No último dia 21 de outubro, foi realizado no Auditório do Instituto de Ciências Humanas da UnB, o debate "REUNI: reestruturação ou precarização", por iniciativa do Campo de Luta do movimento nacional de estudantes de Pedagogia. A organização da atividade contou com o apoio do MEPR e de estudantes independentes.
Os debatedores convidados foram os professores Evson Malaquias, da diretoria nacional do ANDES-SN e Remi Castione, da Faculdade de Educação da UnB.
As falas dos componentes da mesa expressaram as posições pró e contra o REUNI, se concentrando nas questões de fundo do decreto e proporcionando um rico debate, que durou cerca de três horas.
Estiveram presentes cerca de 50 estudantes de diversos cursos da universidade, que logo depois das falas dos palestrantes, formaram uma fila (literalmente) para garantir suas intervenções e perguntas. A maioria das falas foram de estudantes contrários ao REUNI, apesar de alguns colegas que se mostraram ainda iludidos com a propaganda da reitoria governista de que o REUNI significaria "a democratização da universidade".
O debate sobre o REUNI tem sido boicotado nas universidades depois que o projeto foi "aprovado" (na base do porrete) pelos conselhos superiores a serviço do MEC. Tudo para evitar que, principalmente os alunos ingressantes por meio das vagas abertas via REUNI, adquiram consciência dos reais objetivos contidos nas metas do decreto assinado por Lula em abril de 2007.
O evento organizado pelo Campo de Luta demonstrou que, mesmo com todo o boicote das reitorias e dos pelegos ligados à UNE, que dizem que "o REUNI já passou", o tema está mais vivo do que nunca e precisa ser questionado por todos os meios. Afinal, agora que o plano está sendo aplicado e revela toda a sua natureza precarizante, de desestruturação da universidade pública é que estamos sentindo o seu verdadeiro impacto.
O MEPR espera que esta iniciativa das companheiras e companheiros da Pedagogia sirva de exemplo para todos os que estão enfrentando a aplicação do famigerado "Plano de Reestruturação" em suas universidades. Que se multipliquem as ações de luta contra o REUNI, como debates, manifestações e paralisações de aulas, como parte da construção de uma Greve Geral combativa e unificada em defesa das Universidades Públicas.
Contra o REUNI, ocupar todas as Universidades!
Greve Geral contra as "reformas" do Banco Mundial!
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