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UNIR: Para barrar o sucateamento, o fechamento e a privatização de universidades e escolas públicas: GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO!

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Para barrar o sucateamento, o fechamento e a privatização de universidades e escolas públicas:

GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO!

 

No início de agosto, a reitoria da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) emitiu posicionamento a respeito dos impactos no orçamento da universidade causados pelos cortes de verba para o ensino público. Apesar do Orçamento de Pessoal não ter sido comprometido, o Orçamento de Custeio sofreu corte de 10% e até a data (01/08), apenas 70% desses recursos foram recebidos pela universidade, impactando diretamente as despesas de manutenção e funcionamento da universidade (energia, água, limpeza, etc), como afirma a própria reitoria na nota. Sobre o Orçamento de Capital, a reitoria afirmou o recebimento de apenas 40% do dinheiro, impedimento o prosseguimento de projetos na universidade, aquisição de equipamentos, acervo bibliográfico, obras de engenharia, etc, que entre outras coisas, vai atrasar ainda mais, ou mesmo impedir, a realização de demandas históricas da comunidade acadêmica, como a construção do restaurante universitário, conquista da vitoriosa Greve da UNIR em 2011 e até agora não concretizada.

 

Até agora ainda não havíamos sentido na UNIR, de forma mais dura, o impacto da política de ataque às universidades e escolas públicas pelo gerenciamento do bandido Michel Temer (PMDB), que são continuidade e aprofundamento da política de sucateamento do ensino público e privatização aplicada pelos gerenciamentos anteriores de Luís Inácio e Dilma (PT) e FHC (PSDB). Para os mais atentos era evidente que essa realidade mais cedo ou mais tarde seria sentida na UNIR. Como a própria reitoria admitiu, esse cenário que se avizinha da UNIR está inserido no panorama mais amplo dos cortes de verbas pro ensino público a nível nacional.

 

Basta ter olhos e ouvidos para perceber a grave situação em que estão as universidades públicas do Brasil: servidores efetivos e, principalmente terceirizados, com salários atrasados; cortes de bolsas de assistência estudantil e bolsas de pesquisa e extensão; “recessos” forçados para reduzir custos e; o mais grave, ameaça concreta de fechamento de universidades estaduais e federais, sendo o exemplo mais dramático a UERJ.

 

Na esteira desses e outros ataques aos direitos do povo brasileiro pelo velho Estado, o Poder Judiciário dá sua chancela e cobertura legal a todas essas medidas. Expressão disso é a recente aprovação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da cobrança de taxas e mensalidades para cursos de especialização em universidades públicas, abrindo a porteira para a onda de privatização planejada pelo velho Estado burguês-latifundiário.

 

Somado a outros fatos, isso nos mostra que o Judiciário é tão corrupto e tão reacionário quanto o Executivo e o Legislativo e que, apesar de suas disputas internas, se unem, em última instância, para atacar os trabalhadores.

 

O que as classes exploradoras (grande burguesia e latifundiários, serviçais do imperialismo, principalmente ianque) pretendem é, partindo do sucateamento e desmonte do ensino público levado a cabo por seu velho Estado, apontar a privatização como “solução” incontornável, cobrando taxas e mensalidades nas universidades públicas ou transformando essas em instituições completamente privadas. Não permitiremos! Esse filme não é novo e no início dos anos 2000, estudantes universitários empreenderam duras lutas e conseguiram impedir a cobrança de taxas e mensalidades nas universidades públicas e devemos nos mirar nesses e outros exemplos, como os secundaristas de São Paulo que impediram o fechamento de escolas pelo gerente estadual Alckmin (PSDB) em 2015.

 

Dois caminhos se apresentam no movimento estudantil. Um é o caminho da conciliação com o velho Estado brasileiro, que alimenta ilusões no povo e nos estudantes e tenta direcionar as lutas das massas para seus apodrecidos fins eleitorais, fechando acordos de gabinetes pelas costas dos estudantes e traindo suas lutas, prática da falida União Nacional dos Estudantes (UNE) e dos movimentos que a compõem. Esse é o caminho burocrático e só tem conduzido os estudantes a derrotas. O outro, é o autêntico caminho democrático, caminho da luta combativa e radicalizada das massas, sem qualquer ilusão com nenhuma das instituições do velho Estado e sua podre e corrupta farsa eleitoral. Nós do MEPR defendemos e chamamos a todos os estudantes a também defenderem o caminho da luta, pois a luta é o que muda, o restante só ilude. E só com duras lutas iremos resistir e combater contra os ataques ao ensino público, sem perder a perspectiva de que O Brasil precisa de uma Grande Revolução! Revolução de Nova Democracia Ininterrupta ao Socialismo para edificar uma Nova Economia, uma Nova Política e uma Nova Cultura, atendendo aos anseios populares. Esse é o caminho que vai conduzir o povo a vitórias e à conquista de um ensino verdadeiramente público, gratuito, democrático, científico e a serviço do povo. Não percamos tempo companheiros! Organizemo-nos para a luta e preparemo-nos para grandes batalhas!

 

Resistir e combater contra os ataques ao ensino público!

Rebelar-se é justo!

 

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