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Debates sobre luta pela terra e a Chacina de Pau D’Arco no Rio de Janeiro.

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Na última semana ocorreram três atividades que discutiram a atualidade da questão agrária no nosso país e a importância do apoio decidido de estudantes aos camponeses pobres em luta pela conquista da terra e destruição do latifúndio.

Na Uerj e na UFF, nos dias 4 e 5 de setembro, ocorreram a exibição do documentário lançado pelo Jornal A Nova Democracia “Terra e Sangue: Bastidores do Massacre de Pau D’Arco” e um debate com a presença de representantes do Cebraspo - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos, do Conselho Editorial do Jornal a Nova Democracia e um representante da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres. O debate da UFF contou ainda com a presença de uma professora de Ciências Sociais. Na mesma semana, realizou-se ainda a exibição do documentário num colégio secundarista localizado na Tijuca.

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Em todas as ocasiões debateu-se como os crimes do latifúndio contra os camponeses em luta contam com o aval do velho Estado. No atual momento de grave crise econômica, política e moral de seu sistema de exploração o velho Estado brasileiro, com a quadrilha de Temer à cabeça, busca ainda entregar de bandeja ainda mais recursos ao anacrônico latifúndio. É para manter este sistema podre que é tomada medidas que legalizam as grilagens de terra dos latifundiários, perdoam suas dívidas bilionárias e acobertam os assassinatos às massas de camponeses, indígenas e quilombolas, praticados por seus capangas.

O representante da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres ressaltou a combatividade com que a massa de camponeses têm se lançado na luta combativa pela conquista da terra ao longo de toda história de nosso país. Sobretudo nos últimos anos de aprofundamento da crise geral do capitalismo burocrático, após o grande levantamento das massas de Junho de 2013 e do total desmascaramento do velho Estado, como sendo um aparelho que oprime e explora o povo enquanto assegura os interesses das classes dominantes brasileiras, à serviço do imperialismo, principalmente ianque.

Neste contexto é que os camponeses tomam cada vez mais terras do latifúndio, os indígenas avançam nas suas lutas pela demarcação e os quilombolas se organizam para que seus direitos pela terra sejam garantidos. Apontando para a destruição do latifúndio com grandes levantamentos no campo, que, unidos com as lutas radicalizadas, classistas e combativas nas cidades, serão capazes de destruir o velho aparelho de dominação das classes dominantes e edificar uma Nova Democracia.

O representante do Cebraspo colocou a importância da juventude na luta antiimperialista na maior das crises que o imperialismo já passou em toda sua história. Crise que se encontra desde 2008 e que até hoje os grupos monopolistas só fizeram se aprofundar, financiando as guerras de rapinas pela repartilha de todo mundo, como as intervenções dos países imperialistas no Oriente Médio Ampliado.

As respostas dos povos de todo o mundo têm, cada dia mais, impondo derrotas aos planos imperialistas de expandir a barbárie por todo o mundo. A recente manifestação em repúdio ao G20 na Alemanha, aonde jovens revolucionários de toda Europa deram grande exemplo de luta antiimperialista.

Após a intervenção dos convidados e exibição do documentário, estudantes das universidades e escolas interviram nos debates, aprofundando seu entendimento de que é necessário o apoio decidido dos jovens nas cidades a principal luta democrática desenvolvida hoje no nosso país, a luta pela terra. Muitos colocaram a sua disposição de seguir apoiando o movimento camponês combativo, seja nas universidades ou fora delas, após se formarem, de seguir levantando a bandeira da Revolução Agrária e da Revolução de Nova Democracia.

 

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