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Editorial: Levantar a luta combativa dos estudantes por todo o Brasil

A principal tarefa dos estudantes revolucionários do Brasil, hoje, é organizar e levantar verdadeiras e combativas lutas estudantis. O governo Lula se elegeu prometendo mudanças e o povo lhe cobrará estas promessas. Diziam na campanha que uma de suas principais prioridades seria a educação, mas na prática aplicam as mesmas políticas de FHC e Paulo Renato. Os oportunistas traficam com as esperanças que o povo ainda deposita em seu governo para seguir aplicando mais a fundo as medidas do FMI; mas se enganam ao pensar que desta maneira evitarão as lutas do povo.

A expectativa por mudanças acende em todos o espírito de luta. É chegada a hora de levantarmos com vigor as nossas reivindicações. No ensino superior: Exigimos o fim da cobrança de taxas, matrículas e mensalidades nas universidades públicas! Exigimos já o fim da lista tríplice nas eleições para reitor! Pelo o aumento de vagas nas universidades públicas! Nenhum dinheiro aos banqueiros, por mais verbas para a educação! Abertura de concurso público para professores! Redução imediata das mensalidades nas escolas e faculdades particulares! Garantia da matrícula dos inadimplentes! No ensino secundário: Abaixo a aprovação automática! Pelo direito de estudar e aprender! Pela reintegração do ensino técnico ao ensino médio! Por mais democracia nas escolas! Estas reivindicações são urgentes, não estamos pedindo nenhum favor. São direitos nossos que nos foram roubados durante estes últimos anos. Também não são propostas difíceis, ou que exijam tempo para serem implementadas, são questões a serem aplicadas imediatamente.

Assembleia NacionalA luta dos estudantes desde o fim do ano passado já é crescente. A combatividade e independência tem sido a marca deste novo movimento estudantil que por todos os cantos do país começa a despontar. A luta de maior destaque foi contra a privatização da UFMG, onde dezenas de estudantes boicotaram às taxas, seis companheiras chegaram a ser expulsas, mas depois de muita pressão a reitoria teve de voltar a trás e recentemente, pela terceira vez, os estudantes conseguiram garantir a sua matrícula sem o pagamento de taxas. Outra luta de grande importância foi pelo aumento do espaço físico da Unitins (Universidade federal de Tocantins). Os estudantes fizeram uma combativa greve de três meses e ocuparam o campus da universidade, nem a repressão policial nem as ameaças detiveram a luta que saiu vitoriosa. No sertão nordestino, centenas de estudantes da FFPP (campus da Universidade de Pernambuco em Petrolina) realizaram um vigoroso boicote às mensalidades. No Mato Grosso do Sul, os estudantes universitários de Dourados travaram uma boa luta para mater o direito ao passe livre. Um poderoso movimento estudantil começa a se levantar, ainda não é uma luta generalizada, mas por todo o país exemplos formidáveis apontam o caminho a seguir.

Une e Ubes estão agora no governo, deixaram de ser um mero instrumento do oportunismo eleitoreiro para ser um instrumento do Estado, do MEC na implementação de suas reformas. Esta modificação não será um atraso para a luta estudantil, desta forma estes oportunistas vão se desmascarando para sempre, deixando terreno livre para a organização independente dos estudantes. Serão combatidos juntamente com os projetos que querem implementar. Com a maior cara-de-pau vêm dizer que não farão mais lutas, agora, segundo eles, é chegada a hora de ser "propositivo", de participar dos projetos governamentais. É mesmo para rir, "não farão mais lutas", estes pelegos nunca puxaram uma luta combativa sequer, somente lutas eleitorais. A hora é de lutar sim! Os estudantes lutarão e estas entidades só pertencerão ao passado.

O MEPR está lançando uma campanha nacional de luta contra a privatização das universidades públicas. Convocamos todos os estudantes a: "Boicotar todas as taxas!". Esta é a forma de luta que mais pressiona o governo, somente assim podemos evidenciar o problema da falta de verbas. Enquanto continuarmos pagando pelo que deveria ser repassado pelo governo eles não aumentarão em nada o orçamento para a educação. Não adianta fazer marchas à Brasília ou reuniões com ministros. É a luta dentro das universidades e nas ruas, nos somando a professores e funcionários que realmente pressionará o governo a atender todas as nossas reivindicações.

