Reitoria da
UFMS ocupada! Viva a luta estudantil!

Os estudantes da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
ocupam a reitoria desde o dia 7 de agosto por
democracia na universidade.
No dia, realizou-se uma reunião do Conselho
Universitário para definir sobre o processo de consulta à
comunidade para indicação de novo reitor. Além de a comunidade
universitária não ter o direito de eleger diretamente seus
dirigentes, pois isto é impedido pela Lista Tríplice, os
estudantes só têm direito a 15% no total de votos. Os
técnicos-administrativos também contabilizam 15% na participação
e os professores 70%.
Esta é a lógica antidemocrática que rege a maioria das
Instituições de Ensino hoje no país.
Durante o Conselho os estudantes foram sistematicamente
proibidos de exercerem seus direitos de participação e
expressão. A reitoria chegou a impedir a participação estudantil
fazendo com que o maior segmento da universidade assistisse o
Conselho por um telão.
Não contente com este manobra arbitrária a reitoria violou ainda
o direito de fala dos conselheiros estudantis, interrompendo e
impedindo que estes se expressassem. Este é o funcionamento
desta universidade semicolonial no país: nenhum direito à
maioria e muito privilégio para alguns burocratas.
Após esbanjar a ausência de democracia reinante na Universidade
o reitor Manoel Paes Peró ignorou o encaminhamento feito por um
dos conselheiros dos estudantes, que representava a posição da
maioria, e se negou a pôr em votação a proposta paritária (o
mesmo peso de votos para os três segmentos: 33% estudantes, 33%
professores e 33% técnicos-administrativos) para a Consulta ao
cargo de reitor.
Os estudantes inconformados com o autoritarismo da reitoria
exigiram seus direitos mas ainda foram agredidos com cassetetes
de choque elétrico por seguranças.
Assim como em várias universidades, ficou evidenciada a falta de
democracia na UFMS. Como já afirmamos, a estrutura senil e
burocrática da universidade semicolonial permite ao governo ter
aliados seguros no controle das reitorias e exercer o
autoritarismo necessário para fazer passar suas posições.
Diante da arbitrariedade do reitor, os estudantes decidiram
ocupar a reitoria por tempo indeterminado até a garantia do voto
paritário na Consulta e no Conselho Universitário. Além desta
bandeira, os estudantes se posicionam pela rediscussão do REUNI,
contra a perseguição a estudantes, contra as taxas cobradas pela
instituição, além de outras reivindicações.
A reitoria que tentou derrotar o movimento estudantil cortando
água e luz do prédio um dia após a Ocupação se viu em apuros com
o crescente apoio e solidariedade aos estudantes e foi obrigada
a religar os serviços. A Ocupação completa hoje seu 12º dia!
Esta Ocupação se soma à onda de Ocupações que estourou no país e
anuncia que a chama de luta do movimento estudantil continua
acesa e ardente.
Viva a
Ocupação de Reitoria da UFMS!
Abaixo a
Lista Tríplice!
Paridade nos
Conselhos Superiores Já!
Preparar a
Greve Geral contra a “Reforma” Universitária do Banco
Mundial/Lula!