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http://www.mepr.org.br/midia/documentos/textos/panfleto_gonzalo.pdf

USP: Estudantes e trabalhadores resistem à agressão policial

Reproduzimos nota publicada no Blog da Redação do Jornal A Nova Democracia: www.andblog.com.br.

USP: Estudantes e trabalhadores resistem à agressão policial

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Protesto contra os cortes na USP

Comitê de Apoio ao AND – São Paulo

Na tarde desta terça-feira, estudantes, trabalhadores e professores protestaram em frente ao prédio da reitoria por conta de uma votação do Conselho Universitário, que discutiria o documento “Parâmetros de Sustentabilidade Econômico-Financeira da USP”, que estabelece teto de gastos para a instituição e medidas que vão do não pagamento de reajuste à demissão de funcionários.

Para impedir a entrada de cerca de 100 burocratas no Conselho Universitários, os estudantes, trabalhadores e professores fizeram um cordão em frente ao portão do Conselho. Os conselheiros e a força policial tentaram romper o cordão dos estudantes que resistiram somente com a força do corpo contra os socos e coronhadas que lhe eram dados.

 

Intervenções durante o 1º Encontro da Unidade Vermelha em BH

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Balanço da UV-LJR sobre as ocupações de 2016 em BH

Boa tarde companheiros e companheiras! Gostaria de saudar a todos presentes aqui e destacar a importância desse primeiro encontro da Unidade Vermelha para a organização mais consequente da juventude combatente aqui de Belo Horizonte. Estamos aqui porque é enorme a importância de conformar a UV em cada canto do país, principalmente no momento de crise que vivemos hoje no Brasil.

Desde 2013 vivemos um período histórico de aumento da politização da juventude brasileira e principalmente de compreensão quanto ao uso consciente da violência justa como via efetiva de transformar a sociedade e da apropriação e reinvindicação dos espaços públicos.

O ano passado foi marcado pelo grande acontecimento das ocupações secundaristas e universitárias por todo o país, foram mais de 1300 escolas e 200 universidades ocupadas, quando a inciativa dos alunos de se levantar contra a PEC 55 e a MP do Ensino Médio mostrou a decisão e compromisso da juventude combatente, que agarrou com firmeza a tarefa de barrar mais esses ataques do podre Estado brasileiro. Assumimos com vigor nosso papel de vanguarda e tropa de choque da revolução, mostramos que não aceitaríamos calados os golpes do governo que claramente tiveram o objetivo de retirar direitos das massas para assegurar os lucros dos grandes bancos que promovem a verdadeira sangria dos cofres públicos.

Tomamos as rédeas da gestão de nossas escolas e universidades, promovemos atividades políticas, culturais, envolvemos e instruímos a comunidade em torno das nossas exigências. Nos organizamos em comissões de alimentação, saúde, comunicação, segurança, mostrando nosso poder de organização, disciplina e maturidade para resolver conflitos.

É importante destacar o papel das comissões de comunicação e de segurança nas ocupações para entender o momento político atual e a necessidade de garantir a segurança de quem luta pelos seus direitos num estado fascista e policial, que ainda insiste em se dizer democrático de direito. As instruções de centralizar as falas para a imprensa, de não se identificar ao entrar em contato com a mídia, não divulgar informações sobre o funcionamento orgânico das ocupações, não transmitir informações a terceiros a não ser que pessoalmente, cobrir o rosto ao ser fotografado, a escala de rondas noturnas internas e externas nos prédios, a manutenção de portaria com controle de entrada, eram algumas medidas de segurança que refletem a situação de perseguição da juventude que se levanta contra o sistema.

 

PRIMEIRO ENCONTRO DA UNIDADE VERMELHA EM BH

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Publicamos matéria enviada pelos companheiros da Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária de BH sobre o encontro realizado no penúltimo domingo. Aproveitamos para, na sequência, publicar algumas das intervenções feitas pelo MEPR e pela UV durante o encontro.