A juventude é linha de frente na luta antiimperialista

O MEPR na luta contra a guerra imperialista se junta a todos os povos do mundo em sua justa luta revolucionária contra o imperialismo. O povo iraquiano está dando exemplo de grande heroicidade em sua resistência à invasão ianque, primeiro quando derrotou a blitzkrieg (guerra rápida) dos norte-americanos e agora na luta prolongada contra a ocupação. Os monopólios de comunicação que estão fazendo uma cobertura venal e falsificadora da guerra se apressam a dizer que a peleia já está definida. Estão enganados, depois de mais este ato genocida o ódio dos povos, particularmente do povo iraquiano, contra o imperialismo é ainda maior. A resistência prosseguirá e inevitavelmente se espalhará por todo o mundo árabe. As massas iraquianas de várias formas organizarão suas trincheiras contra as tropas invasoras utilizarão principalmente táticas de guerrilha. Lutarão principalmente na calada da noite, buscando sempre obter uma superioridade relativa de forças.

O povo brasileiro está na mesma trincheira do povo iraquiano, lutamos juntos contra nosso inimigo comum o imperialismo, particularmente, norte-americano. Nas lutas contra a guerra imperialista como uma só voz às massas oprimidas se levantaram, por todos os rincões ouvia-se o mesmo brado de "Morte ao imperialismo!". As manifestações ocorreram no Mundo inteiro, os enfrentamentos com a polícia e os ataques a embaixadas norte-americanas demonstram o ódio ao monstro imperialista. No Egito, Turquia, Coréia, Alemanha, México, Espanha, em Buenos Aires, Montevidéu e Quito a juventude em protestos radicalizados cercou as representações dos norte-americanos em seus países. Os estudantes brasileiros se juntaram a esses jovens.

No dia 24/03, o MEPR organizou uma manifestação em frente ao Consulado do EUA no Rio de Janeiro. No quinto dia de bombardeios sobre Bagdá, o território diplomático do EUA no Brasil foi atacado por dezenas de coquetéis molotov, era solidariedade concreta com o povo iraquiano. Este protesto representou a fusão do povo brasileiro com a resistência iraquiana e com as lutas revolucionárias contra a guerra imperialista pelo mundo. Esta ação ousada foi reprimida pela PM serviçal dos ianques, mas os estudantes não se intimidaram, seguiram em passeata pelo centro do Rio. A população aderiu e várias agências bancárias e um McDonald´s tiveram suas vidraças quebradas.

Cinco estudantes foram presos, sendo três companheiras e dois companheiros, deles um menor de idade. A embaixada ianque pressionou o delegado responsável para que enquadrasse os companheiros em crimes inafiançáveis. Devido a estas pressões as companheiras foram transferidas para o presídio Bangu 6. Mas a luta pela liberdade foi mais forte, o apoio e solidariedade de forças democráticas e progressitas, foi decisivo. Manifestações contra as prisões estouraram por todo o país, estudantes foram para a frente da Polinter e da prisão onde estavam as companheiras para exigir a libertação.

A CIA tentando nos intimidar mandou mensagens pelo correio eletrônico com ameaças a nosso movimento. Nossa resposta foi nas ruas. A manifestação que ocorreu em BH no dia 10 de abril deixou bem claro para eles com quem estão mexendo. Se eles não estão para brincadeira, nós também não estamos. Nossa luta é pra valer, faz parte da luta de todo o povo brasileiro contra a dominação imperialista. E desde já é uma luta vitoriosa. O imperialismo ianque como todos os impérios que já existiram sobre a Terra irá cair inevitavelmente.

Viva a organização e luta independentes dos estudantes!

Viva o Movimento Estudantil Popular Revolucionário!

Ousar Lutar, Ousar Vencer!