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1995/2015: 20 anos levantando a bandeira de que REBELAR-SE É JUSTO!

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O passo inicial para a construção do MEPR foi dado durante o XXX Congresso da UBES realizado na cidade de Goiânia em 1995, quando tomamos a histórica decisão de romper com o velho movimento estudantil oportunista e eleitoreiro de UNE/UBES. Éramos a segunda maior bancada do congresso com delegados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Pará. Nossos companheiros eram os mais organizados, combativos e disciplinados de todo o Congresso e nossa tese Rebelião era a mais profunda e revolucionária, lançando as bases para o novo caminho que apontávamos para os estudantes e a juventude brasileira.

Passados 20 anos, percorremos um caminho difícil e tortuoso que nos trouxe ao que somos hoje, a corrente democrático-revolucionária do movimento estudantil brasileiro forjada em duas décadas de duras e permanentes batalhas junto aos estudantes de nosso povo a serviço da Revolução Democrática, ininterrupta ao Socialismo. E o fato de celebrarmos os 20 de nosso rompimento com o oportunismo assistindo ao grande fracasso dos 13 anos de gerenciamento da frente eleitoreira de Dilma Rousseff (PT/PMDB/PSB/Pecedobê) é uma contundente comprovação da justeza daquela histórica decisão.


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No que deu o governismo da UNE/UBES

 

Quando da eleição de Luiz Inácio (PT) em 2002 e da ascensão da frente oportunista e eleitoreira encabeçada pelo PT e de seus carrapatos revisionistas do Pecedobê ao gerenciamento central do velho Estado, muitos estudantes e jovens caíram no canto da sereia da governista UNE/UBES de que as coisas mudariam para melhor para o povo com um governo que se dizia de “esquerda” e “popular”. Chegamos mesmo a ser vaiados em assembleias ao afirmarmos ser este governo a continuidade da mesma política econômica e social de subserviência aos interesses dos monopólios nacionais e estrangeiros, dos banqueiros, da grande burguesia, do latifúndio de velho e novo tipo (agronegócio) então levado a cabo por FHC/PSDB. Hoje assistimos sem qualquer surpresa a completa desmoralização de toda esta canalha oportunista eleitoreira como parte da crise moral deste velho Estado e de suas podres e corruptas instituições (legislativo, executivo e judiciário).

E, muito ao contrário das maravilhas prometidas pelo oportunismo com suas demagógicas reformas” iniciadas com o PROUNI, o legado do oportunismo para o ensino público pode ser resumido pelo crescimento sem precedentes dos monopólios do ensino superior privado e da Educação à Distância (EaD), realidade imposta nas universidades pela aplicação da “reforma” universitária ditada pelo Banco Mundial e, nas escolas, pela enfermidade endêmica do analfabetismo funcional maquiado pelos acadêmicos e tecnocratas da falsa “esquerda” eleitoreira com suas políticas de aprovação automática, somado ao fechamento de milhares de escolas e a sua privatização e a verdadeira destruição do ensino médio integrado ao ensino técnico por meio da imposição do IFET`s e do PRONATEC.

 

Junho/julho de 2013: a juventude se levanta e toda a canalha treme!

 

Foi a brutal repressão policial aos protestos contra o aumento das passagens em São Paulo no dia 13 de junho de 2013 a faísca que incendiou todo país. A Polícia Militar atacou os manifestantes com violência, dezenas de jovens foram presos e muitas pessoas ficaram feridas. Como uma resposta as indignantes imagens veiculadas pela televisão, o povo se levantou em gigantescas ondas de protestos que rapidamente se alastraram por centenas de cidades. A luta já não era pela redução do preço das passagens, mas em defesa dos direitos mais elementares sistematicamente negados ao povo pelo velho Estado e seus gerenciamentos de turno.

Desde as grandes jornadas de luta de junho/julho de 2013 a bandeira vermelha do MEPR é atacada com grande medo e ódio pelos setores mais reacionários da sociedade brasileira, tendo como porta-voz a apoiadora do regime militar fascista Rede Globo e seu porco jornal marrom, O Globo. Às vésperas do jogo final da Copa da FIFA, após a prisão arbitrária de 26 manifestantes na cidade do Rio de Janeiro nossa bandeira e exemplares da 17ª edição de nosso Jornal Estudantes do Povo foram apresentados durante coletiva de imprensa da policia civil do Rio de Janeiro junto a outros materiais utilizados em protestos como máscaras de gás e panfletos ao lado de um revolver de posse do pai de uma das ativistas, numa clara tentativa do podre judiciário, da polícia civil do Rio de Janeiro e do monopólio da imprensa de imputar ao nosso movimento a absurda acusação de “formação de quadrilha armada”.