PRIMEIRO ENCONTRO DA UNIDADE VERMELHA EM BH
AVANÇAR NA ORGANIZAÇÃO DA JUVENTUDE COMBATENTE

 

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Do último domingo, dia 12, ocorreu na região o primeiro encontro da Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária. O encontro teve como proposta apresentar a organização para a Juventude Combatente de BH e teve sede na Escola Estadual José Heilbuth, que esteve ocupada no ano passado e fica na zona norte da cidade.

O Primeiro Encontro da UV contou com a participação de diversas organizações, que mostraram para a Juventude Combatente ali presente o caminho revolucionário e apontaram a importância da organização da juventude revolucionária, que é "reserva e vanguarda de choque" da luta revolucionária para a conformação de uma nova sociedade. Juventude essa que no ano passado tomou a frente nas ocupações secundaristas e universitárias contra os ataques de Temer/PMDB e que expressa, no seu dia a dia, a revolta e disposição para lutar contra a situação de miséria do povo.

As paredes da escola foram tomadas por cartazes que traziam imagens da Grande Revolução Cultural Proletária; que exaltavam a resistência do povo palestino e que convocavam as jovens a despertar sua fúria revolucionária. Fotos de Lênin e Stalin, dirigentes da centenária Grande Revolução Bolchevique; de Helenira Rezende e Manoel Lisboa, patronos da Unidade Vermelha – LJR; dos heróis do povo brasileiro, que verteram seu sangue pela Revolução Agrária, Cleomar Rodrigues, Renato Nathan e Luiz Carlos; da companheira Sandra Lima, fundadora do MFP, apoiadora convicta da UV desde sua fundação e que sempre gostava de ressaltar a conformação dessa Unidade como um dos principais legados das Jornadas de Junho e Julho de 2013. Imagens de outros companheiros que doaram suas vidas para luta pela libertação do proletariado também estavam presentes. Além disso, havia um mural de jornais A Nova Democracia junto de um chamado de apoio à imprensa popular e democrática.

 

RJ: 20/02 - Pezão vende CEDAE e reprime manifestantes

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O dia 20/02 ficou marcado pela aprovação, na ALERJ, da venda da CEDAE. Enquanto no lado de dentro os deputados corriam contra o tempo para aprovar logo essa medida antipovo, no lado de fora a população era reprimida e agredida pela Polícia Militar e Batalhão de Choque. Foram pelo menos 50 pessoas detidas, a maioria delas estudantes, sendo acusadas de “resistência”, porém sem prova alguma.

Logo após confirmada a venda da CEDAE pelos inimigos do povo, deputados de diferentes partidos tendo como chefe Picciani, funcionários públicos, servidores do estado, professores e estudantes decidiram sair em ato. A ideia inicial era dar a volta no quarteirão e voltar até a frente da ALERJ, porém, acuada, a direção eleitoreira dos sindicatos fez inúmeras falas, de maneira oportunista, no intuito de desmobilizar a massa que estava fervorosa para dar um resposta à altura.

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No fim das contas, o ato seguiu pela Av. Presidente Vargas, principal via do centro da cidade. Os manifestantes conseguiram parar por várias horas as quatro faixas.

Chegando até a sede da CEDAE, parte do ato parou ali e começou um princípio de confusão quando, logo assim que a massa iniciou as denúncias contra a privatização, o batalhão de choque começou a tacar bombas.

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Daí pra frente o que se viu foi uma ação desesperada da Polícia. Tacando bombas à esmo, atingindo vários manifestantes com balas de borracha, o ato começou a se dispersar. Foi quando a polícia começou a realizar as detenções arbitrárias, pegando aleatóriamente manifestantes que estavam nas ruas ao redor. Até as 21h a maioria dos detidos havia sido liberada.

Juventude Combatente

Longe de fazer desmobilizar a organização do povo para novas batalhas, essa atitude fascista da PM de Pezão (PMDB) só servirá para colocar mais lenha na fogueira da rebelião popular! O governo cassado de Pezão não tem moral nenhuma para mandar prender manifestantes. Essa é mais uma demonstração de que é justo rebelar-se contra todas medidas antipovo que serão votadas ao longo desta semana. As tentativas de repressão atiçam ainda mais a justa revolta popular!

