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Abaixo o massacre olímpico!

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No dia 5 de agosto iniciaram-se oficialmente os Jogos Olímpicos “Rio 2016”, mais um engendro do imperialismo, principalmente ianque, e da grande burguesia lacaia brasileira e seus gerentes de turno para saquear o povo brasileiro. Essas olimpíadas ocorrem em meio a um grande aprofundamento da crise crônica da economia semicolonial e semifeudal de nosso país, e completa crise política, social, moral e ética do velho Estado brasileiro, onde este e as diferentes siglas do Partido Único encontram-se totalmente desmoralizadas. Nessas circunstâncias os abutres que promovem e beneficiam-se desse megaevento tem levado a cabo um enorme cerco midiático para tentar convencer o povo de que as olimpíadas são algo bom para a nação e deixarão um “legado”. Além disso, e destacadamente, montou-se uma verdadeira operação de guerra envolvendo dezenas de milhares de efetivos das polícias militar, civil, federal, rodoviária federal, força nacional, exército, marinha e aeronáutica, tudo a pretesto de combater “possíveis atos de terrorismo”. O povo que não se deixou intimidar pelo (esse sim) terrorismo do velho Estado foi às ruas e exerceu seu justo direito de rebelião contra a farra dos monopólios e o pioramento sistemático das condições de vida dos trabalhadores.

            Em todo o Brasil já vinham ocorrendo protestos espontâneos durante a passagem da tocha e incontáveis tentativas de apagá-la, culminando no combativo ato dos trabalhadores, e principalmente da juventude, que conseguiram apagar a tocha em Angra dos Reis, durante sua passagem pelo município em 27 de julho.  Na semana do início dos jogos esses protestos intensificaram-se e ganharam expressões mais organizadas e politizadas.

 

 

Rio de Janeiro

 

            No início da semana (01 a 03 de agosto) ocorreram combativas panfletagens com agitação em locais de grande circulação de massas da cidade do Rio, que contaram com a presença de diversas organizações populares, classistas e combativas como  MEPR, Liga Operária, Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), Movimento Feminino Popular (MFP), Unidade Vermelha (UV – ORNL), Frente Independente Popular (FIP - RJ), além de ativistas do campo independente e combativo. Eles denunciaram o massacre olímpico, defenderam o justo direito de rebelião das massas e o direito de manifestação, além de denunciar a farsa eleitoral e defender o caminho da Revolução de Nova Democracia Ininterrupta ao Socialismo para dar resposta aos anseios do nosso povo.

            Na cidade de Niterói, região metropolitana do Rio, ocorreu um combativo protesto na terça-feira, 2 de agosto. O ato concentrou-se na praça do terminal das barcas, local de maior fluxo de pessoas da cidade, e contou com a presença de trabalhadores, de universitários e, principalmente, dos estudantes secundaristas da região que ocuparam suas escolas e rechaçaram as entidades oportunistas e eleitoreiras. Logo no início do ato, a PM já provocava os manifestantes, que não abaixaram a cabeça e resistiram a essas provocações, o que foi seguido de uma covarde e desproporcional repressão da PM, que agrediu os manifestantes e usou spray de pimenta. Três ativistas foram detidos pela polícia e liberados algumas horas depois. Mesmo diante de toda sanha repressiva do velho Estado, os manifestantes conseguiram fazer intensa denúncia do massacre olímpico e propaganda da luta classista, independente e combativa, conquistando amplo apoio daqueles que passaram pelo local. Além disso, a altivez desse ato da juventude combatente impôs a mudança do trajeto inicial que a tocha percorreria na cidade. No dia seguinte ao ato, uma nova agitação com panfletagem ocorreu em Niterói.

            Em vários municípios da Baixada Fluminense (destacamente Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo e Nova Iguaçu) ocorreram intensos protestos do povo contra a passagem da tocha com grande adesão de professores e estudantes que atuaram na greve da educação e ocupações das escolas. Cabe destacar que essa é uma região do estado do Rio com gravíssimos problemas na educação, saúde, infraestrutura, segurança e lazer, que são sistematicamente negados ao povo pelo Estado, e a passagem da tocha elevou ainda mais a revolta popular, que já é latente nesses locais.

