28º Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia:

Fortalecimento do Campo de Luta

 

Preparação da manifestação do Encontro

Do dia 19 ao dia 25 de junho aconteceu em Vitória, no Espírito Santo o XXVIII ENEPe. O encontro marcado pela inscrição mais cara de todos os ENEPe’s, foi também o que menos inscrições recebeu, apenas 640. Nos ENEPe’s anteriores o encontro contabilizava até 2.000 inscrições. Isso foi resultado de uma política encabeçada por governistas na coordenação da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia que busca esvaziar as discussões para homologar os ataques contra educação e ao curso de pedagogia dentro do movimento estudantil do curso.

Na discussão sobre “reforma” universitária, os governistas tiveram a cara-de-pau de colocar dois palestrantes que defenderam o REUNI. Na mesa de movimento estudantil os governistas colocaram dois palestrantes que defendiam a Une, entidade do governo. Isso, mesmo depois do movimento estudantil de pedagogia (MEPe) ter deliberado vária vezes o rompimento com Une, e várias vezes contra a “reforma” universitária do Banco Mundial/Lula e pela revogação do REUNI. Essa canalha não tem a coragem de ir às plenárias falar sua posição política de defesa do governo, da “reforma” do banco mundial, e de defesa da Une governista inimiga dos estudantes e tentaram através dos palestrantes, fazer o movimento retroceder em sua posições de luta e combatividade.  Além do mais, foi muito difícil desconstruir todo o articulado discurso do governo com apenas 10 intervenções de 2 minutos.

Reunião do Campo de Luta durante o 28º ENEPe

Mas o MEPe conta com um grupo de estudantes que se organizaram para combater o governismo no movimento e desenvolver a luta contra a “reforma”: trata-se do Campo de Luta que interviu em todas as plenárias e grupos de discussão combatendo e denunciando as posições governistas e oportunistas, sustentando de forma heróica a posição do movimento estudantil da pedagogia.

Foi o Campo de Luta, juntamente com outros estudantes independentes, que sustentou e encampou a construção da manifestação do Encontro. Diante de uma plenária vazia (pois em vários aspectos o encontro não jogava para a participação dos estudantes) o Campo de Luta e outros estudantes mobilizaram mais participantes puxando palavras de ordem contra a “reforma” universitária e chamando a unidade dos estudantes do curso de Pedagogia. Os estudantes responderam ao chamado e realizaram um bonito Ato exigindo a revogação do REUNI e repudiando a criminalização dos movimentos estudantil e populares, com a participação de 150 estudantes.  

Além de tudo isso o Campo de Luta também organizou uma reunião que se transformou no principal espaço de discussão do Encontro. Ali não era a burocracia governista que mandava e sim os estudantes, e não tinha limite de intervenções e o tempo destas foi discutido coletivamente, o que não acontecia no restante do Encontro. Nessa reunião, participaram mais de 100 estudantes e ali foi onde se deu a principal luta política do Encontro. Os governistas participaram, derramando seus ataques odiosos contra o Campo de Luta e o MEPR, atacavam com as mais fantasiosas acusações, mas não conseguiam responder porque colocavam apenas a posição do governo. Resultado dessa luta política, o Campo de Luta cresceu mais, chegou a novas regiões do país e se consolidou nas regiões onde já existia.

Na plenária final, os governistas nem fizeram muita questão de aparecer e polemizar. Pois é exatamente essa a prática deles, não importa o que seja definido, aplicam o que é melhor para o governo, não constroem nenhuma luta, nem nada. Boicotam o plano de lutas definido no instância superior do movimento estudantil de pedagogia que é o ENEPe.

Mas os estudantes de pedagogia avançaram com seus planos de lutas. Reafirmaram a luta contra a “reforma” universitária, pela revogação do REUNI, e exigindo democracia na universidade, paridades nos conselhos universitários e eleição direta para reitor. E mais uma vez o governo sofreu importantes derrotas dentro do Movimento Estudantil da Pedagogia. Mais uma vez os estudantes de Pedagogia defenderam o caminho da luta!

 

Manifestação do XXVIII ENEPe fecha a rua em frente à UFES

 

>Baixe aqui o panfleto do Campo de Luta distribuído no Encontro<

 

Viva o Campo de Luta!

Abaixo a Une governista, oficial, pelega e reformista!

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