Lutar não é crime!

Rebelar-se é Justo!

GREVE GERAL CONTRA AS MEDIDAS ANTIPOVO DE TEMER-PEZÃO!

 

Rondônia: Ato Público em Jaru apoia camponeses e rechaça crimes do latifúndio

Reproduzido do blog do Jornal A Nova Democracia

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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro


Reproduzimos matéria enviada por apoiadores do Jornalismo Investigativo (Rondônia), em primeira mão, do Ato Público de organizações e entidades democráticas contra a criminalização da luta pela terra e os assassinatos de camponeses por bandos armados do latifúndio e pelas forças policiais do velho Estado brasileiro. Mais informações na presente edição de AND, nº 184.


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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro

Na manhã desta sexta-feira, 10 de fevereiro, foi realizado na Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaru um Ato Público convocado pelo CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos, a ABRAPO – Associação Brasileira dos Advogados do Povo e a Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres. O convite, estendido para diversas organizações sociais, populares e de classe, contou com a presença de ativistas da Liga Operária, do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (MOCLATE), da Executiva Estadual de Estudantes de Pedagogia, Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de BH e Região (MARRETA), do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Jaru (STTR) e o Movimento Feminino Popular (MFP). Estiveram presentes advogados de Rondônia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, professores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) e da rede pública estadual e do município de Jaru. Diversas organizações sociais, advogados e intelectuais que não puderam comparecer enviaram mensagens e notas de solidariedade.

 

RJ: JUVENTUDE COMBATENTE E POPULAÇÃO RESISTEM BRAVAMENTE!

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No dia 09/02 o Rio de Janeiro foi mais uma vez palco de grande resistência de massas. Servidores públicos, funcionários da CEDAE (Companhia Estadual de Distribuição de Águas), que está sendo alvo de tentativas de privatizar como parte do acordão do governo estadual com o federal, estudantes e trabalhadores enfrentaram bravamente a tropa de choque da PM e a Força Nacional de Segurança.

Neste dia, o gerenciamento imoral de Pezão (PMDB) pretendia fazer votar a parte específica do seu pacote de maldades que diz respeito à privatização da CEDAE. Essa medida já foi denunciada por muitos como mais um ataque aos direitos do povo. Nesse caso o direito fundamental de acesso à agua, que nas atuais condições já não é garantido pelo descaso do podre governo estadual ao sanemanto básico, sobretudo em regiões mais afastadas da região central.

A manifestação contra as medidas antipovo e a privatização da CEDAE teve início no começo da tarde e pouco antes do horario marcado para o início da votação na ALERJ uma parte dos manifestantes, sobretudo a Juventude Combatente, saiu em ato pelas ruas ao redor para propagandear a revolta popular. Ao retornar ao local inicial do ato, posicionados com escudos vermelhos, bandeiras, palavras de ordem de denúncia aos crimes do gerenciamento de turno, morteiros e rojões, a polícia iniciu um ataque covarde com bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio pensando assim repelir o protesto popular. Que engano!

Escudos da Juventude Combatente

Daí pra frente o que se viu foi uma resistência massiva de trabalhadores e estudantes que não mais aceitam a repressão brutal contra toda e qualquer manifestação de repúdio às medidas antipovo, e impuseram duras respostas a essa atitude fascista.

Resistência Popular

Repressão não vai deter a revolta popular

 

 

NITERÓI-RJ: Juventude Combatente se levanta contra aumento de tarifas!

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Na última quarta-feira dia 08\02, aconteceu em Niterói-RJ uma combativa manifestação contra o aumento da passagem e do bilhete Único. O município de Niterói criou um decreto que garante o aumento automático das passagens todo início do ano e já está previsto para o dia 18 um novo aumento no valor das barcas

O aumento das passagens é um ataque aos trabalhadores, precariza e aumenta os custos de vida do povo. Esses aumentos constantes dos preços são garantidos pelos gerentes de turno do Velho Estado que precisam garantir os privilégios dos grandes burgueses e latifundiários  que financiam suas campanhas durante a farsa eleitoral.