            Na sexta-feira, dia 05/08 e dia da abertura oficial dos “jogos olímpicos”, ocorreu um grande ato durante a tarde no bairro da Tijuca, onde fica localizado o estádio de Maracanã, sob a consiga principal de Abaixo o massacre olímpico! O ato contou com a participação de todas as organizações revolucionárias citadas acima, além de ativistas e organizações independentes, trabalhadores em geral, professores, estudantes e representantes de setores democráticos. Desde a concentração até seu encerramento o ato contou com agitação e propaganda vigorosas com megafones, bandeiras, faixas e cartazes de solidariedade internacional, expondo a defesa dos ativistas da ATIK (Associação dos Trabalhadores Turcos na Europa) que foram presos e perseguidos politicamente por vários Estados imperialistas da Europa, fotos dos dois heróis do povo negro estadunidense Micah Xavier Johnson e Gavin Eugene Long, além de cartazes de ativistas revolucionários da Alemanha que expressavam nesse idoma as consignas Abaixo o massacre olímpico! e Abaixo a farsa das eleições!

            Um grande contingente de policiais foi destacado para cercar a Praça Saens Peña, onde o ato se concentrou, porém os agentes da repressão não conseguiram impedir o ato de fechar a rua e iniciar seu trajeto. Durante todo o ato a PM provocou os manifestantes, tentando realizar sua tática fascista do “envelopamento”, além de tentar impedir o ato de seguir seu trajeto em diversos pontos e, em momentos em que manifestantes “furavam” os bloqueios e os conflitos com as forças de repressão se agudizavam, a PM conseguiu levar alguns ativistas detidos, apesar de toda altivez e resistência dos manifestantes. Mesmo diante de toda repressão da polícia e de todo aparato de guerra montado para garantir as olimpíadas, o ato demonstrou mais uma vez a lei universal das sociedades de que onde há opressão, há resistência! Ao longo de todo trajeto do ato, moradores e trabalhadores do bairro manifestaram caloroso apoio ao protesto e alguns, inclusive, incorporaram-se à manifestação.

            Ao chegarem na Praça Afonso Pena, também na Tijuca, ativistas revolucionários fizeram uma fala de saudação ao ato e àqueles que o construíram, mesmo diante de toda repressão e cerco midiático, ressaltando a importância política de lutar em defesa do direito de manifestação, mais ainda de uma manifestação com tal caráter, demonstrando o rechaço popular à farra das olimpíadas e a disposição de luta dos trabalhadores e da juventude para destruir todo esse quadro de exploração e opressão do povo. Por fim, foi feito um chamado ao povo para permanecer nas ruas durante e depois das olimpíadas em protestos de denúncia e mobilizado para as lutas futuras.

Encerrado o ato e, a maior parte dos manifestantes encaminhando-se para dispersar, a PM atacou deliberadamente com gás lacrimogênio e tiros de balas de borracha a todos os presentes na praça, incluindo crianças e idosos que nem sequer estavam no ato, demonstrando uma vez mais o fascismo desse velho e apodrecido Estado.

 

Belo Horizonte (MG)

 

            Também no dia 5 de agosto, ativistas da Liga Operária, além de estudantes, professores e outros trabalhadores realizaram, na região central da cidade, uma vitoriosa panfletagem com agitação denunciando o massacre olímpico em curso no Rio de Janeiro e os lucros fabulosos dos monopólios e sangria de recursos para a realização desse megaevento que impactam em todo país. Ademais, os ativistas destacaram as importantes iniciativas de resistência popular expressas nos protestos contra a passagem da tocha, e contra as olimpíadas de forma geral, e a necessidade do povo organizar-se cada vez mais para exigir seus direitos básicos, realizar um boicote ativo à farsa eleitoral e lutar pela Revolução Democrática Ininterrupta ao Socialismo em nosso país. A atividade conquistou grande apoio daqueles que passavam pelo local e muitos paravam, discutiam e demonstravam grande interesse pela luta popular.

