Pelegos da Une são derrotados nas eleições do DCE da UFC
Em toda a combativa luta dos estudantes de Fortaleza pela meia-ilimitada, o Diretório Central dos Estudantes da UFC (Ceará) teve uma postura capitulacionista e oportunista. A então gestão, ligada a Une e aos revisionistas do Pecedobê, tentou primeiramente se aproveitar da luta, querendo se passar como lideranças do movimento. Postura meramente eleitoreira, sem nenhuma preocupação real com os interesses dos estudantes e apenas concentrando-se para as eleições do DCE que se aproximavam. Não faziam nada de concreto para a luta do passe e soltavam panfletos se elogiando e promovendo-se.
Mas a máscara caiu. Os capituladores da Une, que controlavam o DCE, traíram completamente o movimento. Bastou a prefeitura soltar uma notinha dizendo que a meia não seria mais limitada para que esta gente começasse a comemorar uma "grande vitória". Esta nota da prefeitura não garantia nada, não passava de enrolação para desmobilizar os estudantes. E nesta tentativa de desmobilização se somaram os traidores do DCE.
Porém, a massa deu sua resposta: prosseguiu na luta e realizou uma manifestação extremamente combativa com mais de 5 mil estudantes; em seguida, deu um basta nos eleitoreiros traidores, derrotando a chapa deles nas eleições.
Estes reformistas acham que os estudantes são palhaços para caírem em suas armações. Perderam por mais de mil votos de diferença, eis a resposta contundente dos universitários.
Esta é a demonstração de que os estudantes não se enganam com estes governistas.
Derrota do Pecedobê em Mariana/MG
A chapa Resistência e Luta apoiada pelo MEPR venceu as eleições do grêmio da Escola Estadual Dom Silvério. Num total de mais de 600 votos, 453 votos das duas primeiras colocadas impuseram a derrota aos pelegos que desde 2001 se encastelavam no grêmio da Escola.
Pecedobê é expulso do DCE da UFMG
No último dia 17 de maio os estudantes da UFMG, revoltados com a governista Une e com o eleitoreiro e oportunista Pecedobê, expulsaram da universidade os representantes dessa entidade e desse partideco.
Há 6 anos no controle do DCE da UFMG, a Une tem feito malabarismos para tentar conter o repúdio dos estudantes ao seu governismo e conivência com a privatista reitoria da universidade.
No desespero de angariar alguns votos para sua chapa (chamada atitude), tentaram fazer marketing na campanha das eleições adiantando a data da "caravana da Une" em Minas Gerais. Estavam presentes para compor a mesa do "debate" o presidente da Une, Gustavo Petta, um representante do MEC e um da reitoria (todos defensores da contra-reforma e da chapa do Pecedobê).
Porém, cerca de 200 estudantes estavam concentrados para o debate entre as chapas concorrentes às eleições do DCE, marcado para o mesmo horário. Esperavam que chegassem as 3 chapas para a discussão, mas a chapa atitude teve a atitude covarde de não comparecer pela 2ª vez nos debates marcados na Universidade. Preferiram fazer companhia ao MEC e à Reitoria.
Não deu outra: um estudante fez a proposta de irem em manifestação para o auditório onde se encontravam a Une, o MEC e a reitoria, para expressar todo o repúdio à contra-reforma e à Une. Apavorados, todos estes governistas fugiram pelos fundos e se esconderam na reitoria. Os estudantes seguiram em passeata até a porta da reitoria gritando as palavras de ordem "Fora Pecedobê da UFMG", "Agora é pra valer, vamos expulsar a Une da UFMG", "Ministro, cara de pau, essa reforma é do Banco Mundial". Após a apresentação de um esquete contra a "reforma" universitária, a manifestação foi finalizada com a queima da faixa da chapa do Pecedobê para as eleições do DCE. Todas as outras atividades programadas da caravana Une/MEC na UFMG foram canceladas.
Este episódio marcou a desmoralização completa destes representantes do MEC. A expulsão desses oportunistas da UFMG se concretizou com sua derrota nas eleições por mais de 2000 votos de diferença.
Fora pecedobê da UFMG!
Oportunistas se desesperam nas eleições do CA de pedagogia na UFPR.
Nas últimas eleições para o C.A. de Pedagogia da UFPR em maio passado, a chapa Nadando contra a corrente foi eleita com 218 votos (67,49% dos votos válidos) a 105 da chapa perdedora (chapa governista da Une). A eleição obteve a maior participação dos estudantes dos últimos anos e foi bastante politizada, como há muito não se via.