A manifestação percorreu todo terminal rodoviário, fez muita agitação  combativa e em seguida  percorreu as principais ruas da cidade.  A polícia tentou reprimir a manifestação com spray de pimenta, porém, com uma postura firme a juventude mostrou que aqueles que mantém uma reinvindicação justa não temem ir às ruas e continuaram o protesto até as barcas.

Bandeira da Palestina tremula no combativo ato

 

 

A vitoriosa manifestação em Niterói inicia, na cidade, um ano que promete ser de lutas contra  os pacotes antipovo de Temer e Pezão(PMDB) e resistência combativa das massas nas ruas em defesa dos seus direitos golpeados .

Viva a a juventude combatente!

O ato nos mostrou uma juventude combatente e disposta a lutar, uma juventude que não  duvidou da capacidade das massas, que mostrou que a rebelião se faz com decisão e foi às ruas.

Manifestação tomou ruas do centro de Niterói

 Nós, do MEPR, convocamos a juventude a permanecer na luta pelo transporte em Niterói, esmagando qualquer tipo de oportunismo que queira travar o avanço da luta. Devemos impulsionar o protesto popular, resistir aos ataques contra os direitos do povo e aumentar a propaganda de que o Brasil precisa de uma grande revolução.  Tomar as ruas, as escolas, as universidade, atuando sempre de forma combativa, firme e justa. A luta revolucionária é o caminho para a construção de um novo mundo, não há outro caminho para a libertação das massas. 

 

Ir ao combate sem temer! Ousar lutar, ousar vencer!

 

Mais um camponês assassinado no Vale do Jamary, no Acampamento Terra Nossa

Reproduzido do Jornal Resistência Camponesa

Mais um camponês foi assassinado a tiros. Dessa vez a vítima foi Roberto Santos Araújo, de 35 anos, assassinado dia 1 de fevereiro no km 52 da RO-257, sentido Machadinho do Oeste.

Roberto era recém acampado e muito entusiasta da luta camponesa, havia trabalhado muito em fazendas e sido expulso das mesmas, sem receber seus direitos trabalhistas. Ele era um dos coordenadores do acampamento Terra Nossa que lutava pelas terras da fazenda Tucumã.

A mesma fazenda que no início de 2016 foi palco de barbaridades cometidas pelo latifúndio, e seus bandos armados de pistoleiros e policiais. Na ocasião eles assassinaram os jovens Alysson Henrique Lopes e Ruan Hildebrandt Aguiar no dia 31/01/2016, queimaram o corpo de um deles e sumiram com o corpo do outro jovem. Pequena parte do bando de pistoleiros foi preso com verdadeiro arsenal de guerra. Junto do bando foi detido o 3º sargento PM Moisés Ferreira de Souza, que foi liberado pelos policiais e depois contaram uma fantasiosa estória de ele teria fugido. Até hoje os mandantes e executores desses crimes continuam impunes.

Veja: Pistoleiros promovem terror no Vale do Jamari

Segundo informações de camponeses durante a remoção do corpo de Roberto esteve presente o cabo PM Dutra, que coincidentemente esteve presente também em outra situações parecidas, quando do assassinato da Edilene e Izaque, e em tentativas de forjar provas contra camponeses e intimidação de advogados e camponeses nas áreas Terra Nossa, Seringueiras, área Enilson Ribeiro e área 10 de Maio.

Morte ao latifúndio! Terra para quem nela trabalha!
Viva a Revolução Agrária!

 

Contra os crimes do latifúndio, seus bandos armados e a polícia! (Liga dos Camponeses Pobres)

Reproduzimos comunicado emitido pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental denunciando as mentiras, maquinações, perseguições e assassinatos levados a cabo pelo latifúndio com seus bandos paramilitares e velho Estado pela polícia contra camponeses, tudo para acobertar o maior roubo de terras do século no Brasil. Retirado do Jornal Resistência Camponesa.


