gototopgototop

GO: Juventude ergue barricadas contra a reintegração de posse da UFG

Avaliação do Usuário: / 0
PiorMelhor 

datauri-file

Juventude combatente resiste com audácia e decisão na UFG.

Comitê de Apoio ao AND – Goiânia

A repressão do velho Estado cresce a cada dia contra a juventude combatente. A criminalização da luta popular aumenta diante da resistência dos estudantes brasileiros.

No dia 14 de novembro os estudantes das várias ocupações da Universidade Federal de Goiás foram intimados pela Polícia Federal com a presença de um oficial de justiça. A decisão judicial exigia a identificação dos manifestantes e uma multa no valor de R$ 5 mil diários em caso de descumprimento, ademais o uso da Polícia Militar no auxílio à Polícia Federal.

Os estudantes fizeram uma assembleia no dia 14 e decidiram várias questões, entre elas a central: resistir contra a reintegração de posse. Como tática de resistência os estudantes resolveram dissolver as outras ocupações para se concentrarem em apenas um ponto da universidade, pois unidos são mais fortes.

 

No dia 15, varias ocupações fizeram suas assembleias internas, onde decidiram entregar os prédios ocupados e integrar a nova ocupação conjunta. No dia anterior, os estudantes haviam realizado a limpeza dos locais e entregaram para os diretores dos cursos no mais perfeito estado.

A nova ocupação estudantil conta com centenas de estudantes que estão dispostos a resistir à incursão repressiva do velho Estado. Ergueram várias barricadas pelas ruas do Campus Universitário, que são vigiadas por estudantes com cobertura nos rostos, atentos com foguetes para vigiar a aproximação da polícia. O plano de resistência já foi traçado e de comum acordo foram definidos os seus passos.

Os estudantes elaboraram uma carta de reivindicações encaminhada ao reitor, que se reuniu com uma comissão em 15 de novembro pela manhã. Nessa carta de reivindicações constam demandas locais, como linha de ônibus e extensão do subsídio alimentação, além das pautas nacionais, como a não aprovação da PEC 55 (antiga PEC 241) e da Reforma do Ensino Médio. O reitor tentou mais uma vez enrolar os estudantes, falando que as pautas locais já estão sendo encaminhadas e que a reintegração de posse foge ao seu controle, pois foi uma ação do próprio Ministério da Educação.

Os professores também estão se organizando e movimentando. Fizeram um acampamento em frente à reitoria, que já conta com a presença de centenas de professores e apoiadores. O objetivo dos manifestantes é forçar o sindicato pelego Adufg (controlado pelo Pecedobê) a realizar uma assembleia que possa decidir sobre a greve da categoria, já que a última assembleia foi suspensa pelo presidente do sindicato, que se aproveitou de um protesto estudantil que adentrou o local com palavras de ordem em defesa da greve geral, para alegar que os presentes não possuíam segurança.

O sindicato está manobrando descaradamente para que a assembleia não aconteça e está organizando uma consulta on-line com os filiados sobre uma greve na instituição. Os professores organizaram o acampamento e iniciaram o recolhimento de assinaturas para exigir a realização de uma nova assembleia com indicativo de greve.

Eles já possuem a quantidade de assinaturas suficientes para forçar a realização da nova assembleia. Os técnicos também continuam em greve e muitos trabalhadores têm somado nas atividades de luta, como manifestações e as próprias ocupações.

Os estudantes, técnicos e professores dão mostras da sua resistência e disposição para a luta. A juventude combativa desmascara mais uma vez o reformismo e o oportunismo, encastelados no movimento estudantil, nos ensinando que a resistência e a luta popular são o caminho para a revolução brasileira.

 

Celebrações

Teses

Facebook

Jornal A Nova Democracia

FERP (Chile)