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Nota sobre o funeral da companheira Remis Carla

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No dia 24 de dezembro de 2017, cerca de 300 pessoas reuniram-se no funeral da companheira Remis Carla, para prestar homenagens à sua memória, no Cemitério Municipal de Paulista/PE. Após intensa campanha por encontrá-la, familiares, amigos e companheiros de luta finalmente tiveram o direito de enterrar seu corpo e despedir-se com as devidas honras desta combativa e altiva companheira.


Após a cerimônia religiosa organizada pela família, a companheira Drª Maria José do Amaral, que lutou conosco desde o início para encontrar Remis, com extrema dedicação militante e competência profissional, tomou a palavra e fez uma firme denúncia dos crimes que o velho Estado comete contra o povo pobre, como foi no caso de nossa companheira. Ressaltou que não foram as forças do Estado que encontraram o corpo de Remis, mas sim as massas, através da vigorosa campanha realizada. Assim são tratados os crimes contra os filhos e filhas do povo, descaso que não representa “omissão”, mas ao contrário, expressa o próprio caráter de classe burguês e latifundiário do velho Estado brasileiro.


Em seguida, uma companheira do Movimento Estudantil Popular Revolucionário, dirigente da ExNEPe, fez uma intervenção contundente, que se iniciou com a pergunta: “Quem foi Remis Carla?”, ao que respondeu relatando o histórico de militância e engajamento de Remis nas lutas em defesa da Revolução Agrária, dos direitos dos estudantes e da universidade pública e gratuita. Destacou que a companheira Remis Carla era convicta defensora da ideologia do proletariado, o marxismo-leninismo-maoísmo, da necessidade da violência revolucionária e do Partido Comunista para a transformação social radical de nossa sociedade. Em consonância com o sentimento de todos ali presentes, a companheira afirmou que este crime não ficará impune, o que foi aclamado por vigorosas palmas de revolta e indignação.


Em seguida, as companheiras do Movimento Feminino Popular entoaram o hino do MFP, tantas vezes cantado pela companheira Remis, marchando com firmeza em duas colunas, com braçadeiras vermelhas com o símbolo da foice e o martelo. Acompanhadas pelo som do tarol e tendo ao fundo um grande painel grafitado, pelo Coletivo Bagaço, com o rosto e o olhar altivo de nossa companheira, as centenas de pessoas presentes ouviram em silêncio solene o hino que sintetiza a posição da companheira Remis, que defendia o classismo revolucionário e tinha ódio do revisionismo e do feminismo burguês, por este dividir e desviar a luta do povo do caminho da revolução. Assim, reafirmando o juramento de que seguiremos levantando cada vez mais alto a bandeira vermelha da revolução hasteada pela companheira Remis, a impactante demonstração emocionou a todos que a conheceram e conviveram com ela. As duas colunas de militantes do MFP, compostas por estudantes e camponesas, encerraram sua homenagem cantando a canção ‘Bela Ciao’ e entoando a consigna: “Servir ao povo de todo o coração, tropa de choque da revolução!”, foram acompanhadas por dezenas de estudantes presentes no funeral, muitos dos quais entoaram esta canção e esta palavra de ordem junto com Remis nas ruas do Recife nos protestos de 2013 e contra a farra da Fifa em 2014.

 

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Com a chegada do corpo de nossa companheira no cemitério, o cortejo para o enterro teve que ser imediato, o que aumentou a indignação de todos contra o famigerado e covarde assassino, pelo ocultamento de seu corpo. Após o enterro, o coletivo Bagaço e companheiros da Banda Palafita encerraram as homenagens.


Logo em seguida, demonstrando a decisão de seguir lutando para que este crime não fique impune, dezenas de estudantes, professores e camponeses presentes se dirigiram ao Fórum Joana Bezerra, onde estava marcada a audiência de custódia que definiria pela imediata prisão ou soltura do assassino. Mais uma vez, o caráter de classe do velho Estado se revelou, com policiais tentando impedir até mesmo que a advogada Drª Maria José do Amaral, companheira de luta de Remis Carla, pudesse entrar no Fórum; assim como bloquearam o acesso do restante dos manifestantes. Graças ao protesto, conseguimos fazer com que a advogada entrasse.


Dentro do Fórum a Drª Maria José encontrou-se com a Drª Ana Luiza Mousinho, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB, que havia sido mobilizada para acompanhar o caso. O delegado “irresponsável” do caso, Élder Tavares, que não conseguiu levantar nenhuma informação sequer que pudesse levar à prisão do assassino, estipulou uma fiança de R$ 30.000,00 pelo crime de ocultação de cadáver, razão da prisão em flagrante do assassino de Remis. Diante da presença firme e atuante de nossas duas advogadas e da pressão feita pelos manifestantes do lado de fora do Fórum, o pedido de fiança foi rejeitado pelo juiz e foi decretada a prisão preventiva do assassino de Remis.

 

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Encarnando o espírito revolucionário da companheira Remis Carla, as homenagens vermelhas em seu funeral encerraram-se com uma vitoriosa manifestação. Nada mais justo e correspondente à história de nossa companheira. Companheira Remis, a prisão preventiva foi apenas o primeiro ato de justiça; mais uma vez repetimos nossa promessa: esse crime não ficará impune!



Companheira Remis Carla, Presente na Luta!

Abaixo o velho Estado burguês e latifundiário!

Paulo César assassino, você vai nos pagar!

 

Movimento Feminino Popular

Movimento Estudantil Popular Revolucionário


 

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