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UNIFESP: BOICOTAR O “GRUPO DE TRABALHO” REACIONÁRIO - GREVE GERAL DA EDUCAÇÃO!

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No mês de Agosto, a reitoria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) realizou audiências públicas em todos os campus da UNIFESP,  revelando para os estudantes os cortes que a gerência Temer vem fazendo no orçamento do PNAES (Plano Nacional de Auxílio Estudantil). Segundo a reitoria, há garantia de pagamento das bolsas para estudantes em vulnerabilidade socioeconômica somente até o final do ano, e ano que vem, com o orçamento previsto, já não seria mais possível pagar todas as bolsas integralmente. A proposta da reitoria é ir cortando aos poucos dos estudantes em “menor vulnerabilidade”, como os de Perfil V e IV do auxílio PAPE (Programa Auxílio para Estudantes), além de possíveis cortes no subsídio para todos os estudantes no Restaurante Universitário.  

Vivemos o impacto da política de ataque às universidades e escolas públicas pelo gerenciamento do bandido Michel Temer (PMDB) e sua quadrilha, que à mando do imperialismo principalmente ianque dão continuidade e aprofundam a política de sucateamento e privatização do ensino público aplicada pelos gerenciamentos anteriores de Luiz Inácio e Dilma (PT) e FHC (PSDB). As propostas do Banco Mundial e do FMI vem sendo implementadas sem tirar nem por, propostas estas que querem às custas do povo brasileiro enriquecer os bolsos de grandes burgueses e ensinar de maneira acrítica e tecnicista milhões de jovens e estudantes para facilitar o desenvolvimento de uma mão-de-obra barata para trabalhar em seus latifúndios e fábricas como animais. 

Na esteira desses e outros ataques aos direitos do povo brasileiro pelo velho Estado, o Poder Judiciário dá sua chancela e cobertura legal a todas essas medidas. Expressão disso é a recente aprovação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da cobrança de taxas e mensalidades para cursos de especialização em universidades públicas, abrindo a porteira para a onda de privatização planejada pelo velho Estado burguês-latifundiário.  

 

Somado a outros fatos, isso nos mostra que o Judiciário é tão corrupto e tão reacionário quanto o Executivo e o Legislativo e que, apesar de suas disputas internas, se unem, em última instância, para atacar os trabalhadores.

O que as classes exploradoras (grande burguesia e latifundiários, serviçais do imperialismo, principalmente ianque) pretendem é, partindo do sucateamento e desmonte do ensino público levado a cabo por seu velho Estado, a mando do imperialismo, apontar a privatização como “solução” incontornável, cobrando taxas e mensalidades nas universidades públicas ou transformando essas em instituições completamente privadas. Não permitiremos! Esse filme não é novo e no início dos anos 2000, estudantes universitários empreenderam duras lutas e conseguiram impedir a cobrança de taxas e mensalidades nas universidades públicas e devemos nos mirar nesses e outros exemplos, como os secundaristas de São Paulo que impediram o fechamento de escolas pelo gerente estadual Alckmin (PSDB) em 2015.

No caso da UNIFESP, a Reitoria, tentando se fazer de coitada, já vem fazendo uma “reavaliação” dos auxílios, que no fundo, significa reduzir de maneira disfarçada o valor das bolsas que já são pagas para evitar qualquer mobilização. Como parte dessa tramoia, o Pró-Reitor de Assuntos Estudantis propôs a criação de um suposto “Grupo de Trabalho” para discutir como aplicar a política dos cortes, convidando os estudantes a participar do servilismo da reitoria à gerência Temer e escolher a dedo de quais estudantes irão tirar o direito à educação. Vejam bem: querem que escolhamos em conjunto quais estudantes perderão o direito de estudar. Ora, esse “Grupo de Trabalho” é nada menos que uma farsa criada pela Reitoria para legitimar os cortes nos auxílios com o aval dos estudantes, principalmente com a ajuda dos pelegos e reformistas que querem cavalgar em cima da luta dos estudantes para seus pérfidos interesses eleitoreiros, pois é exatamente nestes que a reitoria confia.

São as organizações eleitoreiros da UNE quem estão defendendo essa participação (UJC/LSR e demais siglas eleitoreiras), porquê não querem travar luta consequente com esse “governo” reacionário, mas galgar postos no podre parlamento do velho Estado brasileiro utilizando o movimento estudantil de curral eleitoral. Outra vez se repete a oportunidade de conchavo entre os reacionários e os oportunistas, como já aconteceu em nossa universidade, que para acabar com a greve de 2015, sentaram na mesa e discutiram o fim da mobilização. Daquelas vez eles conseguiram. Perdemos tudo, mas não a memória, e dessa vez devemos combater de forma inseparável tanto as contra-reformas da gerência Temer quanto o oportunismo eleitoreiro que quer enganar o movimento estudantil e montar em suas costas.

Por isso, nós do MEPR, defendemos o boicote ao fajuto “Grupo de Trabalho”, como forma de forjar os estudantes desde já para as batalhas que havemos de travar, sem nenhuma forma de conciliação ou negociata com esse velho Estado. A proposta de “GT's” conjuntos é antiga, e foi uma das principais artimanhas para tentar desmobilizar a greve dos professores na UERJ – caso mais grave de aprofundamento dos cortes -, que já não recebem salário há muito tempo e mesmo assim caíram nas patranhas dos burocratas, impulsionando a desmobilização da categoria. Não nos enganemos! Lutar de maneira cabal e consequente contra os cortes na educação deve ser o nosso norte, mirando uma Greve Geral da Educação combativa que unifique estudantes, funcionários e professores.

Dois caminhos se apresentam no movimento estudantil. Um é o caminho da conciliação com o velho Estado brasileiro, que alimenta ilusões no povo e nos estudantes e tenta direcionar as lutas das massas para seus apodrecidos fins eleitorais, fechando acordos de gabinetes pelas costas dos estudantes e traindo suas lutas, prática da falida União Nacional dos Estudantes (UNE) e dos movimentos que a compõem. Esse é o caminho burocrático e só tem conduzido os estudantes a derrotas. O outro, é o autêntico caminho democrático, caminho da luta combativa e radicalizada das massas, sem qualquer ilusão com nenhuma das instituições do velho Estado e sua podre e corrupta farsa eleitoral. Na verdade, O Brasil precisa é de uma Grande Revolução! Revolução de Nova Democracia Ininterrupta ao Socialismo para edificar uma Nova Economia, uma Nova Política e uma Nova Cultura, atendendo aos anseios populares. Esse é o caminho que vai conduzir o povo a vitórias e à conquista de um ensino verdadeiramente público, gratuito, democrático, científico e a serviço do povo. Não percamos tempo companheiros! Organizemo-nos para a luta e preparemo-nos para grandes batalhas!

 

 Abaixo a UNE oportunista oficial pelega e reformista!

Resistir e combater contra os ataques ao ensino público!

Rebelar-se é justo!

 

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