Os oportunistas ficaram desesperados com mais esta derrota dentro das universidades e a impossibilidade de transformar o C.A. de Pedagogia em subsecretaria do MEC. A demonstração mais aberta desse desespero foi ao final da apuração dos votos. Ao se dar conta que havia perdido as eleições, uma militante da Une, integrante da chapa perdedora, agrediu fisicamente uma companheira do MEPR integrante da chapa Nadando contra a corrente.
Esta atitude desmoralizou ainda mais os governistas da Une que ficaram muito incomodados com o nível de politização e consciência dos estudantes. A participação e votação expressiva na chapa vencedora se deram justamente pelo reconhecimento dos estudantes na gestão anterior do CA, que rechaçava a prática do velho movimento estudantil da Une. Foi um dos C.A.s que mais intensamente fez a denúncia da contra-reforma universitária, através das discussões e debates. Não foi à toa que a participação dos estudantes da Pedagogia na manifestação contra a "reforma" foi uma das mais expressivas.
É um grande problema para o governo existência de um C.A. independente e de luta e com a participação tão ativa dos estudantes. Não é à toa que a Une queria de todo o jeito acabar com a organização independente dos estudantes de Pedagogia da UFPR. Não satisfeitos com a desmoralização e derrota chegaram a soltar um panfleto conclamando todos os partidos "populares democráticos" (lê-se: do governo) como o Pecedobê, PT e PCBrasileiro a "varrer o MEPR da UFPR". Tentaram ainda imputar o adjetivo de fascista ao Movimento Estudantil Popular Revolucionário, etiqueta que lhes assenta muito bem.
Porém nenhum destes apelos desesperados atinge os estudantes, que sabem identificar quem são seus verdadeiros amigos e quem são seus inimigos. O que a Une dentro da UFPR, assim como em todas as partes, não consegue esconder é sua cara oportunista, de entidade burguesa, inimiga dos estudantes. É a Une que está sendo expulsa de todas as universidades pela consciência avançada e ação dos estudantes.
Grupo ligado a Ubes/Pecedobê perde eleição de chapa única no Grêmio do Marconi
No dia 29 de junho estudantes da Escola Municipal Marconi (Belo Horizonte) repudiaram as eleições antidemocráticas para o grêmio estudantil com um vigoroso boicote as eleições. Quase metade da escola se recusou a votar e entre os votantes, a maioria anulou ou votou em branco. O resultado foi inédito na historia: a Ubes perdeu eleição de chapa única!
Este grupo ligado a Ubes, que se encastelou no grêmio nos últimos dois anos, são legítimos funcionários da Prefeitura e da Secretaria Estadual de Educação (defendem abertamente a aprovação automática e são contra o passe livre). Tentaram impedir de várias formas a participação dos estudantes nas eleições para o grêmio. De início, organizaram uma comissão eleitoral na qual ninguém pôde participar, composta em sua maioria por integrantes do velho grêmio e integrantes da Ubes, escolhida em reunião do próprio grêmio sem a participação dos estudantes. A comissão, sem fazer qualquer propaganda das eleições, abriu inscrições de chapas dia 17 de junho à tarde e encerrou dia 18, impossibilitando as inscrições de outras chapas que já se organizavam na escola.
Inconformados com a falta de democracia no processo eleitoral, os estudantes organizaram junto a UCMG (União Colegial de Minas Gerais) um abaixo assinado e até fizeram uma manifestação no turno da tarde em frente à sala do grêmio. Desde então, a chapa "Resistência e Luta", da qual participa a UCMG, começou a organizar uma ampla campanha pelo cancelamento do processo eleitoral e pela abertura de um novo processo onde todos pudessem participar. A campanha se intensificou com mais abaixo assinados, denúncia para toda a comunidade escolar e cartazes, e obteve grande apoio de professores e funcionários da escola.
A chapa da Ubes, com medo da opinião dos estudantes, arrancou os cartazes das outras chapas que foram impedidas de concorrer ao grêmio. Desesperados, lançaram uma série de mentiras e calúnias contra os estudantes, acusando a manifestação em frente à sala do grêmio de vandalismo e baderna.
As eleições com todas as trapaças e falcatruas só demonstra o desespero do velho movimento estudantil diante de sua inevitável bancarrota. O resultado final das eleições provou o repúdio dos estudantes a este processo e a estes chulos governistas: mais de 1200 estudantes não votaram, 770 votaram nulo e em branco e a chapa da Ubes conseguiu os espremidos 636 votos (e ainda questiona-se a veracidade destes, já que a urna ficou em seu controle durante todo o dia). Grande vitória dos estudantes; derrota e desmoralização da Ubes.
Abaixo a Une oficial, pelega e governista!
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