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Trabalhadores em Educação no Paraná apontam o caminho da Greve Geral!

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Desde o dia 09/02, os trabalhadores em educação do Paraná deflagraram Greve Geral por tempo indeterminado contra a precarização e a privatização da previdência pública no estado que se dá por meio de um “pacotaço” de medidas contidas nos projetos de lei 06/2015 e 60/2015, impostos pelo governador Beto Richa (PSDB) e que preveem a alteração do Regime de Previdência Complementar, determinando que os(as) novos(as) servidores(as) não tenham mais direito à aposentaria integral - estipulando o teto máximo de R$ 4.662,43 para aposentadoria pelo Regime INSS -  e a criação de um Fundo Complementar de Pensão (de direito privado), para quem quisesse contribuir paralelamente para se aposentar em sua integralidade (entre outros ataques à previdência pública). Os trabalhadores exigem ainda o pagamento de salários atrasados, melhorias em suas condições de trabalho e resistem contra o corte de direitos duramente conquistados.

 

Deflagração da Greve e Ocupação da Assembleia Legislativa

A assembleia que deflagrou a Greve Geral por tempo indeterminado, no último dia 09/02, contou com a participação de mais de dez mil professores e demais trabalhadores em educação, além de centenas de estudantes e trabalhadores de diversas categorias.

 

PAUTA DA GREVE:


1. Retirada ou rejeição dos projetos de lei PLC 06/2015 e o 60/2015 (a nomenclatura que receberam as duas mensagens enviadas pelo governador à Assembleia Legislativa do Paraná na última semana);
2. Pagamento imediato dos salários em atraso (PSS, 1/3 de férias, auxílio alimentação, conveniadas);
3. Retomada das negociações sobre os temas educacionais e a organização escolar;
4. Retomada do Porte das Escolas (tendo como referência mínima dezembro de 2014).

 

PONTOS IMEDIATOS PARA NEGOCIAÇÃO:

                                                    
1.Retomada imediata dos projetos educacionais e programas;
2.Abertura e reabertura de turmas/matrículas, contra a superlotação das salas de aulas;
3. Nomeados de todos(as) os(as) concursados(as);

 

No dia 10 de fevereiro, centenas servidores ocuparam o Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), resistindo à truculência dos “seguranças”. A ocupação aconteceu logo depois de os deputados aprovarem, com 34 votos favoráveis e 19 contrários, o requerimento que instituiu Comissão Geral para a apreciação do pacote de medidas, (Comissão Geral é um mecanismo previsto no regimento interno da ALEP que permite aos deputados votarem um projeto de lei, em um único dia, sem que a proposta passe por comissões específicas).

 

No dia 12 de fevereiro, milhares de professores acampados do lado de fora da Assembleia Legislativa fecharam os portões buscando impedir a entrada de deputados favoráveis à imposição do “pacotaço” de ataques aos direitos trabalhistas. Quando os servidores souberam da tentativa de golpe dos deputados que se reuniam às escondidas no restaurante da ALEP, os trabalhadores enfrentaram uma forte repressão policial com balas de borracha, cacetes, bombas de gás e spray de pimenta e invadiram a sórdida “sessão”, neste dia alguns deputados foram obrigados a adentrar na ALEP escoltados dentro de um caminhão da Tropa de Choque.

 

Greve se expande para as universidades estaduais

O arrogante governador Beto Richa (PSDB), que havia difamado e depreciado os trabalhadores com declarações no monopólio da imprensa qualificando os grevistas de “arruaceiros”, foi obrigado a recuar diante à combatividade da categoria e retirou ainda no dia 12/02 da pauta de votação da ALEP os projetos de lei 06/2015 e 60/2015. Neste momento, a adesão à greve era de quase 100% nas escolas em todo o estado e os professores e servidores de várias universidades aderiam ao movimento: Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro); Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); Universidade Estadual de Londrina (UEL); Universidade Estadual do Paraná (Unespar); Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp); Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

 

Governo de Beto Richa (PSDB) recua, mas a greve continua!

Na última quinta-feira, dia 19/02, houve uma reunião entre representantes do governo e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) e o governo se “comprometeu” que os itens do "pacotaço" contra a previdência pública relacionados à Educação ficariam fora dos projetos, que estão sendo revisados e voltarão a ser apresentados à ALEP na próxima semana. O terço de férias atrasados vão ser pagos em duas parcelas, nos meses de março e abril. Já os profissionais contratados pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS) que tiveram o contrato encerrado em dezembro serão pagos no dia 24 deste mês. Quanto às progressões e às promoções, será feito um estudo antes de uma “proposta” ser apresentada. A greve continua e uma nova assembléia dos trabalhadores em educação do Paraná está marcada para o próximo sábado, dia 21/02.

Organizar a Greve Geral em defesa das escolas e universidades públicas!

A luta dos trabalhadores em educação do Paraná é mais uma demonstração da necessidade de aproveitarmos este momento de aprofundamento da crise econômica, política e social do capitalismo burocrático no país para levantar grandes mobilizações unificadas em defesa do ensino público e gratuito. Somente unindo estudantes, professores, funcionários, pais e toda a comunidade na defesa da escola e universidade pública é possível dar respostas a todos os nossos problemas e desafios, desde a precarização do trabalho docente ao fracasso e evasão escolar.

                                                        

Combatendo os ataques dos diferentes governos ao nosso direito de estudar e aprender de forma indissociável ao combate a todo o oportunismo que busca canalizar nossas justas lutas para seus projetos eleitoreiros demagógicos e mesquinhos. Construir a Greve Geral por tempo indeterminado, ocupando todas as escolas e universidades: mobilizando, politizando e organizando estudantes, professores, pais e comunidades por democracia e autonomia em todas as instituições de ensino, contra o sucateamento e a privatização! Em todas estas mobilizações exigir a libertação de todos os presos políticos e a extinção de todos os processos contra manifestantes e apoiar a luta pela Revolução Agrária, denunciando a criminalização da luta pela terra e defendendo do direito do povo a terra, pão e justiça!

 

 

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Abaixo a “Pátria Educadora” de Dilma Rousseff (PT) com seus cortes de verbas e direitos!

Resistir ao sucateamento e à privatização do ensino público com a Greve Geral!

 

                                                                                                    

 

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