 

Como parte desta verdadeira campanha de demonização da juventude combatente e do MEPR nosso companheiro Igor Mendes, estudante de geografia da UERJ ficou por quase 7 meses preso em Bangu, mantendo-se firme na defesa de nossos princípios e sempre erguida a bandeira vermelha da Revolução. Desde então, cientes e temerosos do verdadeiro caráter democrático revolucionário de nosso movimento não cansam de difundir matérias e informações falsas e destorcidas no objetivo de confundir a opinião pública buscando criminalizar o nosso movimento. Ataques que têm sido enfrentados e derrotados um a um por um amplo movimento em defesa dos direitos à livre organização e manifestação no Brasil e por diversos países por todo o mundo.

 

Assim foi temperado o aço

 

Os reacionários de todo o tipo, incluídos os oportunistas eleitoreiros na oposição oficial ao gerenciamento de turno do velho Estado como ficou comprovado com as covardes agressões contra nossos ativistas por capangas do PSTU em abril deste ano na UERJ, temem o crescimento de nosso movimento porque sabem se tratar de um movimento verdadeiramente revolucionário, temperado em duras e permanentes lutas em defesa dos direitos dos estudantes e do povo.

Nunca conciliamos com o velho Estado ou com os seus auxiliares oportunistas eleitoreiros. Desde as grandes jornadas de luta pelo Passe-Livre em BH nos anos de 1997/1999; na defesa intransigente da luta popular revolucionária dos operários e camponeses como na Grande Batalha das famílias da Vila Bandeira Vermelha em Betim (MG) no ano de 1999 e na Heroica Resistência Camponesa de Corumbiara (1995); em nossa grande manifestação anti-imperialista contra a invasão do USA ao Iraque pela qual com os nossos molotovs no consulado ianque trouxemos para o Brasil o espírito rebelde da juventude iraquiana e palestina etc. Em todas estas lutas, temos comprovado na prática os nossos princípios de que REBELAR-SE É JUSTO e de que são AS MASSAS QUE FAZEM A HISTÓRIA.

Importantes comprovações da justeza de nossa linha e exemplos de resistência que nos impulsionam continuar a seguir o caminho da luta independente e combativa nos dão o movimento nacional dos estudantes de Pedagogia, que há 11 anos infringe derrotas ao governismo da UNE e a grande luta dos estudantes da UNIR que em 2011 organizaram uma das mais importantes greves estudantis da história do movimento estudantil brasileiro, conquistando todas as pautas do movimento e derrubando o reitor corrupto Januário Amaral.

 

Cresce por todo o Brasil, o novo movimento popular estudantil!

 

O grande levante dos estudantes secundaristas de São Paulo que já ocuparam mais de 100 escolas e resistindo a política de desmonte do ensino público imposta pela reorganização” do gerenciamento de Geraldo Alckmin (PSDB) demonstra a disposição de luta da nossa juventude e as brilhantes perspectivas de crescimento da corrente democrática revolucionária entre os estudantes brasileiros.

O velho movimento estudantil com suas propostas conciliatórias e reformistas já não pode atrair estes jovens que se levantam em busca de soluções concretas e urgentes para se defenderem dos ataques contra os seus direitos. Estes jovens, que tomam as ruas desde as grandes jornadas de luta de junho/julho de 2013, já estão cansados das promessas e ilusões do velho Estado e de seu podre e corrupto processo eleitoral. Estão sedentos pelo novo e o novo é a Revolução!

Celebremos os 20 anos de nosso movimento redobrando nossa decisão e energia em mobilizar, politizar e organizar os estudantes na justa e necessária luta em defesa do ensino público e gratuito por escolas e universidades que sirvam ao povo, sempre tendo como tarefa principal e norte nosso ardente desejo e compromisso em servir ao povo de todo o coração: propagandeando, apoiando e participando ativamente da Revolução Agrária em curso, primeira etapa da Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista ininterrupta ao Socialismo como parte e a serviço da Revolução Mundial!

 

Viva o novo Movimento Estudantil Popular Revolucionário!

Eleição é farsa, não muda nada não! Organizar o povo para fazer Revolução!

 

REBELAR-SE É JUSTO

 

Movimento Estudantil Popular Revolucionário – Brasil – novembro de 2015

 

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