacotes de Pezão/PMDB

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Como bem diz o título do editorial de número 180 do Jornal A Nova Democracia "O Rio de Janeiro é o Brasil de Amanhã". A críse econômica, politica, social e moral do velho estado burguês-latifundiário proporcionou no Rio de Janeiro o avanço de mais um pacote anti povo específico para o estado. Os idealizadores e defensores desse pacote são, obviamente, a quadrilha de assassinos do povo de Pezão/PMDB que por hora assumem o gerenciamento de turno do estado. 

O pacote de 22 medidas, anunciado em 03 de novembro abertamente como "medidas de austeridade" era tão extremo que o próprio partido único tratou de suaviza-lo nas semanas seguintes. Medidas como o aumento da alíquota da providência dos servidores públicos e o corte extremo de 30% da folha de pagamento do serviço público já foram derrubadas. Até o momento mantêm-se o aumento de impostos, o reajuste do bilhete único, entre outros. 

Juventude Combatente e Funcionários Públicos em frente a ALERJ, cercada por grades

Naturalmente, no momento político conturbado que o Brasil vive atualmente, aonde por todo o país as massas tomam as ruas e escolas, e ainda universidades são ocupadas por estudantes em defesa da educação pública, as medidas draconianas de Pezão também mobilizam as massas para a luta. Já por 4 vezes nas 5 semanas seguintes ao anúncio do pacote, manifestações massivas foram feitas em frente à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. As duas primeiras e a quarta, se trataram de manifestações de caráter extremamente combativo pelos setores mais conscientes do funcionalismo público, terminaram em tentativas de invasão da ALERJ, a primeira bem sucedida, as seguintes acabando em enfrentamentos longos com a policia. Digno de nota também é a presença da juventude combatente nas manifestações, que os setores mais atrasados do funcionalismo público, porcos carcereiros e policiais, trataram de sabotar com ataques covardes característicos dos patéticos fascistas que são. O cenário de rebelião tornou-se tal que o gerenciamento de Pezão, supostamente em crise, tratou de gastar, de acordo com o monopólio de imprensa, 20 mil reais na instalação de duas cercas separando a suposta "casa do povo" da ALERJ, do povo em luta nas ruas. As grades permanecem lá até os dias de hoje, sempre que derrubadas pelas frequentes rebeliões das massas, postas novamente no lugar. 

O atual gerenciamento, assim como os anteriores e os que virão, são dignos de prisão e ainda mais. Porém não nos espetáculos midiáticos que o podre, corrupto e arquirreacionário Poder Judiciário tem encenado em seu show midiático que recentemente prendeu o padrinho político de Pezão no Rio, Sérgio Cabral. As quadrilhas que as classes dominantes elegem entre si devem ser punidas pelos incontáveis massacres ao nosso povo, pela venda de nossa pátria ao Imperialismo, principalmente Ianque. Nessa série de nojentos crimes, a atual tentativa de emiseramento sistemático do povo do Rio de Janeiro é mais um que deve ser combatido nas ruas.

O MEPR considera que não devemos cair no reles reformismo que dita que o combate à tais PECs e outras medidas anti-povo postas pelos atuais gerenciamentos de turno, em ambito estadual e nacional, será feito através de uma luta ordeira e pacífica para "pressionar" deputados, governadores, prefeitos, etc. Reduzir essa luta ao combate deste ou daquele pacote de austeridade nesta via conciliadora e eleitoreira leva ao legalismo e ao reformismo que põem o parlamento como principal palco desta luta. O MEPR considera que as ruas, as escolas e as universidades são o principal campo de batalha para a juventude em luta, e é fundamental reverberar em cada sala de aula, escola e faculdade a grande luta em defesa dos direitos do povo que se desenvolve em todo o país para, desta forma, aglutinar mais e mais estudantes para a luta.

 

AM: ato denuncia desmonte na saúde e educação

Reproduzimos a matéria relatando um importante ato em defesa da saúde pública ocorrido na farsa de “reinauguração” do Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV da UFAM. A matéria foi publicada originalmente no Blog da Redação do Jornal A Nova Democracia – www.andblog.com.br.


