No último dia 16 de setembro, em repúdio à presença de propaganda mentirosa de Israel na Universidade de Brasília, estudantes organizaram ato público denunciando as agressões o papel deste Estado no Oriente Médio e exaltando a resistência palestina.
Entre os dias 09 e 23 de Setembro, em nome dos “60 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Israel”, a Embaixada de Israel, com o apoio da Fundação Jacobi, da empresa aérea El Al Israel e da Universidade de Brasília, promoveram uma “exposição fotográfica” no Salão de Exposições da Biblioteca Central da UNB. A tal exposição continha dezenas de imagens exaltando o ambiente supostamente pacífico de Israel, bem como apresentando todo o arsenal tecnológico do Estado sionista e de seu exército. Não faltavam também imagens de demonstrações públicas de afeto dos militares (um casal de soldados se beijando, por exemplo! Provavelmente no intervalo entre um bombardeio e outro, sobre civis inocentes!).
O ato de repúdio contou com a participação de cerca de 25 estudantes e com o apoio de mais alguns que aderiram à marcha no caminho.
A manifestação seguiu, chamando “palavras de ordem” contra Israel e de apoio ao povo palestino, ao longo do Instituto Central de Ciências (prédio central da UnB), dentro da Biblioteca e por fim se dirigindo ao prédio da reitoria, onde, depois de reafirmarem seu repúdio à atitude da administração da UnB, foi queimada a odiosa bandeira de Israel.
O apoio da UnB a essa atividade de propaganda fascista, que visava encobrir a verdadeira face de Israel, é revelador da conivência e cumplicidade de supostos defensores dos “direitos humanos” do atual governo federal e também da atual reitoria governista daquela universidade para com as ações criminosas desta entidade sionista nesses sessenta anos de sinistra e ilegítima existência.
Sessenta anos de ocupação, de massacres, sessenta anos de aprisionamento de um povo em sua própria terra! É isto o que a embaixada tentou descaradamente comemorar dentro de uma Universidade pública brasileira.
Não podemos aceitar que as escolas e universidades sejam palco desse tipo de provocação! O sionismo racista, que já controla boa parte da mídia televisiva e das publicações em nosso país, não pode se utilizar dos espaços da universidade pública para se auto-promover e tripudiar sobre o sangue de povos agredidos por mais de sessenta anos.
MORTE ÀS TROPAS ASSASSINAS DO EXÉRCITO ISRAELENSE!
VIVA A HERÓICA RESISTÊNCIA PALESTINA!
JUVENTUDE PALESTINA, SUA LUTA CONTINUA NA AMÉRICA LATINA!
| < Anterior | Próximo > |
|---|