Camponeses da LCP, lideranças combativas, e apoiadores da luta pela terra estão sofrendo sistemáticos ataques do latifúndio, dos seus bandos armados e da polícia. Em Rondônia os latifundiários estão agindo como verdadeiras quadrilhas, organizando bandos paramilitares e contratando pistoleiros a luz do dia. Nesse último período dezenas de camponeses foram assassinados (dentre eles vários coordenadores da LCP), vários outros foram presos e torturados. Esses crimes cometidos impunemente por pistoleiros são encorajados e acobertados principalmente pela polícia militar do comandante Ênedy e do gerente Confúcio Moura (PMDB).

Várias áreas camponesas novas e antigas foram despejadas e várias outras se encontram ameaçadas. Para realizar esses despejos mobilizam verdadeiro aparato de guerra e praticam todo tipo de perseguição, tortura, humilhação e abuso contra o povo.

Além de atacar diretamente os camponeses nas áreas, os latifundiários estão armando e organizando grupos de delinquentes que usam o nome da LCP para ameaçar, atacar e roubar pequenas e médias propriedades de camponeses vizinhos dos acampamentos. Tudo com o claro objetivo de jogar o povo contra a LCP, criminalizar e demonizar ainda mais os camponeses e suas organizações para justificar e intensificar a repressão e matança já em curso.

E claro, os monopólios dessa imprensa mentirosa, fartamente financiadas com verba do governo, porta-voz da polícia e do latifúndio, repercutem as mentiras que seus patrões lhes sopram no ouvido.

 

Inadimplência no FIES desmascara financiamento sem fim dos tubarões do ensino privado

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FIES

 

 Dados divulgados recentemente indicam inadimplência de mais de metade dos contratos do FIES em fase de pagamento. Este programa do governo federal consiste na compra de vagas em faculdades particulares pelo Estado através do Banco do Brasil e da Caixa Economica Federal. De acordo com o contrato, os estudantes tem de começar a quitar as pretações um ano e meio depois de formados, mas não é isto o que tem acontecido. 

Os dados apontam que 53% dos 526,6 mil contratos em fase de pagamento estavam atrasados em setembro de 2016. Os números de 2015, já apontavam R$625 milhões em prestações atrasadas. E isto tem acontecido porque os cursos nas faculdades particulares não tem garantido empregos para a grande maioria dos jovens. Ora, o FIES é destinado a jovens "de baixa renda", com renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa. Porém, mais da metade das pessoas formadas não estão tendo condições de pagar as mensalidades do financiamento, mesmo com o diploma de Ensino Superior. Isto reflete o tamanho grau que atingiu o desemprego e os baixos salários no país.

E também desmascara a mentira defendida por esses enganadores à testa do velho Estado. O FIES foi anunciado pelo ex-gerentão pró-ianque Luiz Inácio como um complemento para ingressar imediatamente uma grande parcela da população no Ensino Superior enquanto se expandiria a longo prazo as vagas nas universidades públicas. Mas o que tem acontecido é justamente o contrário!  As verbas pras universidades federais tem sido cortadas aos montes desde o gerenciamento Dilma, e agora recebrão cortes tão graves como nunca antes vistos após a aprovação da "PEC do Teto dos Gastos" do reacionário Temer e sua quadrilha de bandidos.

Enquanto isso, os tubarões do ensino privado tem recebido gordas quantias e se empanturrado de dinheiro público. Só em 2016 foram 193 mil novos financiamentos. O auge foi em 2014 com 731,7 mil, um investimento acumulado de R$55,5 bilhões de 2010 a 2016. Em comparação, em 2014 o investimento em todas as Instituições Federais de Ensino (públicas) somadas não ultrapassou os R$ 2,59 bilhões! E ainda por cima, os tubarões do ensino privado tem aumentado o valor das mensalidades inescrupulosamente. O aumento em 2017 foi de mais de 14% nas mensalidades só em Belo Horizonte/MG. Aumento que o governo paga sem pestanejar, condenando à forca os estudantes que forem pegos na arapuca do financiamento.

 


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