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A crise econômica é combustível para a Rebelião Popular

O VI Encontro Nacional do MEPR reunido dos dias 21 a 24 de fevereiro de 2009 traz suas saudações rebeldes e combativas a todos os estudantes brasileiros que lutam em defesa do ensino público e gratuito, contra a “reforma” universitária do Banco Mundial Lula e em defesa da democracia e autonomia universitárias.

Saudamos a todos os estudantes brasileiros que enfrentam, além da polícia, reitorias e diretorias fascistas, o oportunismo e todo o reacionarismo de UNE/UBES, legítimos representantes do velho movimento estudantil governista. Saudamos a cada companheiro processado ou expulso de sua escola e faculdade por lutar em defesa da educação, a cada estudante que não se intimida diante da política de repressão e desinformação promovida pelas retrógadas classes dominantes em nosso país.

Em especial, saudamos os povos de todo o mundo que lutam pela destruição do imperialismo e a construção de uma nova sociedade, onde não haja classes, exploração e opressão. Em nosso VI Encontro Nacional reafirmamos nosso compromisso de “servir ao povo de todo o coração!” de ser “tropa de choque da Revolução”. Isto porque temos a consciência de que hoje, mais do que nunca, é imprescindível e possível construir um verdadeiro movimento estudantil revolucionário em nosso país.

Há muitos anos afirmamos que cresce a luta dos povos por todo o mundo e que o imperialismo é um sistema podre, fadado ao fracasso. Hoje, a crise do sistema capitalista em escala mundial levanta as massas de todo o mundo, confirmando as magistrais análises de Karl Marx, Friedrich Engels, Lênin, Josef Stálin e Mao Tsetung de que o imperialismo será, inevitavelmente, derrotado pelos povos.

Abre-se um novo tempo para a Revolução Proletária Mundial

A inquebrantável resistência iraquiana contra o exército ianque e a heróica resistência do povo Palestino contra o Estado fascista de Israel infligem grandes derrotas ao monstro imperialista. No Peru, o PCP – Partido Comunista do Peru – batizado pela imprensa burguesa de “Sendero Luminoso”, dirigindo o glorioso EPL – Exército Popular de Libertação - enfrenta o exército pró-imperialista do Estado peruano, completando 29 anos de invencível Guerra Popular! O Partido Comunista da Índia (maoísta) constrói o poder popular em cerca de 30% do país e durante a farsa das eleições presidenciais, ocorridas no inicio deste ano, o povo realizou vigorosos protestos com a queima de urnas e cartórios eleitorais.

 

O proletariado, os camponeses pobres e as demais classes trabalhadoras se acercam de dias decisivos, em sua luta pela instauração do socialismo científico em todo o mundo e a construção de uma nova sociedade. A crise econômica é combustível para a Rebelião Popular: Abre-se um novo tempo para Revolução Proletária Mundial!

Lula: “o cara” de Obama e do FMI

Ao contrário do que afirma o presidente Luiz Inácio a crise econômica no Brasil não foi, não é e não será apenas uma “marolinha” e seus efeitos se fazem sentir na piora das já insuportáveis condições de vida do povo. Empresários e patrões, acobertados e apoiados pelo Governo, se utilizam do fantasma do desemprego para impor aos trabalhadores as mais absurdas relações de exploração (fim das férias, o trabalho aos domingos, o fim do Fundo de Garantia e da licença maternidade, cargas horárias de dez, doze horas...). Enquanto as “reformas” trabalhista, sindical, política, tributária são preparadas sob o pretexto da “modernização da economia” e da “flexibilização das relações de trabalho”. O Estado semicolonial e semifeudal incrementa, por todo o país, sua política fascista de criminalização da pobreza. No Rio de Janeiro, com o velho discurso do “combate ao narcotráfico” a polícia e o exército invadem vilas, morros e favelas, torturando e assassinando os filhos do povo. Ainda no Rio e também em São Paulo, aqueles que encontram no “trabalho informal” uma saída para o desemprego são tratados como bandidos, tendo suas mercadorias apreendidas, sendo espancados ou mesmo assassinados pelas forças repressivas do Estado.

