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Começou a greve nas Universidades Federais

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Foi deflagrada na última quinta-feira greve dos professores das Instituições Federais de Ensino Superior de todo o país. Estima-se que já 39 IFES tenham aderido ao movimento grevista. Trata-se de resposta inevitável e necessária ao desmonte continuado do Ensino Superior em nosso país. As principais reivindicações dos docentes são um plano de carreira digno e aumento do piso salarial proposto pelo governo, além de melhores condições de trabalho e infra-estrutura.

Assemblia_dos_professores_da_UFPE_aderiu__greve

 

É necessário que os estudantes se somem a essa mobilização, assim como os técnico-administrativos, fazendo dessa greve uma verdadeira paralisação geral unificada em defesa da educação pública. Basta ter olhos para constatar a gravidade da situação das universidades públicas em nosso país. A gravidade –falência até –do sistema de ensino público em todos os níveis, aliás. No caso das IFES, o REUNI, aprovado pelos Conselhos Universitários mediante todo tipo de atropelos e medidas anti-democráticas, disse a que veio e mostrou-se, inclusive, pior do que a encomenda. Chegamos a 2012, último ano da aplicação daquele Plano, com uma não aplicação dos investimentos já denunciados como insuficientes quando da sua imposição.

Trata-se de uma afirmação baseada em dados concretos. Vejamos: dos 3,5 milhões de metros quadrados de obras previstas, nem metade (46%) foi construída. Até 2011, a expectativa era de que fossem aplicados R$ 5,2 bilhões no Plano, mas dados do Portal da Transparência indicam que
esse montante ficou em apenas R$ 2,8 bilhões.  Se o plano inicial proposto pelo governo, de dobrar o número de vagas ofertadas e incrementar recursos de toda ordem em no máximo 20%, já era apresentado como verdadeiro desmonte da universidade pública brasileira, imaginem o que resultará do não-cumprimento do que já era insuficiente. Pois é esse mesmo o quadro, como podemos observar.
Some-se a isso os sucessivos cortes de verba da Educação, constantes e
crescentes ano após ano, e teremos o resultado, na ponta dessa cadeia, verdadeiramente desastrosa: aulas em contâineres, falta de professores, de laboratórios, obras inacabadas
para todos os lados, enfim, falta de tudo.

Greve geral nas universidades!

 

Não é de hoje que nosso Movimento defende e faz, ali onde atua, todos esforços para converter em realidade, a linha de que só é possível deter os ataques à universidade pública em nosso pais pelo caminho combativo, sobretudo através de greves gerais e ocupações de REItoria. A vida tem confirmado a justeza desse caminho, e a falsidade dos que pedem “paciência” com o governo.

Já no ano passado ocorreram greves importantes como a dos técnico-administrativos e de universidades como UFPR (Paraná) e UNIR (Rondônia). As ocupações de REItoria também se sucederam em todo o País. A deflagração de uma greve pelo ANDES-SN, no entanto, possibilita uma maior dimensão das mobilizações, o seu caráter unificado a nível nacional. Não há dúvida que o apoio dos estudantes deve ser incondicional, mas não deve ser de modo algum passivo: é necessário fazer passeatas, assembléias permanentes, ocupar REItorias e seguir erguendo bandeiras históricas do movimento estudantil, como a da democratização das universidades.

É necessário, também, não alimentar o discurso enganador da “unidade” com a UNE e os setores governistas, que de boca apóiam a greve mas que farão todo o possível, concretamente, para desmobiliza-las. Ali onde forem eleitos comandos de greve, é importante garantir que estejam os setores mais combativos e vinculados às bases, rechaçando os que se agarram a cargos para, na verdade, frear a mobilização. Apoiar a greve é dizer também quem é seu principal inimigo e, também, seus principais alvos. Se o principal inimigo da greve deflagrada nas federais é o governo federal –será que alguém poderá nega-lo? –seu principal alvo é o sucateamento resultante, exatamente, da aplicação do REUNI. Não dize-lo claramente e não orientar a greve no sentido de uma ampla campanha de agitação e mobilização é, na verdade, sabotar a greve. Aos estudantes cabe colocar todo seu ímpeto a força ao lado do caminho independente e combativo.

Todo apoio à greve nas Universidades Federais!

Greve geral contra as “reformas” do Banco Mundial!

Rebelar-se é Justo!

Universidades paradas até agora:


Universidade Federal do Amazonas
- Universidade Federal de Rondônia
- Universidade Federal Rural do Amazonas
- Universidade Federal do Pará / Central
- Universidade Federal do Pará / Marabá
- Universidade Federal do Oeste do Pará
- Universidade Federal do Amapá
- Universidade Federal do Maranhão
- Universidade Federal do Piauí
- Universidade Federal do Semi-Árido (Mossoró)
- Universidade Federal da Paraíba
- Universidade Federal da Paraíba / Patos
- Universidade Federal da Paraíba / Cajazeiras
- Universidade Federal de Campina Grande
- Universidade Federal Rural de Pernambuco
- Universidade Federal de Alagoas
- Universidade Federal de Sergipe
- Universidade Federal do Triângulo Mineiro
- Universidade Federal de Uberlândia
- Universidade Federal de Viçosa
- Universidade Federal de Lavras
- Universidade Federal de Ouro Preto
- Universidade Federal de São João Del Rey
- Universidade Federal do Espírito Santo
- Universidade Federal do Paraná
- Universidade Federal do Rio Grande
- Universidade Federal do Mato Grosso
- Universidade Federal do Mato Grosso / Rondonópolis
- Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
- Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
- Universidade Tecnológica Federal do Paraná
- Instituto Federal do Piauí
- Instituto Federal de Minas Gerais
- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
- Universidade Federal do Vale do São Francisco
- Universidade Federal de Goiás – Campus do Catalão
- Universidade Federal de Pernambuco
- Universidade Federal do Acre
- Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

 

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