 

AM: ato denuncia desmonte na saúde e educação

Apoiador de AND em Manaus/AM

Neste 25 de novembro, cerca de 300 pessoas entre estudantes, técnicos administrativos e professores tomaram o espaço da solenidade de reinauguração do Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV, denunciando o desmonte na saúde e educação e desmascarando a farsa da administração superior da Universidade Federal do Amazonas e do gerenciamento federal em sua campanha de “UFAM eu cuido” e “Brasil: Ordem e Progresso”. Eufemismos usados pelas gestões vendidas aos ditames do imperialismo.

Com obras iniciadas em 2012, o Hospital Universitário teve contrato de privatização assinado com a EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, nesse mesmo ano. Após vários adiamentos e atrasos na data de entrega, o hospital teve sua primeira etapa dita “concluída” sem ao menos finalizar as obras e sem os equipamentos instalados, uma clara manobra para acalmar os ânimos da comunidade acadêmica e da comunidade externa que é atendida pelos serviços do hospital, além de maquiar o caos em que se encontra a saúde e a educação públicas.

O propósito era realizar uma solenidade cheia de pompa como manda o tutorial de grandes espetáculos da grande burguesia, com circulação de figuras caricatas e alvo de desprezo da população – da política amazonense e do gerenciamento federal -, tudo regado a dinheiro público. Uma verdadeira afronta tal acontecimento cheio de canalhas que diariamente chicoteiam e ludibriam ao povo. A chegada de carros e mais carros cercados de seguranças de onde desciam gentes – ou ratos? – com ar de superioridade e desprezo demonstrava a quem servia tudo aquilo. E ao povo somente as migalhas.

Se fizeram presentes nomes como o governador José Melo, alvo de investigações sobre fraudes no sistema de saúde público e que teve sua posse de gerente estadual cassada várias vezes por compra de votos; Rossiele Soares, Secretário de Educação Básica do MEC, representando o ministro Mendonça Filho, pessoas tais que defendem a reforma do ensino médio e o consequente sucateamento e privatização da educação; além de desembargadores, ex-secretários e médicos. Dias antes o ministro da saúde, engenheiro Ricardo Barros, defensor das arbitrariedades da PEC 55/2016 que promoverá com maior intensidade o desmonte do SUS e que de acordo com diversas investigações é financiado por planos de saúde privados, visitou também as dependências do novo prédio.

 

23/11: Realizado debate sobre ocupações estudantis e a luta contra a reforma do ensino na UERJ!

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No dia 23/11, o MEPR realizou um importante debate sobre as ocupações estudantis e o papel que essas ocupações cumprem na mobilização dos estudantes a nível nacional contra os ataques à educação, notadamente a "Reforma do Ensino Médio" e o Projeto de Lei "Escola Sem Partido".

O debate contou com presença de estudantes secundaristas que participaram das ocupações de escolas no Rio de Janeiro, Niterói e São Paulo, de ativistas da Liga da Juventude Revolucionária - Unidade Vermelha (UV), e um professor grevista da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro e ativista do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação - MOCLATE. O professor realizou a exposição de uma pesquisa que realizou apontando o que significam os projetos em questão e o quão nocivos serão estes para a já precarizada educação pública no nosso país. Os estudantes explicaram todo o processo de mobilização ocorrido nos colégios, as principais dificuldades, debates políticos ocorridos entre os estudantes e os pontos principais de sua luta, como a divulgação da luta para os moradores do entorno das escolas, bem como a tentativa inútil dos Governos Estaduais de reprimir a luta combativa. Indicaram também que seguirão na mobilização, politização e organização e que novas ocupações ocorrerão em defesa do ensino público!

 

Debate realizado na Uerj

A atividade que fez parte de um calendário nacional de lutas, como uma das deliberações do 36º ENEPe - Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia, ocorrido este ano na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), foi realizado no Hall do 12º andar da Uerj, onde está localizado a Faculdade de Educação. O debate contou com a participação de estudantes da Pedagogia e de outros cursos da universidade e também estudantes de outras faculdades que, assim como a Uerj, vêm sofrendo com os ataques recorrentes dos diferentes governos de turno.

Após as exposições e intervenções dos estudantes e do professor, ocorreu uma atividade cultural com o grupo de Rap Ameaça Vermelha, que é composto por secundaristas de São Paulo.

Ficou mais do que claro para todos os estudantes presentes no debate que o caminho para defender a educação é a mobilização ativa, com greves de ocupação e avanço na organização dos estudantes!

É com a Greve de ocupação que eu garanto o meu direito a educação!

Rebelar-se é Justo!

 


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