Camponeses em luta pelo sagrado direito à terra são assassinados por bandos armados do latifúndio, associados às policias militar, civil e ao exército. Números da CPT – Comissão Pastoral da Terra – (diga-se de passagem, bem menores do que a realidade) dão conta de 28 assassinatos e 168 prisões somente no ano passado. E é claro, toda a sanguinária repressão ao movimento camponês é acobertada e apoiada pelo monopólio da imprensa que publica, diariamente, matérias pagas pelo latifúndio onde coloca a culpa do que denomina de “violência no campo” nas famílias de trabalhadores.

O Governo Lula trata os trabalhadores como bandidos enquanto presenteia banqueiros e o FMI com trilhões de dólares para os “salvar” da crise. “O cara” de Obama e do FMI não brinca em serviço e promove uma política de repressão, corte de direitos e entreguismo das riquezas da pátria, de fazer inveja a FHC, Sarney, Collor, Serra e todos os demais declarados “neoliberais”. Não satisfeito, inicia uma nova onda de leilões das riquezas nacionais, entregando a floresta amazônica e as reservas petrolíferas do país a seus amos estrangeiros. Tudo isto feito, é claro, como manda o script, com a conivência e o apoio das Centrais Sindicais pelegas (CUT/Força Sindical/CGT, Conlutas, etc.) e do velho movimento estudantil (UNE/PCdoB/PT e Conlute/PSTU) que realizam marchas e passeatas em defesa de mentirosos planos de “salvar o país da crise”.

O povo se rebela contra o fascismo do Estado e o oportunismo do Governo FMI/LULA

O povo responde com sua justa rebelião toda esta violência e injustiça, promovidas pelo decrépito e genocída Estado brasileiro. Revoltas populares explodem a cada dia, despertando ódio e medo nas retrógradas classes dominantes. Em Alagoas, no município de Matriz de Camaragibe, centenas de camponeses se revoltaram contra a prefeitura da cidade que foi cúmplice de um golpe praticado por aliciadores, fecharam uma estrada, incendiaram o fórum e o cartório eleitoral da cidade e enfrentaram com paus e pedras a repressão policial. Em maio, moradores das favelas de Tiquatira e Cidade Tiradentes, em São Paulo, se revoltaram contra a polícia assassina de jovens e incendiaram vários ônibus e caminhões nas ruas da cidade.

Greves e manifestações operárias, do funcionalismo público, de professores e estudantes tomam as ruas do Brasil. Centenas de lutas por fora e contra o oportunismo e governismo da CUT e UNE demonstram que o povo começa a compreender o verdadeiro papel de traidores e inimigos desempenhado pelo oportunismo.

Nas universidades paulistas, até o fechamento desta edição, os estudantes, professores e funcionários mantêm uma combativa greve em defesa do ensino e por democracia. Além das Ocupações de prédios e atos, um grande confronto se instalou na USP, no dia 9 de junho, como tentativa dos estudantes expulsarem a PM – que ocupa a instituição desde o dia 3.

No campo, avança a Revolução Agrária, as massas camponesas tomam latifúndios, cortam as terras e produzem, rompendo com os vários anos de predomínio do oportunismo da direção do MST. As prisões, assassinatos e as matérias pagas da imprensa venal, que tenta isolar o movimento camponês combativo, não são capazes de conter o turbilhão de tomadas que se alastram de norte a sul do país.

Cansado das mentiras, de promessas eleitoreiras, do pacifismo e reformismo de toda esta “esquerda” domesticada e comedida que há anos controla os “movimentos sociais” no Brasil, o sentimento de desilusão, ódio e desespero do povo, começa a ganhar uma nova direção: a destruição deste Estado e a construção de uma nova e verdadeira democracia pelas classes trabalhadoras, por meio da revolução agrária, como parte da revolução democrática ininterrupta ao socialismo.

REBELAR-SE É JUSTO!