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http://www.mepr.org.br/midia/documentos/textos/panfleto_gonzalo.pdf

Calorosa recepção

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Estudantes comemoram libertação de Cida

A manifestação do MEPR no Rio de Janeiro que causou grande impacto em todo o país modificou a rotina na maior universidade do norte de Minas Gerais. A companheira Maria Aparecida, Cida, é aluna do curso de história da Unimontes, e sua prisão repercutiu por toda a cidade mobilizando estudantes de várias escolas em uma campanha pela libertação dos estudantes detidos no Rio. Durante os quatro dias em que esteve presa, foram organizados abaixo assinados, cartazes, murais, e o Presidente do DCE da Unimontes entregou uma carta ao Governador de Minas cobrando uma atitude perante a prisão dos companheiros.

A notícia da libertação dos companheiros presos foi comemorada por todos os estudantes que se identificaram com a luta da companheira. Foi organizada uma calorosa recepção. Com faixas e cartazes, amigos e companheiros de luta a receberam na rodoviária, e foi com grande emoção que a avistaram de punho erguido e sorridente ao descer do ônibus.

Ainda na rodoviária nossa companheira com a mesma combatividade apresentada durante a manifestação no Rio afirmou para a equipe de reportagem local: "... sim, faria tudo novamente, não me arrependerei nunca por lutar por um mundo livre da dominação imperialista."

A volta da companheira às aulas causou grande reboliço na faculdade: todos paravam no corredor para vê-la e cumprimentá-la. Ao chegar em sua sala de aula, foi recebida por aplausos de toda a turma, e o professor cedeu sua aula para que fosse relatado tudo que ela havia vivido durante sua prisão, falar sobre o MEPR e a luta antiimperialista.

Uma surpresa ainda a aguardava: todos os amigos e companheiros de luta organizaram uma animada festa para comemorar seu aniversário e sua libertação. Após contar os "casos" sobre a situação vivida na prisão, foi cantada por todos a pedido da aniversariante uma bela canção popular que diz em seu refrão: "É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar!".

Três dias após a volta da companheira, foi realizada na Unimontes uma plenária geral do MEPR para discutir a guerra imperialista. Contando com a participação de estudantes de vários cursos da Unimontes e estudantes secundaristas, a plenária aprovou por unanimidade a proposta da Frente Estudantil Rebelião de realizar uma manifestação contra a guerra imperialista no centro da cidade.

Após uma semana de mobilizações, dezenas de estudantes universitários e secundaristas fizeram uma vibrante manifestação nas ruas de Montes Claros, chamando a atenção de toda a população que aplaudia os companheiros. O ato foi encerrado na praça central da cidade com as palavras de ordem "Yankees go home!" e a queima da bandeira ianque, enchendo de surpresa e satisfação todos que passavam na rua naquele momento.

Marcelo é recebido com manifestação em Araxá

Como uma forma de recepcionar o companheiro Marcelo, que havia sido preso no protesto do dia 24/03 no Rio de Janeiro, os estudantes do Cefet-Araxá marcaram uma manifestação contra a invasão ianque ao Iraque. O protesto foi engrossado por camponeses das Comissões Camponesas de Luta do triângulo mineiro, que acabaram de conquistar a posse de mais um latifúndio na região. As colunas de estudantes e camponeses atravessaram o centro de Araxá, causando grande impacto na cidade. A organização e seriedade do protesto conquistaram o apoio da população que observava e aplaudia a manifestação.

Foi uma passeata inédita na cidade.
Até então as passeatas contra a guerra só ficavam no pacifismo, com pombas, balões brancos e nada de luta. A união de estudantes e camponeses teve um tom oposto. No carro de som os companheiros faziam agitações contra o imperialismo ianque, que como saqueadores atacam o petróleo e território iraquiano. Esta luta teve uma enorme repercussão em toda a região.

Viva a união de estudantes e camponeses!



jonatasJônatas, como você foi recebido pelos menores detentos da Padre Severino?

 

Eu fui bem tratado pelos menores, fui recebido com aplausos. Os meninos me perguntaram a cor da bandeira, perguntaram porque eu tinha sido preso, eu contei para eles como foi a manifestação; aí teve uns lá que nem sabiam que estava tendo guerra no mundo.

Fiquei de 10 horas até meia noite conversando com os meninos, explicando como era aqui fora, eles falaram da vida do crime contaram a vida deles, vários buracos de bala na perna, nas costas. Dormi e no outro dia, que foi na quarta-feira de manhã fui acordado pelos policiais. Teve um que me desanimou falando que já viu nego demorar um mês pra ir embora pra São Paulo, aí eu fiquei desanimado porque eu queria ir embora no outro dia. Mas depois chegou uma assintente social foi lá me chamou para conversar, pegou meu endereço de casa e telefone, daí meia hora minha mãe chegou e foi só felicidade.

Existe a impressão de que nas unidades de menores, como a Padre Severino, que eram da Febem, todos os menores são muito violentos e agressivos. O que você sentiu foi isso, isto é verdade?

Não, não pelo contrário. Todos são muito gente boa, me trataram super bem. Na hora do almoço teve uns que não queriam beterraba, me perguntaram "você quer beterraba?" Eu respondi, quero, me deram a beterraba; teve uns que tavam com fome e não queriam beterraba, eu dividi com eles arroz, o pouco que tinha dividia.

Como foi a sua chegada em Belo Horizonte?

A chegada foi ótima. Eu não estava acreditando que saí. Quando eu cheguei no Anel Rodoviário, comecei a ficar feliz; nem sabia que o pessoal ia esperar, na Rodoviária, Antes de descer do ônibus fui buscar água, eu estava escutando uns barulhos lá fora. Quando desligou o motor estava o pessoal gritando, eu fiquei feliz demais, ai eu desci acenando, mandando beijo, abraçando o pessoal, os companheiros todos lá comigo e os que não foram também mandaram abraço. Tinham muitos companheiros muita gente, tinham faixas, era igual uma manifestação, estava tendo uma manifestação na Rodoviária.

Você faria tudo de novo?

Faria, faria, faria e faço.

 

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