 

São Paulo

 

            Seguindo a linha de denunciar do massacre olímpico e exercer o seu justo direito de rebelião, a juventude combatente, que foi pioneira (e vitoriosa!) na ocupação de escolas em nosso país, também realizou protesto no dia 05/08, melando todo clima de festa que as classes exploradoras e o monopólio de imprensa tantaram impor. Mais de cem pessoas concentraram-se no vão do MASP (histórico local de concentração de atos na cidade) e desde o princípio a PM fascista provocava os manifestantes com revistas arbitrárias. Antes mesmo da saída do ato e, quando os ativistas tentaram ocupar a avenida, a polícia tentou impedí-los sem sucesso, dada a disposição de luta da juventude que furou o bloqueio. Em determinado ponto do ato, a PM conseguiu empurrar os manifestantes para uma rua mais estreita e usou a tática nazifascista conhecida como “Caldeirão de Hamburgo” (criada e desenvolvida pelos esbirros fascistas de Hitler) para cercar os manifestantes e agredí-los brutalmente. Prosseguindo com a repressão, a PM levou 80 pessoas detidas. Ainda assim, o ato conseguiu cumprir seu papel de denúncia da espoliação do povo feita pelos monopólios (particularmente a farra das olimpíadas), de defesa do direito de manifestação e de agitação das massas para que essas exerçam sua revolta.

Em todos esses atos, o ataque deliberado das forças de repressão só confirma o que tem sido apontado pelos democratas e revolucionários: o aprofundamento da fascistização do Estado brasileiro de grandes burgueses e latifundiários para tentar conjurar sua crise insolúvel e, principalmente, tentar conter a fúria e organização crescentes do povo.

 

Solidariedade Internacional

 

            Além das combativas manifestações ocorridas em todo o Brasil, organizações e ativistas revolucionários e democráticos de várias partes do mundo organizaram protestos em seus respectivos países contra o velho Estado brasileiro, os monopólios a que este serve e, em solidaridade ao povo e lutadores brasileiros.

            No dia 05/08, em Hamburgo, Alemanha, ocorreu um protesto em frente ao Consulado Honorário do Brasil em Hamburgo, convocado pela Aliança contra a Agressão Imperialista que levantou a consigna Abaixo o massacre olímpico! Os ativistas panfletaram a tradução do panfleto homônimo à consigna produzido pela Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo – Brasil (FRDDP), havendo a leitura deste no início do ato. Nas falas dos ativistas foram feitas explanações sobre as condições em que as olimpíadas tem sido realizadas no Brasil e o alto (e sangrento) preço que o povo brasileiro tem pago por elas. Exercendo seu internacionalismo proletário, os ativistas abordaram a situação dos presos políticos democráticos e revolucionários no Brasil e no mundo. Foi marcante a presença da juventude revolucionária que interviu ativamente na manifestação.

            Os valorosos companheiros da Frente de Estudantes Revolucionária e Popular – Chile (FERP) também realizaram manifestação com a consigna de “Abaixo o massacre olímpico!” em frente à embaixada do Brasil na capital Santiago, bem como emitiram uma importante nota. Na nota os companheiros denunciam o efeito destrutivo dos megaeventos no Brasil e, principalmente no Rio, para as massas mais profundas, a militarização e o assassinato de pobres nas favelas e bairros pobres e destacaram as lutas que o povo brasileiro tem levado a cabo contra o velho Estado, em especial, a luta dos camponeses por seu sagrado direito à terra. Ao fim da nota, a FERP aponta as semelhanças entre os povos, e suas respectivas lutas, do Chile e do Brasil, ambos explorados e oprimidos pelo imperialismo e ambos decididos a combater essa exploração, reafirmando o internacionalismo proletário dessa que é a autêntica corrente democrática revolucionária dos estudantes do Chile.

           

            Diversas panfletagens, manifestações, etc, estão sendo e serão realizadas até o final da farra das olimpíadas em que a consigna de Abaixo o massacre olímpico! será levantada às alturas e em que invariavelmente vão arder as chamas da revolta popular em oposição à pasteurizada chama da tocha, símbolo do escárnio do imperialismo e demais classes exploradoras para com as amplas massas populares do Brasil. A cada ato, agitação, panfletagem, o povo reforçará a ideia de que necessita de uma mobilização e organização permanentes e crescentes para passo-a-passo, parte por parte, conseguir liquidar definitivamente toda esta suja ordem de exploração e opressão, e conquistar uma Nova e verdadeira Democracia!

 

 

 

 

Abaixo o massacre olímpico!

Abaixo o velho Estado burguês-latifundiário brasileiro, serviçal do imperialismo!

Abaixo a farsa eleitoral!

O povo prepara sua rebelião! Abre-se um novo tempo para a Revolução!

Rebelar-se é justo!
 

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FERP (Chile)